terça-feira, 21 de julho de 2009

APOSENTADOS COMISSIONADOS: ISTO É QUE É PRIVILÉGIO!

Em nossa primeira edição, manifestamos neste espaço nossas preocupações com os cargos comissionados, sua ocupação por cabos eleitorais dos Prefeitos, sua falta de compromissos para com o serviço público e sua ferocidade ao sugar os cofres públicos. Mas após algumas reuniões dos Sindicatos dos Servidores Municipais do ABCDMRR, constatamos que existe ainda um inimigo mais perigoso entre nós: trata-se do Servidor aposentado comissionado.
Em todas as Prefeituras da região, alguns privilegiados Servidores (de cargos no teto da tabela) se aposentam e logo em seguida são convidados pela Administração, à ocuparem um cargo em comissão. No mesmo dia que sai a portaria aposentando, sai também outra portaria nomeando. Tanta sorte é fruto da capacidade profissional? Vamos fazer justiça com algumas raras exceções, pois ainda existem alguns Servidores que simplesmente "carregam" a Prefeitura nas costas e por isso acabam sendo nomeados após a aposentadoria, por méritos. Mas isso é exceção, pois a maioria das vezes o critério é outro.
Após décadas trabalhando a serviços de interesses de políticos tradicionais, traindo a sua própria Categoria e participando de campanhas políticas, alguns Servidores tornam-se viciados pelo cargo e pelo poder. Quando se aposentam, procuram o político de plantão e ajeita a sua vida com dois salários, ou seja, aposentadoria e comissionado. Com essa atitude, nós Servidores que nos aposentamos bem longe do teto das tabelas de cargos, perdemos duas vezes, pois continuamos a sofrer com o Servidor que sempre defendeu o Prefeito e sua turma e ainda vemos os cofres públicos sendo surrupiados pelo duplo salário.
É preciso que combatamos esse privilégio, para que aos poucos possamos começar a mudar o Quadro de Servidores. Acabando, através da aposentadoria, com os Servidores viciados em viver à sombra dos políticos. Caro Servidor Aposentado Comissionado, dê uma olhada ao seu redor e verá que você está emperrando a melhoria do serviço público e ocupando o espaço de outros companheiros capacitados e comprometidos com essa categoria. Resgate sua dignidade e vá curtir seu ócio decentemente!
Texto do Sindicato dos Servidores do ABCDMRR, Ano I, Nº I, Abril de 1996, página 4, Servidores do ABC "Rumo à Unificação".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Prosperidade

Quem luta apenas pela prosperidade individual, torna-se conivente com a pobreza coletiva.

Carlos Benethi

terça-feira, 7 de julho de 2009

POSIÇÃO DA SUBSEDE DA APEOESP SBC SOBRE O ENCONTRO PREPARATÓRIO PARA A CONFERÊNCIA REGIONAL E ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

Recebemos o convite para participar do Encontro Regional Preparatório para a Conferência Regional e Estadual de Educação convocado pela Secretaria Municipal de Educação, através de e-mail assinado pela Secretária Cleuza Repulho, enviado na terça feira dia 30 de junho.
No dia 01 de junho (quarta feira), entramos em contato com a Secretaria através da Sra. Alzira, manifestando nosso interesse em participar do evento para colocar a posição dos professores da Educação Básica Pública, um dos segmentos mais representativos do campo educacional correspondente a cerca de 1,8 milhões no Brasil, cerca de 230 mil no Estado de São Paulo e mais de 4 mil em SBC, dos quais 2,4 mil filiados ao nosso sindicato.
Na oportunidade lembramos à representante da Secretaria, que nós temos posição sobre os diversos eixos que compõem a pauta da CONAE. Participamos do debate na condição de conferencista na Conferência Municipal de Guarulhos. Na oportunidade destacamos que as Conferências Educacionais são importantes, desde que ajudem na mobilização pela verdadeira mudança efetiva na educação, pois no Brasil o principal problema para o desenvolvimento da educação básica é a contenção das verbas públicas destinadas ao setor. Só no ano passado segundo dados da UNESCO atingimos 4,6% do PIB e assim mesmo parcela considerada desses recursos vai parar no ralo da corrupção e dos desvios de finalidade. A própria UNESCO recomenda no mínimo 6% e os estudiosos do tema financiamento no mínimo 7% 10%. Nessa perspectiva convém destacar que o governo federal de 2003 a 2007 desviou da educação 32,9 bilhões de reais, através da DRU (Desvinculação de Receitas da União).
Quando falamos do Estado de São Paulo a situação é ainda mais dramática. Segundo o DIEESE o investimento do governo do Estado com educação é de apenas 1,89% do PIB. De 2002 a 2009 o governo reduziu a aplicação de recursos na educação de 15,1% para 13,1% do orçamento estadual. As despesas com pessoal passaram de 12,7% para 9,2% no mesmo período.
Esse processo resultou na falta de condições mínimas de trabalho, arrocho salarial dos professores e sucessivos fracassos educacionais. Não atingimos a universalização total no ensino fundamental, chegamos a 97,1% do atendimento, porém ainda temos 2% fora da escola nessa faixa etária. No ensino médio quase 20% estão fora da escola e apenas cerca de 50% terminam esse nível estudo. Com relação à situação das escolas cerca de quase 12% não tem sequer energia elétrica.
Esses dados expressam que os compromissos dos governantes com educação são proclamados apenas durante as campanhas eleitorais. Passado aquele período a realidade se encarrega de mostrar a verdadeira face dos mesmos. Autoritarismo na gestão, ataques frontais contra os minguados direitos conquistados com sangue, suor e luta pelos servidores, maquiagem de números apenas para favorecer as estatísticas oficiais, são alguns dos mecanismos utilizados para reproduzir o ciclo dramático que aprofunda a terrível desigualdade social do país.
Nesse contexto os jargões como "gestão democrática", "educação de qualidade social", "avaliação", "controle social", etc. São utilizados pelos governos como objetivos proclamados para ocultar os objetivos reais: imposição de políticas, arrocho salarial, sucateamento das escolas e avaliação punitiva, são colocados em prática sob o manto de políticas avançadas.
Na educação a venda de projetos salvadores como "reforma do ensino médio", "índice de desenvolvimento educacional", "progressão continuada", "bônus de mérito", "ENEM", "saresp", "prova Brasil" e "municipalização do ensino", são alardeados como a salvação da educação. Na prática têm por objetivo favorecer o enxugamento da participação do Estado na educação, arrochando salários e demitindo professores.
Para realizar um evento dessa importância deveriam ter sido convocadas as entidades da sociedade civil, representantes de professores, pais, alunos e demais interessados no debate educacional, para juntamente com o poder público municipal, participar da organização do mesmo,consensuando data, formato, conferencista, etc.
Ao optar por organizar o evento a partir do gabinete da SME sem a participação dos diversos atores inseridos no cotidiano da educação, a Secretaria Municipal de Educação de SBC segue o mesmo caminho dos seus antecessores, impondo uma gestão oficial sem a participação dos diversos setores organizados, adotando decisões unilaterais, desconectadas da vontade dos profissionais do magistério público oficial.
Ao colocar na mesa de debate geral um representante do MEC e outro da UNDIME, sem permitir que os professores possam expor suas posições e pontos de vistas divergentes das visões apresentadas pelos dois segmentos anteriores, os Gestores de SBC seguem a mesma cartiha dos diversos secretários estaduais de educação, que têm expressado preconceito contra os trabalhadores da escola pública, impondo políticas de forma verticalizadas, resultando em sucessivos fracassos, com consequências nefastas para a educação estadual.
Diante do exposto, a APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - SUBSEDE SBC, em respeito aos professores, pais e alunos e à democracia como instrumento pleno de participação, exposição de posições e tomada de decisões coletivas, não participará desse Encontro.
Esperamos que a SME como indutora das políticas públicas educacionais do município, tome a iniciativa no sentido de democratizar sua gestão, contribuindo para que os organismos de normatização e fiscalização da educação em nível municipal sejam constituídos de forma democrática, através de um encontro convocado com antecedência e com a participação de toda comunidade escolar, bem como respeitando as decisões tomadas coletivamente.
Reiteiramos nossa posição de nos reunir com a Secretaria Municipal de Ensino para debatermos todos os pontos da pauta já protocolada junto à administração, tais como: a não municipalização de ensino; abono de ponto aos professores municipais para participarem das reuniões de representantes de escola no sindicato, aumento salarial e outros, dando início a um novo tempo na educação da cidade.
Nossa solidariedade aos servidores municipais em luta por reposição salarial, garantia da data base e liberdade de expressão. Nosso sindicato está de portas abertas aos educadores para construirmos uma nova educação municipal, diferente das políticas centralizadoras e de gabinete, através da implantação de Conselhos de Escola, e Conselhos Educacionais livres e democráticos.

Coordenação da Subsede da APEOESP de SBC.

sábado, 4 de julho de 2009

NEM O PASSADO COMO ERA, NEM O PRESENTE COMO ESTÁ...







* Aldo Santos - Há décadas, os servidores municipais de São Bernardo vêm resistindo às sucessivas administrações,que tratam os “servidores como trabalhadores de segunda categoria”, do ponto de vista salarial e da valorização profissional. Com o avanço das relações democráticas e a criação do Sindicato do funcionalismo a partir de 1989, os servidores ganharam autonomia, consciência de classe e fisionomia nas relações trabalhistas , no cumprimento dos deveres e na preservação de direitos.
Sua primeira diretoria teve como presidenta a companheira Sandra, que contribuiu fortemente para consolidação do mesmo, enfrentando o fisiologismo e o vício de clientelismo que permeava parcela do funcionalismo, por vezes, tutelados politicamente.
Lembro-me que participei intensamente da greve deflagrada pelos servidores onde foi dirigida por um amplo comando de greve, marcando definitivamente uma nova postura nas relações sindicais trabalhistas. Foi uma greve duríssima com repressão e conflitos permanentes, internos e externamente, nas relações sindicais e políticas na cidade.Como vereador, acompanhei de perto a condução da referida greve,sempre de forma militante e solidária para com trabalhadores grevistas.
Foi um dos grandes conflitos que enfrentei na gestão do PT. Mesmo entrando em conflito com a administração e o próprio PT, sempre tomei partido ao lado dos trabalhadores que foram convencidos que nada será dado e sim, tudo será conquistado.
A administração Maurício/Djalma Bom, do PT, sempre teve uma tratativa hostil para com o funcionalismo público municipal. Perseguiram inúmeros trabalhadores como o próprio Dib, o jornalista Laranjeira, o subprefeito Chicão do Riacho grande e tantos outros que ousaram contrariar ou divergir do Alcaide Eleito.
Vinte anos depois, “a trágica história se repete”, com um prefeito experimentado junto ao movimento sindical, mas, ao invés de atender aos servidores através da entidade de classe, o mesmo se choca com o movimento organizado atraindo mais uma frente de conflito na cidade.
Com o funcionalismo decepcionado e ávido para recuperar as perdas salariais e a valorização profissional, o prefeito ainda é cobrado pelas promessas e compromissos eleitorais que teria assumido na Campanha passada. Parafraseando Marx, será que podemos afirmar que a história da administração petista se repete: “a primeira como tragédia, a segunda como farsa”?
O Partido Socialismo e Liberdade (P-Sol) diante do descaso, abandono e omissão do atual prefeito Luiz Marinho para com os aguerridos servidores municipais, externa sua solidariedade e apoio conforme nota abaixo:
“Toda solidariedade aos servidores de São Bernardo em luta.Com mais de 40% de defasagem salarial, transporte público sendo um dos mais caros do Brasil, com déficits habitacional, educacional e de saúde, este é o cenário ao qual o SERVIDOR PÚBLICO está inserido e que justifica a pauta de reivindicações e sua luta. Não é de hoje que os servidores vêm denunciando as péssimas condições de trabalho e o rebaixamento salarial,como nas greves dos GCM’s em 2007 e a greve geral de 2006,(administrações Maurício/Dib), tornando-os vítimas das mais variadas administrações públicas, o que incidiu numa série de perseguições e punições que até agora não foram revogadas.Esperamos que a atual administração (Maurício/Marinho) não reproduza a mesma truculência do passado recente.Queremos parabenizar a todos e todas que não se deixam abater pelas dificuldades e que apesar de todos os obstáculos, sabem que com coragem e unidade pra lutar a vitória se torna um objetivo próximo. Queremos dizer também que o PSOL – Partido Socialismo e Liberdade está presente nesta luta e tem orientado seus militantes, filiados e simpatizantes a cerrarem fileiras com todos (as) os/as servidores (as) pela conquista de suas reivindicações”.
Além dos dados e argumentos acima, outros pontos precisam ser debatidos junto ao conjunto do funcionalismo de SBC, como a democratização da direção da entidade de Classe (Sindicato), garantindo-se a proporcionalidade direta e qualificada na diretoria, afim de garantir a pluralidade político-sindical que existe de fato na categoria.
Espero concretamente que o atual presidente possa ter a sensibilidade suficiente para dar conta dessa realidade.É fundamental e urgente a recomposição a atual direção, pois grande parte da diretoria traiu os trabalhadores “trocando” sua representação sindical por cargos comissionados na administração da cidade.
É urgente convocar os suplentes para compor a direção, pois a representação atual está comprometida e defasada e se não ocorrer o diálogo, outras medidas deverão ser tomadas para garantir a representação e a condução do referido movimento Sindical.
Outro ponto que deve ser discutido é em relação à desfiliação ou não da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que hoje se transformou numa entidade chapa branca e correia de transmissão dos interesses patronais e dos governos.
Nós defendemos a unificação da Conlutas com a Intersindical , rumo à construção de uma nova central de luta e representativa dos interesses efetivos da classe trabalhadora.Nesse contexto, com sucessivos prefeitos omissos e carrascos do Funcionalismo Público municipal, a única certeza que temos é que nem o passado como era (Administração Dib), nem o presente como está (gestão Marinho/Aguiar), representa de fato os anseios de luta, mudanças e transformações urgentes que a classe trabalhadora clama.
Devemos confiar sempre na força do movimento organizado, na entidade representativa de nossa classe e na superação efetiva dos governantes enganadores do povo que só enxergam os trabalhadores alguns dias antes das eleições.
Para o movimento ser vitorioso, deve estar unido e organizado para derrotar definitivamente os políticos que tem duas caras; uma antes da eleição e outra a partir do momento em que é eleito.Uma cara como situação e outra como pseuda- oposição?“Nem o Passado como era, nem o presente como está. Junte-se ao Psol para mudar”. Mudar é Preciso!
* Aldo Santos é ex-vereador, sindicalista, membro do diretório nacional e presidente do P-Sol de São Bernardo

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

Nós, servidores públicos de São Bernardo do Campo, vimos a público informar o motivo de nossas paralisações e manifestações.
Após longos anos acumulando perdas salariais, sofrendo assédio moral, sem condições dignas para desempenhar nossas atividades, veio a tão prometida mudança que incluiria todos. Valorização e respeito ao servidor.
Porém não foi bem isso que aconteceu. No início do ano protocolamos nossa pauta de reividicações, assim como é feito por todas as categorias de trabalhadores. Após três meses de negociações, veio a resposta: A administração propôs O% de reajuste salarial, O% de aumento no auxílio-transporte e O% de aumento no vale-refeição para os servidores públicos.
Não temos vale-transporte, recebemos apenas 78 reais de auxílio-transporte. O trabalhador que mora em São Bernardo gasta 110 reais por mês para trabalhar. Recebemos pouco mais que 4 reais de auxílio-alimentação. Um marmitex custa em média 8 reais. Falta materiais, equipamentos, uniformes e ferramentas para trabalharmos.
A luta por condições dignas de trabalho dos servidores de São Bernardo é também de toda a população. Pois a valorização do funcionário público reflete em um melhor atendimento nos equipamentos públicos.
Toda população está convidada a participar deste protesto por melhores condições na saúde, educação, e melhoria no atendimento.
SÁBADO, 04 de julho de 2009 às 9 horas da manhã, no Paço Municipal.
Passeata aberta à toda a população. Traga sua família.
(Texto do SINDSERV-SBC)