segunda-feira, 30 de novembro de 2009

obras de arte?

andei dando um role pela galeria de artes que todos temos no crânio e em meio a Boteros, Picassos, Dalis, Manequinhos Araujo, Aldemir Martins, Portinaris e outros menos votados, descobri uma nova tendência uma forma inusitada de (des)arte.
quem vagueia por S. B. Campo, assim como eu, já a deve te-la (des)apreciado.
voltando aos mestres temos cubismo, expressionismo, art-nuveau, abstracionismo, entre outras formas e mais recentemente o grafitismo.
com parco estardalhaço, ou nenhum, essa nova forma toma de assalto o mundo, mas falo de Bernô City que é minha área.
vou ser breve para ser coerente e não fazer fazer parte dessa turma de artistas.
falo do movimento do vazio.
é irmão, estão esvaziando o mundo, o homem está andando de ré, os palacianos indo para as mansões, os moradores de mansões para apartamentos menores e assim vai até que cheguemos ao semi-miserável empurrado de seus barracos para as ruas.
porém mais me assustam os galpões industriais se deteriorando e dando resposta ao quadro que "pintou-se" acima.
pior?
tem hospital abandonado no centro da "minha" cidade, infelizmente na rua em que moro, todavia a poucos metros dali erguem-se condomínios de alto luxo, que invariavelmente tornam-se fortalezas inacessíveis aos que jazem sob marquises de prédios abandonados.
veio, é meio alarmista, mas a verdade.
ah!, vão dizer, é no mundo todo.
e eu respondo, não moro no mundo todo, moro aqui.
para que ministérios e secretarias de planejamento e/ou industria e comércio?
para que o burburinho de situacionistas e opositores pelos palácios de (des)governo dessa nação em busca de novos líderes se não se fala dos liderados?
é o povo morre a míngua, enquanto seções solenes entregasm prêmios, mimos e agrados aos favorecidos de sempre.
vou parar que esse negócio vai me fazer mal e não vai ter "otoridade" que me corra em socorro.
vamos aderir ao movimento do vazio.
vazio da cabeça de uns e da barriga de muitos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

PALESTRA

Palestra dia 25 próximo (quarta-feira), às 19h30.
Local: Serviço de Memória e Acervo de São Bernardo do Campo
Endereço: Alameda Glória, 197 - Centro - SBC

Tema: Vidas operárias: redes informais de sociabilidade e formação da classe operária em São Bernardo do Campo (1960-1980)
Palestrante: Profº Francisco Barbosa de Macedo (Mestre em História Social - USP)

Resumo

Trata-se de um estudo acerca do processo de formação da classe operária em São Bernardo do Campo, no período 1960-1980, por meio da pesquisa sobre redes informais de sociabilidade tecidas pelo operariado local. Nesse sentido, foram privilegiados aspectos das dimensões cotidianas da moradia e do lazer, bem como a apropriação da cidade delas resultante. Por intermédio da análise da Greve 1980, realizada pelos metalúrgicos sambernardenses, foram investigadas as articulações entre redes densas e de largo alcance no processo de formação da classe. Nesse trabalho, apoiou-se na obra de E. P. Thompson e em novos aportes da historiografia britânica, assim como em ampla e variada documentação que envolve: entrevistas, jornais municipais, jornal operário, documentos diversos do Acervo Deops sobre a Greve de 1980 no ABC paulista e diversas séries estatísticas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

é veio.

um dia descobri que não somos nada do que nos propomos ser.

produtos do meio?

não nescessariamente.

estamos mais para usuários da vida.

dificilmente um negro será parte ativa dos círculos de brancos (puta besteira), os índios inimputáveis têm-se escudado nessa retrograda "norma" de conduta social e aprontado afrontas àqueles que os defendem, o branco finge aceitar cotas, feriados e outros artifícios, tão excludentes como o racismo, em nome sabe-se lá de quem ou o que.

certo estão os amarelos, comendo pelas beiras, vão tomando o mundo na manha sem alarde,mas consistentemente.

na verdade, nunca somos quem nos propomos ser.

imagine a vida como um grande terminal de ônibus, cada um procurando sua fila, seu caminho.

mano, é arriscado pegar a condução errada ou não?

vai ter neguinho dando informação errada, batedor de carteira, ambulante vendendo passe, bala, amendoim, até barraquinha de "diproma".

não sou derrotista não.

é que chega um ponto da vida em que Ideologia é só uma música do Cazuza.

luta-se para manter o que se tem, conservar os calos forjados nos murros em ponta de faca que se deu durante a vida.

será muito querer viver uns anos dignamente?

pergunte para o Lula que vai se "aposentar" ganhando uma baba grande, uma não, mais uma.

o senado, tem horas que me dá ódio da TV a cabo, só legislou em causa própria este ano e o ano passado moveu-se a C.P.I.s

cara, tive um AVCH por ser meio Caxias, mas estou mudando e muito, deixa a vida me levar ...

diz o poeta.

um outro poeta diz<>tudo isso acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos<>.

a inoperância que assola a administração pública do país vem de d. João VI.

na "buena", a vera?

organizado só o Carnaval.

esportes, tem roubo, to falando de grana e alta.

política, rsrsrs, nem é bom falar.

saúde inexiste.

segurança pública, as milícias provam ser mais organizadas.

então mano?

resta o Carnaval, administrado pelo jogo do bicho que em sua clandestinidade, ainda é o mais honesto e organizado jogo do país e leva a ferro e fogo a tal festa pagã.

caraca, estamos mal?

não.

é que todo mundo, todo mundo mesmo, quer ser motorista da burra, cobrador, fiscal, qualquer lance menos um mero usuário

sexta-feira, 6 de novembro de 2009