sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*!!

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante. Esse profético verso de uma antiga canção dos Engenheiros do Havaí me veio à mente por ocasião de uma recente experiência estética e auditiva extremamente desagradável.

Observando a relação entre o governo Lula e a mídia (ver Quem não tem colírio usa óculos escuros), este escriba mencionou que não assiste televisão, nem lê jornais ou revistas, e que prefere trabalhar com informações de segunda mão, de fontes confiáveis, de quem assiste e de quem lê. Para o fim a que se destina este comentário, cumpre acrescentar que este escriba também não ouve rádio.

Não ouvir rádio, assim como não assistir televisão, significa que não se acompanha atentamente o que se passa nesses veículos. Isso não exclui o fato de que eventualmente, como qualquer ser deste planeta, animado ou inanimado, este escriba está exposto à televisão. E também ao rádio. Assim como estamos expostos à poluição, aos raios cósmicos, às enchentes, etc.. Há situações em que não há escapatória, nas quais acaba-se sendo obrigado a ouvir a música que outra pessoa escolheu.

A outra pessoa, no caso, é um executivo de gravadora, que por meio do expediente chamado jabá, paga às rádios para que toquem centenas de vezes por dia a música produzida nos tubos de ensaio de sua empresa, a gravadora. Por meio da repetição ad nauseum da mesma música, letras e melodias imprimem-se no cérebro das pessoas expostas, tendo como resultado uma espécie de condicionamento pavloviano (A respeito deste condicionamento, consulte-se o colega Flávio Calazans, devidamente habilitado em biopsicomidiologia e muito mais competente que este escriba para tratar do tema). Tal expediente, o jabá, faz com que milhões de pessoas adquiram CDs dessa música feita em linha de montagem.

Ocorre que, numa dessas situações em que involuntariamente somos expostos à escolha musical de outrem, aconteceu a tal experiência aditiva e estética extremamente desagradável. A banda Charlie Brown Jr. saiu-se com a seguinte pérola: eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*!, na canção intitulada Eu não uso sapato. O verso que diz eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*! destacou-se do restante da composição. Pois ao contrário do conjunto de frases desconexas que preenchem o conteúdo das letras, esta frase pareceu propor-se a ser um esforço de articulação racional de conceitos, na tentativa de enunciar uma espécie de manifesto.

Quando disse eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*!, o vocalista tentou dizer alguma coisa, embora evidentemente tenham lhe faltado os recursos expressivos para fazê-lo com propriedade. O que ele tentou dizer com essa frase é que não preciso escrever letras de música com inteligência para fazer sucesso. Tal raciocínio, enunciado tão pobremente naquela canção, padece de alguns equívocos os quais cumpre aqui assinalar.

Em primeiro lugar, esse pensamento confunde poesia e letra de música. A poesia é uma coisa, a letra de música é outra. Embora haja compositores que, por força de sua sensibilidade literária, alcem-se à condição de poetas, como um Vinícius de Moraes ou um Chico Buarque.

Não me atrevo a dizer que esse verso esteja tentando desqualificar Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Adélia Prado, Hilda Hilst, Mário Quintana, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa, Castro Alves, Gregório de Matos, Camões, Dante etc., e toda a nobre linhagem que vem desde Homero. Não posso conceber que esse verso esteja jogando na lata de lixo a poesia enquanto tal. A arte que durante séculos foi o momento mais elevado da literatura, a mais refinada expressão do pensamento humano e de sua capacidade de descrever e dar sentido ao mundo interior e exterior, aos sentimentos e às coisas. Não, não me atrevo a conceber tal ousadia. A acusação é tão grave que anula a si mesma, pois para cometer um crime dessa gravidade seria preciso que o réu em questão, o compositor do verso infame, tivesse envergadura intelectual para saber o que é poesia, coisa que ele não tem. Restrinjo-me à suposição de que o autor esteja se referindo a letras de música.

Quando o cantor diz eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*!, fico a imaginar: que se f$#@*! quem? Quem, cara pálida? Que se f$#@*! a poesia? Será essa a intenção dessa frase? Nesse caso, por que a poesia há de ser f$#@*!? Pelo fato de que o poeta que compôs esse verso não sabe compor? A poesia será f$#@*! porque o autor decidiu não fazer poesia? Quando enuncia esta primorosa declaração, este autor deixa subentendido que, caso soubesse fazer poesia, ele a faria. Entretanto, ele não sabe. E nesse caso, cabe perguntar: será que a poesia está mesmo perdendo alguma coisa pelo fato de que esse autor decidiu que não precisa compor? Só de imaginar o tipo de poesia que este poeta alçaria de sua lira, tremo de medo.

Não, não quero acreditar que o autor desse verso esteja mandando a poesia se f$#@*! Talvez esteja confessando que ele próprio está f$#@*! Talvez ele esteja admitindo que, de fato, não sabe fazer poesia, que por causa disso está f$#@*!, mas tudo bem. Isso não é problema. Ele pode conviver com isso. Só temos a lamentar o fato de que este autor esteja abrindo mão da oportunidade de partilhar a imensa riqueza humana e os incomensuráveis tesouros de sensibilidade e sabedoria acumulados pelos venturosos séculos em que o fazer poético era mais valorizado. Azar o dele. Se está abrindo mão do prazer e da vitalidade proporcionados seja pelo hábito de ler, seja pelo de cultivar a verdadeira poesia, azar o dele. Está mesmo f$#@*!

Especulamos que o verso citado dirija-se aos compositores em particular, não aos poetas em geral. Prefiro acreditar que o manifesto se restringe ao universo das letras de música. Para tratar da segunda ordem de confusões ali expressa, é preciso desfazer um certo equívoco terminológico disseminado e consagrado pelo uso geral. Quando se diz música, em geral está se falando de uma canção. A música é uma composição que articula melodia, harmonia e ritmo. A música pode estar ou não acompanhada de letras. A música erudita geralmente é instrumental, mas pode eventualmente estar acompanhada de uma letra. Como a Canção da Alegria, composta pelo poeta Schiller para acompanhar a 9ª. Sinfonia de Beethoven.

Evidentemente, não é deste tipo de música que o verso de Eu não uso sapato está falando. Pelo menos, espero que não. Acredito que esteja falando do tipo de canção que as rádios veiculam por obra e graça do jabá com o objetivo de fazer sucesso e ganhar dinheiro. O tipo de canção designado como música pop. É dentro do contexto da música pop que esse manifesto deve ser apreciado. Mesmo porque, é dentro do universo da música pop que a atitude e a forma se tornam mais relevantes que o conteúdo.

O verso citado faz sentido na perspectiva de que, para fazer sucesso no universo da música pop, não é preciso qualquer elaboração intelectual. Desdobrado em prosa, o verso diria mais ou menos o seguinte: Sim, eu não sei fazer poesia, eu sou um bárbaro, um tosco, um grosso, um bruto, um neandertal, mas isso não importa. Não importa porque sou eu que prendo e arrebento, eu que mando, eu que estou em todas as TVs e capas de revistas, eu que sou famoso e tenho dinheiro, eu que cato todas as menininhas. Sou eu e não esses idiotas que gostam dessa babaquice chamada poesia.

Nessa época de sensibilidades embotadas, esse tipo de manifesto encontra ressonância e aceitação por parte de certa parcela do público jovem. O mais inacreditável no fenômeno explicitado por esse verso não é o simples fato de que ele tenha sido expresso, mas a assustadora constatação de que numa certa dimensão, ele tem razão. Essa música faz sucesso. Há jovens capazes de se identificar com a idéia de que a poesia é uma babaquice, assim como quaisquer coisas relativas à intelectualidade, e de que ninguém precisa disso para se dar bem.

Esticando ao máximo os limites da tolerância, é possível enxergar alguma dimensão libertária no pensamento que esse verso está tentando expressar. Uma tentativa ingênua e imediatista de emancipação, aspiração que constitui a própria essência do rock como gênero de música. Entretanto, mesmo nessa dimensão, esse verso constitui algo que não posso admitir. Que se criem bandas de rock para expressar o que quer que seja, para combater o sistema, para se emancipar dos pais, para fazer arte, para ser livre, para mudar o mundo, para catar umas menininhas, tudo isso é legítimo e admissível. Quem nunca usou camiseta do Iron Maiden, que atire a primeira pedra (mantenho algumas no meu guarda roupas).

O problema é que mesmo nessa perspectiva, esse verso é ruim e burro. Como estratégia de composição, revela uma atitude calculada, refletida, deliberada, de enunciar um programa estético. O autor imagina que está fazendo rock, mas está panfletando em favor da ignorância. A motivação panfletária é problemática para qualquer arte, independentemente de qual seja causa. a arte não pode explicar o que pretende fazer, ela deve obter o que pretende representando a sua intenção. O malfadado verso é ruim porque explica ostensivamente a proposta do grupo, que não deve ser explicada. Deve ser posta em prática. Você não diz eu não sei fazer poesia, mas que se f$#@*!. Você faz isso. Quem sabe fazer canção pop rebelde faz música sem poesia, burra e divertida, honestamente e sem manifesto.

E vamos todos estupidamente bater cabeça com os Ramones: Hey, ho, lets go!!

Daniel M. Delfino (24/07/2004)

http://www.espacosocialista.cjb.net/

SERVIDORES ACIONAM O MP PARA ANULAR ASSEMBLEIA

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

Os servidores públicos de São Bernardo entraram com representação no Ministério Público pedindo a anulação da assembleia do Sindserv (Sindicato dos Servidores), que aprovou a proposta salarial oferecida pela Prefeitura.

Os funcionários alegam que houve interferência da administração no processo. Antes do evento do sindicato, promovido no Paço, na noite do dia 15, o Executivo convocou auxiliares de limpeza sob a alegação de que seriam tratados assuntos administrativos. Porém, o tema da conversa foi a proposta de melhoria dos vencimentos.

A Prefeitura apresentou ao Sindserv melhoria de 6,44% a 13% nos salários de 289 cargos (5.000 funcionários). E aumento no piso, que passaria de R$ 609 para R$ 703, caso que se enquadram os trabalhadores da limpeza. Mas 272 funções (8.000 servidores) não obtiveram qualquer reajuste nos vencimentos.

Segundo relatos de alguns funcionários do setor de limpeza, os diálogos com os representantes da administração deixaram claro que se a oferta ao sindicato fosse recusada, não haveria contraproposta neste ano e o incremento no holerite só viria no ano que vem.

Sentindo-se pressionada, a categoria compareceu em peso na assembleia do Sindserv. Dos quase 500 funcionários que estiveram no ato, metade era da limpeza. Essa participação não foi vista nas duas assembleias anteriores, que rejeitaram a mesma proposta do Executivo.

"A administração, ao invés de estabelecer uma negociação com os trabalhadores, optou pela adoção de expedientes e medidas ilícitas visando conter a categoria, o que culminou na manobra (...) na qual auxiliares de limpeza, mobilizados através de reuniões patrocinadas pela Prefeitura durante a semana que a antecedeu compareceram à assembleia e aprovaram a proposta", relatam os servidores na representação enviada ao MP.

Os funcionários afirmam que "a interferência indevida na assembleia" do Executivo pode ser comprovada pelo caráter obrigatório da presença dos auxiliares nas reuniões, "bem como o emprego indevido de recursos público para tal finalidade", pois fora disponibilizado vale-transporte para os que foram, em horário de expediente, ao Centro de Referência ao Idoso, local das conversas com representes do Paço, antes da assembleia. "Em condições normais a proposta da administração jamais passaria", alegam.

Na ação encaminhada à promotoria da cidade, os servidores citam a análise feita pelo especialista em Direito Público Everson Tobaroela, que em entrevista ao Diário declarou que, se comprovada a interferência da Prefeitura no processo de aprovação da proposta salarial, "a situação pode ser caracterizada como abuso de poder político e autoridade".

Por nota, a administração salienta que "desconhece a representação e nega qualquer tipo de interferência no processo".

http://www.dgabc.com.br/News/5808048/servidores-acionam-mp-para-anular-assembleia.aspx

AFINS GERAIS ( ROBSON RUAS )



Este novo vídeo do Robson Ruas está show de bola, "Afins Gerais"...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

OFICIAIS DE SÃO BERNARDO PEDEM APOIO

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

Comissão de oficiais administrativos da Prefeitura de São Bernardo esteve ontem na Câmara para angariar apoio dos vereadores às suas reivindicações salariais. O grupo, que representa 329 servidores, reclama que ganha menos que estagiários e que suas queixas não são ouvidas pela administração.

Três integrantes da comissão disseram que não são recebidos pessoalmente pelo secretário de Governo, José Albino (PT), e que os contatos são feitos somente por e-mail. Porém, as mensagens eletrônicas também não são respondidas. A bancada petista do Legislativo fará esforço para colocar a administração a par da situação.

Os funcionários afirmaram que não foram contemplados em nenhuma das reformas administrativas dos últimos anos, tampouco em reajustes de categoria firmados pela atual ou por gestões anteriores.

Em dossiê formulado pelos oficiais administrativos, espécie de auxiliares de escritório, consta que recebem R$ 1.011,00 por mês. O vencimento mensal é inferior, inclusive, ao de estagiários que cumprem carga de 40 horas semanais: R$ 1.020,00.

Eles também recebem menos do que borracheiros, jardineiros, coveiros, pedreiros, lavadores de veículos, dentre outras funções. A reivindicação da comissão é aumentar o salário para a referência A-25, dos agentes técnicos de pessoal, no valor de R$ 2.744,81.

"O oficial administrativo perdeu o poder de compra, a dignidade e poderia ter perdido a motivação, mas o profissionalismo desta categoria não permitiu que isso acontecesse", destaca trecho do dossiê.

Comparativo estampado no documento revela que em 1997 esses trabalhadores recebiam o equivalente a cinco salários-mínimos. Hoje, o vencimento alcança 1,86 salário-mínimo.

A Prefeitura afirmou, por nota, que mantém Comissão Permanente de Negociação Coletiva de Trabalho junto ao Sindserv. Assim, as reivindicações dos oficiais administrativos têm de ser feitas pela entidade de classe. Mas, segundo a comissão, o sindicato se mantém isento da situação.

http://www.dgabc.com.br/News/5807831/oficiais-de-sao-bernardo-pedem-apoio.aspx

ARION



O poeta Manoel Hélio lê um acróstico de sua autoria: " ARION".

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/acrosticos/1504143, acessado em 29/10/2010.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Avatar: revolução e paradoxo da técnica

As revoluções da história do cinema

Periodicamente, a cada uma ou duas décadas, o cinema passa por revoluções que atualizam sua capacidade de funcionar como a arte típica da sociedade capitalista moderna e expressar seus dilemas e contradições. Esbocemos sumariamente algumas dessas revoluções:
- A primeira delas foi a própria invenção do cinema como veículo para contar histórias, saindo do submundo das curiosidades circenses para se tornar um ramo independente da indústria cultural com regras, métodos e cânones próprios. Esse processo de construção do cinema como instrumento da arte narrativa passa pelas criações de Méliès, Griffith, Chaplin, Eisenstein, o movimento expressionista, até alcançar a maturidade com Orson Welles e seu “Cidadão Kane”.
- A invenção do cinema falado no fim dos anos 1920.
- A introdução das cores no fim dos anos 1930.
- O aperfeiçoamento nas técnicas de projeção nos anos 1950 (CinemaScope, Cinerama, 3D), na tentativa de fazer frente à concorrência da televisão.
- A revolução temática impulsionada pela explosão das cinematografias não-hollywoodianas (neo-realismo, nouvelle vague, cinema novo, Fellini, Kurosawa, Bergman, Kubric, etc.) no pós-II Guerra e nos anos 1950.
- A chegada dessa revolução temática a Hollywood pelas mãos da contra-cultura, na virada entre os anos 1960 e 70, deixando para trás a inocência dos musicais e contos de fadas com final feliz obrigatório. O cinema se tornou capaz de falar da vida de pessoas reais e abordar abertamente certas questões sociais, com marcos como “Adivinhe quem vem para jantar?”, “Sem destino”, “Uma rajada de balas”, “A primeira noite de um homem”, até chegar ao “Poderoso chefão”.
- A revolução dos efeitos especiais entre os anos 1970 e 80, cujos maiores expoentes são as trilogias “Guerra nas Estrelas” e “Indiana Jones”.
Conhecedores mais profundos da história do cinema poderão completar e precisar essa lista e enriquecê-la com muitos outros exemplos. Mas tal debate alongaria demais esse texto e o desviaria de seu propósito.
Voltemos à última “revolução” indicada. O desenvolvimento dos efeitos especiais foi tido como uma resposta ao surgimento dos videocassetes (assim como nos anos 1950 fora preciso responder à massificação da televisão). Era preciso criar um espetáculo suficientemente grandioso para concorrer com o conforto do vídeo doméstico e motivar os espectadores a sair de casa para continuar freqüentando as salas de cinema.
Na época esse fenômeno foi interpretado por Pauline Kael (reputada como a maior crítica de cinema estadunidense) como a verdadeira morte do cinema, pois os filmes passariam a estar cada vez mais baseados nos efeitos visuais do que na história.
Coerentemente com essa interpretação “apocalíptica”, vimos cada vez mais as salas de projeção serem invadidas por filmes de ação, aventura, fantasia, ficção científica e histórias em quadrinhos, que se sustentam em efeitos visuais e secundarizam a expressão da realidade humana. Assim como o cinema deslocou o teatro para uma espécie de gueto habitado por remanescentes cultuadores das antiguidades culturais, o cinema de efeitos especiais transformou os filmes que tratam de pessoas reais num segmento apreciado por uma restrita tribo de cinéfilos, seguidores de produções independentes, européias, asiáticas, sulamericanas, etc.

A obra de James Cameron

Toda essa digressão sobre a história do cinema se propõe a preparar o terreno para a tentativa de localizar o significado do filme “Avatar”, de James Cameron. Passemos rapidamente em revista a obra desse diretor. Cameron foi um dos protagonistas da revolução dos efeitos especiais com “O Exterminador do Futuro”, de 1984, obra impulsionada por uma história originalíssima, de profundo impacto e marcante influência no imaginário da época (influência que perdura até hoje), culturalmente representativa do último surto da Guerra Fria e embalada por uma narrativa de suspense bastante eficiente, elementos que o tornam um clássico. A partir desse sucesso inicial, Cameron desenvolveu uma carreira pouco prolífica, mas repleta de títulos que o tornaram sinônimo de ambição e inovação: “Aliens, o resgate”, “Segredo do abismo”, “O Exterminador II”, “True Lies”, “Titanic” e agora “Avatar” (tornaram-no também titular da minha lista pessoal de diretores preferidos, fato que não tem a menor importância, mas para quem ficou curioso aqui vai: Martin Scorcese, Ridley Scott, Oliver Stone, Tim Burton e David Fincher).
A curta filmografia de Cameron inclui os 2 filmes de maior bilheteria da história (o recorde de “Titanic” estava sendo superado por “Avatar” no momento em que este comentário era finalizado), fato este sim da maior relevância para os executivos de Hollywood e para a votação dos prêmios Oscar. E tal filmografia inclui ainda os marcos de mais duas revoluções na história do cinema, ou pelo menos dentro da atual fase da história:
- “Exterminador II”, primeiro exemplar de utilização maciça e bem-sucedida de imagens geradas em computador (conhecidas pela sigla em inglês “CGI”), que causou escândalo na época pelo seu elevado custo de produção (mais de U$ 100 milhões, marca esta tornada rotineira a partir de então).
- O próprio “Avatar”, filme quase inteiramente feito em CGI e concebido para ser apreciado em 3D.

O paradoxo da técnica

No que se refere à técnica cinematográfica, “Avatar” é indubitavelmente um salto adiante. As diversas revoluções técnicas do cinema citadas acima acrescentaram sucessivos aperfeiçoamentos à sua capacidade de funcionar como uma armadilha sensorial que suspende o espectador da sua relação com o mundo real e o arremessam no universo da fantasia. A sala escura, a tela gigante, a luz em que brilham os astros e estrelas, o volume ensurdecedor do som, a trilha sonora cuidadosamente arquitetada para conduzir as emoções, o ritmo da edição, a profusão dos efeitos especiais, ganharam nas últimas décadas a companhia das imagens em CGI e no caso em questão, da profundidade em três dimensões. Essas sucessivas inovações técnicas, nas quais aliás Cameron tem demonstrado inigualável aptidão, dotaram o cinema das ferramentas necessárias para reproduzir na tela as fantasias mais delirantes que o cérebro for capaz de criar.
Os elementos criativos que povoam a história de “Avatar” (colonização interplanetária, engenharia genética, controle da mente sobre outro corpo, raças de humanóides descendentes de felinos com 4 metros de altura e ossos de fibra de carbono, que moram numa aldeia-árvore e são capazes de se comunicar com animais e vegetais, que cavalgam em dragões e voam entre montanhas flutuantes) são lugares-comuns em vários nichos da ficção científica, como os contos da lendária revista de quadrinhos alternativos “Heavy Metal”. Claro que, para tornar o filme palatável para as grandes audiências, Cameron teve que retirar quase todo o sexo, violência, provocação política e amoralidade que caracterizam aquela publicação, retirando também a vulgaridade e futilidade em que os elementos acima costumam vir empacotados na revista. “Avatar” é Heavy Metal em embalagem da Disney.
A simplicidade quase banal da história e a falta de originalidade tem rendido a Cameron uma série de processos por plágio. Entretanto, a confiança do diretor em sua capacidade técnica o fez desdenhar impavidamente esses contratempos insignificantes e se dar ao luxo de se esbaldar com o brinquedo, dando livre curso a algumas das suas obsessões típicas já exploradas em filmes anteriores: o ambiente militar, a ética dos soldados, a parafernália tecnológica armamentista, os limites da ciência (e as criaturas bioluminescentes, como o absurdo “inseto-cóptero” que passeia no filme), etc.
“Avatar” representa a chegada ao patamar histórico em que qualquer coisa que pode ser imaginada pode também ser filmada de modo tecnicamente convincente, o que coloca em pauta uma outra questão: o hiper-realismo proporcionado pela técnica cinematográfica acrescenta credibilidade à fantasia ou destrói a sua fecundidade, já que não deixa nada ao espectador para ser livremente imaginado? Ou dito de outra forma, porque o cinema fantástico-hiper-realista deve ser considerado um avanço em relação ao teatro de bonecos, se este pode ser tão eficiente quanto aquele na sua tarefa fundamental, que é contar uma história?
O culto da novidade e da técnica como substitutos da vida é mais um sintoma da patologia social contemporânea, da qual “Avatar” é mais uma confirmação. Mas é uma confirmação invertida, pois a moral da história é justamente... a volta à natureza!
Esse paradoxo é o grande achado de “Avatar”. O homem adquire a capacidade de viajar pelo espaço, conservar-se vivo em sono criogênico, colonizar outros planetas, construir e reconstruir corpos por engenharia genética, controlar remotamente um outro corpo, etc., mas o seu objeto de desejo é retornar à mesma relação com a natureza que os índios praticam: caminhar descalço pela floresta, beber água coletada da chuva pelas folhas das árvores, dormir em rede, contar histórias em torno da fogueira...

A hipótese apocalíptica

Para explicar esse paradoxo, é preciso entrar na discussão sobre a relação do cinema com o contexto político-ideológico. Dentre os filmes de Cameron, “Avatar” é uma espécie de antípoda do primeiro “Exterminador”, pois se aquele contava com uma história poderosa e efeitos que hoje podemos considerar precários, este possui um visual absolutamente deslumbrante e uma história sofrível. Ponto para Pauline Kael? Depende.
A hipótese apocalíptica que explica a decadência artística do cinema pelo abuso da técnica dos efeitos especiais tem uma contraparte dialética que consiste no fato de que a extrapolação da corrida tecnológica para o cinema corresponde proporcionalmente à vigência dessa mesma corrida tecnológica na vida social em geral. Não é apenas o cinema que se tornou irreal, mas a vida real que se tornou cinematográfica, espetacular, fantástica, ilusória e instável, no contexto histórico do capitalismo plenamente mundializado, o que vale dizer, plenamente atravessado pela aceleração explosiva das suas contradições constituintes. Nesse sentido, o cinema mais espetacular e irreal pode ser também o produto ideológico mais típico e ilustrativo de determinados fenômenos sociais muito reais. Isso atualiza o valor crítico do cinema e da crítica de cinema, ainda que o cinema em questão venha à tela completamente despido de intenções críticas; e demonstra também a impossibilidade de se fazer crítica de cinema e de arte com alguma seriedade e coerência sem uma perspectiva crítica do conjunto da vida social.
O paradoxo técnica X natureza em “Avatar” o torna culturalmente significativo a ponto de merecer a qualificação de obra revolucionária, para além do aspecto cinematográfico e do recorde de bilheteria. Para avaliar esse significado cultural, é preciso relacionar sua narrativa aos discursos ideológicos em voga. A história do filme, que já foi descrita como “Pocahontas no espaço”, é um completo clichê: soldado se apaixona por nativa e se volta contra os colonizadores dos quais era parte. Essa mesma história já foi contada antes muitas outras vezes, merecendo destaque pela profundidade antropológica e paixão humanista um outro clássico do cinema recente: “Dança com lobos” (outro fato sem a menor relevância: primeiro filme que me fez chorar).
O que torna essa narrativa culturalmente significativa é o acréscimo da questão ambiental. O ambientalismo é o bom-mocismo do século XXI. É a causa que aparentemente unifica a todos, gregos e troianos (veremos que não é bem assim nas próximas seções deste texto), o que ajuda a explicar o sucesso do filme (e o recorde de bilheteria), para além do refinamento visual. Ao colocar de um lado a defesa da natureza e de outro a sua destruição, “Avatar” fornece ao público heróis para os quais torcer e vilões aos quais odiar, e não há nada que o grande público aprecie mais do que heróis virtuosos derrotando vilões odiosos. Sem isso, não há efeitos especiais que bastem para construir um sucesso artístico e comercial dessa magnitude. Mesmo sendo rasa, banal, repetitiva, pouco criativa, a narrativa central de “Avatar” fornece ao espectador uma experiência dramática gratificante, ou seja, boa diversão.

Gregos e troianos?

A consagração artística e comercial do ambientalismo em “Avatar” (através de uma overdose de técnica cinematográfica) representa ainda uma espécie de “vingança estética” contra a era Bush. O discurso dos vilões do filme é literalmente o mesmo dos sinistros personagens que povoaram os noticiários na década de 2000, os procônsules estadunidenses no Oriente Médio e os executivos rapaces da Enron, Halliburton, AIG, Lehman Brothers e Cia. O executivo que dirige a exploração do mundo de Pandora em “Avatar” diz que tudo o que importa para os acionistas é o balanço trimestral, a mesma obsessão dos especuladores trazidos à berlinda pela atual crise econômica. O coronel que chefia a milícia particular da empresa diz que se deve “combater o terror com terror”, a mesma coisa que os Estados Unidos fizeram no Iraque e no Afeganistão (e em Guantánamo ou em outras bases secretas nas quais torturaram “suspeitos de terrorismo”) ou que Israel fez contra Gaza.
Dando mostras do quanto está sintonizado com o sentimento anti-Bush ainda presente na opinião pública mundial, “Avatar” dá a pista dos próximos alvos da “guerra ao terror”, quando lembra que o protagonista, antes de ser mandado para o espaço, serviu na Venezuela, enquanto o coronel servira na Nigéria, ambos “coincidentemente” produtores de petróleo. Ao aterrissar em Pandora, o ex-fuzileiro paraplégico ainda acredita que na Terra as forças armadas estadunidenses estão “lutando pela liberdade”, sendo que a corrupção dos soldados no processo da colonização seria causada apenas pelo fato de estarem servindo como mercenários de uma empresa privada.
Algumas de suas falas poderiam ter saído da boca de um veterano do Iraque dos nossos dias de crise econômica e desemprego galopante nos Estados Unidos, quando diz que seria possível reparar sua espinha para que pudesse voltar a andar, “mas não nessa economia, não com essa pensão”. Gradualmente o protagonista muda seu ponto de vista sobre o mundo de onde veio, pois passa-se para o lado dos nativos. Supera-se também aos poucos a hostilidade mútua entre o soldado e os cientistas. A separação entre o homem de pensamento e o homem de ação, entre trabalho intelectual e trabalho braçal, típica da cultura estadunidense, também é vencida no filme, conforme o soldado se torna capaz de refletir (o videolog mostra-se uma ferramenta bastante útil, mas também perigosa) e os cientistas de se engajar numa rebelião contra a corporação.
Cameron também subverte outro padrão típico da cultura estadunidense, retirando as mulheres do seu papel subalterno tradicional e dando-lhes funções decisivas, o que aliás é um dos traços mais marcantes da sua filmografia. Em todos os seus filmes há personagens femininas fortes, que não ficam atrás dos protagonistas masculinos, seja em inteligência ou desenvoltura. Em “Avatar”, temos a cientista-chefe e até a piloto de helicóptero, mas o destaque fica para a guerreira nativa, capaz de desafiar as tradições de seu povo para unir-se ao estrangeiro por quem se apaixonou.
Há outros traços “politicamente corretos” e pós-modernos em “Avatar”, como a concessão que se faz à religião, quando a “mãe natureza” se envolve pessoalmente no combate, enviando um exército de criaturas para enfrentar os humanos, ainda que se faça um esboço de explicação científica para a experiência mística de comunicação com a divindade-natureza vivenciada pelos Na'vi. A mesma concessão à religião, as mesmas boas intenções e o mesmo paradoxo de técnica X natureza comentado duas seções acima já foram vistos antes em “Final Fantasy”, tentativa pioneira e infeliz de substituir atores reais por CGI que fracassou estética e comercialmente. Prova de que é preciso algo mais do que boas intenções e propostas politicamente corretas para que um filme possa funcionar. “Avatar” oferece esse algo mais, expondo uma ilustração um pouco mais radical das contradições sociais.
“Cedo ou tarde, sempre temos que acordar”, aprende o fuzileiro. A operação de exploração mineral em Pandora é uma metáfora de todas as invasões imperialistas no planeta Terra. Repete-se ali o mesmo processo que se desencadeou sobre a América, a África e a Ásia, onde se destruíram povos, culturas e ecossistemas em busca de riquezas efêmeras, com a diferença de que, na batalha de Pandora, os nativos venceram. E o público que lotou os cinemas do mundo inteiro para dar a “Avatar” o recorde de bilheteria torceu pela vitória dos nativos. Eis uma novidade ideologicamente significativa, que sinaliza a vitória política do ambientalismo.
Entretanto, qual é a conclusão a que a vitória dos nativos pode nos levar? Devemos abandonar a tecnologia e voltar a viver como os índios? Será que “caminhar descalço pela floresta, beber água coletada da chuva pelas folhas das árvores, dormir em rede, contar histórias em torno da fogueira...” devem ser o nosso ideal de felicidade e realização humana? Todo o progresso técnico realizado até hoje deve ser jogado fora, pois representa um pecado contra a inviolabilidade da mãe-natureza? Toda a ciência, a arte, a cultura, a humanização do mundo, o conforto, são inseparáveis dos males que o homem provocou?

Trabalho alienado e natureza

Para responder a essas perguntas, é preciso recorrer a uma perspectiva histórica concreta. Não existe tecnologia (nem arte, nem religião, etc.) que não esteja envolvida no contexto de determinadas relações sociais. O problema das agressões da nossa tecnologia contra a natureza não está na tecnologia em si, mas no propósito social que dirige a sua utilização. A tecnologia é apenas uma ferramenta a serviço de uma lógica social, que determina o que deve ser produzido e de que forma, e em proveito de quem. A lógica que dirige a utilização da tecnologia em nossa sociedade é a da acumulação de capital.
Portanto, não é “o homem” abstrato que agride a natureza, mas quem o faz é o homem histórico e concreto, o homem envolvido em relações de produção social e historicamente determinadas, o homem envolvido nas relações capitalistas (para as quais inconscientemente se dirige a condenação moral estetizada em filmes como “Avatar”). A relação destrutiva com a natureza (e portanto auto-destrutiva) posta em prática pelo homem é uma decorrência das relações de trabalho alienado. O paradoxo técnica X natureza que viemos debatendo se enraíza em contradições muito profundas, que requerem uma adequada contextualização antropológica e filosófica do trabalho alienado.
O trabalho é a atividade que diferencia o homem dos demais animais. O homem se torna humano por meio do trabalho, que se define como atividade previamente ideada, ou seja, consciente. Ao contrário dos demais animais, cuja atividade é inconsciente, instintiva, repetitiva e imutável, o homem altera o mundo com seu trabalho e ao fazer isso altera também a si mesmo. Por ser a única espécie capaz de alterar o mundo e a si mesmo, só o homem possui uma História propriamente dita, que é na verdade um desdobramento da história natural. O surgimento da espécie humana, com sua capacidade de trabalho, é um desenvolvimento de propriedades inerentes ao mundo natural, mas ao mesmo tempo representa o surgimento de um mundo novo, humano.
O trabalho constrói biologicamente o corpo do homo sapiens, com seu caminhar ereto, polegar opositor e cérebro superdesenvolvido, e cria o gênero humano como ser capaz de atribuir uma finalidade aos objetos e um sentido para as próprias ações. Ao satisfazer suas necessidades naturais (comer, vestir-se, abrigar-se, procriar) por meio do trabalho, o homem cria novas necessidades sociais, pois as satisfaz de modo humano. As características humanas do homem, a socialidade, a historicidade, a liberdade, a universalidade, a consciência, a linguagem, são produto do trabalho.
O trabalho é a forma especificamente humana, social e histórica, de metabolismo com a natureza. Cada ser humano está em relação com a natureza por meio de seu corpo físico, cuja existência precisa ser mantida, mas essa relação não se dá de forma imediata, pois é social e historicamente mediada pelo trabalho. O uso de recursos naturais para produzir alimentos, vestimentas, moradias, utensílios, etc., não é feito separadamente por cada indivíduo, mas coletivamente por meio da formação social da qual este indivíduo faz parte. Ou seja, o homem somente se relaciona com a natureza indiretamente, por meio de sua relação com os outros homens, com o meio social no qual desempenha algum tipo de papel produtivo e de onde recebe uma cultura.
A humanidade do homem não está dada de modo imediato na realidade histórica, ou seja, cada homem não está imediatamente unificado com a sua humanidade, da forma como estão os animais. Cada animal é imediatamente idêntico a sua espécie e capaz de fazer tudo que a espécie é capaz. O homem, ao contrário, se encontra separado de sua espécie, da sua humanidade, seu ser genérico, por conta da condição histórica da divisão da sociedade em classes e do trabalho alienado.
Assim que o trabalho se torna capaz de produzir um excedente em relação às necessidades sociais, surge uma classe social que se apropria desse excedente. Ao longo da história desenvolve-se uma luta entre as classes proprietárias e as classes trabalhadoras pela posse desse excedente do trabalho social. O controle do excedente pelas classes proprietárias transforma o trabalho numa atividade alienada, ou seja, estranha para a maior parte dos seres humanos. O homem se separa de seu ser genérico, sua humanidade, ao não poder determinar o que fazer com seu tempo de trabalho e ser forçado a trabalhar para outro. O homem se aliena da atividade do trabalho, dos produtos do trabalho, da sua relação com os outros homens, que aparecem todos como elementos externos e opressivos sobre o indivíduo; e se aliena também da natureza.

Capitalismo e destruição da natureza

Se a relação com a natureza se dá primordialmente por meio da relação social e histórica de trabalho, o trabalho alienado leva a uma relação também alienada com a natureza. Na sociedade de classes, a natureza se apresenta ao homem como ambiente externo e objeto estranho a ser controlado, dominado, usufruído e descartado, conforme os interesses da classe dominante. A natureza deixa de ser o “corpo inorgânico do homem”, como a definiu Marx, e se torna propriedade privada. Na condição de propriedade privada, a natureza pode ser usada e abusada de maneira irresponsável, pois a necessidade coletiva é desconsiderada em favor dos interesses privados.
Na sociedade capitalista, que é a forma mais recente da sociedade de classes, a natureza mais do que nunca aparece como estranha ao homem, como puro objeto de manipulação, fonte supostamente inesgotável de matéria-prima e repositório dócil para os infinitos subprodutos da ação humana (lixo e poluição). O capitalismo simplesmente ignora que a natureza não é inesgotável nem pode suportar indefinidamente os dejetos que lhe atiramos. A lógica do capital considera apenas o curto prazo, o balanço trimestral das empresas, a cotação diária da bolsa de valores, e simplesmente despreza a sobrevivência da espécie. Como disse um autorizado representante da burguesia, o economista inglês John M. Keynes, “a longo prazo estaremos todos mortos”.
O trabalho excedente apropriado pela burguesia é a fonte da imensa acumulação de riqueza social que tem se multiplicado desde o início da Revolução Industrial, ponto de partida do capitalismo propriamente dito. Parte dessa riqueza social apropriada pela burguesia é consumida improdutivamente em luxo e parte tem que ser necessariamente reinvestida na continuidade da produção.
Acontece que não basta ao capitalista apenas manter a produção nos mesmos patamares do ciclo anterior de realização do capital, pois ele é forçado a produzir sempre mais mercadorias com o emprego de menos força de trabalho, para reduzir seus custos, aumentar seu lucro e vencer os concorrentes na competição por mercado. Essa é a única forma de realizar mais capital. A reprodução ampliada do capital é a força motriz que comanda as ações de burgueses e conseqüentemente também dos proletários na sociedade capitalista. Essa é a fonte material da ideologia do crescimento econômico (que não é sinônimo de desenvolvimento humano), do culto cego ao progresso e à novidade, que impulsiona um modo de vida voltado para o imediato e desprovido de sentido, em que os objetos se tornam sujeitos e os homens objetos.
Essa lógica social da reprodução ampliada origina uma espiral infinita de aumento da produção de mercadorias. Esse aumento da produção não leva em consideração as necessidades humanas e sim a possibilidade de lucro. A sociedade capitalista cria o paradoxo de uma gigantesca capacidade produtiva usada para gerar objetos absolutamente inúteis, como bombas atômicas e bens de luxo, ao mesmo tempo em que mais de 1 bilhão de pessoas passa fome.
Como se não bastasse o absurdo social desse desperdício e do desvio de capacidade produtiva, isso ainda é feito de uma forma tal que compromete a capacidade da natureza de suportar o impacto das ações humanas. O consumo de matérias-primas e de fontes de energia, o esgotamento da fertilidade do solo, o acúmulo de lixo, a poluição da terra, do ar e das águas chegaram a um nível tal que já ameaça a continuidade da vida. O efeito estufa, a elevação do nível dos mares, as secas e inundações, as tempestades e furacões, a escassez de água potável, as ondas mortais de frio e calor, a desertificação, a extinção em massa de espécies animais e vegetais, a multiplicação de vírus e bactérias mortais, etc.; tudo isso são conseqüências da ação irracional do capitalismo sobre a natureza.

Superação da alienação

Na natureza, a cada ação corresponde uma reação igual e contrária. Os desastres naturais não são resultado de castigo divino, mas reações naturais aos desequilíbrios provocados pelo capitalismo. Esses desastres atacam justamente as populações mais vulneráveis, os pobres, os pequenos camponeses, os moradores das periferias das metrópoles, os segmentos mais desprotegidos da classe trabalhadora, que somente acessam uma fração insignificante das riquezas geradas pelo trabalho social.
Os desequilíbrios não podem ser corrigidos sem uma ruptura com a lógica do capital. O capital é uma força social inerentemente incontrolável e submete ao seu controle todas as demais relações sociais. Não é possível impor restrições às atividades das grandes corporações capitalistas. Não existe Estado ou legislação capaz de impedir essas corporações de seguir explorando a natureza de forma irracional. Não existe pressão dos consumidores capaz de forçar as empresas a produzir de forma ambientalmente responsável A competição entre as empresas e a corrupção das instituições que teriam o papel de fiscalizar suas atividades abrem as portas para novas transgressões a cada remendo imposto pela pressão social.
Para restaurar o equilíbrio natural e reverter os graves danos já causados é preciso ao mesmo tempo reverter a lógica que dirige o emprego das forças produtivas sociais, direcionando-as para o atendimento das necessidades humanas. É preciso estabelecer racionalmente o que a humanidade precisa produzir e de que forma isso pode ser produzido sem afetar a capacidade do planeta de seguir fornecendo indefinidamente os recursos de que necessitamos. Ao invés de produzir a infinidade de objetos inúteis em que estamos entulhados, o trabalho social passaria a produzir aquilo de que os seres humanos realmente precisam para viver. Isso por si só já teria grande impacto na reversão dos danos ambientais.
Mas isso só é possível com o fim do trabalho alienado, ou seja, com a conquista do controle dos trabalhadores sobre seu tempo e seus instrumentos de trabalho. Para isso é preciso romper com a propriedade privada dos meios de produção e com a divisão da sociedade em classes. Somente uma humanidade sem classes pode se relacionar de forma racional com seu trabalho, direcionando seu tempo e recursos para produzir aquilo que realmente é necessário e considerando o equilíbrio da natureza e a continuidade da vida. Ao mudar a relação do homem com o trabalho, muda-se também a relação com a natureza.
Para a natureza é indiferente que o planeta seja habitado por seres inteligentes ou por bactérias, pois o planeta seguirá seu curso em torno do sol, quer sejam os homens os seus passageiros ou sejam os microorganismos. Para o homem, entretanto, a preservação de certas condições indispensáveis para a sua sobrevivência, como ar respirável, água potável, terras férteis, temperaturas suportáveis, etc., deve ser resultado de sua ação consciente e coletiva. Essa ação passa necessariamente pela revolução social, pela superação da lógica do capital e pela construção do socialismo, único regime capaz de devolver ao homem o controle sobre seu trabalho, sua humanidade e sua relação racional e sustentável com a natureza.

Fonte: http://www.espacosocialista.org/node/206


sábado, 24 de abril de 2010

YO TE NOMBRO: LIBERTAD



— 13 de janeiro de 2008 — En honor a Patricia Troncoso y a los demás presos políticos mapuche, esta canción cantada por Nacha Guevara.

OZA VENTURA (OPOSTO)



Talento da nossa terra, Sao José dos Pinhais, ( Cidade das artes ) Paraná.

terça-feira, 20 de abril de 2010

DA MATRIZ AO PAÇO MUNICIPAL - CAMPANHA SALARIAL 2010 - SINDSERV SBC



Início da CAMPANHA SALARIAL 2010 do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de São Bernardo do Campo - SP, passeata da Praça da Matriz (Centro) até o Paço Municipal (Prefeitura) pela rua Marechal Deodoro em 25/02/2010, com aproximadamente 30 pessoas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PRIMEIRO FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS(concurso literário virtual)
Objetivos:Incentivar a produção literária entre os sócios da comunidade, buscar promover a integração entre comunidades de mesmo teor através da divulgação e do convite para a participação no festival, divulgar os trabalhos de colegas escritores premiando os vencedores com suas obras e trabalhar a criação e produção literária em temáticas preestabelecidas como exercício do "fazer literário".
De 31 de março a 30 de maio
Local: Comunidade Café das letras
Categorias: Poema e NarrativaTema: Outono
Público alvo: sócios da comunidade
Obs: Quem ainda não faz parte da comunidade e quiser participar,deverá solicitar sua participação.
Cronograma e regulamento:Serão criados na comunidade dois tópicos:POEMANARRATIVA- Cada sócio poderá concorrer com dois trabalhos em cada categoria,perfazendo um total de quatro trabalhos por sócio.- Os trabalhos não precisam ser inéditos.
- Na categoria POEMA serão aceitos todos os estilos poéticos, àexceção de trovas. Os demais estilos poderão concorrer nãoultrapassando 2048 caracteres (ou um post).
- Na categoria NARRATIVA, serão aceitos: crônicas, contos, mini e micro-contos, desde que não ultrapassem 4096 caracteres (ou dois posts).
- Substituição:Caso o autor não esteja satisfeito com o trabalho postado, este poderáser substituído desde que não ultrapasse dois por categoria.Se houver mais do que dois, serão considerados os dois mais recentes até o último dia do concurso (30 de maio). Os que estiverem a mais serão apagados do tópico.
- Do julgamento do Festival:Será escolhida uma comissão julgadora formada por três jurados, sendo eles pessoas da área que tenham um compromisso sério com atransparência e os objetivos do concurso.Os nomes dos jurados somente serão revelados no último dia do concurso(30 de maio).A partir daí, eles terão quinze dias de prazo para o julgamento dostrabalhos (até 15 de junho). Podendo este prazo estender-se caso seja necessário.Toda mudança necessária no cronograma do concurso, será prontamentecomunicada aos participantes.Os jurados irão avaliar os trabalhos numa escala de notas, de 0 a 10. De cada categoria serão escolhidos os dois que obtiverem maior nota.
- Em caso de empate:- os trabalhos que estiverem empatados, retornarão para a decisão dosjurados, obedecendo os mesmos critérios.
Da premiação:
1º lugar: Dois livros + certificado impresso + entrevista no blog dacomunidade + prêmio surpresa
2º lugar: Dois livros + certificado impresso + entrevista
3º lugar: Um livro + certificado impresso + entrevista
4º lugar: Um livro + certificado impresso
Durante o festival serão realizados dois DESAFIOS SURPRESA, valendoum livro para cada vencedor.
Obs: O prazo de entrega dos prêmios correrá por conta da minhadisponibilidade de horários, portanto, peço a compreensão de todoscaso haja demora no envio. Em caso de dúvidas ou reclamações, todospoderão entrar em contato comigo através de minha página.Caso alguém tenha ou conheça alguém que tenha livros para nos ceder e se interesse em fazê-lo, por favor, entre em contato comigo.
PS: A partir do dia 31 de março, começarei a contagem do PRÊMIO PARTICIPAÇÃO, divulgando o resultado e enviando os prêmios tão logo seja possível, pois como todos sabem, estou temporariamente sem net.
Boa sorte e um belo FESTIVAL DE OUTONO a todos!
PS2: Peço a quem puder, que nos ajude a divulgar o Festival entre amigos e comunidades, todos serão muito bem vindos.Vou disponibilizar aqui o selo do festival para quem se interessar em divulgar no seu blog ou comunidade. Basta clicar com o botão direito do mouse sobre a imagem e em "salvar como" salvar em uma pasta do seu computador. Obrigado!

PREFEITURA MANOBRA E SERVIDORES APROVAM PROPOSTA

A manobra da Prefeitura de São Bernardo, de reunir durante a semana os auxiliares de limpeza a fim de explicar a proposta salarial do governo, surtiu efeito. Ontem, em assembleia tensa organizada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores), foram aprovados os benefícios sugeridos pelo Executivo, os quais não contemplam toda a categoria.
Segunda-feira, quarta-feira e ontem os auxiliares de limpeza foram convocados para reuniões administrativas, nas quais foram debatidos os termos da proposta do governo Luiz Marinho (PT). Os encontros foram em horário de expediente, com concessão de vale-transporte aos que compareceram ao Centro de Referência ao Idoso.
Apesar de alguns funcionários reclamarem de pressão da administração para aprovação dos benefícios, a Prefeitura afirma que apenas foram dados esclarecimentos sobre o assunto. Mas o fato é que o pessoal desse setor se mobilizou e compareceu em massa na assembleia.
Os trabalhadores da limpeza se enquadram na proposta de aumento do piso dos servidores, que passará de R$ 609 para R$ 703. "Temos que aprovar porque não vamos ter mais nada neste ano. Estamos comendo coxinha e pagando aluguel caro", defendeu a auxiliar Andréia Pretec. Também foram avalizados aumento no vale-alimentação de R$ 5,02 para R$ 8, para toda a categoria, e reposição salarial de 6,44% a 13% para 289 cargos, correspondentes a 5.000 funcionários.
Entretanto, 272 funções, equivalente a 8.000 trabalhadores, não receberão repasse em 2010, o que gerou tumulto na assembleia. Isso causou divisa entre os trabalhadores. De um lado, as auxiliares de limpeza; de outro, o restante dos servidores. "A Prefeitura quer exatamente isso, que a gente fique dividido", disse o guarda municipal Josias de Carvalho.
"Nossa pauta de reivindicações (apresentada dia 18 de fevereiro) foi justamente para não fazer divisão. Pretendíamos englobar todos os servidores (com 16,5% de reajuste)", defendeu o presidente do Sindserv, Carlos Roberto da Silva, o Ketu.
O funcionário da Secretaria de Cultura Manoel Hélio ressaltou que havia a possibilidade de apresentar uma proposta intermediária, colocando para votação apenas o aumento do piso salarial e o restante continuaria sendo negociado com a administração. "Vamos jogar o problema no colo do prefeito", pediu, em vão, pois a ideia foi rejeitada.
Em seguida, Manoel atacou a direção do sindicato. "São covardes e foram coniventes. Não somos contra os auxiliares de limpeza, mas podíamos votar separadamente as coisas."
"Colocamos tudo para votar, todos os requerimentos. Mas tudo foi reprovado. Foi um processo democrático", destacou Ketu.
Agora, o Sindserv recua no estado de greve e passa a discutir com o Executivo o plano de cargos e salários, que deve ser finalizado no ano que vem. Também continuam encontros setoriais, com assuntos específicos de cada secretaria, mas sem reivindicações salariais, que deve voltar à pauta no início do ano que vem.
Fonte: Jornal Diário do Grande ABC, 16 de abril de 2010, reportagem de Beto Silva.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

PARALISAÇÃO EM SÃO BERNARDO TEVE POUCA ADESÃO


14/04/2010 - FUNCIONALISMO

Paralisação em S. Bernardo teve pouca adesão
Por: Karen Marchetti (karen@abcdmaior.com.br)


Paralisação aconteceu em frente à garagem da SSU. Foto: Andris Bovo


Nesta quinta-feira (15/04), às 18h, será realizada mais uma assembleia entre a categoria


A paralisação dos servidores públicos de São Bernardo, realizada na manhã desta quarta-feira (14/04) em frente à garagem da SSU (Secretaria de Serviços Urbanos), teve pouca adesão da categoria. O protesto durou quase três horas. O presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) do município, Carlos Roberto da Silva, o Ketu, não soube mensurar o número de participantes, mas disse que no início teve paralisação total.

O piquete começou por volta das 6 horas, e houve paralisação geral de uma hora. Depois disso, alguns servidores que acompanham a diretoria do Sindserv permaneceram na paralisação. Alguns funcionários não puderam entrar na Secretaria. Na garagem da SSU, onde foi feita a mobilização, trabalham cerca de 420 pessoas.

De acordo com Ketu, na noite desta terça-feira (13/04), a Prefeitura retirou alguns carros da Secretaria para desmobilizar a manifestação.

Nesta quinta-feira (15/04), às 18h, será realizada mais uma assembleia entre a categoria. Até a tarde desta quarta-feira, nenhuma nova proposta tinha sido encaminhada pela Prefeitura.

A proposta da Prefeitura foi reajustar de 6% a 13% o salário de algumas categorias. A Administração convocou os funcionários de serviços gerais (limpeza) para participar de dois dias de reunião e neste encontro a Prefeitura vem sendo questionada para esclarecer as propostas.

Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=20051

quarta-feira, 14 de abril de 2010

RÁDIO

Ligar o rádio pela manhã, vício incontinente.
Todavia decente ao que se presta esse aparelho,
do fedelho ao entrado em anos todos passam por suas ondas,
pontas opostas entre a boca e o ouvido.

De avisos há muito calamitosos,
os ditosos parecem ter saído de moda,
mas sempre a roda do novo, do canto, do encantamento.
Hoje ouvi um Nascimento de Minas que quase me era esquecido.

Um Clube de Esquina, ou seria a oficina da idéia.
Alcatéia faminta de letras, metáforas, aforismos de própria lavra.
É, cava a terra quem quer achar algo,
porem logo, se erra o alvo, na pele sente o prurido.

São anos caçando lua por janelas laterais.
Teatrais rasgos d'alma em lágrimas de muitos dias.
Travessia que o coração estudante faz sobre um trem azul.
Ao norte ou ao sul não importa o caminho do coração é o ouvido.

COLLATERAL MUDER - WIKILEAKS - IRAQ



5 de abril de 2010 — (WARNING: This video may not be suitable for minors) Follow RT at http://twitter.com/RT_com and at http://www.facebook.com/pages/RT/3266... - Whistleblower website WikiLeaks.org has released a classified US military video of what it calls 'the Pentagon murder cover-up'. The 39-minute clip shows more than a dozen civilians shot dead including two Reuters journalists, Namir Nood-Eldeen and Saeed Chmagh, in Baghdad in 2007. Two young children were also seriously wounded in the incident. Following an investigation demanded by Reuters, the US military said the soldiers acted in accordance with the law of armed conflict and the 'Rules of Engagement'. In the run up to the release of this video, WikiLeaks said it had come under aggressive surveillance by the Pentagon. The video was first made public on the website http://www.collateralmurder.com. You can watch the full video here - http://www.youtube.com/watch?v=is9sxR...

sábado, 10 de abril de 2010

SERVIDORES DE SÃO BERNARDO DECRETAM GREVE

Os servidores (as) públicos de São Bernardo além de rejeitar a proposta do governo Luiz Marinho, decretam greve, faremos uma paralisação de três horas nesta próxima quarta-feira (14/04/2010) pela manhã em frente a Secretaria de Serviços Urbanos, no Rudge Ramos.



A assembléia de quinta-feira (08/04/2010) foi um marco importante para os servidores (as) apesar das manobras feitas pela diretoria do sindicato para aprovar a proposta da Administração, restringindo o número de falas para duas defesas a favor e duas contra, não abrindo inicialmente os microfones do carro de som para os servidores expressarem seus sentimentos, reduzindo o tempo de fala de três minutos para dois minutos apenas.


O presidente do sindicato perdeu o controle da assembléia e ameaçou se não votássemos aquela proposta naquele instante, a greve começaria na quarta-feira pela Secretaria de Serviços Urbanos.

Alguns membros Guarda Civil Municipal estavam usando narizes de palhaços na assembléia mostrando o seu descontentamento em relação ao governo de Luiz Marinho e também em relação a diretoria do sindicato.


Quando fiz uso da palavra apresentei três moções de apoio e uma proposta, o presidente do sindicato colocou em votação apenas uma moção e a proposta. As três moções de apoio são:


Moção de Apoio aos servidores (as) públicos de Diadema que farão uma paralisação de 24 horas no dia 15/04/2010 contra o governo do prefeito Mário Reali, (está moção foi aprovada pela assembléia).

Moção de Apoio aos servidores (as) auxiliares de limpeza de São Bernardo da Secretaria de Saúde que por conta das terceirizações foram transferidos para a Secretaria de Educação (está proposta não foi colocada em votação pelo presidente do sindicato).


Moção de Apoio aos servidores (as) públicos de São Bernardo que trabalham no Poupa-Tempo e que por conta do Processo de Seleção Interna para trabalhar na Central de Atendimento e Postos de Atendimento Descentralizados, não está levando em consideração o tempo de prestação de serviço destes funcionários na Seleção Interna (está moção não foi apresentada pelo presidente do sindicato para a assembléia).


O presidente do sindicato apresentou uma moção de repúdio por não contemplar no Edital de Seleção Interna a reserva de vaga legal para os funcionários com deficiência (moção de repúdio aprovada pela assembléia).

O presidente apresentou proposta de nossa autoria para a ampliação da Comissão Permanente de Negociação em mais três servidores para compor a atual (proposta apresentada e aprovada pela assembléia).

Na próxima segunda-feira (12/04/2010) reunião com o comando de greve no sindicato e no dia 15/04/2010 às 18h no Paço Municipal de São Bernardo assembléia geral dos servidores (as).



Espero que desta vez a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não nos deixe na mão como fez na campanha salarial de 2009.



Saudações Grevistas!



Manoel Hélio

Estou membro do Comando de Greve.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SERVIDORES DE SÃO BERNARDO VÃO PARAR NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA.

Por: Karen Marchetti (karen@abcdmaior.com.br)

Em assembleia, categoria aprovou paralisação de três horas na Secretaria de Serviços Urbanos


"Com a presença de dezenas de servidores, o clima foi bastante tenso na assembleia desta quinta-feira (8/04). Alguns funcionários foram com nariz de palhaço e muitos servidores pressionaram a direção do Sindicato. Tanto é que foi aprovado que três servidores, escolhidos pela categoria, acompanhem a comissão de negociação do Sindserv. Outra deliberação da assembleia desta noite foi a realização de manifestações em locais onde estiverem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata à Presïdência da República, Dilma Rousseff. Portanto, a primeira já deve ocorrer no próximo sábado (10/04), quando Lula e Dilma comparecerão a evento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC."

http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=19925

terça-feira, 6 de abril de 2010

SARAU DO POVO ERÓTICO / POUCAS TRANCAS / FOGO E PAIXÃO



15 de fevereiro de 2009 — Os caras do Poucas Trancas levaram a sério a temática do Sarau e resolveram prestar um serviço de utilidade publica as fãs que foram aos shows do Wando.

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