segunda-feira, 31 de maio de 2010
Oficiais Administrativos de SBC - Parte 5
— 15ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de São Bernardo do Campo - SP (12/05/2010).
Oficiais Administrativos de SBC - Parte 4
— 15ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de São Bernardo do Campo - SP (12/05/2010).
ORDEM "É" PROGRESSO
pode parecer bobeira, mas lhe critico o epíteto.
Atento aos desmandos recentes me sinto meio vendido.
Mas nunca vencido em meus ideais.
Acalentei um dia ser apolítico.
Explícito crítico de uma situação,
em que uma nação é traduzida por uma frase.
Como se descrevêssemos a lua por suas fases.
Belezas vendidas lá fora,
não põe comida na boca dos que não estão nos postais.
Numeradas, gerais, arquibancadas e limbo,
E assim é o carimbo que seleciona o povo.
Ordem e progresso.
Talvez veladamente seja o inverso do autoritarismo visto um dia.
Uma desordenada liberdade, a infâmia imposta a uma gente.
Gente que consente, achando que um pouco desse ópio a fará feliz.
Perderam a mão ou a deram em núpcias ao senhor errado?
Cerrados os olhos, vejo uma recente história de amor profundo.
Contudo, não o amor profano que se nos fornecem aos montes.
Enfim, um amor sem pontes, direto, coração a coração.
Não quero que a vida entre em recesso.
Não quero que minha terra sofra um retrocesso.
Nem quero que a tomem por lugar de excessos.
Quero apenas que entendam que a ordem é progresso.
Expresso o que quero, senão em prosa o faço em verso.
Não meço inconseqüências. A consciência que dói é a minha.
Tinha que anunciar a qualquer custo, mas garanto que valeu.
Ah! Se não acharem o rumo, porque não perguntam pra Deus?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
NOTA DA APEOESP DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
Esta ação movida por desembargadores, após ter tido parecer favorável a Aldo Santos em primeira instância, demonstra o empenho reacionário dos representantes da burguesia em punir exemplarmente os movimentos sociais e seus lutadores.
Sem dúvida esse é mais um ataque que somado a tantos outros evidencia uma verdadeira política, cada vez mais ofensiva, de criminalização dos movimentos sociais.
Nesse caso em especial, a tentativa do Ministério Público de manipular os fatos é evidente. A acusação se baseia no uso “indevido” do aparato do poder público para causar “desordem”, quando na verdade foi utilizado um carro para transportar idosos e crianças que passavam necessidades.
Para nós, essa atitude na verdade é extremamente correta e coerente com o mandato de um representante que foi eleito em base a um programa de defesa dos trabalhadores e da população pobre.
Nós da Apeoesp SBC, que participamos junto com outras organizações do movimento social e partidos políticos de trabalhadores, da ocupação Santos Dias em julho de 2003, declaramos nossa solidariedade e apoio à luta para reverter essa decisão reacionária do TJ, e devolver ao companheiro Aldo os direitos políticos conquistados, diga-se de passagem, com a derrubada da ditadura militar no país!
A luta da ocupação Santos Dias continua! Saudações Socialistas!
Onde está a senhora inclusão?
Segundo consta nos autos "oficio rede 63/2010-GSE, da diretora da Secretaria de Educação do município convocando os auxiliares de limpeza, comprova a interferência indevida da administração, na assembleia. Fica claro no oficio o caráter obrigatório das ditas reuniões bem como o emprego indevido de recursos públicos para tal finalidade, pois das ditas reuniões bem como o emprego indevido de recursos públicos para tal finalidade, pois o documento final afirma textualmente que os servidores deveriam assinar uma folha de presença e que seria disponibilizado o vale transporte para os
mesmos".
A partir dessa clássica manobra os mesmos em assembléia alteraram o coro e aprovaram as propostas de interesse da administração. Ainda segundo a representação, cerca de 8 mil servidores foram excluídos das propostas aprovadas.
Claro que a partir dessa prática, derivam várias questões de natureza ética, trabalhista, de desrespeito ao direito de livre associação sindical e a inversão do papel patronal promovendo a ingerência nas entidades sindicais dos trabalhadores, na busca de obter resultado de interesse da administração em detrimento dos interesses e direitos do conjunto dos servidores municipais.
A experiência sindical do Prefeito nesse particular está a serviço da imposição de políticas dirigidas e fraudulentas, que visa dividir para melhor governar, desrespeitando a tão necessária independência dos sindicatos em relação, aos patrões e governos.
Segundo reportagem publicada no Diario do Grande ABC, para o especialista em direito público Everson Tobaroela "a situação pode ser caracterizada como abuso de poder político e de autoridade. Não se pode interferir no processo de escolha de cada um". Ainda segundo o Dr. Horacio Neto, "de fato existe um flagrante desrespeito aos interesses de grande parcela dos trabalhadores municipais e essa representação tem condições de prosperar".
Por último, a referida representação pede a anulação da assembleia realizada no dia 15 de abril de 2010, uma vez que a manutenção da mesma, caracteriza-se nitidamente o desrespeito a livre associação sindical bem como a exclusão de mais de 80% dos servidores municipais aos benefícios que tem direito.
Nada obsta que parcela da categoria obtenha aumento, benefícios ou promoção. Todavia, uma administração cujo lema é o governo da inclusão, adote uma postura de exclusão para com os aliados da administração e da população municipal. Conforme reportagem recente, funcionários que participaram do esquema montado cobram as promessas feitas pela administração, confirmando assim as denúncias apresentadas na representação citada, justificando dessa forma a anulação de fato da referida assembleia.
Esperamos que o Sindicato da categoria assuma essa representação, defenda os reais interesses dos servidores com independência e a lisura necessária diante da Administração. Entendemos também que a Central Única dos Trabalhadores esgotou seu projeto de defensor e representante dos reais interesses dos trabalhadores, justificando assim a criação de um novo projeto que viabilize de fato a efetiva representação sindical de uma nova central sindical à altura da representação e dos interesses da classe trabalhadora.
Fica então a indagação a Administração Luiz Marinho e a população atendida pelos servidores públicos municiais: Como explicar o lema de um governo que em nome da inclusão pratica ações devisionistas e de exclusão da maioria dos servidores?
Mudar é preciso!!!
* Aldo Santos é sindicalista, coordenador da corrente política TLS, presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e dirigente nacional do P-Sol.
OFICIAIS ADMINISTRATIVOS DE SBC - Parte 3
— 15ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de São Bernardo do Campo - SP (12/05/2010).
MEIO SEM SENTIDO
combalida, estanque.
estante de livros que junta poeira,
uma zoeira de métodos e mídias,
como a vídia que ataca o duro concreto.
o teto disso tudo não tem limites.
convite à sermos assim ou assado.
deixando de lado a atrofia,
a imperícia do desconhecer e atirar-se no vazio.
vadio modo de tentar-se impor à existência,
carência? sei lá, sou mais pela ganância.
a ânsia de ter é maior que anseio de ser.
ver o outro lado do muro.
no duro? inveja galopante,
acachapante vocação de ter o que não lhe é natural.
um mural de retalhos dos sonhos de outrem,
um amém a reza alheia.
uma rasteira nos próprios pés,
um viés do que podia ser reto,
exceto se este sonho é o prurido
de quando tudo fica meio sem sentido
quarta-feira, 26 de maio de 2010
REFLEXOS DA REFLEXÃO
Fui de uma covardia imensa quando protelei por muuuuitos anos fazer essa "faxina". Notei que ao ser, quem pensava que era, desempenhava o papel de uma personagem que escreveram para mim. De protagonista de minha história, tornei-me antagonista de minha existência. Assumi carências como um processo natural de minha vida, remoi meu eu para não ferir pessoas que me cercam. Ataviado num cristianismo de letras e não de práticas, perdoei sem ao menos meditar que se ao contrário disso tivesse admoestado meu próximo lhe prestaria um melhor serviço. Como dizem "pelaí", deixei correr frouxo. Recomeçar nessa altura do campeonato? É quase certo que a família me interditaria. Fazer o que? Como a velha costureira dar um tapa na roupa velha. Aqueles que a virem pela primeira vez acharão que é nova, os que já a viram nem notarão as mudanças habituados que estão com suas cores. Não vou, como diz a molecada, querer pagar de gatão, de anarquista, de revolucionário. A vida me ensinou, malandro é o gato que já nasce de bigodes. Esperar como o enxadrista o próximo lance, esconder o rei oferecendo a rainha. Agora o pulo do gato, esse não divido com mais ninguém. DEUS me deu uma inteligência única, daí sermos indivíduos, individualidades. Claro que vou continuar minha vida coletivamente, dividindo o que aprendi, amando sem esperar contrapartidas, continuar amigo, marido, filho, pai, avô, todos esses lances de estar em sociedade. A vida sempre me amou e eu a tratava como decorrência, como natural. Agora percebo que sou um milagre e como tal sou especial como cada um é para si. Sem essa de vivo para isso, vivo para aquilo, vivemos a vida que escolhemos viver. Adão e Eva escolheram arbitrar suas escolhas e deu no que deu, portanto a vida não é uma avenida de mão única, é sim cheia de atalhos, retornos, bifurcações, acabei de sair da contramão. Há placas, você segue a que mais te satisfaz. Errou pega o retorno seguinte, começa de novo, todavia se escolher pegar o caminho de outrem e de repente ficar sozinho, pode ser que esse outro alguém chegou ao seu destino enquanto que você, nem encontrou o ponto de partida.
terça-feira, 25 de maio de 2010
TRIBUNA DO POVO
15ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de São Bernardo do Campo - SP (12/05/2010).
Dona Tereza (Oficial Administrativo) faz uso da Tribuna do Povo, solicitando o apoio dos legisladores à nossa causa.
sábado, 22 de maio de 2010
REUNIÃO AMPLIADA DA COMISSÃO
28/05/2010 (sexta) as 18h30
APEOESP - São Bernardo
Av. Francisco Prestes Maia, 233 - 1º andar
- Centro - SBC - SP (próximo a Faculdade FAPAN)
PAUTA
- Informes;
- Estratégia;
- Calendário.
COMISSÃO DOS OFICIAIS ADMINISTRATIVOS
Contato: (011) 7574-5669
sexta-feira, 21 de maio de 2010
A ÁGUIA
O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.
Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração.
Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer.
Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser.
Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza…
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão.
Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido.
Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente.
Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro.
Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o.
Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
Por que estás a me vigiar, Andala?
Quero ser uma águia como tu, Yan.
Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho… – O pardal suspirou olhando para o chão… E disse:
Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar.
És tão única, tão bela.
Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas… Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente…
Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia.
Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos.
Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu.
Acredita! – E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias.
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos.
Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho.
Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido.
É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu
coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre!
Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade.
Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles.
Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!
APRENDA A VOAR MAIS ALTO.....E FAZER DE SEUS SONHOS UMA REALIDADE....
quinta-feira, 20 de maio de 2010
OFICIAIS ADMINISTRATIVOS DE SBC - PARTE 2
Caros Amigos (as)
Nós Oficiais Administrativos da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo, estamos em uma campanha para a valorização tanto profissional como ecônomica do cargo de Oficial Adminstrativo.
Os vencimentos em 1997, para alguém que ingressasse no serviço público, como Oficial Administrativo, correspondia a 5,08 salários mínimos à epoca, estando hoje em 1,86 salários mínimos.
As atribuições do Oficial Administrativo são mais complexas do que a dos cargos de Borracheiro, Calceteiro, Coletor de Lixo, Merendeira, Motorista, Almoxarife, Pedreiro, Estagiário PEAT (Programa Educacional do Adolescente para o Trabalho), e mesmo assim, recebemos remuneração inferior, queremos resaltar que todos os cargos aqui descritos ou usados como exemplos são do próprio quadro de funcionários ou servidores da Prefeitura de São Bernardo do Campo, em nenhum momento utilizamos dados ou pesquisas de outras prefeituras ou instituições.
As atribuições dos cargos de Jardineiro, Coveiro, Lavador de Veículos, Abastecedor, Ajudante Eletricista da Prefeitura de São Bernardo são menos complexas que as do Oficial Administrativo e mesmo asssim, recebem remuneração superior.
A recomposição do valor dos vencimentos do cargo de Oficial Administrativo, considerando o padrão de 1997, levaria em dezembro de 2009 ao valor de R$ 2.768,60.
Caso seja mantido o ritmo de queda, o valor do vencimento do Oficial Administrativo tem a tendência de, em breve espaço de tempo, chegar a UM salário mínimo.
Hoje o salário base do Oficial Administrativo é de R$ 1.011,56.
O objetivo dos ocupantes do cargo de Oficiais Administrativos é corrigir as distorções incentivando e valorizando a classe.
Nós temos tido perdas consideráveis ao longo dos últimos 13 anos, o que causa reflexos na perda do poder aquisitivo e em consequência na motivação para o trabalho e na dignidade de cada um; pontos que podem ser evitados com a recomposição do valor dos vencimentos.
Contamos com o apoio de todos.
COMISSÃO DOS OFICIAIS ADMINISTRATIVOS
terça-feira, 18 de maio de 2010
Urso Bruxo (Aumenta o Som Nº16 - 1/3)
— Neste programa você verá no quadro "Divulga o Som" a Banda Urso Bruxo e o Super Show de Bittencourt Project, Tempestt e Evergrey !!! Aumenta o Som !
TIROS EM COLUMBINE
Ou: “Tudo que você gostaria de dizer sobre os Estados Unidos dito por um cidadão estadunidense”
(Comentário sobre o documentário “Tiros em Columbine”)
Nome original: Bowling for Columbine
Produção: Canadá, Estados Unidos, Alemanha
Ano: 2002
Idiomas: Inglês
Diretor: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Elenco: Jacobo Arbenz, George Bush, George W. Bush, Charlton Heston, Marilyn Manson, Timothy McVeigh, Michael Moore, Mohammed Mossadegh, Dinh Diem Ngo, Terry Nichols, Manuel Noriega, Shah Mohammed Reza Pahlavi, Augusto Pinochet, Jeff Rossen, Matt Stone
Gênero: documentário
Fonte: “The Internet Movie Database” – http://www.imdb.com/
Nesses tempos de acirrada militância anti-estadunidense, todos têm algumas palavras de ordem ensaiadas na ponta da língua para vociferar contra o gigante imperialista. Para quem quer passar da fase do simples “gringo go home” e adquirir subsídios para entender as complexidades e contradições da presença estadunidense no mundo de hoje, recomenda-se um olhar vindo de dentro dos próprios Estados Unidos, de alguém que questiona violentamente aquilo que seu país representa.
O documentário vencedor do Oscar 2003, “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, esteve em cartaz em alguns cinemas escondidos no centro de São Paulo. Excelente oportunidade para constatar que, apesar das abundantes evidências em contrário, existe vida inteligente nos Estados Unidos. Existe pelo menos um ser inteligente, que importuna, incomoda, cutuca, põe o dedo na ferida, obriga a pensar, mostra o que ninguém quer ver e fala sobre o que ninguém quer ouvir.
Michael Moore topa qualquer parada. Não tem um pingo de vergonha na cara para incomodar políticos, celebridades, altos executivos, autoridades. Todos eles sofrem a inquirição impiedosa de sua câmera e suas perguntas “inconvenientes”. Moore é um chato, um chato profissional, que sabe incomodar, sabe provocar constrangimento, sabe expor ao ridículo, sabe fazer piada da seriedade farisaica de seu país.
É difícil falar sobre o conteúdo de um documentário sem “contar a história” e estragar a surpresa de quem ainda não o viu. O tema do filme é o massacre de estudantes e professores por dois alunos da escola Columbine, na cidade de Littleton, no Colorado, em 1999. A partir dessa tragédia, Moore abre um leque de questões que vão do culto que o povo estadunidense prestam às armas de fogo, passa pelo medo indiscriminado e histérico que a mídia irradia, pelo racismo que dá origem à Ku Klux Klan, pela falta de política social para os pobres (exemplificado pelo fechamento da fábrica da General Motors em Flint, cidade natal de Moore), pela política externa do governo Bush e até pela perseguição às figuras destoantes, como o roqueiro Marilin Manson.
O que conduz a argumentação de Moore ao longo dessas questões é uma pergunta persistente. Uma pergunta para a qual os defensores do uso de armas apresentam respostas parciais e evasivas, desmontadas uma por uma. Porque nos E.U.A. tanta gente morre vitimada por armas de fogo? Será responsabilidade da história do país, repleta de violência em seu passado? Ora, o passado da Alemanha, da Inglaterra, da França, do Japão, está repleto de episódios de violência extrema, tais como o holocausto, as guerras mundiais, as guerras imperialistas, etc.. Nem por isso alemães, ingleses, franceses e japoneses se matam. A taxa de homicídios por armas de fogo nesses países é de 70 a 300 por ano. Nos E.U.A. passa de 11.000.
A causa serão os filmes violentos? Ora, nesses mesmos países os jovens assistem aos mesmos filmes violentos, jogam os mesmos videogames, acessam os mesmos sites, etc.; e nem por isso também saem se matando. Caberia então fazer a pergunta inversa. Porque nesses países as pessoas não se matam? Porque há a restrição à posse de armas? Talvez. Mas o que explica o Canadá? O Canadá possui as mesmas leis liberais que os E.U.A. a respeito da posse de armas de fogo. Há milhões de armas de fogo no Canadá. Mas os canadenses as usam para caçar. A caça é uma tradição nacional. Os canadenses caçam animais, que fique bem entendido, e não outros canadenses.
Porque então os estadunidenses se matam tanto? A pergunta de Moore prossegue. As razões são profundas e incômodas. São demonstradas de forma gradual, articulada e abrangente. O que dizer do exemplo da política externa? No dia do massacre de Columbine, Clinton estava jogando bombas sobre a Sérvia. Vivia-se então a guerra do Kosovo. Clinton, que não era um completo retardado como é George W. Bush, que tinha lá seu charme, que apreciava, entre outras coisas, os favores das estagiárias; também era chegado a jogar umas bombas aqui e ali.
No mesmo dia do massacre, o simpático Bill, entre um “blow-job” e outro, foi obrigado a ir à TV e falar ao respeitável público sobre os acontecimentos correntes. “Jogamos algumas bombas lá na Sérvia. E ali no Colorado alguns garotos atiraram em seus colegas e se mataram”. Fatos correntes. Seria apenas isso? Fatos correntes? Fatos isolados? Sem conexão? O direito de usar sistematicamente armas de fogo como instrumento corriqueiro de política externa não estaria indiretamente legitimando o suposto “direito” de usar armas de fogo como veículo de alívio das frustrações pessoais? Os atos do Presidente não estariam sendo exemplo para os jovens do país? Jogar tiros e bombas não teria se tornado a maneira preferencial dos indivíduos e do país como um todo viabilizar suas demandas ?
Moore ilustra a tese com números impressionantes. Os números causados pelas intervenções armadas dos E.U.A. desde a Guerra Fria. Intervenções no Irã, Coréia, Vietnã, Chile, Nicarágua, El Salvador, Somália, Afeganistão, Iraque. Dezenas de milhares, centenas de milhares, milhões de vítimas, tombando ao som de “What a wonderfull world”, de Louis Armstrong.
A mídia prefere achar outros culpados. Os interesses de além-mar não podem jamais ser mencionados em tom de crítica, muito menos implicados em semelhante esparrela. É preciso achar uma face mais conveniente. Alguém em quem colocar a culpa. Alguém como o bizarro Marilin Manson. A culpa é do roqueiro, do auto declarado anticristo, do andrógino, satanista, desajustado, auto-mutilado. Feio, inconveniente, pecador e barulhento. A culpa só pode ser dele. O próprio Marilin está consciente disso e o diz em entrevista ao cineasta. Ele faz dessa perseguição e da resistência que opõe a ela o mote de seu marketing pessoal, mais do que a atração de sua música (que aliás é bem ruim).
Ruindade à parte, Manson está com a razão. Nos Estados Unidos pós-Columbine ninguém tem o direito de ser diferente. Instalou-se um clima de Inquisição nas escolas. Qualquer sintoma de comportamento destoante é identificado e isolado por uma quarentena preventiva. Suspensões absurdas e despropositadas atingem qualquer um que se atreva sequer a pintar os cabelos. Qualquer um que apresente sintomas de desajuste, depressão, timidez, introspecção, é automaticamente suspeito de maquinar planos homicidas. É preciso a todo custo apresentar uma atitude positiva, sorridente. A polícia do pensamento está á espreita. Imaginamos que Orwell teria alguma coisa a dizer de semelhante ambiente.
Os E.U.A. são um país de paranóicos. A paranóia os persegue desde o ginásio, explica Matt Stone, um dos criadores de “South Park” e ex-morador de Littleton. Se você não passar na prova, não vai chegar ao segundo grau, não vai conseguir emprego, vai ser um perdedor para sempre, ninguém vai se casar com você, vai morrer pobre e solitário. Esse é o discurso insistente que inferniza a mente dos estadunidenses desde a mais tenra juventude. O discurso dos pais e educadores.
Para Matt Stone seus jovens concidadãos fizeram o que fizeram porque ninguém lhes disse que o segundo grau não é nada demais, que ninguém precisa ter os mesmos empregos de prestígio que seus pais, que há outras maneiras de uma pessoa se realizar e ser feliz, outros caminhos que não a competição feroz e excludente armada pelos adultos. E principalmente, fizeram o que fizeram porque não foram inteligentes o bastante, como Matt e seu colega Trey Parker, para transformar sua frustração em relação à cidade natal no combustível de uma sátira ácida e contundente, que é o desenho animado “South Park”.
Michael Moore não está interessado em demonizar os diferentes. Ele sabe que a resposta para a insistente pergunta não passa por esse caminho. Ele busca outras conexões. Por exemplo, a fábrica da Lockheed Martin em Littleton. A Lockheed é uma fabricante de mísseis teleguiados. Diariamente, os cidadãos da pacata Littleton assistiam ao desfile de carretas transportando gigantescos foguetes e ogivas. Armas de destruição em massa daquelas que Hans Blix penou para achar no Iraque, em vão. Elas estão em Littleton, abundantes, monstruosas, inacreditáveis. O maior poder destrutivo já reunido pela humanidade, distribuído em silos espalhados pelas pequenas cidades do interior. Nada de mais. Coisa inocente. Armas para defender o povo, explica a Moore um executivo da Lockheed. Que os jovens de Littleton tenham cogitado em explodir umas cabeças por aí é fato puramente casual, não tem qualquer relação com as armas da Lockheed. Então tá.
É compreensível que o cidadão estadunidense médio conceba a presença de seu país no exterior como fundamentalmente positiva. Afinal, os cidadãos de todos os impérios assim o fizeram. Mas é deveras bizarro que a posse de armas de destruição em massa como instrumento de dissuasão e a prática de intervenções armadas seja considerada uma parte natural dessa presença positiva. O cidadão estadunidense médio considera normal que seu país use armas no exterior porque considera normal possuí-las para defender sua casa. É o que explicam a Moore os membros da milícia de Michigan. Os colegas dos terroristas que explodiram o edifício federal em Oklahoma, em 1995.
Para os membros da milícia, é responsabilidade de todo cidadão possuir armas de fogo e saber usá-las. Os Estados Unidos são a terra do cada um por si. Cabe a cada pai e mãe de família defender os seus entes queridos. O governo é tido como inerentemente opressor e incompetente. O exército é incompetente. A polícia é incompetente. As autoridades são incompetentes. Não há ninguém em quem se possa confiar. A não ser na sua Magnum 44, sua Uzi, seu M16. Coisa semelhante um pai dizia ao jovem filho em “Conan o bárbaro”, apontando para uma espada: “nisto você pode confiar”. No aço você pode confiar. O mundo é você, sua espada e os outros. Estamos de volta á barbárie.
Os milicianos estadunidenses produziram essa figura teórica absurda, o anarquismo de direita. O pequeno-burguês armado até os dentes para proteger sua fortaleza do assalto das hordas invasoras. Contra quem se defendem os membros da milícia? De quem eles têm medo? De onde vem o medo? Teremos que assistir um pouco de TV para saber. O medo é um ingrediente farto e indiscriminado na televisão estadunidense. Os telespectadores têm medo de tudo. As cenas a esse respeito são extremamente hilárias. Os níveis de imbecilidade alcançados pela televisão daquele país estão além do que pode sonhar o mais desvairado produtor brasileiro. A imbecilidade campeia lá como cá, mas o ingrediente fundamental é o medo. Medo do “bug” do milênio, medo de abelhas assassinas, medo de elevadores, medo de alienígenas, etc..
A especialidade da TV estadunidense sempre foi fomentar o medo, o ódio e o preconceito, apelando para os instintos mais baixos da audiência. Isso se tornou especialmente intenso depois dos atentados de 11 de Setembro. O medo do terrorismo atingiu proporções descabidas. Pessoas estocam armas, munição, máscaras de gás e mantimentos em suas casas. Medo do terrorismo, medo das águas contaminadas, medo de antraz. Guerra, morte, fome, peste, os cavaleiros do apocalipse estão à solta no imaginário coletivo. O medo do apocalipse é uma tendência latente na cultura estadunidense, que de vez em quando se manifesta mais fortemente. Mas há também um medo escancarado em relação aos negros.
Os negros são o “anônimo urbano”. O suspeito preferencial da polícia, da mídia, dos cidadãos “decentes” nos seus subúrbios brancos de classe média. Em qualquer ocorrência policial, o suspeito é sempre “um certo homem negro”, tal altura, etc.. Para escapar de uma acusação, basta trasferí-la para as costas de um negro. A polícia acredita, os promotores acreditam, o júri acredita, a mídia dá o veredicto e o juiz condena. Moore expõe vários desses casos em que pessoas de cor foram presas apenas porque o verdadeiro criminoso foi esperto o bastante para jogar a culpa num negro. Inverteu-se a norma consagrada do direito: “In dúbio, pro branco”.
Um produtor de TV comparece para explicar que um programa que mostra a polícia em ação ao vivo, perseguindo suspeitos (que quase sempre são negros), tem audiência porque é isso que as pessoas querem ver. Da Tena e outros fascistas que o imitam no Brasil dariam um braço para ter os mesmos recursos técnicos que os programas de TV da matriz exibem para poder mostrar aqui a polícia prendendo e arrebentando nas favelas. Moore pergunta se não seria o caso de se fazer um programa mostrando a polícia capturando com a mesma truculência os criminosos de colarinho branco que abundam nas corporações estadunidenses, protagonizando escândalos tipo Enron, WorldComm, et caterva. O produtor de TV desconversa. O público não está preparado para ver homens brancos engravatados sendo achacados por policiais. Quanto a negros desocupados, estes tudo bem...
Em certo momento o filme se pergunta se a forma mais adequada de lidar com as minorias e com a pobreza em geral não seria prestar assistência social aos pobres. Do tipo da que existe na Europa do “well-fare state”. Não será por causa da assistência governamental, da saúde gratuita, da educação que recebem, que as minorias e os pobres desses países deixam de recorrer ao crime? Não será por causa dos laços de coesão social e comunitária criados por esse tipo de política que os canadenses tem confiança em seus concidadãos, a ponto de não trancar as portas das casas, como foi abundantemente mostrado?
Um conservador estadunidense típico diria que não. Assistência social para os pobres, no seu ponto de vista, é uma maneira de manter os vagabundos sem fazer nada e onerar os cidadãos trabalhadores. Vale mais à pena investir em armas. A propósito desse assunto, Bush comparece com sua dicção de boneco-de-ventríloquo-que-não-consegue-ler-o-ponto-eletrônico para dizer que “o Congresso faria um grande bem ao país se compreendesse que o orçamento militar deveria se tornar a prioridade numero 1 da gestão pública”. O mesmo princípio empregado para a vizinhança dos subúrbios vale para a vizinhança global. Ao invés de assistência para os países pobres, bomba neles. Se eles optam pelo terrorismo, assim como os pobres que optam pelo crime, tanto pior para eles. Mais bombas, mais armas, mais paranóia.
As raízes de toda essa paranóia estão na História. Numa das passagens mais hilárias do filme, uma animação mostra uma versão da história estadunidense do ponto de vista de uma bala de revólver. Os puritanos vieram para o território do que hoje são os Estados Unidos com medo das perseguições. Aqui chegando, por medo, exterminaram os índios. Por medo, escravizaram os negros. Por medo, lutaram na guerra civil para mantê-los escravizados. Por medo, fundaram a Ku Klux Klan, para se defender dos mesmos negros. Com a repressão à Klan, fundaram a N.R.A., a Associação Nacional do Rifle, organização dedicada a defender o direito de todo cidadão de usar armas de fogo, presidida pelo venerável Charlton Heston, ganhador do Oscar, protagonista do épico “Os Dez Mandamentos”, filme no qual se diz, entre outras coisas, “não matarás”...
A essa altura as contradições se acumulam uma após a outra. O argumento do filme está sobejamente demonstrado. Mas o chato quer mais. Moore marca um ponto importante quando consegue uma declaração da rede K-Mart se comprometendo a não mais vender munição em suas lojas. A declaração foi obtida com a participação de dois sobreviventes do massacre de Columbine, um dos quais paraplégico, ambos ainda com balas em seus corpos, que acompanharam Moore na tentativa de “devolver” simbolicamente as balas que os mutilaram à K-Mart.
Para terminar, Moore continua questionando os “normais”, os alinhados, os brancos, anglo-saxões, cristãos, burgueses, os verdadeiros donos do país, que se acham no direito de usar armas e matar quem se atreve a ser diferente em sua terra. Ele vai lhes perguntar, afinal de quê os homens mais poderosos do mundo tem medo. De onde estamos, nos perguntamos o que é o seu medo senão, como disse George Orwell, “o imposto que a consciência paga para a culpa”? Não será a arrogância e a hipocrisia com que governam um disfarce para uma consciência repleta de crimes?
Moore vai até o covil da Besta, em plena Hollywood, com toda cara de pau do mundo, tocar a campainha na mansão de Charlton Heston. Inacreditavelmente, ele consegue uma entrevista com o presidente da N.R.A. para lhe perguntar, entre outras coisas, porque logo após o massacre de Columbine a organização esteve em Littleton fazendo uma campanha. O que os defensores do direito ao uso de armas estariam dizendo com sua presença numa cidade onde dois jovens acabaram de promover o massacre? Não estariam com isso dizendo que os que morreram tinham mesmo que morrer? O pai de uma das vítimas de Columbine, ainda estupefato, aparece em mais de uma momento para perguntar porque seu filho morreu.
Moore foi levar ao dirigente máximo da N.R.A. uma foto de uma menina de seis anos morta por um colega de classe da mesma idade, que encontrou a arma na casa de um tio, onde fora deixado por sua mãe, uma jovem negra que havia acabado de sofrer uma ação de despejo e precisa trabalhar em dois empregos para sobreviver, servindo drinks no bar de Dick Clark, espécie de Raul Gil americano que apresentava o programa de TV em que todos os astros do rock n´roll se tornaram famosos, um dos ícones do sonho estadunidense. Uma jovem mãe negra reproduzindo em pleno século XXI a mesma escravidão de seus ancestrais do século XIX, vitimada duplamente pela cegueira social que governa o país, vendo seu filho de seis anos se tornar vítima do ódio de cartas racistas do país inteiro, pedindo ao promotor da cidade a condenação do garoto, fazendo o criminalista se sentir enojado.
Depois dessa história, Heston abandona a entrevista, sem resposta. A foto da menina morta, vítima de uma outra vítima, é deixada na mansão de Heston, aquele que disse que seu rifle só seria arrancado de suas mãos quando estivessem frias e mortas, para delírio de uma multidão de seus fanáticos e neuróticos seguidores. O autor intelectual do crime se recusa a ver a imagem de sua vítima. Se recusa a estabelecer a conexão entre os dois fatos. A tarefa de Moore foi cumprida. O ciclo chegou ao fim. O filme voltou ao começo. Estamos ainda presos em Columbine. Para terminar, os Ramones reinterpretam “What a wonderfull world”, com seu peculiar estilo non-sense, acelerado, cômico, desleixado e verdadeiro. Nada mais apropriado.
Daniel M. Delfino
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Solidariedade a Aldo Santos
Contra a criminalização dos movimentos sociais! O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado vêm por meio desta, manifestar nosso absoluto repúdio à resolução do Tribunal de Justiça de São Paulo, que no último dia 21 de abril resolveu pela condenação do companheiro Aldo Santos a perda dos direitos políticos por cinco anos e ao pagamento de uma multa no valor de R$ 70.000.
Esta ação movida por desembargadores, após ter tido parecer favorável a Aldo Santos em primeira instância, demonstra o empenho reacionário dos representantes da burguesia em punir exemplarmente os movimentos sociais e seus lutadores.
Sem dúvida esse é mais um ataque que somado a tantos outros evidencia uma verdadeira política, cada vez mais ofensiva, de criminalização dos movimentos sociais.
Nesse caso em especial, a tentativa do Ministério Público de manipular os fatos é evidente. A acusação se baseia no uso “indevido” do aparato do poder público para causar “desordem”, quando na verdade foi utilizado um carro para transportar idosos e crianças que passavam necessidades.
Para nós, essa atitude na verdade é extremamente correta e coerente com o mandato de um representante que foi eleito em base a um programa de defesa dos trabalhadores e da população pobre.
Nós do PSTU, que participamos junto com outras organizações do movimento social e partidos políticos de trabalhadores, da ocupação Santos Dias em julho de 2003, declaramos nossa solidariedade e apoio à luta para reverter essa decisão reacionária do TJ, e devolver ao companheiro Aldo os direitos políticos conquistados, diga-se de passagem, com a derrubada da ditadura militar no país!
A luta da ocupação Santos Dias continua! Saudações Socialistas!
Direção do PSTU do ABC, publicado no site CLIQUE ABC em 12/05/2010, na Palavra do Internauta.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
SHOW LÍTERO MUSICAL "RAÍZES NORDESTINAS"
19/05/2010 QUARTA ÀS 16h
BIBLIOTECA MUNICIPAL ÉRICO VERÍSSIMO
Rua Jacob do Bandolim, 81 - Paulicéia - São Bernardo do Campo - SP
Telefone: 4178 - 6648
www.saobernardo.sp.gov/cultura
OUÇA ATRAVÉS DO PODOMATIC UM ESPECIAL COM FABRÍCIO RAMOS
www.raulseixasversosavulsos.podomatic.com (web rádio)
MEMÓRIAS DE UMA ASSEMBLÉIA ÀS AVESSAS
15 de abril de 2010. Assembléia dos servidores municipais de São Bernardo do Campo no Paço Municipal. O circo estava armado. Depois de um período de chuviscos e friagens, o tempo resolveu firmar. A noite estava amena, mas o clima era tenso.
O resultado do encontro já estava dado, sabíamos de antemão, devido à manobra da prefeitura – realizada com o consentimento da diretoria do Sindserv – que se traduziu no desrespeito à Convenção 98 sobre o direito de sindicalização e de negociação coletiva, de 1949, “que estipula proteção contra todo ato de discriminação que reduza a liberdade sindical, proteção das organizações de trabalhadores e de empregadores contra atos de ingerência de umas nas outras, e medidas de promoção da negociação coletiva”[i].
Na assembléia do dia 1º de abril (aquela em que a diretoria do Sindserv colocou em votação se permitia ou não que os trabalhadores presentes tivessem direito à voz – os associados do sindicato, que da noite para o dia tiveram aumentos em suas mensalidades em até mais de 500%!) - os trabalhadores haviam rejeitado a contraproposta da prefeitura que, para esta, realizou uma estratégia típica da administração anterior: convocou, em horário de serviço, os trabalhadores celetistas da limpeza para apresentar suas propostas de reajustes salariais, que supostamente visariam à diminuição da diferença entre os salários dos celetistas e dos estatutários e a progressiva equiparação salarial entre ambos[ii]. “Reunião para esclarecimentos” – informaram.
Entretanto, segundo disseram alguns destes funcionários, foi mais do que isso: teriam afirmado, na reunião, que a prefeitura não tinha condições de dar aumento para todos, que por isso pretendiam fazer justiça aos mais necessitados, que os demais trabalhadores já recebiam bem, e que os auxiliares de limpeza precisavam ir para a assembléia para aprovar a proposta da prefeitura, porque se não houvesse a aprovação do reajuste tal como a prefeitura se propunha, não haveria reajuste algum neste ano.
Não é necessário conhecer as teses de Marx sobre o lúmpen-proletariado para deduzir que esta afirmação, por si só, teria um efeito avassalador nas mentes dos colegas auxiliares de limpeza celetistas – trabalhadores que recebem o salário mais baixo da categoria, que em geral possuem uma sobrecarga de serviço, desempenhando funções que vão além de suas atribuições específicas e sem os equipamentos de segurança completos: faltam luvas, botas, sapatos, uniformes.
No dia 14, tivemos uma assembléia dos profissionais da educação na sede do sindicato. Além das questões pertinentes àquela reunião, o coletivo presente manifestou sua preocupação com os movimentos da prefeitura para a assembléia do dia seguinte; questionou a diretoria do Sindserv sobre as ações para impedir a continuidade daquela manipulação – e a diretoria reconheceu que havia sido informada pessoalmente pelo representante da prefeitura sobre estas reuniões, mas nada fez para impedir, nem mesmo se manifestou contrário em relação a ter sido dito, pelos representantes da prefeitura na reunião, que se falava também em nome do sindicato.
Havíamos ponderado, então, a necessidade de a diretoria apresentar uma proposta que atendesse as reivindicações dos colegas auxiliares de limpeza e que mantivesse a possibilidade das demais categorias em lutar pelo reajuste salarial, afinal, o papel do sindicato é defender o coletivo dos trabalhadores, e não uma parcela deste em detrimento das demais. Até porque mais 10 anos de sucessivas perdas salariais é muito tempo.
Sabíamos que estávamos dando murros em pontas de facas, porque além de não realizar seu papel de dialogar com a categoria e além de não mobilizar os trabalhadores para a campanha salarial, melhor dizendo, além de praticamente não realizar campanha salarial, a própria diretoria do Sindserv, desde o princípio, defendia a proposta da prefeitura – o que ficou mais do que evidente no jornal lançado pela diretoria apresentando não as suas propostas, mas sim as propostas da prefeitura[iii] (!), sem qualquer comparativo para que os trabalhadores pudessem compreender o que significaria, em seus bolsos, a equiparação salarial, o reajuste para todos etc; sem denunciar que aumento por progressão funcional é direito dos trabalhadores e não é reajuste de perdas salariais, muito pelo contrário, nos moldes impostos pela prefeitura acarreta inclusive o achatamento progressivo do poder aquisitivo dos trabalhadores; e a diretoria do Sindserv se omitiu também em denunciar que, entre os cargos apresentados como beneficiários do aumento através da progressão salarial, há cargos em vacância, isto é, os profissionais nem existem!
Enquanto o grosso dos trabalhadores não compareceu à assembléia (alguns por não ter conhecimento desta, e a maioria – acredito – por conta de suas/nossas justificadas descrenças e desconfianças com relação à diretoria do Sindserv), os trabalhadores auxiliares de limpeza atenderam ao chamado da prefeitura, foram para a assembléia para aprovar na íntegra o que não poderia sequer ser colocado novamente em votação, posto que rejeitada na assembléia anterior. A diretoria do sindicato sabia disso, e mesmo assim conduziu o picadeiro com a maestria de um clown e a farsa de um ilusionista.
Os ânimos estavam acirrados. Após uma breve explanação do histórico de uma campanha salarial anódina, a diretoria do Sindserv, ao invés de explicar que não poderia colocar em votação uma proposta anteriormente rejeitada, e ao invés de apresentar novas propostas de encaminhamentos para a campanha salarial, simplesmente propôs que subissem no caminhão de som uma pessoa a favor e outra contra a votação da proposta da prefeitura.
A colega auxiliar de limpeza, que se posicionou a favor de novamente votar a proposta da prefeitura, foi bem aplaudida: falou, e com razão, do salário de fome que recebem, das dificuldades financeiras que passam, dos aluguéis caros, e acrescentou que os demais funcionários públicos tiveram sua vez, e agora era a vez dos auxiliares de limpeza receberem a sua parte.
O colega que falou em seguida tentou explicar que ninguém era contra o aumento para os auxiliares de limpeza, que a equiparação salarial traria maiores ganhos para a categoria, que também os demais servidores necessitam de reajuste. Tentou apenas, porque o que se viu foi uma massa de trabalhadores vaiando, xingando, virando as costas, gritando para que parasse de falar e saísse.
Cenas tristes propiciadas pela manobra da prefeitura com o consentimento da diretoria do Sindserv: trabalhador contra trabalhador, como se o inimigo não fossem as más condições de trabalho, os salários defasados e de fome, incompatíveis com as responsabilidades dos cargos, os assédios morais, os maus administradores que, governo após governo e gestão sindical após gestão sindical, perpetuam isso tudo, fomentando a divisão e a rixa entre os trabalhadores.
Em sua fala, outro auxiliar de limpeza alegou que era o troco que estavam dando por conta do tratamento que recebiam de diretores, PADs, coordenadores e de professores, nas escolas em que atuam. Pensei na escola em que trabalho, no quanto procuramos estabelecer uma relação democrática, de respeito e de confiança entre todos, independentemente de cargo e função exercida.
Tenho consciência que múltiplas são as concepções e, portanto, igualmente múltiplas são as relações estabelecidas, mas ao longo dos onze anos de magistério público municipal, conheci tantos bons profissionais, seres humanos com tamanha sensibilidade e comprometimento, que só pude interpretar esta fala como a generalização de situações pontuais.
Após um colega professor ser literalmente empurrado escada abaixo por um membro da diretoria do Sindiserv, que o impediu que exercesse o direito à voz, outro colega – oficial administrativo – conseguiu usar o microfone. Também sob vaias e xingamentos de pessoas que nem o conhecem, retomou a proposta alternativa, buscando o consenso e a unidade dos trabalhadores e que, em meu entendimento, deveria justamente ter sido apresentada e defendida pela diretoria do Sindserv: que a assembléia fosse favorável à imediata reivindicação dos auxiliares de limpeza e que se mantivesse a luta dos demais servidores pelos seus reajustes salariais, uma proposta não excluindo a outra. Caberia à diretoria do Sindserv explicar que isso era possível, mas não o fez.
Neste momento, percebi que um auxiliar de limpeza que conheço puxava o coro das vaias e incentivava que virassem as costas, então me dirigi até ele, argumentando que não precisava fazer este tipo de coisa, que bastasse votar no que entendesse por certo, que o colega que falava naquele momento merecia tanto respeito quanto o respeito que eles reivindicam. Enquanto conversávamos, outro colega auxiliar de limpeza, sem me conhecer – e por não me conhecer – viu-me como o inimigo de classe, o que estaria contra o aumento salarial dele, e partiu para cima de mim, exaltado e com os punhos cerrados; o colega auxiliar de limpeza que me conhece colocou-se na minha frente, impedindo a passagem do outro e acalmando-o.
Impossível dialogar naquele momento. Era o resultado daquilo (que decepção!...) que uma pessoa resumiu como sendo “informação e contra-informação” – o que, entendo, dá no mesmo que a famosa expressão política de que “os fins justificam os meios”, afinal, se a reunião teria sido com o intuito de esclarecer, por que os demais funcionários públicos não foram convocados para os esclarecimentos?
Pouco depois, o colega auxiliar que puxava o coro veio se justificar: eles não poderiam deixar ninguém falar, porque temiam ser convencidos de que não era preciso votar a proposta na íntegra para defender o aumento para eles, porque na reunião teriam dito: ou aprova agora, ou não tem aumento nenhum.
A diretoria do Sindserv, além de não apresentar e não defender a proposta de unidade, simplesmente a ignorou e conduziu a assembléia como se esta não tivesse sido apresentada, colocando em votação novamente: quem é a favor e quem é contra a proposta da prefeitura? Obviamente, os auxiliares de limpeza, em grande maioria, votaram a favor – e ninguém há de negar que suas reivindicações eram também necessárias, a despeito da forma com que foram impelidos a participarem da assembléia. Alguns servidores votaram contra e o restante nem votou, porque percebeu a manobra realizada.
As fissuras foram expostas e acentuadas. O desencanto dos que estavam na assembléia somou-se ao desencanto dos que não compareceram, dos que já não acreditam na possibilidade de mudança, não acreditam no sindicato como organismo representativo de seus interesses e de seus direitos. Ainda naquela noite, ouvíamos a corrente fala, reproduzida ao longo da semana por colegas que não compareceram: “amanhã mesmo eu me desfilio”, “o sindicato está vendido”, “não adianta lutar, porque no final das contas eles lá do sindicato fazem o que querem”...
Como conseqüência, nos retraímos no nosso cotidiano, evitamos participar coletiva e ativamente, evitamos nos posicionar publicamente, sem perceber que a recusa em nos posicionar já é uma forma de posicionamento, que a não-participação é a forma mais poderosa de manipulação a qual nos sujeitamos, porque é justamente a recusa em participar que possibilita a “venda” do sindicato, o “vacilo” da diretoria, a continuidade do desprezo para com as necessidades dos trabalhadores, para com as nossas necessidades e os nossos direitos. Por outro lado, muitos acabam buscando outras formas de participação, através de associações que segregam ainda mais o funcionalismo, ou da ação individual, que pode até ser louvável, mas geralmente mostra-se infrutífera.
Se “eles lá do sindicato fazem o que querem”, é porque nós continuamos aqui e não estamos lá para impedir, para dizer como tem de ser feito, para garantir que seja feito... É porque – temos de reconhecer – com a nossa recusa em participar não nos fazemos representar e nem nos dispomos a representar também.
Pessoalmente, me incluo no grupo dos que se afastaram da participação no Sindserv por conta do desencanto com as sucessivas e truculentas diretorias, mas, não acreditando que a resposta estava na criação e na participação em associações segregacionistas, mantive minha participação em nível individual, sem me desfiliar do Sindserv, ao qual sou associado há 11 anos, porque continuo entendendo que o sindicato, além do reconhecimento legal propiciado pelas Convenções da OIT, ainda é a entidade que tem potencial para unir o coletivo dos trabalhadores.
Por experiência, estou convencido que somente a unidade e a participação coletiva podem garantir maiores e efetivas conquistas. Se nos afastamos, ou se participamos individualmente, ou ainda sem nos posicionar claramente, tanto uma coisa como outra interessa a quem continua lá defendendo os seus interesses particulares, ou os interesses de seus grupos contra os interesses coletivos dos trabalhadores.
Para quem ainda acredita que a solução está na ação individual ou na participação em associações representantes de apenas uma categoria, é preciso saber que são os sindicatos os organismos legalmente reconhecidos para compor mesas de negociações junto aos empregadores, são os sindicatos que, por força da Lei podem realizar paralisações, greves e assinar os acordos coletivos de trabalho.
Começa a tomar corpo a discussão sobre o Estatuto do Magistério. A administração já deixou claro como pretende encaminhar esta discussão, cujos procedimentos infelizmente não se diferenciam muito da administração anterior: envio de propostas por e-mails, participação individual em assembléias aos sábados, fora do horário de serviço – como se o Estatuto do Magistério dissesse respeito apenas aos interesses profissionais individuais e nada tivesse que ver com as políticas públicas de educação, que interessam tanto ao coletivo dos trabalhadores em educação como também aos munícipes em geral.
A Comissão de Educação, ampliada em Assembleia do Sindserv no dia 14 de abril, e a qual passei a integrar, defende uma proposta muito mais ampla, que possibilite o diálogo entre os vários segmentos atuantes nas escolas e a construção do ESTATUTO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, que contemple as especificidades do quadro do magistério, e reconheça e valorize de fato os trabalhadores da educação como educadores, garantindo-se direito à formação continuada e às progressões funcionais. Esta é uma proposta que requer ampla participação coletiva e discussão democrática.
Individualmente, só temos a perder. Neste sentido, não há espaços vazios. Se não ocupamos os espaços de participação, se na fazemos uso dos instrumentos que podemos ter à disposição para o bem coletivo, outras pessoas ocupam estes espaços e fazem uso destes instrumentos, e às vezes em benefício próprio.
A desfiliação do Sindserv, a não participação e a participação isolada reforçam o poder dos que fingem nos representar. É preciso dar um basta nisso! Somente a união dos servidores públicos é capaz de mudar os rumos dessa história. Por isso, após a assembléia do dia 15 de abril, passei a integrar juntamente com vários colegas servidores pertencentes aos mais amplos setores do serviço público, a OPOSIÇÃO SINDICAL ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA, cuja coerência entre discurso e ação marca a sua atuação ao longo destes anos. Convido a todas (os) a participarem também desse processo de mudança. Se todos são iguais, como costumamos dizer, façamos nós a diferença!
Marcelo Siqueira
[i] Confira pessoalmente no sítio da Organização Internacional do Trabalho (OIT): http://www.oitbrasil.org.br/libsind_negcol.php
[ii] Será mesmo que a proposta da prefeitura visava à progressiva equiparação salarial entre auxiliares de limpeza celetistas e estatutários? O Boletim da Oposição Sindical Alternativa Democrática revela aquilo que a diretoria do Sindserv se recusou a esclarecer; veja:
Entenda o que mudou
Estatutário
Celestista
Salário atual
R$883,00
R$609,00
Salário com a proposta da administração
R$989,00
R$703,00
A diferença, que era de R$274,00, passou a ser de R$286,00. Portanto, aumentou!!! É esta a progressiva equiparação salarial que se pretende??? Isso sem contar as diferenças de benefícios (biênios, licenças-prêmios, PTS, licença para acompanhar filho ao médico etc).
[iii] Você sabia que no Jornal que o Sindserv lançou apresentando as propostas da Prefeitura haviam informações erradas a respeito da revisão salarial de mais de 40 cargos? E sabia que, diferente do publicado, Orientador Pedagógico não estava contemplado na proposta de aumento por progressão funcional?! É isso mesmo que você está pensando: além de fazer de tudo para ser aprovada a proposta da administração, a diretoria do Sindserv induziu os trabalhadores ao erro. Confira pessoalmente no sítio do Sindserv: http://www.sindservsbc.org.br/. (por que o Sindserv não disponibiliza em seu sítio o ESTATUTO DA ENTIDADE???)
Marcelo Gonçalves Siqueira
http://magosiq.spaces.live.com
terça-feira, 11 de maio de 2010
Inércia do comando pode causar greve
A criação da Secretaria de Segurança Urbana era apresentada como a solução de todos os problemas, acabou não resolvendo nenhum, serviu apenas para nomear um seleto grupo de guardas em cargos distribuídos entre eles, e a tropa, além de alijada de todo processo, agora continua sofrendo com os mesmos problemas.
Os GCM´s reclamam que o secretário Benedito Mariano pouco se importaria com a corporação e o poder estaria entregue nas mãos do Sindserv – Sindicato dos Servidores e aos 20 GCM`s, que ocupam cargos de confiança. A nomeação desses guardas teria causado discórdia e irritação na tropa, uma vez que estariam quebrando uma tratativa já aprovada.
Uma fonte dos GCMs, destaca que outro motivo, que estaria alimentando a revolta seria a nomeação de Cícero Ribeiro da Silva como diretor de políticas preventivas e Oséas Francisco da Silva no cargo de assessor de diretoria. Os GCMs afirmam que eles não contam com o respaldo da tropa.
Outra nomeação que estaria causado profundo descontentamento entre os guardas é a de Suzana Domingos Cristina da Silva como gerente da Secretaria de Segurança Urbana. Os insatisfeitos alegam que ela teria muito transito com o comando anterior, a quem já criticavam por considerarem ditatorial, contudo teria mudado de lado na época da greve, apenas para colher frutos políticos, com a quase certa eleição de Luiz Marinho para o cargo de prefeito, que se distanciava nas pesquisas, na época.
“Essa panela de cargos na GCM está causando muito prejuízo político para o prefeito Luiz Marinho, pois a categoria está rachada contra o atual comando e pode levar a outra greve em breve.” destaca a fonte da GCM. E prossegue: “Se o prefeito Luiz Marinho tomar conhecimento do real andamento da situação na Secretaria de Segurança Urbana, nem o comando e nem esse grupo de privilegiados resistirá, e deverão ser exonerados”, sentencia.
Serviço reservado
As denúncias contra o comando da Guarda Civil são graves. Segundo a fonte, criaram uma espécie de serviço reservado, com três integrantes, que estão andando armados e entrando em uma área que é de competência das Polícias Civil ou Militar.
Outra denúncia se refere ao adesivamento dos carros da GCM com o título “Ronda Cidadã”, Segundo os GCMs , ouvidos pelo Hoje, os guardas, principalmente nos horários de pico recebem instrução para ficar desfilando pela cidade com as viaturas com esses adesivos, para dar a “falsa sensação” de segurança para a população.
Oficina própria
Outra medida adotada na GCM estaria ligada à manutenção dos veículos que não é mais feita na Secretaria de Serviços Urbanos, informação corroborada por funcionários da pasta. Os carros da GCM estão sendo encostados e arrumados em espaço na SEDESC, mas ninguém sabe dizer como são feitos os pagamentos, ou quem está arrumando os veículos (da redação)
Matéria Postada em: 13/4/2010 no site www.hojejornal.com.br na coluna Cidades.
http://www.jornalemrede.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3734:gcmas-denunciam-inercia-do-comando-e-privilegios-pode-levar-a-nova-greve&catid=44:noticias
ÊXODO PLATÔNICO - um poema de Manoel Hélio.
— O poeta Manoel Hélio recita um poema de sua autoria: "ÊXODO PLATÔNICO".
FONTE: http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1308849, acessado em 29/10/2010.
Oficiais Administrativos buscam melhores condições de salário
Por: Karen Marchetti (karen@abcdmaior.com.br)
Sem apoio do Sindserv (Sindicato dos Funcionários Públicos) de São Bernardo e da Prefeitura, os oficiais administrativos da administração pública protocolaram na Câmara Municipal uma reivindicação por melhoria salarial.
Os oficiais administrativos, que não foram contemplados com a campanha salarial de 2010 aprovada esta mês, alegam estar com o salário defasado. De acordo com os servidores, que pediram para não ser identificados, são 329 pessoas, na maioria arrimo de família, concursados e ganhando menos que cargos criados com fins "sociais”.
A categoria vem tentando há alguns meses uma reunião com representantes da Administração para expor o problema, mas nada foi agendado. Após protocolar o protesto no Legislativo, os vereadores se comprometeram marcar um encontro entre os servidores e o secretário de Governo, José Albino.
Campanha salarial 2010- Os servidores públicos de São Bernardo aprovaram, em assembleia realizada no último dia 15, a proposta da Prefeitura que promove reajuste apenas aos celetistas, passando de R$ 609 para R$ 703 o piso salarial, além de reposição de 6,44% a 13% nos vencimentos de 289 funções que, de acordo com a Prefeitura atende cerca de seis mil servidores. A proposta da Administração ainda prevê aumento no auxílio-alimentação que passou de R$ 5 para R$ 8. Os estatutários, mais um ano, não foram contemplados com o aumento salarial.
Além de reposição de 16,5% para toda a categoria, os servidores também pediam aumento do vale-refeição para R$ 12, implantação de vale-transporte aos benefícios dos estatutários e ampliação do atendimento do convênio médico. Apenas os celetistas foram contemplados com o aumento de 16,5%.
http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=20412
segunda-feira, 10 de maio de 2010
epitáfio - a música me inspirou
véio, assusta saber que mesmo incólumes, dentro de nossa casquinha de ostra, é somos ostras que se arrebentam em busca de uma pérola e só a dividem com alguém depois de mortas, deixamos muita coisa prá tras por puro mêdo do novo.
experimentei a transgressão em anos idos, quase todas (RSRSRS), mas parei no pardígma do trivial.
peraí, num é filosofia de maluco não, é costatação.
fui ser marido, pai, avô, funcionário público, tudo certinho, não deveria ter tentado mais?
mano, que adianta falar mal do governo em tua sala de casa ou na repartição e não tomar atitude nenhuma, não fazer meleca alguma?
pô, então não cobra.
de técnico de seleção o Brasil tem prá mais de 180 milhões.
ministros com a salvação do "universo"?
mais um tanto e um montão aqui na praça dando milho aos pombos (viva Zé Geraldo, gênio).
devia ter vivido mais, me dedicado mais a Deus, uma opção minha e não para trazer constrangimento a ninguém, curtido mais família e amigos.
amigos que passaram a ser lembranças, não nos socializamos mais, estão empoeirados em alguma estante da memória.
acordar, tomar café, trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar para casa, jantar,ver televisão, dormir, acordar, trabalhar, almoçar, trabalhar, voltar para casa, jantar, ver televisão, dormir, ah! dormir e sonhar com o fim de semana em que não se faz nada proveitoso e se xinga o Fantástico, por ser sinal de fim de folga.
eta vidinha tosca.
pior neguim que vive para ficar rico, ostentar o que está conseguindo mesmo se deletando da vida, sua vida vira ponto de referência para a busca de um tenue e inconsistente sucesso.
vai daí que um dia se que você ou eu consegue o tal resultado positivo.
mas se ao olhar para tras vê um estrago imenso que deixou no caminho?
será que se arrepende ou a empáfia fez calo no coração?
véio, não condeno a prosperidade, condeno o prejuizo à base de tudo isso, condeno o euzismo exacerbado, condeno a individualização, mesmo que velada, condeno aqueles que vendem fé, aqueles que vendem esperança ou os que vendem a alienação, escape efêmero.
longe de mim ser juiz, minha fé e meu carater me proibem isso, condeno como forma de não adinitir isso como item de minhas convicções.
tenho tido um contato único com a fé, cada um no seu quadrado, tenho experimentado um contato mais filial e menos formal com Deus, agradecido mais e pedido menos, tenho ouvido mais e falado menos, aconselhado mais e admoestado menos (ou melhor, nada), tenho dado espaço para Deus agir em mim.
tô abrindo minha casca, devagarzinho para não assustar e escancarar, dividindo a pérola, tá certo que muitos vem ate minha conchinha só pra jogar areia, mas fazer o que "c'est la vie".
será que estou entrando na envelhecência?
ofereço Deus pro amigo ao lado.
ah! não quer?
devolve que eu quero.
mas devia ter vivido mais
orado mais
meditado mais
amado mais ...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
QUAL CIDADE MESMO?
Em uma época ditosa, em que administradores prendiam-se exclusivamente ao seu papel, sem se preocupar com assuntos não referentes ao município, ou seja, como já o disse com mestria Osvaldo Montenegro, sem encantar-se mais com a rêde que com o mar, viemos do Ipiranga em busca da CAPITAL DO AUTOMÓVEL da Meca dos MÓVEIS, empregos espoucavam aos borbotões em todas as frentes de trabalho.
Víamos bairros afastados, encherem seus terrenos baldios de galpões, aonde pequenas e médias empresas davam o suporte necessário às grandes industrias que vinham em busca desse oásis de mão de obra e facilidade de escoamento de produção, o maior porto da América do Sul está a poucos minutos daqui a Via Anchieta nos corta as terras, tudo planejado por aqueles que viam São Bernardo como uma grande oportunidade à aqueles que "trabalham".
É, o tempo passou a cidade não cresceu, inchou. Inchou e perdeu seu DNA, perdeu para os anti trabalho que se arvoraram em defensores, arauto trabalhadores.
A trama parecia a de novela mexicana, dramalhão que custou a muito sectário, emprego, família, fé no próximo e o pior perderam seu "eu" substituindo-o por sentimentos daqueles que os incitava, porém saíriam, como sairam, incolumes a grita dos grandes. Sair incolume é pouco, cerraram fileiras com esses pela volúpia de alcançar o poder, locupletaram subvertertendo valores, enfim chegaram ao desfecho do novelão.
Aos poucos vejo morrer a cidade que vi crescer, não é saudosismo, é estado de choque, tudo isso acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos, salve Zé Geraldo.
Galpões vazios, grandes corpos que jazem sem alma nos terrenos onde antes fervilhava vida, lojas fechadas nas principais vias do município, escolas caindo aos pedaços, o pior com os PS e UBSs lotados, em tempos de pandemia, um hospital faleceu na cidade, mais especificamente no centro da cidade (V. Duzzi). Ah! Mas o Instituto Municipal está construindo outro novinho, desculpem-me a ignorância, não seria melhor reestruturar o antigo que já sabia andar e tem privilegiada localização?
Bem, nada contra os migrantes que se "amontoaram" em mais de cem favelas por conta desse sonho interrompido de progresso, contra sim a condição sub humana que a "direção da casa" dá a esses seres humanos, bem é chover no molhado como dizem por aí, estive em um setor que se diz Memória da cidade e constatei que estamos com amnésia, Parkinson, Alzeimmer, menos lembranças, que dirá memória. Dói. Dói aquela dor de quem ama e não é correspondido, dói aquela dor do pai que vê filho desencaminhado na vida ou doente num leito de morte.
Na boa? Tô com vergonha de dizer que moro aqui.
Raul disse : - "eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar"
Sacou?
MANHEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!
qual de vocês, lutando contra o sono acumulado pela faina diária, não "se" deixou para lá e foi atender àquele(s) que docemente te monopoliza(m)?
qual de vocês em meio a dores não retirou da cartola d'alma um sorriso, algo que em sã conciência não seria capaz de fazer?
qual de vocês, num estalo que só as fêmeas tem, não levantou da cama em meio a madrugada e descobriu um rebento em meio a uma crise de febre?
qual de vocês se duvidam anjos de DEUS?
qual de vocês não se acham a arte final? nós homens feitos primeiro somos o rascunho.
qual de vocês que o próprio DEUS escolheu nascer de mulher?
qual de vocês ainda não se descobriu continuadora da maior obra de DEUS, a criação?
parabéns?
muito pouco para traduzir a importância da manheeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!
DEUS te abençoe! ! !
quinta-feira, 6 de maio de 2010
SONETO BÉLICO - EDVALDO SANTANA / GLAUCO MATTOSO
30 de maio de 2009 — Encontro de Ademir Assunção e Edvaldo Santana, dia 25/05/2009, no projeto Parcerias: A Voz da Poesia.
Parcerias: A Voz da Poesia
Poetas e compositores se encontram para um bate-papo sobre poesia e música. Em seguida, o compositor ou compositora apresenta seu show dando ênfase aos poemas musicados.
Idealização e Curadoria: Ademir Assunção
Realização:
Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima
Secretaria de cultura da cidade de São Paulo
OFICIAIS ADMINISTRATIVOS RECEBEM MENOS QUE ESTAGIÁRIOS
Qui, 29 de Abril de 2010 15:29
A questão salarial na Prefeitura de São Bernardo não está resolvida, e a administração Luiz Marinho começa a enfrentar uma série de movimentos isolados, uma vez que o próprio Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), segundo denúncias está atrelado aos interesses da administração, uma vez que diversos diretores teriam parentes contratados no governo.
Depois do movimento dos Guardas Civis Municipais, que continuam em alerta por melhores condições de trabalho e salários mais dignos, outra categoria do serviço público da cidade começa a buscar a melhora em suas condições salariais: os oficiais administrativos da Prefeitura.
Ontem, durante a sessão da Câmara Municipal uma comissão formada por funcionários desta categoria esteve no Legislativo para pedir apoio dos vereadores às suas reivindicações.
Hoje a categoria é composta por 329 servidores, que estão reclamando que ganham menos do que os estagiários e as reclamações e reivindicações estão sendo sucessivamente ignoradas pela administração municipal.
Segundo integrantes da comissão que esteve na Câmara Municipal, o secretário de Governo (sempre ele!) José Albino não os recebe, os contatos são feitos somente por meio de e-mail, muito embora até o momento não tenha respondido uma única mensagem eletrônica que lhe foi enviada.
Segundo informam os oficiais administrativos (na prática auxiliares de escritório) o salário é de R$ 1.011,00 por mês. Os estagiários recebem. Por 40 horas semanais trabalhadas R$ 1.020,00.
Ainda segundo os levantamentos apresentados pela comissão de oficiais administrativos, a categoria também recebe menos do que os borracheiros, jardineiros, coveiros, pedreiros e lavadores de veículos, e menos que outras funções não especificadas.
O objetivo é aumentar o salário para a mesma referência na qual estão inseridos os agentes técnicos de pessoal: A-25 cujo salário é de R$ 2.744,81.
Ainda segundo os estudos apresentados pela categoria, em 1997 recebiam o equivalente a cinco salários-mínimos, hoje o vencimento atinge a marca de 1,86 salário-mínimo.
Por meio de nota a Prefeitura informou que o Executivo mantém a Comissão Permanente de Negociação Coletiva do Trabalho junto ao Sindserv e que os reclamos devem ser feitos por meio da entidade.
Mas, segundo a comissão, o Sindserv não se posiciona quanto à questão dos oficiais administrativos.
ATRELAMENTO
Não é de hoje que os funcionários públicos de São Bernardo reclamam do atrelamento do Sindserv à administração do prefeito Luiz Marinho.
Segundo diversas denúncias, desde o início do governo Marinho, diversos diretores da entidade conseguiram emplacar empregos para parentes na administração municipal, o que evidenciaria a falta de “motivação” ou postura política do Sindserv em relação às necessidades dos trabalhadores em geral.
Diretores da entidade contra essa postura, que os petistas costumavam atribuir o adjetivo de “pelega”, informam que está havendo um grande número de desfiliação de funcionários da entidade.
Donizetti de Souza
http://www.jornalemrede.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3885:oficiais-administrativos-recebem-menos-que-estagiarios&catid=44:noticias
NACIONALIDADE BRASILEIRA ( DALTON LUIZ GANDIN ) PARTE 1
20 de julho de 2009 — Reeditado por Maíra Morais Gandin
segunda-feira, 3 de maio de 2010
ME ERRA
90% (noventa por cento) das pessoas que utilizam esses recursos, ou usam do anonimato, pseudônimos, e que tais.
não, como dizem por aí, colocam a cara a tapa nem vinculam-se a proposta alguma da qual fazem-se arautos.
em ano eletivo então, todo mundo quer sair na foto, de costas para ninguém perceber, com aquela camisa ou aquele boné que os faz reconhecidos por seus pares.
o que tem de candidato a amigo de candidato, para não falar puxa-saco, vizinho de ocasião, crítico político de ilibada opinião, o trem é feio.
recebo em média 20(vinte) e-mails por dia, destes 10(dez) falando mal deste ou daquele(a) candidato(a) em todas as esferas do pleito que se aproxima.
tô ficando mole.
a arrogância dos "resolvedores" dos problemas do país, das mazelas do povo, já deram o que tinham que dar.
aí tenho lançado o seguinte a esses tais :
- o que você tem feito efetivamente a respeito?
- esperneado na web e demais meios ao seu alcance?
- jogado merda no ventilador?
- tomado a frente de algo?
sabe o que podes fazer?
me erra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
