Algumas coisas não dão liga, não coadunam.
Minha opinião.
A sua é sua.
Será que o líder de um grupo específico (igreja, associação, clube ou outro tipo de comunidade) não seria, mesmo que inconscientemente, tendencioso em suas decisões legislativas?
Exemplifico:- o ap. Paulo de Tarso, até então conhecido como Saulo cobrador de impostos romano, não deixou sua lida profissional para dedicar-se a causa cristã? Sem no entanto renegar a obediência a lei dos lugares aonde passou? Sendo mesmo submetido as penas delas? Ou mesmo Jesus Cristo, assim não procedeu? (Mt. 17 : 24 a 27).
Volto a afirmar que esta é "minha" opinião, não cabendo a ela modificar ou influência-los em nada.
Um número crescente de líderes, não lhes cito o segmento por encontra-los em todos, dedica-se a dança das cadeiras eletivas quer majoritárias ou não.
Daí minha dúvida:- "se lideram um grupo, por maior que seja, não incorreriam em A - afastar-se dessa liderança? Não há como gerir honestamente vida pública e privada.
B - se o fizerem têm consciência disso?
C - deixariam seus liderados respaldados quanto a continuidade dessa "obra"?
D - seriam imparciais se tivessem que dar apóio, desde que legítimo, que prejudicasse a comunidade que representam?
E - agem de acordo com o grupo que lideram, estabelecendo assim uma prévia consulta a esses expondo os prós e contras dessa atitude?"
Sinceramente?
Tenho medo.
Mas não aquele de sofrimento, e sim o de ver grupos abandonados em detrimento a juras de amor eterno acalentadas em campanhas, já vi esse filme.
Passei uma vida ouvindo os mais estapafúrdios planos para salvar-se isto ou aquilo, muitos estão mais para as tentativas do Cebolinha e do Cascão derrotar a Mônica, porém isso é Brasil, um país de memória política curta e volátil.
sábado, 31 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
QUANDO ...
Ouvi homens se acharem sozinhos na multidão,
quando vi as lágrimas que rolam d'alma, do coração,
quando ouvi minha vida gemendo sem achar uma razão.
Tomei em dores de parto o que me resta de coragem,
tomei como quem agarra cabos de alta voltagem,
tomei por alforria ver no espelho minha imagem.
Assumi não mais imputar-me o erro,
assumi não mais relegar-me o desterro,
assumi do passado fazer o enterro.
É, sei que é de uma casca muito dura,
essa concha que me segura,
esse gesso, essa atadura.
Mordi as pontas dos dedos, tentando bloquear-me a escrita,
matei as frases feitas tomando-as por malditas,
com as mãos cobri os olhos para bloquear-me a vista.
Quando enfim for liberto,
quando de culpas não me ver mais coberto,
talvez seja a hora de partir.
quando vi as lágrimas que rolam d'alma, do coração,
quando ouvi minha vida gemendo sem achar uma razão.
Tomei em dores de parto o que me resta de coragem,
tomei como quem agarra cabos de alta voltagem,
tomei por alforria ver no espelho minha imagem.
Assumi não mais imputar-me o erro,
assumi não mais relegar-me o desterro,
assumi do passado fazer o enterro.
É, sei que é de uma casca muito dura,
essa concha que me segura,
esse gesso, essa atadura.
Mordi as pontas dos dedos, tentando bloquear-me a escrita,
matei as frases feitas tomando-as por malditas,
com as mãos cobri os olhos para bloquear-me a vista.
Quando enfim for liberto,
quando de culpas não me ver mais coberto,
talvez seja a hora de partir.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
AÍ...
AÍ...
A vida te atropela.
Explico.
Ela, vida, fica inventando balela,
fazendo fuxico,
fazendo do teu ouvido penico,
te pondo em parafuso.
No começo fiquei confuso,
meio que perdidão, parece que ia ter uma vertigem,
aquelas que sem mais nem menos te atingem.
Daquelas que jogam no chão,
percebi a emboscada da depressão.
Corri para dentro de mim,
como procurasse um abrigo,
fugi do que parecia o fim.
Lá dentro encontrei meu AMIGO,
AQUELE que nunca me deixa a perigo,
e como fez com aquela tempestade me devolveu a bonança.
É, em SEUS braços voltei a ser criança,
seguro nos braços do PAI.
A vida te atropela.
Explico.
Ela, vida, fica inventando balela,
fazendo fuxico,
fazendo do teu ouvido penico,
te pondo em parafuso.
No começo fiquei confuso,
meio que perdidão, parece que ia ter uma vertigem,
aquelas que sem mais nem menos te atingem.
Daquelas que jogam no chão,
percebi a emboscada da depressão.
Corri para dentro de mim,
como procurasse um abrigo,
fugi do que parecia o fim.
Lá dentro encontrei meu AMIGO,
AQUELE que nunca me deixa a perigo,
e como fez com aquela tempestade me devolveu a bonança.
É, em SEUS braços voltei a ser criança,
seguro nos braços do PAI.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
PASSEATA RAUL SEIXAS 2010
21 de Agosto de 2010, concentração em frente ao Teatro Municipal, no Centro de São Paulo a partir das 12h, saída às 18h, rumo à Praça da Sé.
terça-feira, 20 de julho de 2010
PRIMEIRO FESTIVAL DE OUTONO NO CAFÉ DAS LETRAS
RESULTADO FINAL
1º LUGAR : Desconheço o outono (poema)
AUTOR: Suzan Keila
2º LUGAR : No outono da nossa vida - você chegou (narrativa)
AUTOR: Maria Eugênia
3º LUGAR : Outono (narrativa)
AUTOR: Margarida Rosas
4º LUGAR : Lágrimas de outono (poema)
AUTOR: Telma Moreira
JURADOS :
Basilina Pereira
Emerson Sbardelotti Tavares
Manoel Hélio
Obrigada a todos que participaram e parabéns aos vencedores!
Peço que me enviem por email seus endereços para receberem os prêmios.
meu email: moniquinha.san@gmail.com
ESCLARECENDO:
De acordo com o regulamento do festival, teríamos dois desafios relâmpago acontecendo no período das postagens, que não aconteceram.
Peço que me desculpem, mas como não houve movimento suficiente para os desafios preferi não realizá-los.
Estou meio ausente e devo continuar ainda por um tempo, por motivos de saúde, mas os prêmios serão enviados o mais breve possível.
Mais uma vez, obrigada a todos que participaram.
Beijos a todos!
Monica San
Mobilização total para conquistas no PCCS!
Médicos, fiscais, oficiais administrativos e vigilantes já enviaram propostas
O Plano de Cargos Carreira e Salários - PCCS - é um conjunto de regras e normas, regulamentadas em lei, que estabelece os mecanismos de gestão dos trabalhadores no setor público.
Todo plano de carreira no setor público está regulamentado em leis, decretos e portarias, sendo assim, o primeiro movimento de análise é encontrar toda a legislação que regula a carreira que se quer analisar. Nem sempre as regulamentações se encontram em uma lei somente.
Existem passos a serem dados para começarmos um estudo e itens a serem analisados, como os cargos e as funções que compõem a carreira na administração pública, o perfil dos cargos analisados (de profissões específicas/multidisciplinares ou de atribuição específica/atribuição genérica ou multifuncional), as descrições das atribuições de cada cargo e funções, as tabelas de cada cargo e funções, as tabelas de lotação, ou seja, o número de cargos disponíveis para cada carreira, e os mecanismos de transição de uma atribuição para outra dentro do mesmo cargo. Definição das jornadas básicas e especiais da carreira e cargos que tem direito a jornada especial, regras de migração entre uma jornada para outra e diferenciações salariais entre jornadas. A estrutura da carreira é analisada vendo o tamanho da carreira, possibilidades de evolução funcional, tempo mínimo para evoluir e tempo médio para se atingir seu final.
Como vemos, existe muito a se fazer e o SINDSERV convoca os trabalhadores para participarem desta discussão. O PCCS será estudado durante este ano para ser aplicado em 2011. Nós, trabalhadores, não podemos ficar parados!
O SINDSERV já recebeu algumas propostas para o PCCS, como as dos Fiscais da Secretaria de Finanças, Oficiais Administrativos, Médicos, Vigilantes e as dos Guardas Municipais e Profissionais da Educação, que já estão em discussão. Vamos nos mobilizar para fazer um plano de cargos que abranja a todos os trabalhadores com qualidade de vida, progressão na carreira e salários dignos.
Temos que ficar atentos para que a Administração não retire direitos que já estão nas carreiras, utilizando-se da lógica de reduzir os gastos com salários, para usar o que economizam em outros projetos.
SINDSERV Boletim - Boletim Especial - Campanha Salarial - Abril de 2010 - página 4.
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo.
Escrever...
parece um parque de diversões, um caderno de páginas intermináveis,
o massageamento do ego, não aquele ego que te induz ao sentimento de superioridade, mas àquele que satisfaz ao deixar o ensimesmar-se traduzindo em sinais gráficos os pensamentos.
A essência da substânciação,
Fazer o pensamento tornar-se algo palpável.
Sou abençoado por ter uma cabeça assim, sinto-me especial, porem como diz a Bíblia, "dará uns para pastores, outros para bispos, ..." e porque não a lida com a palavra?
será que os massoretas, os escribas, os literatos, não se incluiriam nessa destinação divina?
Lógico que muitos afrontam o que achamos certo e outros assim se sentem ao ler aqueles primeiros, mas a pendenga já começou lá com Caim e Abel.
não vim postar tratado antropo-sociológico, apenas afirmar minha alegria de livremente poder escrever...
o massageamento do ego, não aquele ego que te induz ao sentimento de superioridade, mas àquele que satisfaz ao deixar o ensimesmar-se traduzindo em sinais gráficos os pensamentos.
A essência da substânciação,
Fazer o pensamento tornar-se algo palpável.
Sou abençoado por ter uma cabeça assim, sinto-me especial, porem como diz a Bíblia, "dará uns para pastores, outros para bispos, ..." e porque não a lida com a palavra?
será que os massoretas, os escribas, os literatos, não se incluiriam nessa destinação divina?
Lógico que muitos afrontam o que achamos certo e outros assim se sentem ao ler aqueles primeiros, mas a pendenga já começou lá com Caim e Abel.
não vim postar tratado antropo-sociológico, apenas afirmar minha alegria de livremente poder escrever...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Mestre Sandoval
O que que é isso aí gente?
Essa pergunta era repetida em tom de indignação, todas as vezes que ele se sentia incomodado com uma atitude de seus colegas de trabalho.
Ele era uma pessoa maravilhosa, inteligente, um lutador que não tinha medo de enfrentar desafios e dificuldades.
Ele era motivo de admiração e risos como seu jeito engraçado de falar.
Era um educador, fã da poesia e da cultura do nordeste, do qual era filho.
Depois de superar uma grande perda e adaptar-se a uma nova condição, seguiu viagem rumo a sua terra, onde todos o esperavam como alegria, porém, nunca chegou.
Um acidente de automóvel levou sua jovem vida e nos deixou uma grande tristeza.
Se ele pudesse novamente perguntar o que que é isso aí gente? Eu lhe responderia: É saudades, muitas saudades de um grande amigo.
Carlos Benethi
Essa pergunta era repetida em tom de indignação, todas as vezes que ele se sentia incomodado com uma atitude de seus colegas de trabalho.
Ele era uma pessoa maravilhosa, inteligente, um lutador que não tinha medo de enfrentar desafios e dificuldades.
Ele era motivo de admiração e risos como seu jeito engraçado de falar.
Era um educador, fã da poesia e da cultura do nordeste, do qual era filho.
Depois de superar uma grande perda e adaptar-se a uma nova condição, seguiu viagem rumo a sua terra, onde todos o esperavam como alegria, porém, nunca chegou.
Um acidente de automóvel levou sua jovem vida e nos deixou uma grande tristeza.
Se ele pudesse novamente perguntar o que que é isso aí gente? Eu lhe responderia: É saudades, muitas saudades de um grande amigo.
Carlos Benethi
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Cúmplice
Quem se preocupa apenas com a prosperidade pessoal, torna-se cúmplice da miséria coletiva.
Carlos Benethi
Carlos Benethi
quarta-feira, 14 de julho de 2010
PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS
PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A REGIÃO DO GRANDE ABC
(RESULTADO DO 1º SEMINÁRIO: A POLÍTICA REGIONAL E A ORGANIZAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA)
Realizado nos Dias:
23/08/2003, 06/09/2003, 04/10/2003 e 08/05/2004
Grupo de Trabalho das Pessoas com Deficiência
Consórcio Regional do Grande ABC
Junho, 2004
INTRODUÇÃO
A concepção de um Plano Municipal/Regional de Políticas Públicas para a Pessoa com Deficiência deve necessariamente contar com três elementos fundamentais, a saber:
Participação ativa de entidades e de pessoas com deficiência na sua concepção, implantação e acompanhamento, indicando este objetivo o desejo e a necessidade de reversão de uma situação histórica de não participação das pessoas com deficiência em atividades e ações que visem seus próprios interesses;
Priorização de projetos, ações e programas de inclusão social para as pessoas com deficiência em situação de maior vulnerabilidade e exclusão social. Compreendendo-se para tanto as pessoas com deficiências mais severas e as pessoas com deficiência residentes nas regiões periféricas das cidades;
Interdependência entre todas as ações, programas e serviços que visem à participação social e a garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
Deve estar fundamentado na concepção de uma cidade para todos, no respeito às diferenças e à diversidade de seus habitantes, onde todas as dimensões e esferas do desenvolvimento e das condições humanas sejam contempladas e tenham espaços de acolhimento, crescimento, de trocas e relações sociais ricas, democráticas e igualitárias, num contexto facilitador do desmonte dos mecanismos que propiciam a exclusão social das pessoas com deficiência.
Para operacionalizar as ações necessárias apresentamos as seguintes propostas:
SAÚDE
1- Implantação de sistema de investigação de incidência (banco de dados) de nascimento de crianças com deficiência, junto aos equipamentos públicos e privados. Este sistema de investigação decorreria de um avaliador dos protocolos neonatais. A complementação de dados deste sistema incluiria a investigação de outras causas de deficiências adquiridas, patologias, causas externas, etc.
2- Garantir o atendimento nas áreas de psiquiatria e neuropsiquiatria para todas as crianças, jovens e adultos.
3- Desenvolvimento de programas nutricionais que visem suprir as carências alimentares causadoras do grande número de deficiências, com ênfase especial no aleitamento materno, utilização de alimentos regionais de baixo custo, adição de substâncias enriquecedoras nos alimentos básicos como arroz, feijão, leite, farinhas, etc... Ex: adição de ácido fólico na farinha de trigo e na farinha de milho.
4- Cada posto de saúde deve manter procedimentos básicos para a prevenção de deficiências isto é: a- Executar vacinação de rotina; b- desenvolver ações de educação em saúde; c- dispor de serviço pré peri e pós-natal e de assistência à criança incluindo nutrição da gestante, detecção de malformações congênitas, planejamento familiar e aconselhamento genético; d- se instrumentalizar para realizar o teste do pezinho. A Secretaria de Saúde cabe divulgar relatório das ações desenvolvidas sempre que solicitado pelos conselhos afins
5- Garantir o atendimento médico odontológico adequado às necessidades especificas de todas as pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde.
6- Implantar programa de atenção à gravidez de alto risco com ênfase a população adolescente e investir na capacitação médica para atendimento aos adolescentes
7- Manutenção e/ou Implantação de um Centro de Atendimento à Fissura Lábio Palatal e Deficiência Auditiva que vise serviços de reabilitação integral a pessoas com lesões lábio palatais, anomalias craniofaciais, distúrbios da audição, visão e linguagem, sindrômicos, necessitados de implantes ósseo-integrados intra e extra orais, entre outros.
8- Criar ou ampliar e potencializar Unidades de Reabilitação para o atendimento de diversas deficiências e síndromes
9- Implantação, divulgação ou ampliação de programa que contemple o atendimento domiciliar, inclusive na questão da desnutrição de saúde e atenção à pessoa com deficiência, segundo a filosofia do Programa de Saúde da Família.
10- Levantamento situacional junto a Rede de Saúde/Conselho Municipal de Saúde/Secretaria de Saúde/Divisão Regional de Saúde/Secretaria Estadual de Saúde) do atendimento de usuários que necessitam realizar pedidos de órteses, próteses e demais equipamentos de auxilio para locomoção e equipamentos de auto ajuda. Itens: a- número de pedidos; b-Número de usuários atendidos; c- número de usuários não atendidos; d- tempo de demora para execução do atendimento; e- identificação dos recursos investidos pelo Município; f- identificação dos recursos investidos pelo Estado. (Quadro: demanda atendida X demanda reprimida X recursos investidos pelo município X recursos do Governo do Estado x Governo Federal).
11- Implantação de oficina para montagem/confecção e manutenção de órteses, próteses e equipamentos assistivos, com pessoal capacitado, em sistema de cooperativas e em parceria com faculdades/universidades da Região.
12- Garantir fornecimento e concessão de todos os tipos de próteses, órteses e demais equipamentos assistivos para as pessoas com deficiência.
13- Criação de programa especial de orientação e aconselhamento a pais que tem filhos com algum tipo de deficiência. Assim que detectada os pais devem começar a ter todo tipo de informação a respeito daquela deficiência, de estimular o bebe.... Elaboração de material educativo para orientação sobre as deficiências. Incentivo e apoio à criação de grupos “Momento da Notícia”.
14- Ampliação e ou criação de serviços terapêuticos para todo tipo de deficiência. Ex. Hidroterapia, Equoterapia, entre outros.
15- Tornar efetiva em todas as maternidades públicas e privadas o cumprimento da legislação que prevê o teste do “Pezinho” e teste da Orelhinha, autuando as instituições irregulares.
16- Garantir a orientação e reabilitação sexual das pessoas com deficiência.
17- Implantar os Comitês de Acompanhamento de Políticas de Saúde voltadas à pessoa com deficiência.
18- Implantar e/ou incentivar os Programas de prevenção de deficiências pré-peri e pós-natal, por exemplo: alojamento conjunto, mãe canguru, banco de leite, manuais de orientação, outros.
19- Garantir nos municípios programas de orientação e tratamento de distúrbios de crescimento (desnutrição, obesidade, baixa estatura).
20- Obrigatoriedade do curso de primeiros socorros nas auto-escolas com o objetivo de diminuir o número de pessoas que se tornam deficientes em função de socorro inadequado após acidentes de trânsito e realização de campanhas que visem a diminuição da violência no trânsito.
21- Garantir o número de atendimentos pré-natal/pós-natal. Verificar demanda do não atendimento e a média do número de consultas durante a gestação.
22- Criação e / ou implementação de centros de referência para a saúde do trabalhador para orientação e atendimento do trabalhador acidentado.
23- Garantir medicamentos necessários às pessoas com doenças crônico-degenerativas, psíquicas e neurológicas, bem como aos pacientes em tratamentos de alta complexidade.
24- Garantir a obrigatoriedade da administração de vacina contra a rubéola em crianças, adolescentes e adultos.
25- Implementar ações na política de saúde mental que garanta suporte terapêutico para pessoas com transtornos mentais e seus familiares, com vistas a reinserção social.
26- Incorporar na rede de serviços do SUS ações de saúde mental, dirigidas a populações específicas tais como pessoas com deficiências múltiplas, usuários abusivos de substâncias psicoativas (drogas) e dependentes.
27- Garantir que todos os municípios tenham uma política de saúde mental integrada, assegurando nos serviços de saúde mental, o trabalho organizado e resoluto da equipe interdisciplinar.
28- Implantar e incrementar atendimento em saúde mental nas unidades básicas enfatizando a intersetorialidade, priorizando o treinamento dos profissionais para atendimento, divulgação e conscientização.
29- Assegurar que a equipe multidisciplinar do Programa Saúde da Família realize trabalho em saúde mental.
30- Garantir a criação de serviços (com equipe especializada) extra-hospitalares como ambulatórios de saúde mental, núcleos/centros de atenção psicossocial, hospital dia, lares abrigados, leitos psiquiátricos em hospital geral.
31- Garantir que o egresso do hospital psiquiátrico tenha acompanhamento em seu município.
32- Formação de comissão para avaliação da rede em serviços de saúde mental da Região, com a apresentação dos dados apurados, juntamente com os dados dos levantamentos anteriores, aos Conselhos Municipais de Saúde e Conselho Estadual de Saúde.
33- Buscar incentivo financeiro municipal, estadual e federal para multiplicação de equipes de saúde mental comunitária nos municípios e também para a manutenção dos grupos já existentes.
34- Promover encontros entre equipes de saúde mental, dos municípios para troca de experiências.
A LUTA POR DIREITOS/FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS
1- Garantia de apoio e condições necessárias para a participação de pessoas com deficiência nos conselhos, tais como LIBRAS, Braille, transporte acessível, estacionamento fácil e gratuito, entre outros....
2- Criar Centro de formação e Integração Municipal/ Regional dos Conselhos de Cidadania. – Casa dos Conselhos
3- Acompanhar mediante relatórios de gestão, o desempenho de programas e serviços públicos e privados desenvolvidos na área da pessoa com deficiência.
4- Infra- estrutura para que o Conselho Municipal desenvolva seu trabalho : telefone, sala de reuniões, um agente administrativo, computador, fax, e-mail , armário para arquivo, etc.
5- Plano de Capacitação Permanente para todos os Conselheiros Municipais das pessoas com deficiência e inclusão da obrigatoriedade de capacitação de uma semana (vinte horas aula) para conselheiros, imediatamente após eleição, capacitação esta que preferencialmente também aborde o conhecimento de LIBRAS e BRAILLE
6- Criação de comissão especial de trabalho permanente para realizar levantamento, análise e acompanhamento dos Projetos de Lei relacionados à pessoa com deficiência em andamento junto à Câmara Municipal.
7- Implantação da Assessoria de Imprensa para os Conselhos Municipais.
8- Implantação de Centros de Referência das pessoas com deficiência permitindo: a- Trabalho de sensibilização e socialização das informações com a população sobre os direitos e políticas públicas b- Triagem, diagnóstico e encaminhamento a rede de atendimento público e privado.
9- Garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela CORDE quando da criação dos conselhos Municipais da Pessoa Com Deficiência.
COMUNICAÇÃO
1- Garantir que os guias de serviços dos municípios informem os serviços e programas das entidades públicas e privadas que prestam atendimento às pessoas com deficiência.
2-Garantir a implantação dos seguintes programas: a- Disque intérprete 0800 – para subsidiar com profissionais capacitados a comunicação do deficiente auditivo em locais públicos e privados. b- Disque 0800 Guia Intérprete para subsidiar com profissionais capacitados a comunicação para surdos cegos em locais públicos e privados.
3- Programa de capacitação continuada - Curso de LIBRAS para funcionários públicos de todos os setores. Pelo menos em cada unidade de atendimento público deve haver um profissional habilitado em LIBRAS. Ex: postos de saúde, ouvidorias, escolas, pronto socorro etc... Principalmente nas áreas de saúde e serviços de urgência.
4- Garantir a comunicação de pessoas que não possuem fala ou escrita eficientes, tornando públicos sistemas alternativos ou suplementares de comunicação. Ex: PCS- Picture Comunication Symbols, Bliss-Comunicação por Imagem.
5- Garantir, aos interessados, acesso a curso de LIBRAS, Braille e sistemas alternativos de comunicação.
6- Viabilizar a participação de pessoas com deficiência em cursos e oficinas culturais.
7- Tornar pública através de cartilha- (caderno de direitos) a rede de serviços voltados à pessoa com deficiência da Região do Grande ABC.
8- Prover a instalação de telefones para surdos em locais públicos e privados de uso coletivo
EDUCAÇÃO E CULTURA
1- Adequar as bibliotecas públicas e das escolas às necessidades individuais de seus usuários disponibilizando: máquinas Braille, sistema informatizado e sonoro de leitura de tela, implantação do programa livro falado e ampliado, acervo Braille, sistemas alternativos e suplementares de comunicação, sistema eletrônico de ampliação (lupa eletrônica e CCTV), criação de rede de ledores, criação de redes de apoio junto aos setores circulantes das bibliotecas municipais para o serviço de envio/entrega domiciliar de livros às pessoas impossibilitadas de locomoção.
2- Investir na formação inicial e continuada dos profissionais da educação para garantir o acesso, a permanência e qualidade no processo educacional de todas as pessoas.
3- Implantar, implementar e garantir programa de educação inclusiva contemplando as seguintes ações:
a- Assessoria técnica multidisciplinar às escolas públicas.
b- Avaliação periódica do aluno considerando seu desenvolvimento processual.
c- Garantir nas Unidades escolares equipamento e materiais de apoio que atenda todas as necessidades educacionais dos alunos.
d- Implantar serviços externos de apoio educacional (itinerância, sala de recursos, programas específicos).
4- Levantamento junto às creches e congêneres da rede pública e privada através de questionários sobre o preparo deste equipamento em todas as questões relacionadas à criança com deficiência
5- Garantir as pessoas surdo-cegas, tetraplégicas , paralisia cerebral e outras deficiências severas tenham acesso à educação propiciando a possibilidade de escolha das próprias pessoas com deficiência e familiares de matrícula na rede regular ou especial.
6- Proporcionar aos funcionários dos museus da região formação adequada para que estes propiciem às pessoas com deficiência possibilidades de interação com as obras de arte.
7- Estabelecimento de convênios entre as entidades que prestam serviços a deficientes e instituições que mantém cursos superiores para que sejam realizados estágios nas entidades. Cursos: medicina, odontologia ,fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, serviço social, enfermagem, pedagogia, psicopedagogia engenharia, arquitetura, educação física, entre outros.
TRANSPORTE
1 – Unificar os critérios de isenção tarifária do transporte coletivo em âmbito Federal possibilitando a criação da carteira de transporte nacional para as pessoas com deficiência. (na situação atual cada município emite uma carteira que não é valida para locomoção em outros municípios).
2- Levantamento de todo o sistema de transporte municipal quanto a sua acessibilidade, incluindo a verificação do cumprimento das normas específicas existentes. De imediato incluir ônibus com Acessibilidade Universal em cada linha.
3- Verificar a obrigatoriedade das empresas manter agentes nos terminais de passageiros com treinamento para auxiliar pessoas com deficiência.
4 – Garantir condições de acesso aos terminais rodoviários, ferroviários às pessoas com deficiência.
5 – Treinar e capacitar todos os profissionais que trabalham na área de transportes coletivos (metrô, rodoviários, ferroviários) inclusive os motoristas de táxis em relação ao tratamento, atendimento e orientação às pessoas com deficiência. Promover esses treinamentos de forma a contemplar todos os tipos de deficiência.
6 – Unificar os critérios em âmbito Federal para utilização de vagas de estacionamento demarcadas para pessoas com deficiência.
7 – Transporte personalizado (Ex: vans, e micro ônibus) para pessoas com deficiência dentro das seguintes situações:
a – O tipo de deficiência requer atenção ou cuidado específico que não possa, ou que não é recomendável utilizar-se dos demais meios de transportes coletivos inclusive o transporte com Acessibilidade Universal.
b – O local de moradia ou de destino não é atendido por transporte coletivo com acessibilidade universal.
c – A Geografia física do local de saída, ou de destino impossibilita o deficiente a chegar no local de transporte adaptado.
Este cadastro deve permanecer aberto a todos os deficientes que queiram nele se inscrever.
8 – Colocação de legendas em Braile (itinerário) e piso tátil para pessoas com deficiência visual nos pontos de ônibus e terminais rodoviários e ferroviários.
9 – Recomendação aos gestores locais para que nos contratos de concessão vigentes intermunicipal e estadual que todo veículo adquirido em renovação de frota seja com Acessibilidade Universal.
10 – Quando da renovação dos contratos com as empresas de transporte, o poder público deve requerer/pleitear e fazer valer a inclusão de cláusulas pertinentes à Acessibilidade Universal contemplando à pessoa com deficiência, idosos, gestantes e com mobilidade reduzida.
11 – Garantir a realização de estudo do Governo Federal para isenção de impostos para veículos coletivos com Acessibilidade Universal.
12- Exigir que nos processos licitatórios de linhas de ônibus/metrô/trens seja incluída a exigência de adaptação dos veículos, em conformidade com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
EMPREGABILIDADE
1– Cadastrar empresas da Região e manter levantamento permanente atualizado visando: a- fiscalização do cumprimento da legislação especifica que obriga empresas com cem ou mais funcionários a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficentes reabilitados ou pessoas com deficiência habilitadas. b- isonomia salarial em relação aos demais trabalhadores.
2– Garantir linhas de crédito para geração de renda prioritárias e específicas para as pessoas com deficiência. Ex – Banco do Povo.
3- Garantir acessibilidade de todos os cursos e espaços de qualificação profissional e incentivar a criação de formas alternativas de geração de renda para pessoas com deficiência
4- Centralizar as informações para colocação profissional em banco de dados regional unificado
5– Todos os cursos profissionalizantes da Região deverão observar no mínimo cota gratuita de 5% de vagas para pessoas com deficiência carentes.
6- Estabelecer cota afirmativa de no mínimo 15% para pessoas com deficiência no Programa Primeiro Emprego.
7– Parcerias entre iniciativa privada, terceiro setor e poder público para estabelecer diversos tipos de emprego protegido, para as pessoas com deficiência que não tenham acesso aos empregos não protegidos.
8– A concessão de espaço público para trabalho ambulante deve contemplar prioritariamente à pessoa com deficiência estabelecendo cota afirmativa mínima de 15%
9- Garantir a qualificação das pessoas com deficiência que buscam emprego e ainda não estão qualificadas através de iniciativas de programas públicos e privados.
ESPORTE
1- Inserir no banco de dados informações sobre a acessibilidade de equipamentos poliesportivos e piscinas públicas e privadas, verificando quais não são adaptadas, viabilizando assim as devidas correções para torná-las acessíveis.
2- Implantação/Ampliação do Calendário Regional de Jogos Paraesportivos.
3- Implementação de curso de esporte adaptados. Ex: basquete, natação, futsal, tênis, ginástica, atletismo, judô e outros...
4- Incorporação dos esportes adaptados na programação do calendário esportivo da Região.
5- Assegurar a educação física adaptada no ensino regular.
6- Os profissionais de educação física dos clubes, escolas e universidades estejam capacitados para a atuação com a pessoa com deficiência.
LEGISLAÇÃO
1- Que conste no Banco de dados o levantamento junto a Câmara Municipal toda legislação referente a pessoas com deficiência.
a- Legislação em vigor
b- Legislação tramitando (projetos de lei)
c- Legislação vetada pelo executivo.
2- Projetos destinados a pessoas com deficiência elaborados por qualquer setor da prefeitura ou Câmara Municipal sejam obrigatoriamente encaminhados para os Conselhos Municipais de Defesa da Pessoa com Deficiência para que os mesmos manifestem parecer antes de serem aprovados.
3- Exigir da empresa, na contratação com o Poder Público, a comprovação do preenchimento da reserva legal de vagas com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência.
4- A locação de qualquer imóvel que se destine a abrigar repartições públicas ou qualquer tipo de serviço ligado ao poder público somente ocorrerá após efetuadas as devidas adaptações para atendimento da pessoa com deficiência.
5- Garantir que todos os municípios implantem assessoria/coordenadoria responsável pela incorporação do recorte deficiência nas políticas públicas
6- Garantir a regulamentação das profissões: Intérprete de LIBRAS e Guia Interprete.
7- Tornar obrigatório por lei a obrigatoriedade do teste da orelhinha.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
1- Implantar residência com Família Acolhedora
Essa é uma modalidade de atendimento realizada por famílias cadastradas e capacitadas para acolher as pessoas com deficiência em situação de abandono, sem família ou impossibilitadas de conviver com a mesma. As famílias acolhedoras deverão assegurar o acesso dessas pessoas aos serviços sociais existentes, de acordo com a necessidade de cada uma.
2- No levantamento da população moradora de rua incluir a questão da pessoa com deficiência.
3- Campanha municipal que seja executada por bairros, e em todos os bairros, para identificar e cadastrar os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e aqueles que necessitam de órteses, próteses ou algum outro tipo de material para auxiliar a locomoção.
4- Ampliar programas e projetos comunitários de prevenção e reabilitação
5- Criação/implantação de casa lar , pensões protegidas e/ou residências terapêuticas para pessoas com sofrimento psíquico, e pessoas com deficiência e idosos.
6- Garantir estudo do Governo Federal para revisão da lei de benefícios quanto a sua concepção.
7- Implantar o ou ampliar Programas de RBC- Reabilitação Baseada na Comunidade. Programa este que visa resgate da cidadania através de equipes de apoio, o estímulo à organização das pessoas com deficiência e familiares na luta por direitos em suas próprias comunidades, partindo das necessidades identificadas e eleitas pelos próprios usuários , articulando interfaces com as diversas áreas e serviços públicos e privados.
FINANCIAMENTO
1- Quando da discussão do PPA, LDO e LO, garantia de que o poder público apresente com antecedência as propostas de políticas públicas para as pessoas com deficiência possibilitando assim que a sociedade civil apresente sugestões dentro dos prazos legais.
2- Garantir que todas as leis orçamentárias aprovadas no âmbito das casas legislativas tenham rubricas que contemplem todas as necessidades das pessoas com deficiência.
3- Todas as propostas aprovadas no Plano Plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária deverão prever recursos orçamentários destinados especificamente ao desenho universal (acessibilidade).
4- Fixação de percentual da verba destinada à publicidade institucional do governo, para campanhas voltadas às pessoas com deficiência, envolvendo questões de prevenção, saúde, educação, trabalho e outras.
5- Expansão de convênios públicos com entidades que prestam serviços às pessoas com deficiência.
ORDEM JURÍDICA
1- Parceria das entidades públicas com a OAB Associação dos Advogados do Brasil e/ ou entidades afins para atendimento jurídico individualizado e gratuito, especializado para pessoas com deficiência. Ex: A OAB de Santo André tem uma Comissão Especial de Direitos e Defesa dos Interesses Jurídicos dos Deficientes.
HABITAÇÃO
1- Destinação prioritária de unidades térreas construídas pelo sistema habitacional público a pessoas com deficiência ou familiares.
2- Garantir nos programas de habitação percentuais mínimos de pelo menos 15% de residências acessíveis às pessoas com deficiência e idosos.
3- Na construção de casas comunitárias através de mutirão, propor casas acessíveis para pessoas com deficiência.
4- Os apartamentos destinados a pessoas com deficiência devem ser acessíveis e garantir a acessibilidade à via publica e aos equipamentos e mobiliários pertencentes à edificação conforme estabelecido no Art 14 da lei Federal 10.098.
5- Adequação dos conjuntos habitacionais ás normas da ABNT e garantia da aplicação da lei quando da construção de novos
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
1- Criação de um Banco de Dados de Políticas Públicas e Privadas voltadas às Pessoas com Deficiência da Região do Grande ABC que inclua levantamento qualitativo de desenvolvimento humano e levantamento de todos os equipamentos públicos e privados e de programas específicos na comunidade.
2- Na apresentação dos resultados do censo escolar, garantir a divulgação de informações referentes ao levantamento do número de pessoas com deficiência matriculados na rede regular de ensino.
3- Realizar estudo específico para ver como se encontra a inclusão das pessoas com deficiência na rede regular de ensino.
4- Desenvolver pesquisa na área de saúde e prevenção de deficiência através de implantação e implementação de Centro de Estudo Genético.
• todas as pesquisas e levantamentos relacionadas à pessoa com deficiência deverão ter como base e principio a CIF. (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) O objetivo geral da classificação é proporcionar uma linguagem unificada e padronizada como um sistema de descrição da saúde e de estados relacionados à saúde.
ACESSIBILIDADE
1- Adoção da Norma Técnica 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, como parâmetro e referência para toda a legislação pertinente;
2- Efetivação no município e região da Lei Federal nº 10.098 de Dezembro de 2000 que estabelece normas gerais e critérios para a promoção de acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida;
3- Capacitação continuada de todo o corpo técnico/profissional do funcionalismo público responsável pela estruturação, acompanhamento e fiscalização da legislação específica;
4- Centralização dessas ações em órgão público competente com orçamento próprio, com atribuições próprias e específicas, incluído o desenvolvimento de projetos não contidos ou alcançados pela normatização técnica. Órgão responsável pela implementação e aplicação dos conceitos e soluções do Desenho Universal nas edificações, equipamentos e mobiliários públicos;
5- Desenvolvimento de sistemas efetivos de punibilidade para o não cumprimento da legislação. Ex. Multa destinada para ações relativas à acessibilidade
6- Estabelecimento de um Pacto Regional de Acessibilidade envolvendo todas as prefeituras da região, governos estadual e federal, sindicatos patronais e de trabalhadores, entidades de e para pessoas com deficiência, etc.
Participaram deste ciclo de eventos representantes de Organizações não Governamentais, do Legislativo, de Secretarias Municipais e pessoas com deficiência e seus familiares.
ACIDE = ASSOCIAÇÃO PELA CIDADANIA DO DEFICIENTE (SANTO ANDRÉ)
ABBVM = ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE BENEDITO VIEIRA DE MAUÁ
ASCR = ACAO SOCIAL CRISTO REI DE RIO GRANDE DA SERRA
ADAF = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES AUDITIVOS E FISSURADOS (SBC)
ADEFIS = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
ADFSV = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS DE SÃO VICENTE
ADVM = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS DE MAUÁ
AMARE = ASSOCIAÇÃO DE MODELO DE AMOR E RESPEITO AO EXCEPCIONAL (SANTO ANDRÉ)
ASSIITE = ASSOCIAÇÃO SANTO INÁCIO PARA INTEGRAÇÃO DO TRABALHADOR ESPECIAL (SBC)
ASSOC. OESTE = ASSOCIACAO OESTE DE DIADEMA
AME = ASSOCIACAO DOS AMIGOS METROVIARIOS DOS EXCEPCIONAIS
APAE-RGS = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE RIO GRANDE DA SERRA
APAE- SCS = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE SÃO CAETANO DO SUL
APAE-DIADEMA = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE DIADEMA
APAE SANTO ANDRÉ = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE SANTO ANDRÉ
APASMA = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS SURDOS DE MAUÁ
APADEV = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS DEFICIENTES VISUAIS (SBC)
AVAPE = ASSOCIAÇÃO PARA VALORIZAÇÃO E PROMOÇÃO DE EXCEPCIONAIS
ADRVA-ABC = ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE DEFICIENTES VISUAIS E AMIGOS DO ABC
CAM. COMÉRCIO. = CAMARA DO COMERCIO DO MERCOSUL
CRECHE. OLIV. = CRECHE OLIVIA MARQUES
CRECHE H.N. = CRECHE HYOSHYHYKO NARITA
CRER = CARINHO E RESPEITO AO EXCEPCIONAL RENOVANDO (SANTO ANDRÉ)
CREM = CENTRO DE REABILITACAO DE SANTO ANDRÉ
CRPCD-SBC- = CENTRO DE REFERENCIA DA PESSOA COM DEFICIENCIA DE SB. DO CAMPO
CMEIM = CENTRO MUNICIPAL DE EDUCACAO INCLUSIVA DE MAUÁ
COMDEF-SA = CONSELHO MUNICIPAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE SANTO ANDRÉ
COMPEDE = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE DIADEMA
CMAPPD-SBC = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DE SÃO B. DO CAMPO
CMPPD-MA = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE MAUÁ
CMPPD-RGS = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE R. G. SERRA
CEAPPD = CONSELHO ESTADUAL PARA ASSUNTOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
CPD. = CONSELHO MUNICIPAL DO ORCAMENTO PARTICIPATIVO DE DIADEMA
CRP = CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA (SUB-SEDE SANTO ANDRÉ)
DIR ll = DIVISÃO REGIONAL DE SAÚDE ll
DAS- DIAD = DIVISAO DE ASSISTENCIA SOCIAL DE DIADEMA
DEE -DIAD = DIVISAO DE EDUCACAO ESPECIAL DE DIADEMA
ESC. PAULISTA = ESCOLA PAULISTA DE EDUCACAO ESPECIAL DE SÃO B. DO CAMPO
FENEIS =
FORUM. CIDADAN. = FORUM DA CIDADANIA DO GRANDE ABC
FUMAS = FUNDAÇÃO MUNICIPAL ‘ANNE SULLIVAN” (SÃO CAETANO DO SUL)
GRUPO ESPECIAL JANE E SANDRA
Instituto MID Para a Participação Social das Pessoas com Deficiência (Santo André)
MEC = MOVIMENTO ESTADUAL DOS CEGOS
SMABC = SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
SERT = SECRETARIA DE EMPREGO E RELAÇÕES DO TRABALHO (UNIDADE SBC)
SESI = SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA (SANTO ANDRÉ)
SEBRAE = SERVIÇO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
OAB SANTO ANDRÉ = ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.
RELACAO DE PARTICIPANTES:
Adriana Ribas Santos
Aida Cordeiro Veiga
Alessandra Aparecida Joaquim
Alexander Arata Azevedo
Alexandre Moreira Silva
Ana Beatriz Mareti Silva
Ana Paula Fandinho
Ana Paula Rocha
Andressa Ramo
Antonio Barbosa de Andrade
Antonio Carlos Munhoz
Aparecida de Fátima Furlandes Veludo
Arnold Auriani
Benedita C. Silva
Benicia Pereira de Alexandria
Camilla Castiglioni Vannuchi
Carolina Ramalho Gallo
Caroline Elisabeth de Souza
Cássia Aparecida Vieira
Celina de Medeiros Caetano
Cilene Oliveira Cruz
Ciomara Machado de Moura
Claudiano Moreira Silva
Cláudio Carlos de Souza
Cláudio Medina
Cláudio Rodrigues de Araújo
Clélia Maria dos Reis da Rocha
Cristina Junqueira Rezende
Cristina Lima Teixeira
Daniel de Oliveira Gimenes
Daniela Fogagnoli
Davison Soares
Deldino Ferreira dos Santos
Dirceu Antunes de Souza
Douglas da Silva
Edina P. Mendes
Edinir Alves Veludo
Elaine Cristina Barranco Mak
Eliza Miriko Ariki Ujikawo
Elizane Mecena
Erica Aparecida Correia
Flávio Caldeira da Cruz
Flávio Henrique de Souza
Gervison Marcos Melão Monteiro
Gilvan Mendonça
Gilvanete P. dos Santos
Ginez Garcia
Glenda Felipi Silva dos Santos
Glória Lima Vieira
Glória Vieira
Helena Maria Cerri
Humberto Lippo
Irenilda G. de Melo
Isabel Barbosa de Souza
Ivanilda Batista Nogueira
Jesus Francisco dos Santos
João marinho de Souza
Joel Jonas Gonçalves
Joelson Gonçalves de Oliveira
Jorge Benedito dos Santos
José de Araujo Neto
José Ferreira de Souza
José Oliveira Justino
José Osvaldo Silvério
Juliano Carlos Martinez
Kelly Simões Sérgio
Klaiton Giordani
Lair Moura Sala Malavila
Lener Tressolti
Lúcia D. dos Santos
Luciléia Alves do Carmo
Luis Carlos Vieira Caetano Silva
Luis Chierotto
Luiz Carlos de Jesus
Luiz Soares da Cruz
Manoel Hélio Alves
Marcilaine Cristina da Silva
Márcio Batista de Oliveira
Margareth Braga
Margareth H. Ohta Kajiyama
Maria Alzira Bernardo
Maria da Conceição Graciano
Maria das Dores Miranda
Maria de Fátima Augusto Actis
Maria de Lourdes Boin
Maria de Lourdes Pedrosa de Souza
Maria Gabriela D assunção
Maria Ilza da Silva Melo
Maria Inês da Costa
Maria Vilma Roberto
Mário Possidonio da Silva
Michelle P. do Santos
Milton de Souza
Mirian Simionato
Moacir dos Santos Silva
Neuza Maria Cabrini marques
Nocilia Galter
Olga Benario Roman
Patrícia de Oliveira Lima Muñoz
Paulo Ferreira de Góes
Ricardo de Arruda
Ricardo Ernesto Beltrão
Rosa Arota Azevedo
Rosana Voltolini
Sandra Cristina Olmedilha
Sandra Regina Camillo
Selma M. dos Santos
Sérgio Alves dos Santos
Sérgio Lima
Shirlei Claudino
Silvana Regina Brandão
Silvia da Silva
Simone Aparecida Favaretto
Simone Morosini Atori
Solange Maria Correia
Sueli Aparecida Alves de Oliveira
Tais Grespan Souza
Telma de Cássia
Teresinha Lodovega de Souza Barboza
Viviane Sartori de Souza
Zélia de Barros Vieira
Fonte: Instituto MID (www.mid.org.br).
(RESULTADO DO 1º SEMINÁRIO: A POLÍTICA REGIONAL E A ORGANIZAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA)
Realizado nos Dias:
23/08/2003, 06/09/2003, 04/10/2003 e 08/05/2004
Grupo de Trabalho das Pessoas com Deficiência
Consórcio Regional do Grande ABC
Junho, 2004
INTRODUÇÃO
A concepção de um Plano Municipal/Regional de Políticas Públicas para a Pessoa com Deficiência deve necessariamente contar com três elementos fundamentais, a saber:
Participação ativa de entidades e de pessoas com deficiência na sua concepção, implantação e acompanhamento, indicando este objetivo o desejo e a necessidade de reversão de uma situação histórica de não participação das pessoas com deficiência em atividades e ações que visem seus próprios interesses;
Priorização de projetos, ações e programas de inclusão social para as pessoas com deficiência em situação de maior vulnerabilidade e exclusão social. Compreendendo-se para tanto as pessoas com deficiências mais severas e as pessoas com deficiência residentes nas regiões periféricas das cidades;
Interdependência entre todas as ações, programas e serviços que visem à participação social e a garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
Deve estar fundamentado na concepção de uma cidade para todos, no respeito às diferenças e à diversidade de seus habitantes, onde todas as dimensões e esferas do desenvolvimento e das condições humanas sejam contempladas e tenham espaços de acolhimento, crescimento, de trocas e relações sociais ricas, democráticas e igualitárias, num contexto facilitador do desmonte dos mecanismos que propiciam a exclusão social das pessoas com deficiência.
Para operacionalizar as ações necessárias apresentamos as seguintes propostas:
SAÚDE
1- Implantação de sistema de investigação de incidência (banco de dados) de nascimento de crianças com deficiência, junto aos equipamentos públicos e privados. Este sistema de investigação decorreria de um avaliador dos protocolos neonatais. A complementação de dados deste sistema incluiria a investigação de outras causas de deficiências adquiridas, patologias, causas externas, etc.
2- Garantir o atendimento nas áreas de psiquiatria e neuropsiquiatria para todas as crianças, jovens e adultos.
3- Desenvolvimento de programas nutricionais que visem suprir as carências alimentares causadoras do grande número de deficiências, com ênfase especial no aleitamento materno, utilização de alimentos regionais de baixo custo, adição de substâncias enriquecedoras nos alimentos básicos como arroz, feijão, leite, farinhas, etc... Ex: adição de ácido fólico na farinha de trigo e na farinha de milho.
4- Cada posto de saúde deve manter procedimentos básicos para a prevenção de deficiências isto é: a- Executar vacinação de rotina; b- desenvolver ações de educação em saúde; c- dispor de serviço pré peri e pós-natal e de assistência à criança incluindo nutrição da gestante, detecção de malformações congênitas, planejamento familiar e aconselhamento genético; d- se instrumentalizar para realizar o teste do pezinho. A Secretaria de Saúde cabe divulgar relatório das ações desenvolvidas sempre que solicitado pelos conselhos afins
5- Garantir o atendimento médico odontológico adequado às necessidades especificas de todas as pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde.
6- Implantar programa de atenção à gravidez de alto risco com ênfase a população adolescente e investir na capacitação médica para atendimento aos adolescentes
7- Manutenção e/ou Implantação de um Centro de Atendimento à Fissura Lábio Palatal e Deficiência Auditiva que vise serviços de reabilitação integral a pessoas com lesões lábio palatais, anomalias craniofaciais, distúrbios da audição, visão e linguagem, sindrômicos, necessitados de implantes ósseo-integrados intra e extra orais, entre outros.
8- Criar ou ampliar e potencializar Unidades de Reabilitação para o atendimento de diversas deficiências e síndromes
9- Implantação, divulgação ou ampliação de programa que contemple o atendimento domiciliar, inclusive na questão da desnutrição de saúde e atenção à pessoa com deficiência, segundo a filosofia do Programa de Saúde da Família.
10- Levantamento situacional junto a Rede de Saúde/Conselho Municipal de Saúde/Secretaria de Saúde/Divisão Regional de Saúde/Secretaria Estadual de Saúde) do atendimento de usuários que necessitam realizar pedidos de órteses, próteses e demais equipamentos de auxilio para locomoção e equipamentos de auto ajuda. Itens: a- número de pedidos; b-Número de usuários atendidos; c- número de usuários não atendidos; d- tempo de demora para execução do atendimento; e- identificação dos recursos investidos pelo Município; f- identificação dos recursos investidos pelo Estado. (Quadro: demanda atendida X demanda reprimida X recursos investidos pelo município X recursos do Governo do Estado x Governo Federal).
11- Implantação de oficina para montagem/confecção e manutenção de órteses, próteses e equipamentos assistivos, com pessoal capacitado, em sistema de cooperativas e em parceria com faculdades/universidades da Região.
12- Garantir fornecimento e concessão de todos os tipos de próteses, órteses e demais equipamentos assistivos para as pessoas com deficiência.
13- Criação de programa especial de orientação e aconselhamento a pais que tem filhos com algum tipo de deficiência. Assim que detectada os pais devem começar a ter todo tipo de informação a respeito daquela deficiência, de estimular o bebe.... Elaboração de material educativo para orientação sobre as deficiências. Incentivo e apoio à criação de grupos “Momento da Notícia”.
14- Ampliação e ou criação de serviços terapêuticos para todo tipo de deficiência. Ex. Hidroterapia, Equoterapia, entre outros.
15- Tornar efetiva em todas as maternidades públicas e privadas o cumprimento da legislação que prevê o teste do “Pezinho” e teste da Orelhinha, autuando as instituições irregulares.
16- Garantir a orientação e reabilitação sexual das pessoas com deficiência.
17- Implantar os Comitês de Acompanhamento de Políticas de Saúde voltadas à pessoa com deficiência.
18- Implantar e/ou incentivar os Programas de prevenção de deficiências pré-peri e pós-natal, por exemplo: alojamento conjunto, mãe canguru, banco de leite, manuais de orientação, outros.
19- Garantir nos municípios programas de orientação e tratamento de distúrbios de crescimento (desnutrição, obesidade, baixa estatura).
20- Obrigatoriedade do curso de primeiros socorros nas auto-escolas com o objetivo de diminuir o número de pessoas que se tornam deficientes em função de socorro inadequado após acidentes de trânsito e realização de campanhas que visem a diminuição da violência no trânsito.
21- Garantir o número de atendimentos pré-natal/pós-natal. Verificar demanda do não atendimento e a média do número de consultas durante a gestação.
22- Criação e / ou implementação de centros de referência para a saúde do trabalhador para orientação e atendimento do trabalhador acidentado.
23- Garantir medicamentos necessários às pessoas com doenças crônico-degenerativas, psíquicas e neurológicas, bem como aos pacientes em tratamentos de alta complexidade.
24- Garantir a obrigatoriedade da administração de vacina contra a rubéola em crianças, adolescentes e adultos.
25- Implementar ações na política de saúde mental que garanta suporte terapêutico para pessoas com transtornos mentais e seus familiares, com vistas a reinserção social.
26- Incorporar na rede de serviços do SUS ações de saúde mental, dirigidas a populações específicas tais como pessoas com deficiências múltiplas, usuários abusivos de substâncias psicoativas (drogas) e dependentes.
27- Garantir que todos os municípios tenham uma política de saúde mental integrada, assegurando nos serviços de saúde mental, o trabalho organizado e resoluto da equipe interdisciplinar.
28- Implantar e incrementar atendimento em saúde mental nas unidades básicas enfatizando a intersetorialidade, priorizando o treinamento dos profissionais para atendimento, divulgação e conscientização.
29- Assegurar que a equipe multidisciplinar do Programa Saúde da Família realize trabalho em saúde mental.
30- Garantir a criação de serviços (com equipe especializada) extra-hospitalares como ambulatórios de saúde mental, núcleos/centros de atenção psicossocial, hospital dia, lares abrigados, leitos psiquiátricos em hospital geral.
31- Garantir que o egresso do hospital psiquiátrico tenha acompanhamento em seu município.
32- Formação de comissão para avaliação da rede em serviços de saúde mental da Região, com a apresentação dos dados apurados, juntamente com os dados dos levantamentos anteriores, aos Conselhos Municipais de Saúde e Conselho Estadual de Saúde.
33- Buscar incentivo financeiro municipal, estadual e federal para multiplicação de equipes de saúde mental comunitária nos municípios e também para a manutenção dos grupos já existentes.
34- Promover encontros entre equipes de saúde mental, dos municípios para troca de experiências.
A LUTA POR DIREITOS/FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS
1- Garantia de apoio e condições necessárias para a participação de pessoas com deficiência nos conselhos, tais como LIBRAS, Braille, transporte acessível, estacionamento fácil e gratuito, entre outros....
2- Criar Centro de formação e Integração Municipal/ Regional dos Conselhos de Cidadania. – Casa dos Conselhos
3- Acompanhar mediante relatórios de gestão, o desempenho de programas e serviços públicos e privados desenvolvidos na área da pessoa com deficiência.
4- Infra- estrutura para que o Conselho Municipal desenvolva seu trabalho : telefone, sala de reuniões, um agente administrativo, computador, fax, e-mail , armário para arquivo, etc.
5- Plano de Capacitação Permanente para todos os Conselheiros Municipais das pessoas com deficiência e inclusão da obrigatoriedade de capacitação de uma semana (vinte horas aula) para conselheiros, imediatamente após eleição, capacitação esta que preferencialmente também aborde o conhecimento de LIBRAS e BRAILLE
6- Criação de comissão especial de trabalho permanente para realizar levantamento, análise e acompanhamento dos Projetos de Lei relacionados à pessoa com deficiência em andamento junto à Câmara Municipal.
7- Implantação da Assessoria de Imprensa para os Conselhos Municipais.
8- Implantação de Centros de Referência das pessoas com deficiência permitindo: a- Trabalho de sensibilização e socialização das informações com a população sobre os direitos e políticas públicas b- Triagem, diagnóstico e encaminhamento a rede de atendimento público e privado.
9- Garantir o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela CORDE quando da criação dos conselhos Municipais da Pessoa Com Deficiência.
COMUNICAÇÃO
1- Garantir que os guias de serviços dos municípios informem os serviços e programas das entidades públicas e privadas que prestam atendimento às pessoas com deficiência.
2-Garantir a implantação dos seguintes programas: a- Disque intérprete 0800 – para subsidiar com profissionais capacitados a comunicação do deficiente auditivo em locais públicos e privados. b- Disque 0800 Guia Intérprete para subsidiar com profissionais capacitados a comunicação para surdos cegos em locais públicos e privados.
3- Programa de capacitação continuada - Curso de LIBRAS para funcionários públicos de todos os setores. Pelo menos em cada unidade de atendimento público deve haver um profissional habilitado em LIBRAS. Ex: postos de saúde, ouvidorias, escolas, pronto socorro etc... Principalmente nas áreas de saúde e serviços de urgência.
4- Garantir a comunicação de pessoas que não possuem fala ou escrita eficientes, tornando públicos sistemas alternativos ou suplementares de comunicação. Ex: PCS- Picture Comunication Symbols, Bliss-Comunicação por Imagem.
5- Garantir, aos interessados, acesso a curso de LIBRAS, Braille e sistemas alternativos de comunicação.
6- Viabilizar a participação de pessoas com deficiência em cursos e oficinas culturais.
7- Tornar pública através de cartilha- (caderno de direitos) a rede de serviços voltados à pessoa com deficiência da Região do Grande ABC.
8- Prover a instalação de telefones para surdos em locais públicos e privados de uso coletivo
EDUCAÇÃO E CULTURA
1- Adequar as bibliotecas públicas e das escolas às necessidades individuais de seus usuários disponibilizando: máquinas Braille, sistema informatizado e sonoro de leitura de tela, implantação do programa livro falado e ampliado, acervo Braille, sistemas alternativos e suplementares de comunicação, sistema eletrônico de ampliação (lupa eletrônica e CCTV), criação de rede de ledores, criação de redes de apoio junto aos setores circulantes das bibliotecas municipais para o serviço de envio/entrega domiciliar de livros às pessoas impossibilitadas de locomoção.
2- Investir na formação inicial e continuada dos profissionais da educação para garantir o acesso, a permanência e qualidade no processo educacional de todas as pessoas.
3- Implantar, implementar e garantir programa de educação inclusiva contemplando as seguintes ações:
a- Assessoria técnica multidisciplinar às escolas públicas.
b- Avaliação periódica do aluno considerando seu desenvolvimento processual.
c- Garantir nas Unidades escolares equipamento e materiais de apoio que atenda todas as necessidades educacionais dos alunos.
d- Implantar serviços externos de apoio educacional (itinerância, sala de recursos, programas específicos).
4- Levantamento junto às creches e congêneres da rede pública e privada através de questionários sobre o preparo deste equipamento em todas as questões relacionadas à criança com deficiência
5- Garantir as pessoas surdo-cegas, tetraplégicas , paralisia cerebral e outras deficiências severas tenham acesso à educação propiciando a possibilidade de escolha das próprias pessoas com deficiência e familiares de matrícula na rede regular ou especial.
6- Proporcionar aos funcionários dos museus da região formação adequada para que estes propiciem às pessoas com deficiência possibilidades de interação com as obras de arte.
7- Estabelecimento de convênios entre as entidades que prestam serviços a deficientes e instituições que mantém cursos superiores para que sejam realizados estágios nas entidades. Cursos: medicina, odontologia ,fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, serviço social, enfermagem, pedagogia, psicopedagogia engenharia, arquitetura, educação física, entre outros.
TRANSPORTE
1 – Unificar os critérios de isenção tarifária do transporte coletivo em âmbito Federal possibilitando a criação da carteira de transporte nacional para as pessoas com deficiência. (na situação atual cada município emite uma carteira que não é valida para locomoção em outros municípios).
2- Levantamento de todo o sistema de transporte municipal quanto a sua acessibilidade, incluindo a verificação do cumprimento das normas específicas existentes. De imediato incluir ônibus com Acessibilidade Universal em cada linha.
3- Verificar a obrigatoriedade das empresas manter agentes nos terminais de passageiros com treinamento para auxiliar pessoas com deficiência.
4 – Garantir condições de acesso aos terminais rodoviários, ferroviários às pessoas com deficiência.
5 – Treinar e capacitar todos os profissionais que trabalham na área de transportes coletivos (metrô, rodoviários, ferroviários) inclusive os motoristas de táxis em relação ao tratamento, atendimento e orientação às pessoas com deficiência. Promover esses treinamentos de forma a contemplar todos os tipos de deficiência.
6 – Unificar os critérios em âmbito Federal para utilização de vagas de estacionamento demarcadas para pessoas com deficiência.
7 – Transporte personalizado (Ex: vans, e micro ônibus) para pessoas com deficiência dentro das seguintes situações:
a – O tipo de deficiência requer atenção ou cuidado específico que não possa, ou que não é recomendável utilizar-se dos demais meios de transportes coletivos inclusive o transporte com Acessibilidade Universal.
b – O local de moradia ou de destino não é atendido por transporte coletivo com acessibilidade universal.
c – A Geografia física do local de saída, ou de destino impossibilita o deficiente a chegar no local de transporte adaptado.
Este cadastro deve permanecer aberto a todos os deficientes que queiram nele se inscrever.
8 – Colocação de legendas em Braile (itinerário) e piso tátil para pessoas com deficiência visual nos pontos de ônibus e terminais rodoviários e ferroviários.
9 – Recomendação aos gestores locais para que nos contratos de concessão vigentes intermunicipal e estadual que todo veículo adquirido em renovação de frota seja com Acessibilidade Universal.
10 – Quando da renovação dos contratos com as empresas de transporte, o poder público deve requerer/pleitear e fazer valer a inclusão de cláusulas pertinentes à Acessibilidade Universal contemplando à pessoa com deficiência, idosos, gestantes e com mobilidade reduzida.
11 – Garantir a realização de estudo do Governo Federal para isenção de impostos para veículos coletivos com Acessibilidade Universal.
12- Exigir que nos processos licitatórios de linhas de ônibus/metrô/trens seja incluída a exigência de adaptação dos veículos, em conformidade com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
EMPREGABILIDADE
1– Cadastrar empresas da Região e manter levantamento permanente atualizado visando: a- fiscalização do cumprimento da legislação especifica que obriga empresas com cem ou mais funcionários a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficentes reabilitados ou pessoas com deficiência habilitadas. b- isonomia salarial em relação aos demais trabalhadores.
2– Garantir linhas de crédito para geração de renda prioritárias e específicas para as pessoas com deficiência. Ex – Banco do Povo.
3- Garantir acessibilidade de todos os cursos e espaços de qualificação profissional e incentivar a criação de formas alternativas de geração de renda para pessoas com deficiência
4- Centralizar as informações para colocação profissional em banco de dados regional unificado
5– Todos os cursos profissionalizantes da Região deverão observar no mínimo cota gratuita de 5% de vagas para pessoas com deficiência carentes.
6- Estabelecer cota afirmativa de no mínimo 15% para pessoas com deficiência no Programa Primeiro Emprego.
7– Parcerias entre iniciativa privada, terceiro setor e poder público para estabelecer diversos tipos de emprego protegido, para as pessoas com deficiência que não tenham acesso aos empregos não protegidos.
8– A concessão de espaço público para trabalho ambulante deve contemplar prioritariamente à pessoa com deficiência estabelecendo cota afirmativa mínima de 15%
9- Garantir a qualificação das pessoas com deficiência que buscam emprego e ainda não estão qualificadas através de iniciativas de programas públicos e privados.
ESPORTE
1- Inserir no banco de dados informações sobre a acessibilidade de equipamentos poliesportivos e piscinas públicas e privadas, verificando quais não são adaptadas, viabilizando assim as devidas correções para torná-las acessíveis.
2- Implantação/Ampliação do Calendário Regional de Jogos Paraesportivos.
3- Implementação de curso de esporte adaptados. Ex: basquete, natação, futsal, tênis, ginástica, atletismo, judô e outros...
4- Incorporação dos esportes adaptados na programação do calendário esportivo da Região.
5- Assegurar a educação física adaptada no ensino regular.
6- Os profissionais de educação física dos clubes, escolas e universidades estejam capacitados para a atuação com a pessoa com deficiência.
LEGISLAÇÃO
1- Que conste no Banco de dados o levantamento junto a Câmara Municipal toda legislação referente a pessoas com deficiência.
a- Legislação em vigor
b- Legislação tramitando (projetos de lei)
c- Legislação vetada pelo executivo.
2- Projetos destinados a pessoas com deficiência elaborados por qualquer setor da prefeitura ou Câmara Municipal sejam obrigatoriamente encaminhados para os Conselhos Municipais de Defesa da Pessoa com Deficiência para que os mesmos manifestem parecer antes de serem aprovados.
3- Exigir da empresa, na contratação com o Poder Público, a comprovação do preenchimento da reserva legal de vagas com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência.
4- A locação de qualquer imóvel que se destine a abrigar repartições públicas ou qualquer tipo de serviço ligado ao poder público somente ocorrerá após efetuadas as devidas adaptações para atendimento da pessoa com deficiência.
5- Garantir que todos os municípios implantem assessoria/coordenadoria responsável pela incorporação do recorte deficiência nas políticas públicas
6- Garantir a regulamentação das profissões: Intérprete de LIBRAS e Guia Interprete.
7- Tornar obrigatório por lei a obrigatoriedade do teste da orelhinha.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
1- Implantar residência com Família Acolhedora
Essa é uma modalidade de atendimento realizada por famílias cadastradas e capacitadas para acolher as pessoas com deficiência em situação de abandono, sem família ou impossibilitadas de conviver com a mesma. As famílias acolhedoras deverão assegurar o acesso dessas pessoas aos serviços sociais existentes, de acordo com a necessidade de cada uma.
2- No levantamento da população moradora de rua incluir a questão da pessoa com deficiência.
3- Campanha municipal que seja executada por bairros, e em todos os bairros, para identificar e cadastrar os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e aqueles que necessitam de órteses, próteses ou algum outro tipo de material para auxiliar a locomoção.
4- Ampliar programas e projetos comunitários de prevenção e reabilitação
5- Criação/implantação de casa lar , pensões protegidas e/ou residências terapêuticas para pessoas com sofrimento psíquico, e pessoas com deficiência e idosos.
6- Garantir estudo do Governo Federal para revisão da lei de benefícios quanto a sua concepção.
7- Implantar o ou ampliar Programas de RBC- Reabilitação Baseada na Comunidade. Programa este que visa resgate da cidadania através de equipes de apoio, o estímulo à organização das pessoas com deficiência e familiares na luta por direitos em suas próprias comunidades, partindo das necessidades identificadas e eleitas pelos próprios usuários , articulando interfaces com as diversas áreas e serviços públicos e privados.
FINANCIAMENTO
1- Quando da discussão do PPA, LDO e LO, garantia de que o poder público apresente com antecedência as propostas de políticas públicas para as pessoas com deficiência possibilitando assim que a sociedade civil apresente sugestões dentro dos prazos legais.
2- Garantir que todas as leis orçamentárias aprovadas no âmbito das casas legislativas tenham rubricas que contemplem todas as necessidades das pessoas com deficiência.
3- Todas as propostas aprovadas no Plano Plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária deverão prever recursos orçamentários destinados especificamente ao desenho universal (acessibilidade).
4- Fixação de percentual da verba destinada à publicidade institucional do governo, para campanhas voltadas às pessoas com deficiência, envolvendo questões de prevenção, saúde, educação, trabalho e outras.
5- Expansão de convênios públicos com entidades que prestam serviços às pessoas com deficiência.
ORDEM JURÍDICA
1- Parceria das entidades públicas com a OAB Associação dos Advogados do Brasil e/ ou entidades afins para atendimento jurídico individualizado e gratuito, especializado para pessoas com deficiência. Ex: A OAB de Santo André tem uma Comissão Especial de Direitos e Defesa dos Interesses Jurídicos dos Deficientes.
HABITAÇÃO
1- Destinação prioritária de unidades térreas construídas pelo sistema habitacional público a pessoas com deficiência ou familiares.
2- Garantir nos programas de habitação percentuais mínimos de pelo menos 15% de residências acessíveis às pessoas com deficiência e idosos.
3- Na construção de casas comunitárias através de mutirão, propor casas acessíveis para pessoas com deficiência.
4- Os apartamentos destinados a pessoas com deficiência devem ser acessíveis e garantir a acessibilidade à via publica e aos equipamentos e mobiliários pertencentes à edificação conforme estabelecido no Art 14 da lei Federal 10.098.
5- Adequação dos conjuntos habitacionais ás normas da ABNT e garantia da aplicação da lei quando da construção de novos
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
1- Criação de um Banco de Dados de Políticas Públicas e Privadas voltadas às Pessoas com Deficiência da Região do Grande ABC que inclua levantamento qualitativo de desenvolvimento humano e levantamento de todos os equipamentos públicos e privados e de programas específicos na comunidade.
2- Na apresentação dos resultados do censo escolar, garantir a divulgação de informações referentes ao levantamento do número de pessoas com deficiência matriculados na rede regular de ensino.
3- Realizar estudo específico para ver como se encontra a inclusão das pessoas com deficiência na rede regular de ensino.
4- Desenvolver pesquisa na área de saúde e prevenção de deficiência através de implantação e implementação de Centro de Estudo Genético.
• todas as pesquisas e levantamentos relacionadas à pessoa com deficiência deverão ter como base e principio a CIF. (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde) O objetivo geral da classificação é proporcionar uma linguagem unificada e padronizada como um sistema de descrição da saúde e de estados relacionados à saúde.
ACESSIBILIDADE
1- Adoção da Norma Técnica 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, como parâmetro e referência para toda a legislação pertinente;
2- Efetivação no município e região da Lei Federal nº 10.098 de Dezembro de 2000 que estabelece normas gerais e critérios para a promoção de acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida;
3- Capacitação continuada de todo o corpo técnico/profissional do funcionalismo público responsável pela estruturação, acompanhamento e fiscalização da legislação específica;
4- Centralização dessas ações em órgão público competente com orçamento próprio, com atribuições próprias e específicas, incluído o desenvolvimento de projetos não contidos ou alcançados pela normatização técnica. Órgão responsável pela implementação e aplicação dos conceitos e soluções do Desenho Universal nas edificações, equipamentos e mobiliários públicos;
5- Desenvolvimento de sistemas efetivos de punibilidade para o não cumprimento da legislação. Ex. Multa destinada para ações relativas à acessibilidade
6- Estabelecimento de um Pacto Regional de Acessibilidade envolvendo todas as prefeituras da região, governos estadual e federal, sindicatos patronais e de trabalhadores, entidades de e para pessoas com deficiência, etc.
Participaram deste ciclo de eventos representantes de Organizações não Governamentais, do Legislativo, de Secretarias Municipais e pessoas com deficiência e seus familiares.
ACIDE = ASSOCIAÇÃO PELA CIDADANIA DO DEFICIENTE (SANTO ANDRÉ)
ABBVM = ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE BENEDITO VIEIRA DE MAUÁ
ASCR = ACAO SOCIAL CRISTO REI DE RIO GRANDE DA SERRA
ADAF = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES AUDITIVOS E FISSURADOS (SBC)
ADEFIS = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
ADFSV = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS DE SÃO VICENTE
ADVM = ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS DE MAUÁ
AMARE = ASSOCIAÇÃO DE MODELO DE AMOR E RESPEITO AO EXCEPCIONAL (SANTO ANDRÉ)
ASSIITE = ASSOCIAÇÃO SANTO INÁCIO PARA INTEGRAÇÃO DO TRABALHADOR ESPECIAL (SBC)
ASSOC. OESTE = ASSOCIACAO OESTE DE DIADEMA
AME = ASSOCIACAO DOS AMIGOS METROVIARIOS DOS EXCEPCIONAIS
APAE-RGS = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE RIO GRANDE DA SERRA
APAE- SCS = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE SÃO CAETANO DO SUL
APAE-DIADEMA = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE DIADEMA
APAE SANTO ANDRÉ = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE SANTO ANDRÉ
APASMA = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS SURDOS DE MAUÁ
APADEV = ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS DEFICIENTES VISUAIS (SBC)
AVAPE = ASSOCIAÇÃO PARA VALORIZAÇÃO E PROMOÇÃO DE EXCEPCIONAIS
ADRVA-ABC = ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE DEFICIENTES VISUAIS E AMIGOS DO ABC
CAM. COMÉRCIO. = CAMARA DO COMERCIO DO MERCOSUL
CRECHE. OLIV. = CRECHE OLIVIA MARQUES
CRECHE H.N. = CRECHE HYOSHYHYKO NARITA
CRER = CARINHO E RESPEITO AO EXCEPCIONAL RENOVANDO (SANTO ANDRÉ)
CREM = CENTRO DE REABILITACAO DE SANTO ANDRÉ
CRPCD-SBC- = CENTRO DE REFERENCIA DA PESSOA COM DEFICIENCIA DE SB. DO CAMPO
CMEIM = CENTRO MUNICIPAL DE EDUCACAO INCLUSIVA DE MAUÁ
COMDEF-SA = CONSELHO MUNICIPAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE SANTO ANDRÉ
COMPEDE = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE DIADEMA
CMAPPD-SBC = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DE SÃO B. DO CAMPO
CMPPD-MA = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE MAUÁ
CMPPD-RGS = CONSELHO MUNICIPAL DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA DE R. G. SERRA
CEAPPD = CONSELHO ESTADUAL PARA ASSUNTOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
CPD. = CONSELHO MUNICIPAL DO ORCAMENTO PARTICIPATIVO DE DIADEMA
CRP = CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA (SUB-SEDE SANTO ANDRÉ)
DIR ll = DIVISÃO REGIONAL DE SAÚDE ll
DAS- DIAD = DIVISAO DE ASSISTENCIA SOCIAL DE DIADEMA
DEE -DIAD = DIVISAO DE EDUCACAO ESPECIAL DE DIADEMA
ESC. PAULISTA = ESCOLA PAULISTA DE EDUCACAO ESPECIAL DE SÃO B. DO CAMPO
FENEIS =
FORUM. CIDADAN. = FORUM DA CIDADANIA DO GRANDE ABC
FUMAS = FUNDAÇÃO MUNICIPAL ‘ANNE SULLIVAN” (SÃO CAETANO DO SUL)
GRUPO ESPECIAL JANE E SANDRA
Instituto MID Para a Participação Social das Pessoas com Deficiência (Santo André)
MEC = MOVIMENTO ESTADUAL DOS CEGOS
SMABC = SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
SERT = SECRETARIA DE EMPREGO E RELAÇÕES DO TRABALHO (UNIDADE SBC)
SESI = SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA (SANTO ANDRÉ)
SEBRAE = SERVIÇO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
OAB SANTO ANDRÉ = ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.
RELACAO DE PARTICIPANTES:
Adriana Ribas Santos
Aida Cordeiro Veiga
Alessandra Aparecida Joaquim
Alexander Arata Azevedo
Alexandre Moreira Silva
Ana Beatriz Mareti Silva
Ana Paula Fandinho
Ana Paula Rocha
Andressa Ramo
Antonio Barbosa de Andrade
Antonio Carlos Munhoz
Aparecida de Fátima Furlandes Veludo
Arnold Auriani
Benedita C. Silva
Benicia Pereira de Alexandria
Camilla Castiglioni Vannuchi
Carolina Ramalho Gallo
Caroline Elisabeth de Souza
Cássia Aparecida Vieira
Celina de Medeiros Caetano
Cilene Oliveira Cruz
Ciomara Machado de Moura
Claudiano Moreira Silva
Cláudio Carlos de Souza
Cláudio Medina
Cláudio Rodrigues de Araújo
Clélia Maria dos Reis da Rocha
Cristina Junqueira Rezende
Cristina Lima Teixeira
Daniel de Oliveira Gimenes
Daniela Fogagnoli
Davison Soares
Deldino Ferreira dos Santos
Dirceu Antunes de Souza
Douglas da Silva
Edina P. Mendes
Edinir Alves Veludo
Elaine Cristina Barranco Mak
Eliza Miriko Ariki Ujikawo
Elizane Mecena
Erica Aparecida Correia
Flávio Caldeira da Cruz
Flávio Henrique de Souza
Gervison Marcos Melão Monteiro
Gilvan Mendonça
Gilvanete P. dos Santos
Ginez Garcia
Glenda Felipi Silva dos Santos
Glória Lima Vieira
Glória Vieira
Helena Maria Cerri
Humberto Lippo
Irenilda G. de Melo
Isabel Barbosa de Souza
Ivanilda Batista Nogueira
Jesus Francisco dos Santos
João marinho de Souza
Joel Jonas Gonçalves
Joelson Gonçalves de Oliveira
Jorge Benedito dos Santos
José de Araujo Neto
José Ferreira de Souza
José Oliveira Justino
José Osvaldo Silvério
Juliano Carlos Martinez
Kelly Simões Sérgio
Klaiton Giordani
Lair Moura Sala Malavila
Lener Tressolti
Lúcia D. dos Santos
Luciléia Alves do Carmo
Luis Carlos Vieira Caetano Silva
Luis Chierotto
Luiz Carlos de Jesus
Luiz Soares da Cruz
Manoel Hélio Alves
Marcilaine Cristina da Silva
Márcio Batista de Oliveira
Margareth Braga
Margareth H. Ohta Kajiyama
Maria Alzira Bernardo
Maria da Conceição Graciano
Maria das Dores Miranda
Maria de Fátima Augusto Actis
Maria de Lourdes Boin
Maria de Lourdes Pedrosa de Souza
Maria Gabriela D assunção
Maria Ilza da Silva Melo
Maria Inês da Costa
Maria Vilma Roberto
Mário Possidonio da Silva
Michelle P. do Santos
Milton de Souza
Mirian Simionato
Moacir dos Santos Silva
Neuza Maria Cabrini marques
Nocilia Galter
Olga Benario Roman
Patrícia de Oliveira Lima Muñoz
Paulo Ferreira de Góes
Ricardo de Arruda
Ricardo Ernesto Beltrão
Rosa Arota Azevedo
Rosana Voltolini
Sandra Cristina Olmedilha
Sandra Regina Camillo
Selma M. dos Santos
Sérgio Alves dos Santos
Sérgio Lima
Shirlei Claudino
Silvana Regina Brandão
Silvia da Silva
Simone Aparecida Favaretto
Simone Morosini Atori
Solange Maria Correia
Sueli Aparecida Alves de Oliveira
Tais Grespan Souza
Telma de Cássia
Teresinha Lodovega de Souza Barboza
Viviane Sartori de Souza
Zélia de Barros Vieira
Fonte: Instituto MID (www.mid.org.br).
"Cidade Baixa": Dialética da baianidade...
(Comentário sobre o filme “Cidade baixa”)
Nome original: Cidade baixa
Produção: Brasil
Ano: 2005
Idiomas: Português
Diretor: Sérgio Machado
Roteiro: Karim Ainouz, Sérgio Machado
Elenco: Lázaro Ramos, Wagner Moura, Alice Braga, José Dumont, Tinho Bahia, Harildo Deda, Fernando de Freitas, Luís Olho de Gato, Andréa Elia, Felipe Ferreira
Gênero: drama
Fonte: “The Internet Movie Database” – http://www.imdb.com/
O cinema brasileiro do chamado “ciclo da retomada” da produção, iniciado em 1995 com o lançamento de “Carlota Joaquina”, tem encontrado dificuldades para ser hoje o que era o Cinema Novo na década de 1960, ou seja, uma legítima expressão da vida brasileira nas telas. Poucos filmes dessa safra, tais como “Lavoura Arcaica”, “Cidade de Deus”, “O Invasor”, “Amarelo manga”, “Madame Satã”, entre outros, alcançam esse resultado. Muitos se perdem na tentativa de encontrar a dose certa de estética hollywoodiana necessária para nos render o “cobiçado” primeiro Oscar de filme estrangeiro; outros se contentam com a busca de resultados fáceis na bilheteria por meio de concessões preguiçosas às fórmulas de entretenimento televisivas, como comédias românticas, shows da Xuxa, etc.
Nesse contexto, é muito bem-vinda uma raridade como “Cidade Baixa”, que aposta no caminho muito mais difícil do cinema que busca por aquela expressão autêntica. O autêntico aqui significa despido de qualquer tipo de artificialidade. Cinema em estado puro, sem frescura, crítico sem ser panfletário, realista sem ser chocante, contundente sem ser sensacionalista, sensual sem ser vulgar, documental sem deixar de ser divertido. Simplesmente natural.
Já dizia Tolstoi que, para ser universal, o artista deve retratar sua aldeia. A aldeia aqui no caso é a Bahia. Mais do que um bom exemplar de cinema brasileiro, trata-se de “cinema baiano”. E continuando nas contraposições, é um cinema regional sem ser estereotipado. A Bahia é aquela localidade muito especial no qual as categorias sociológicas têm que ser viradas de ponta-cabeça, ao avesso, projetadas num espelho invertido, esticadas e contorcidas; para dar conta de exprimir mesmo precariamente traços da realidade.
Em idioma “tucanês”, os protagonistas do filme, Deco e Naldinho seriam “micro-empresários do transporte fluvial” (e no caso de Deco, “praticante de esporte amador”), e Karina, uma “profissional do ramo de entretenimentos noturnos”. Na real, Deco e Naldinho, amigos de infância, são biscateiros, sobem e descem o rio levando mercadoria de Salvador para o interior, quando há serviço; e quando não há, transportam prostitutas de Salvador para os navios dos gringos ancorados no porto, ou se viram com lutas de boxe (arranjadas) e até com pequenos assaltos. Karina é uma das prostitutas com as quais os dois cruzam no caminho, e que literalmente adere aos dois.
Deco e Naldinho são amigos, mas são também rivais por causa de Karina. São rivais por causa dela, mas dividem a prostituta com a clientela. Não há julgamentos e falsa moralidade em jogo. As coisas são como são.
“Sexo e violência”, seria um clichê para descrever o filme de maneira imediatista e superficial. “Triângulo amoroso” seria o nome mais óbvio para a relação entre os protagonistas. Mas é preciso lembrar que estamos na Bahia. E a última coisa que se pode fazer para tentar entender a Bahia é encaixá-la em fórmulas. Aqui as relações têm outro valor. Não há formalidade. A vida tem outro ritmo. O tempo passa de maneira diferente. As coisas vão e vem, ao sabor do vento, da correnteza do rio, das ondas do mar, do sol e da chuva, do que dá na telha.
O difícil é captar esse espírito com as lentes de uma câmera. Obter a dose certa de distanciamento e de aproximação, o andamento mais rápido ou mais lento da trama, o entrar e sair dos elementos da narrativa. Respeitar o ritmo dos acontecimentos. Causar impacto sem ser agressivo, expor os personagens sem julgá-los. Se foi dito que o filme procura ser “simplesmente natural”, essa simples naturalidade aparece em “Cidade Baixa” como resultado de uma complexa operação de lapidação e refinamento. A precisão dessa operação se expressa inclusive no inacabamento de um final aberto.
O filme tem começo, meio e fim, e ao mesmo tempo não tem. Os acontecimentos estão lá, se passam diante da câmera, que vai embora como chegou, sem pretensões. É apropriado dizer que estamos diante de um recorte na vida de pessoas que pertencem a um determinado setor da sociedade brasileira. Mas isso não é feito no tom ou na intenção de dizer que esse setor é mais feliz ou mais infeliz, vive melhor ou pior do que a média da pequena-burguesia paulistana, público-padrão para esse tipo de espetáculo. É feito apenas na intenção de dizer que vivem.
Cada um faz o que quer e ninguém tem nada com isso. A vida é pobre, mas é barata. Dinheiro se arranja aqui e ali, numa briga, num rolo, num serviço, e se gasta logo adiante, numa cerveja, num boquete. De bar em bar, de transa em transa, de golpe em golpe, a vida vai passando. Não há certo nem errado, não há crime nem honestidade, não há leis nem regras, não há planos nem estratégias. Não há negação, não há repressão, não há falsa moralidade. Mas há lealdade, há paixão, há vitalidade. Os corpos mandam na mente, se atraem e se repelem, lubrificados por algumas poucas palavras.
Biscateiros e prostitutas. Assassinato, drogas, gravidez indesejada, suicídio, assalto a mão armada, são os acidentes de percurso da trama. Esse é o ambiente da cidade baixa. Briga de galo, briga de bêbado, briga de amor.
Axé, saravá!
Daniel M. Delfino
10/09/2005
Fonte: Espaço Socialista (Cultura).
Fonte: Espaço Socialista (Cultura).
Impulsionemos o boicote a Israel! Rompamos o bloqueio de Gaza!

O ataque das forças armadas israelenses à frota internacional que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza desnudou uma vez mais o verdadeiro caráter do Estado de Israel. Pois o assassinato de pelo menos 9 ativistas foi, em última instância, a continuidade da política genocida aplicada por Israel cotidianamente contra o povo palestino, em especial contra os habitantes da Faixa de Gaza.
Não nos referimos somente aos contínuos ataques militares israelenses sofridos por Gaza, mas também aos terríveis efeitos do bloqueio que Israel leva adiante, há vários anos, para quebrar pela fome a resistência de seus habitantes.
Segundo relatórios da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), “as crianças de Gaza sofrem um aumento da obesidade mórbida que as afetará dramaticamente no futuro e encurtará a vida de muitas delas”. Com um cinismo total, alguns líderes israelenses caçoam e dizem que se trata de “colocar os palestinos em dieta” (citado no artigo de Henry Siegman, diretor do US/Middle East Project para o diário Haaretz, publicada no Rebelião, 16/06/2010).
Contra esse massacre sistemático e permanente da população palestina em Gaza, uma série de ativistas e organizações de direitos humanos se uniu em torno do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre), lançando uma campanha internacional de luta pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza que, em agosto de 2008, enviou a primeira frota internacional a esta região. A frotaatacada por Israel integra essa campanha e, por isso, porque estava destinava a romper o bloqueio, foi atacada de forma brutal para dar uma lição: todo aquele que queira ajudar Gaza é um inimigo e será liquidado por Israel.
Aumento do isolamento internacional de Israel
Mas esta política israelense não está livre de consequências. À medida que cai aceleradamente a farsa de “país democrático” no meio de “países árabes ditatoriais”, com que Israel encobriu seu verdadeiro caráter em décadas passadas, começa a crescer o repúdio e o isolamento internacional.
Após o ataque à frota, houve grandes mobilizações na Turquia, em países muçulmanos e em toda a Europa. Em todo o mundo, ocorreu um salto nas ações de massa em repúdio a Israel e, também, na consciência dos povos sobre o que é o Estado de Israel.
Uma conseqüência do ataque à frota no panorama da região do Oriente Médio tem sido o afastamento entre Israel e o governo turco, seu principal aliado no mundo muçulmano. Um resultado quase inevitável, dado que vários barcos da frota tinham bandeira turca e dela participavam muitos ativistas desse país (a maioria dos mortos era constituída por cidadãos turcos).
Outra conseqüência foi com o governo egípcio do ditador Mubarak, outro tradicional aliado de Israel, que se viu obrigado a liberar por enquanto o bloqueio de produtos que praticava sobre a Faixa de Gaza em colaboração com o governo israelense. E mesmo Israel tem sido obrigado a reduzir a lista de produtos proibidos por seu bloqueio.
Até na comunidade judaica norte-americana, a mais numerosa fora de Israel e um dos apoios mais fortes do Estado sionista, começam a surgir setores que questionam a atitude israelense. No artigo já citado, Henry Siegman (ele mesmo um judeu norte-americano) afirma que: “a efusão da condenação mundial a Israel é uma reminiscência da época mais escura da era Hitler”. Siegman declara que, neste caso, é o Estado sionista que joga o papel dos nazistas e suas vítimas são os palestinos de Gaza: “um milhão e meio de civis viram-se obrigados a viver em uma prisão ao ar livre em condições sub-humanas durante mais de três anos”.
Cumplicidade imperialista
No entanto, nem a política genocida israelense contra os palestinos nem o massacre dos ativistas internacionais conseguiu mudar a cumplicidade dos governos dos países imperialistas (EUA e Europa) e da ONU com Israel. Tanto esses governos como o organismo internacional se negam a condenar a Israel e sua política genocida.
As razões são muito profundas: em 1948, Israel foi criado, por votação da ONU, como um enclave imperialista para cumprir o papel de “gendarme” contra o povo palestino e a luta dos povos árabes. Neste sentido, é o único aliado seguro e incondicional dos EUA na região (conceito que foi claramente reafirmado por Obama). Por isso, sua existência será defendida até o fim pelo imperialismo.
A população israelense apoia o genocídio
Os últimos fatos também não modificaram o apoio amplamente majoritário da população israelense a esta política genocida. Segundo uma pesquisa realizada pelo jornal Israel Hayom, 92% dos israelenses apoiaram o ataque à Frota da Liberdade e 78% respaldam o assédio à Faixa de Gaza.
É absolutamente lógico: como habitantes de um enclave colonial-militar, a maioria dos habitantes judeus de Israel sabe que, para defender seus privilégios e seu nível de vida (sustentado em uma economia baseada no orçamento militar e na fabricação de armas), deve defender até o final a existência desse Estado, porque dele depende a sobrevivência desses privilégios. E por isso, apoiam todas as políticas e medidas (inclusive as mais cruéis e desumanas) destinadas a esse objetivo.
Alguns setores bem minoritários de israelenses, como alguns dos sobreviventes da perseguição nazista ou os poucos pacifistas que são hostilizados abertamente pelos fascistas em seus atos, podem ter contradições com estas medidas. Mas, como cita Siegman, o sentimento amplamente majoritário é o que lhe disse um amigo israelense: “Para todos os efeitos práticos, eles são árabes”.
O que fica cada vez mais claro é que não haverá uma solução verdadeira enquanto não for destruído o Estado de Israel (cuja existência e natureza são a causa profunda do conflito) e não for criado um Estado palestino único, laico, democrático e não racista, onde os palestinos que foram expulsos possam retornar às suas terras e no qual possam conviver em paz, se assim o quiserem, os judeus residentes que aceitem os direitos dos palestinos.
Cresce a campanha de boicote a Israel
De modo imediato, está crescendo o isolamento e o repúdio a Israel nos meios sindicais, intelectuais e populares de todo mundo, aos quais começam a se somar artistas de vários países. Por exemplo, o músico mexicano Carlos Santana, o cantor inglês Elvis Costello e a banda de rock Pixies cancelaram seus shows em Israel.
Mais importante ainda, a campanha internacional pelo boicote vem dando um salto. A campanha foi lançada em 2005, pelo PACBI (Palestinian Campaign for the Academic and Cultural Boycott of Israel - Campanha Palestina para o Boicote Cultural e Acadêmico a Israel), da qual um dos membros fundadores é Haidar Eid, professor da Universidade da Al-Aqsa, em Gaza (ver entrevista em http://www.litci.org/declarações/94-médio-oriente/808-artigo808).
Esta campanha foi lançada por uma ampla coalizão de entidades palestinas que agrupou praticamente todas as correntes de opinião que atuam por lá. A partir de sua proposta, foi criada a Plataforma BDS (Boicote, Não-Investimento e Sanções), que impulsiona um boicote internacional, sindical, acadêmico, esportivo, comercial e de consumidores a Israel. Essa campanha tem uma coordenação internacional dos comitês nacionais, que acaba de realizar na Suécia uma reunião com 120 pessoas da França, Inglaterra. Irlanda, Escócia, Itália, Espanha (principalmente da Catalunha e do País Basco), Portugal, Suécia, Noruega e África do Sul. Também se propôs criar uma “plataforma sindical pró-palestina”, o que é muito importante para permitir o apoio do movimento operário mundial a essa campanha contra Israel e sua política genocida.
A solidariedade operária
Ainda que a campanha de conjunto seja fundamental para isolar e preparar a derrota de Israel, queremos enfatizar a importância da solidariedade operária, porque permite golpear Israel no intercâmbio comercial internacional e sai muito mais caro a seus aliados imperialistas e às empresas que investem no país manter o apoio ao genocídio praticado pelos sionistas. E também porque tem um sentido de solidariedade da classe operária de grande importância para reconstruir o internacionalismo operário, como fizeram em sua época os movimentos de solidariedade ao povo espanhol contra o franquismo na Guerra Civil Espanhola e contra o apartheid sul-africano.
Por isso, consideramos de extrema importância alguns sucessos recentes da campanha dirigida aos sindicatos tais como:
* A decisão dos sindicatos portuários da Suécia e Noruega de aderir à campanha. Na Suécia, os estivadores não descarregaram por uma semana (o máximo legal) nenhum contêiner com produtos israelenses, muitos deles produzidos em condições ilegais (ou seja, nas colônias situadas nos territórios ocupados desde 67). Björn Borg, dirigente do sindicato, prevê repetir o protesto que seu sindicato fez no passado contra o fascismo chileno e o apartheid sul-africano.
* A University and College Union, sindicato que representa cerca de 120 mil professores e empregados de escolas e universidades da Grã-Bretanha, aprovaram sua adesão ao BDS contra Israel, em seu congresso no dia 30 de maio, em Manchester.
* O Comitê Executivo Central do SAMWU (sindicato dos trabalhadores municipais de África do Sul) decidiu, como parte da campanha BDS, impedir qualquer vínculo acadêmico, cultural, esportivo ou de outra índole com Israel e declarou publicamente sua solidariedade ao povo palestino. Neste mesmo país, em fevereiro passado, os estivadores de Durban recusaram descarregar os contêineres de um barco israelense.
* O CFMEU (sindicato australiano dos trabalhadores da construção, mineração e energia) aprovou, em 11 de maio passado, sua adesão ao BDS.
* Nos EUA, 800 ativistas da comunidade e de sindicatos, convocados pela organização ANSWER, bloquearam as entradas do Porto de Oakland (próximo à cidade de São Francisco, Califórnia) para impulsionar os estivadores a não carregar nem descarregar barcos provenientes ou com destino a Israel. Os membros do International Longshore and Warehouse Union (ILWU, sindicato dos portuários) apoiaram o chamado e participaram do piquete.
Apoiamos e impulsionamos a campanha
A LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional) expressa sua adesão a esta campanha. Chamamos as organizações sindicais, sociais, estudantis e populares a organizar e desenvolver atividades de boicote a Israel em todo o mundo. Estamos em um momento em que é possível desenvolver ações que aumentem o isolamento internacional de Israel e debilitem efetivamente o Estado sionista. Desta forma, também estaremos apoiando e dando força à luta do povo palestino.
Isso significa impulsionar a mais ampla unidade de ação de todos os que comunguem com os objetivos da campanha.
É fundamental para isso a unidade com as comunidades árabes e palestinas de outros países e com todas as correntes que aceitem impulsionar esta iniciativa. Sabemos que é muito importante fazer uma forte campanha para romper o bloqueio de Gaza e que o chamado ao boicote pode atingir Israel. Mas, no marco dessa campanha unitária, alertamos para a necessidade de uma luta bem mais dura, até a derrota definitiva de Israel.
Isso exige a ação de massas em todo o Oriente Médio e no mundo inteiro para destruir esse Estado racista e genocida e recuperar todo o território palestino para uma Palestina laica, democrática e não racista. Nesse caminho, o boicote permite mobilizar e gerar uma consciência sobre essa necessidade estratégica e abrir caminho a ações mais de acordo com essa perspectiva.
É necessário mobilizar as massas árabes e muçulmanas para que exijam de seus governos a ruptura com Israel, que o Egito levante de uma vez e incondicionalmente o bloqueio e todos os países árabes rompam relações com Israel.
Na Europa, é necessário quebrar o apoio que a própria UE e os governos imperialistas dão a Israel. Aqueles governos que enchem a boca falando de “direitos humanos”, mas apoiam sistematicamente o Estado sionista e olham para outro lado frente as suas práticas genocidas. Ou pedem “investigações” que nunca se realizam ou, quando são feitas, Israel não aceita e as ignora, como o parecer do juiz sul-africano Richard Goldstone sobre a invasão de Gaza.
Na América do Sul, os meios de comunicação apresentam o Brasil como supostamente “independente”, mais ainda depois que Lula viajou a Israel impulsionando uma política dita “de paz”. Mas a verdade é que Israel é a única nação fora da área com que os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) têm assinado um Tratado de Livre Comércio (TLC). Desta forma, estes governos (alguns dos quais se dizem de “esquerda”), ainda que façam discursos pela paz, dão sustentação comercial e política a Israel e ajudam a debilitar seu isolamento internacional, fortalecendo suas agressões contra o povo palestino.
Chamamos a desenvolver uma campanha nestes países para exigir aos governos de Lula, Kirchner, Lugo e Mújica a ruptura imediata das relações diplomáticas e comerciais e do acordo do Mercosul com Israel.
Tal como temos dito, é um momento em que a ação internacional pode ter resultados efetivos no enfraquecimento de Israel. Mãos à obra!
· Todo nosso apoio e solidariedade à luta do povo palestino!
· Pelo fim imediato do criminoso bloqueio a Gaza!
· Exijamos aos governos a imediata ruptura de relações diplomáticas e comerciais com Israel!
· Impulsionemos uma grande campanha de boicote a Israel em todo o mundo!
· Pelo fim do Estado de Israel! Por uma Palestina, laica, democrática e não racista!
· Pelo fim imediato do criminoso bloqueio a Gaza!
· Exijamos aos governos a imediata ruptura de relações diplomáticas e comerciais com Israel!
· Impulsionemos uma grande campanha de boicote a Israel em todo o mundo!
· Pelo fim do Estado de Israel! Por uma Palestina, laica, democrática e não racista!
Tradução: Rosangela Botelho
Escrito por: LIT-QI
Fonte: www.litci.org/pt
Pais e filhos
PAIS E FILHOS
Uma realidade que todos nós gostaríamos de passar é a de acompanhar o crescimento de nossos filhos.
Se por um lado é entristecedor a perda da “situação criança” de nossos filhos, por outro lado, é gratificante poder participar desse processo de desenvolvimento, mesmo não sendo de uma maneira totalmente ativa, nos sujeitando a passividade da observação em momentos que daríamos tudo para participar, principalmente exercendo o papel de protetor supremo.
É importante que os pais entendam que sua participação no processo evolucional biológico e psicológico de nossas crianças, que voam cada vez mais alto para o mundo adulto, passa por uma parceria, em que nos tornamos, não mais o gerenciador,e sim, assessores chamados em algum momento para um simples aconselhamento.
Passamos de atores principais, para meros coadjuvantes de um filme que não é mais dirigido por nós. Por fim, esse processo nos leva a ser apenas mais um telespectador que na grande tela da vida, torce pelo sucesso dos atores mais queridos, nossos filhos.
É claro que como avós, tentaremos novamente um papel de destaque com nossos netos, mas isso, é uma outra história.
Carlos Benethi
Uma realidade que todos nós gostaríamos de passar é a de acompanhar o crescimento de nossos filhos.
Se por um lado é entristecedor a perda da “situação criança” de nossos filhos, por outro lado, é gratificante poder participar desse processo de desenvolvimento, mesmo não sendo de uma maneira totalmente ativa, nos sujeitando a passividade da observação em momentos que daríamos tudo para participar, principalmente exercendo o papel de protetor supremo.
É importante que os pais entendam que sua participação no processo evolucional biológico e psicológico de nossas crianças, que voam cada vez mais alto para o mundo adulto, passa por uma parceria, em que nos tornamos, não mais o gerenciador,e sim, assessores chamados em algum momento para um simples aconselhamento.
Passamos de atores principais, para meros coadjuvantes de um filme que não é mais dirigido por nós. Por fim, esse processo nos leva a ser apenas mais um telespectador que na grande tela da vida, torce pelo sucesso dos atores mais queridos, nossos filhos.
É claro que como avós, tentaremos novamente um papel de destaque com nossos netos, mas isso, é uma outra história.
Carlos Benethi
Docentes da rede pública tem mais chances de ficar doente
Os inúmeros desafios vivenciados por professores da rede pública estadual podem refletir efeitos negativos na saúde. De acordo com uma pesquisa realizada pelo curso de Psicologia do Centro Universitário Cesmac, os docentes apresentam mais tendência a desenvolver a chamada Síndrome de Burnout do que os colegas que atuam na rede privada de ensino.
Neste tipo de doença psicológica existe a manifestação inconsciente do esgotamento emocional, que pode ocorre por causa de grandes esforços no trabalho. As características da síndrome são: agressividade, irritação, desinteresse, falta de motivação, frustração, depressão, angustia, e avaliação negativa do seu desempenho. As manifestações fisiológicas também aparecem: cansaço, dores musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça frequente e dificuldades respiratórias.
O estudo desenvolvido pelas alunas Andressa Pereira Lopes e Rita de Cássia Tenório Monteiro, sob a orientação do professor mestre Édel Alexandre Silva Pontes, teve como amostra quarenta professores que lecionam nos níveis fundamental e médio - sendo que vinte deles atuavam exclusivamente na rede pública, enquanto os outros vinte exclusivamente na rede particular. Todos eles responderam a um questionário psicossocial, seguido do inventário Maslach Burnout, intrumento aplicado para identificar os níveis da síndrome entre os profissionais.
O inventário avaliou como os professores vivenciam o trabalho em relação a: exaustão emocional, realização profissional e despersonalização. No quesito exaustão emocional e realização profissional o desempenho dos professores da rede pública apresentaram índices médios mais baixos.
A pesquisa apontou também que metade dos professores tanto da rede particular como pública afirmaram que gostariam de mudar de profissão. "O salário foi o motivo mais citado entre os profissionais, seguido da falta de respeito e interesse por parte dos alunos, além do excesso de trabalho", disse Andressa.
"As relações familiares se transformaram. Hoje em dia, em função da pressão e da alta competitividade do mercado de trabalho, os pais são menos presentes na vida dos filhos - o que torna a tarefa de educar uma tarefa difícil diante do pouco tempo disponível. Então, a escola passou a desempenhar um papel ainda mais importante na formação das crianças e adolescentes", analisa Rita de Cássia.
Como agente de transformação da sociedade, o professor é um dos profissionais mais exigidos. Ele deve ser dinâmico, criativo, estar sempre atualizado. "Ser professor de uma escola particular significa ter materiais didáticos suficientes e adequados para ensinar; é atuar dentro de uma estrutura que proporciona segurança física. Em contrapartida, tal profissional precisa estar sempre atualizado, fazendo cursos, sendo inovador para não correr o risco de ser demitido. Já o professor da rede pública encara outros desafios. Embora mantenha a estabilidade do emprego, esse profissional se depara com precariedades do sistema de ensino decorrentes da falta de investimento. Ou seja, sempre irão existir vantagens e desvantagens nas duas realidades de trabalho", diz o professor Édel Alexandre Silva Pontes.
Segundo o educador, a instituição de ensino deve ficar atenta às mudanças de comportamento e humor de seu corpo docente porque ao desenvolverem a Síndrome de Burnout os prejuízos são muitos em todo sistema educacional, como faltas constantes, descumprimento de horários e queda no desempenho geral dos alunos. "O professor acometido por Burnout tem dificuldades em se envolver, falta-lhe carisma e emoção quando se relaciona com os estudantes - o que afeta não só a aprendizagem e a motivação dos alunos, como também o comportamento deles", afirmou.
Fonte: Portal Terra
Neste tipo de doença psicológica existe a manifestação inconsciente do esgotamento emocional, que pode ocorre por causa de grandes esforços no trabalho. As características da síndrome são: agressividade, irritação, desinteresse, falta de motivação, frustração, depressão, angustia, e avaliação negativa do seu desempenho. As manifestações fisiológicas também aparecem: cansaço, dores musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça frequente e dificuldades respiratórias.
O estudo desenvolvido pelas alunas Andressa Pereira Lopes e Rita de Cássia Tenório Monteiro, sob a orientação do professor mestre Édel Alexandre Silva Pontes, teve como amostra quarenta professores que lecionam nos níveis fundamental e médio - sendo que vinte deles atuavam exclusivamente na rede pública, enquanto os outros vinte exclusivamente na rede particular. Todos eles responderam a um questionário psicossocial, seguido do inventário Maslach Burnout, intrumento aplicado para identificar os níveis da síndrome entre os profissionais.
O inventário avaliou como os professores vivenciam o trabalho em relação a: exaustão emocional, realização profissional e despersonalização. No quesito exaustão emocional e realização profissional o desempenho dos professores da rede pública apresentaram índices médios mais baixos.
A pesquisa apontou também que metade dos professores tanto da rede particular como pública afirmaram que gostariam de mudar de profissão. "O salário foi o motivo mais citado entre os profissionais, seguido da falta de respeito e interesse por parte dos alunos, além do excesso de trabalho", disse Andressa.
"As relações familiares se transformaram. Hoje em dia, em função da pressão e da alta competitividade do mercado de trabalho, os pais são menos presentes na vida dos filhos - o que torna a tarefa de educar uma tarefa difícil diante do pouco tempo disponível. Então, a escola passou a desempenhar um papel ainda mais importante na formação das crianças e adolescentes", analisa Rita de Cássia.
Como agente de transformação da sociedade, o professor é um dos profissionais mais exigidos. Ele deve ser dinâmico, criativo, estar sempre atualizado. "Ser professor de uma escola particular significa ter materiais didáticos suficientes e adequados para ensinar; é atuar dentro de uma estrutura que proporciona segurança física. Em contrapartida, tal profissional precisa estar sempre atualizado, fazendo cursos, sendo inovador para não correr o risco de ser demitido. Já o professor da rede pública encara outros desafios. Embora mantenha a estabilidade do emprego, esse profissional se depara com precariedades do sistema de ensino decorrentes da falta de investimento. Ou seja, sempre irão existir vantagens e desvantagens nas duas realidades de trabalho", diz o professor Édel Alexandre Silva Pontes.
Segundo o educador, a instituição de ensino deve ficar atenta às mudanças de comportamento e humor de seu corpo docente porque ao desenvolverem a Síndrome de Burnout os prejuízos são muitos em todo sistema educacional, como faltas constantes, descumprimento de horários e queda no desempenho geral dos alunos. "O professor acometido por Burnout tem dificuldades em se envolver, falta-lhe carisma e emoção quando se relaciona com os estudantes - o que afeta não só a aprendizagem e a motivação dos alunos, como também o comportamento deles", afirmou.
Fonte: Portal Terra
sábado, 10 de julho de 2010
NEXO
Estive pensando uns trecos,
umas coisas que se faz em repeteco.
Uns costumes mal pensados,
em que a criatividade fica de lado
e expomos nosso eu ocioso
e porque não odioso.
"parabéns pra você ..."
é meio falta de vontade do que fazer
só para mim já ouvi mais de cinquenta vêzes
e nesse tempo cantei-a todos meses.
mas é o tipo de preguiça que ninguém nota
é aquele lance chato que de tolerância tem sua cota
e na festa alguem diz canta de novo ...
e na algazarra, obedece todo aquele povo.
Aí pergunto, não caberia nessa data desejar-se um "feliz ano novo"?
não que se deseje o ditoso renovo, como os de janeiros,
mas aquele que lhe é de um ano só seu, não é maneiro?
É caso de se pensar...
porém não vou esquentar, afinal
esse costume secular não se vai mudar num click,
então - "é pique, é pique ...
umas coisas que se faz em repeteco.
Uns costumes mal pensados,
em que a criatividade fica de lado
e expomos nosso eu ocioso
e porque não odioso.
"parabéns pra você ..."
é meio falta de vontade do que fazer
só para mim já ouvi mais de cinquenta vêzes
e nesse tempo cantei-a todos meses.
mas é o tipo de preguiça que ninguém nota
é aquele lance chato que de tolerância tem sua cota
e na festa alguem diz canta de novo ...
e na algazarra, obedece todo aquele povo.
Aí pergunto, não caberia nessa data desejar-se um "feliz ano novo"?
não que se deseje o ditoso renovo, como os de janeiros,
mas aquele que lhe é de um ano só seu, não é maneiro?
É caso de se pensar...
porém não vou esquentar, afinal
esse costume secular não se vai mudar num click,
então - "é pique, é pique ...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
QUEM É CULPADO PELAS ENCHENTES?
19/06/2010 - Vista da Rua da Estação na hora em que desabam alguns prédios do centro da cidade a saber, Self-service e residência de Deco, Loja de Zeca Moto Peças, depósito de Edileuza (Construcasa) e prédio de Everaldo (Antigo Supermercado Barateiro).Maraial/PE.
Créditos do vídeo: Cléber Ribeiro.
DESCASO DOS GOVERNOS E GANÂNCIA DOS CAPITALISTAS
Já virou rotina não sabermos como vai terminar nosso dia. Se vamos ter como voltar pra casa ou se as ruas serão alagadas tornando-se rios e lagos invencíveis para carros, ônibus e trens. Quantas vezes ficamos reféns nas estações esperando a liberação dos trilhos?
E quem mora na periferia? Tem que conviver com a constante ameaça de ver tudo o que conquistou ser arrastado pelo barranco e ainda por cima ter que ouvir pela televisão que ele não deveria estar ali.. Ora, quem pode escolher não vai querer morar em cima ou embaixo de um barranco ameaçado de deslizamento.
É claro que não podemos esperar que os governos controlem as chuvas, mas devemos exigir que sejam tomadas medidas para combater e minimizar as conseqüências de períodos chuvosos e que o povo pobre não seja obrigado a pagar com a vida pela falta de planejamento urbano e pelo lucro dos especuladores imobiliários.
Sabemos que a impermeabilização do solo é a principal causa de enchentes, pois a água não pode ser absorvida pelo concreto e pelo tipo de asfalto usado. Isso aconteceu principalmente em antigas áreas de várzea de importantes rios (Tietê, Pinheiros, Tamanduateí, que hoje não passam de esgoto a céu aberto), tomadas por empreendimentos imobiliários como Shoppings e condomínio fechados.
Para aumentar esses problemas existem os interesses e a influência das grandes multinacionais, indústrias automobilísticas,que se instalaram no Brasil no século passado e impuseram a desorganização dos transportes baseada nas rodovias e no carro para garantir seus lucros. Tal modelo exige cada vez mais a construção de avenidas asfaltadas, pontes e viadutos, a demolição de prédios e a desapropriação de casas para dar lugar à fluidez do trânsito entupido de automóveis. É esse modelo irracional, voltado apenas para gerar lucro para as indústrias multinacionais, empreiteiras e grandes imobiliárias que impuseram o prolongamento da Av. Faria Lima, no Bairro Pinheiros,e a construção da famosa Ponte Estaiada, onde é proibida a passagem de ônibus. Não é de se admirar que apesar de tantas obras caríssimas o trânsito continua caótico já que não há um verdadeiro compromisso com o transporte público, também entregue à exploração privada, encarecido e de baixa qualidade.
A lógica do lucro no planejamento da ocupação do solo permite que a especulação imobiliária encareça os imóveis próximos ao centro e obrigue os trabalhadores a se fixarem longe de seus locais de trabalho. Essa manobra pode ser constatada se observarmos a história dos loteamentos para trabalhadores que ao serem iniciados longe do centro garantiam o encarecimento dos imóveis centrais.
É, portanto, essa lógica de geração de lucro ao invés da satisfação das necessidades humanas a responsável pelas enchentes e deslizamentos que tantas vítimas e prejuízos causam aos trabalhadores.
Aos trabalhadores só restam os locais mais baratos, ou seja, aqueles que não são os principais alvos da especulação imobiliária: como as encostas, áreas de mananciais, morros e margem dos rios da periferia.
O fato é que se a lógica do lucro na ocupação do solo não for quebrada, os trabalhadores continuarão a perder tudo: suas casas e até a vida de seus familiares. Se os casos mais famosos como as enchentes do Jardim Romano e do Jardim Pantanal, na periferia da Zona Leste já duram mais de 3 meses, imaginem as milhares de tragédias anônimas vividas por tantos trabalhadores que ao chegar a suas casas se deparam com uma inundação ou deslizamento.
O Haiti (também) é aqui
Não é difícil percebermos que trabalhador sofre em qualquer lugar. O Haiti é mais uma demonstração, pois a falta de infra-estrutura de emergência, de estradas, de rede de saúde e distribuição de alimentos elevaram o número de mortos do terremoto a 230 mil. As "Forças de Paz" da ONU garantiram a segurança dos ricos de lá enviando soldados armados com fuzis, cacetetes e granadas ao invés de médicos, enfermeiros, remédios e alimentos para viabilizar o mínimo de cuidado ao povo pobre.
Tanto lá como aqui percebemos que as maiores vítimas dos desastres naturais sempre são os trabalhadores e quem realmente se preocupa e se solidariza com as vítimas são também os trabalhadores. A cidade de São Luis do Paraitinga, no interior de São Paulo, por exemplo, foi devastada pela chuva e está se reerguendo graças ao apoio dos trabalhadores de outras regiões.
Para as empresas: ajuda do Estado. Para as vítimas das enchentes e deslizamentos: a culpa pelas desgraças
Enquanto as grandes empresas e multinacionais sempre contaram com a ajuda do Estado através de anistia de impostos e financiamento a juros baixo que garantem sua lucratividade, os trabalhadores vítimas de enchentes e deslizamentos são responsabilizados pelos desastres, acusados de entupir os bueiros e de ocupar áreas de riscos como se fossem por lazer, acabam na prática a arcar sozinhos com o custo das desgraças e quando tentam mostrar sua indignação são duramente reprimidos pela polícia, como foi o caso do protesto em frente à Prefeitura de São Paulo que acabou em pancadaria e repressão contra as vítimas de enchente. Como se não bastasse toda a dificuldade porque passam os trabalhadores, a mídia insiste em tentar nos dividir entre quem mora na favela e quem não mora, quem é culpado e quem não é, jogando-nos uns contra os outros para fugir do debate real da causa das enchentes, muito mais profundo que isso.
Cada Prefeito e Governador joga a culpa nos outros e nunca faz nada frente a um problema que se repete a cada ano, não estão dispostos a enfrentar o problema pela raiz. Só quebrando a atual lógica do lucro na ocupação urbana e no modelo de transporte poderemos ter ações eficazes para combater as enchentes e deslizamentos e minimizar seus efeitos. Caso contrário, continuaremos com as ruas entupidas de carros, pagando impostos para que se construa mais avenidas, pontes e viadutos, impermeabilizando a cidade com concreto e asfalto e sendo empurrados para ocupar áreas de riscos ou ainda tendo áreas que antigamente eram seguras e livres de enchentes agora tomadas pelas águas.
Há milhares de imóveis vazios nas grandes cidades enquanto trabalhadores vivem em áreas de risco e distantes do trabalho. É necessária uma reforma urbana para racionalizar o uso do solo e a ocupação urbana, portanto é preciso:
Expropriar os imóveis ociosos e colocá-los à disposição dos trabalhadores;
Um grande plano de obras que viabilize a construção de moradias populares;
n Fim de financiamento público para condomínios de luxo e a utilização dessa verba em moradias populares;
Indenização pública a todas as vítimas de enchentes e deslizamentos;
Casa para quem perdeu a casa nas enchentes e deslizamentos
Isenção de todos os tributos para as vítimas de alagamentos e desmoronamentos;
Por um plano de obras públicas que priorize o saneamento e a despoluição de rios e lagos;
Investimento em transporte público de qualidade que priorize o modelo de transporte coletivo;
Contra a repressão e a criminalização dos movimentos das vítimas de enchentes.
Texto extraído do site do Espaço Socialista.
SINDSERV URGENTE!
NOVOS MEMBROS DA DIRETORIA DO SINDSERVSBC, FORAM NOMEADOS HOJE!
Jornal Notícias do Município, nº 1.569, 08/07/2010, página 11.
Jornal Notícias do Município, nº 1.569, 08/07/2010, página 11.
É por isso que até hoje o Sindicato NÃO atualiza o seu site no que diz respeito a COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA, e também não disponibiliza o ESTATUTO da entidade em seu site, lamentável.
terça-feira, 6 de julho de 2010
uma visão apocaliptica
O final se aproxima em velocidade,
são signos, sombras e ansiedade
multifacetados em dores de obra feita
nos braços das lembranças imperfeitas.
Os odres de rubra água se esvaziam,
em sede que os homens não saciam,
um novo Graal se ergue no horizonte,
tentando traduzir-se em nova fonte.
A visão aterroriza ao desavisado
que mesmo sem sentir-se culpado,
não arrisca enfrentar a desventura
mas a visão aterradora se apura.
Cavalos alados e damas disformes,
distorcem tudo o que fora uniforme,
cantando loas a novos personagens,
antigos deuses em novas roupagens.
Todo azul é agora carmim viscoso,
o exército sombrio marcha airoso,
o general vermelho quer cantar vitória,
mas não será esse o desfecho da história.
As Sete Grandes Luzes se assomam no nascente,
e com voz retumbante surge o Onipotente.
O brilho então retorna do oriente ao ocidente
e o inimigo antes altivo se acha decadente.
Inutilmente tentam urdir novo assalto,
mas o Onisciente Senhor já lhes sabia o ato,
em um só movimento os coloca no lugar devido,
e partimos à Nova Terra conforme o prometido.
são signos, sombras e ansiedade
multifacetados em dores de obra feita
nos braços das lembranças imperfeitas.
Os odres de rubra água se esvaziam,
em sede que os homens não saciam,
um novo Graal se ergue no horizonte,
tentando traduzir-se em nova fonte.
A visão aterroriza ao desavisado
que mesmo sem sentir-se culpado,
não arrisca enfrentar a desventura
mas a visão aterradora se apura.
Cavalos alados e damas disformes,
distorcem tudo o que fora uniforme,
cantando loas a novos personagens,
antigos deuses em novas roupagens.
Todo azul é agora carmim viscoso,
o exército sombrio marcha airoso,
o general vermelho quer cantar vitória,
mas não será esse o desfecho da história.
As Sete Grandes Luzes se assomam no nascente,
e com voz retumbante surge o Onipotente.
O brilho então retorna do oriente ao ocidente
e o inimigo antes altivo se acha decadente.
Inutilmente tentam urdir novo assalto,
mas o Onisciente Senhor já lhes sabia o ato,
em um só movimento os coloca no lugar devido,
e partimos à Nova Terra conforme o prometido.
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