não há nenhum tesão ver velhinhos morrerem nas "filas" as crianças do meu país sem leite, sem pão o desemprego rondando cada lar brasileiro a reforma agrária um sonho distante a fuga de cabeças-pensantes pra outras terras a violência urbana cada vez mais perto do meu quintal a educação pública nefastamente abandonada assim caminha nosso país
os senhores do poder verdadeiros cafetões do nosso dinheiro público gozando com o pau dos outros corneados pela massa suas esposas verdadeiras putas de luxo suas proles viciadas e mal amadas tratando o público como se fosse o privado a impunidade está estampada na imprensa diária cada dia um novo escândalo sangra minha alma assim caminha nosso país
o poder religioso ou está de braços dados ou de olhos vendados satisfazendo suas taras sexuais flagelando seus corpos podres dando a bunda para algum proletariado históricamente todo país desenvolvido passou por uma grande convulsão social o sonho desta poetisa a minha esperança está na guerra civil o orgasmo esperado o tesão recolhido o desejo não declarado
a poesia que eu nunca fiz a morte é beijada com carinho defendo meus ideais com unhas e versos a poesia é meu salvo conduto assim caminhará um dia o meu país
Muito engraçadas as atitudes de nossos políticos. Embora deparemos com idéias muito boas, pelo simples fato das idéias terem partido de uma administração anterior, cuja ideologia a administração atual condena, é motivo para que haja alguma “mudança”.
Deparei com um tal Guia da Cidade, no seu “Ano 1 – Nº1” que nada mais é do que o antigo Guia Cultural de São Bernardo do Campo. Mudanças? Nenhuma, apenas o nome, o ano e o número. O formato, o papel e outros pontos, são exatamente iguias a publicação da administração anterior. Nada mudou!
Qual o motivo de nossos político sempre desprezarem o que foi feito por administrações anteriores se os mesmos sempre acabam seguindo suas boas idéias apenas com outro nome?
É ridícula a mentalidade daqueles que nos governam, pois não querem dar continuidade as iniciativas de administrações anteriores simplesmente por estas terem sido concebidas por supostos adversários políticos.
No caso do “novíssimo Guia da Cidade”, é bom lembrar aos seus “criadores” algumas observações importantes: nas páginas 4 e 5, a foto do prédio da prefeitura e da pista de skate poderima ser atualizadas, já que a foto publicada deve ter ao menos uns oito anos, pois ainda mostra as antigas pistas de aeromodelismo que existiam no local. O formato do atual guia também é algo “novíssimo”, já que segue o mesmo padrão do periódico anterior.
A única grande modificação diz respeito ao penúltiplo capítulo do “novíssimo” guia, que trata das inaugurações, que na minha opinião nada mais é do que uma grande propaganda camuflada dos “grandes feitos” dos nossos atuais governates. O fato engraçado (para não dizer trágico) é que nesse capítulo exalta a criação de uma tal Central de Atendimento ao Cidadão, que funcionará no Paço Municipal, que nada mais é do que os mesmos serviços que eram prestados no Poupa-Tempo, apenas com a mudança de endereço, mostrando assim que que nossa atual adiministração está totalmente “engajada” em promover “grandes mudanças”, mesmo que estas signifiquem apenas mudança de endereço, apenas pelo fato de que tal serviço tenha sido idealizado por seus teóricos opositores.
O Poupa-Tempo facilitou muito a vida do cidadão, mas agora, em nome do desfazer o que o outro fez, o cidadão que antes resolvia tudo em um só lugar, agora contará com a “ grande facilidade” de resolver um assunto no Paço Municipal, relativo a Prefeitura, e outro do lado oposto da praça, relativo ao Estado, mostrando assim quanto estão preocuoados conosco nossos governantes, se é que podemos assim chamá-los.
Como já dizia um antigo e famoso comunicador, nada se cria, tudo se copia!
1º Lugar no 1º Festival de Outono no Café das Letras, Jurados: Basilina Pereira, Ermerson Sbardellotti e Manoel Hélio, Coordenação Geral: Moniquinha San.
Era uma tarde de outono. Dessas onde o sol brilhava timidamente e as folhas amareladas povoavam as ruas. Você chegou a nossa casa da maneira mais imprevisível. Não pediu licença, nem perguntou se podia entrar. Chegou, sentou e se fez dono. Tomou o nosso coração, com o seu ar de criança desprotegida, assustada, apavorada. Você chegou e o luto se foi. Você entrou e a tristeza saiu. A rua perdeu uma criança, mas nossa casa encontrou um filho, um neto. A rua perdeu um pedinte, nosso pedido foi atendido. A vida venceu a morte. Você chegou de forma tão imprevisível naquela linda tarde de outono e mudou a nossa sorte! De tristonho e abandonado, hoje você é um príncipe consorte. Tomou assento em nossa história. Ganhou um espaço todinho seu. Na rua você contemplava a lua em um quarto a céu aberto. Do seu, agora, você é o dono da lua que outros, infelizmente, ainda contemplam na rua. Você se fez dono do nosso coração. Tomou o nosso nome. Ganhou um apelido, um papai e uma mamãe. Ganhou um vovô bigodudo que você faz de cavalinho para passear a galope pela sala de casa. Você chegou de mansinho, naquele dia de outono, de folhas amareladas e tímidos raios de sol. De pronto ganhou o nosso afeto, mas na verdade, fomos nós que ganhamos. Fomos presenteados pela dádiva divina com o mais rico tesouro, que preencheu a lacuna deixada por uma menininha que, em outro outono, partira enrolada nos tímidos raios do sol.
Maria Eugenia * homenagem de uma avó*
2º Lugar no 1º Festival de Outono no Café das Letras, Jurados: Basilina Pereira, Ermerson Sbardellotti e Manoel Hélio, Coordenação Geral: Moniquinha San.
Manhã. Acordo cedo, com o cheiro da terra vermelha molhada! Não acredito, abro a janela... nuvens negras cobrem o céu e, animada, corro para fora.
Nem percebo a camisola fina, os pés descalços, os cabelos brancos despenteados. Não sinto a fome de dias envergando meu corpo pálido e magro. Não vejo o casebre arrasado pela morte, o chão de barro pisado, a cal descascando pela ação do sol agrestino.
Cheiro ofegante o ar úmido do outono, e viajo nas cores vermelhas e alaranjadas dos arbustos, do capim ressecado pelo eterno verão e respiro a esperança do verde! Pulo que nem criança, comemorando o novo!
Será verdade?
Vivo sem perceber as estações: sempre verão, pouco inverno a não ser em meu coração.
E o outono chegou?
Espero e não desisto. Não interessa se sonho ou se estou apenas viva. Quero tecer as cores outonais no meu coração, nessa tapeçaria de saberes nordestinos.
Margarida Rosas
3º Lugar no 1º Festival de Outono no Café das Letras, Jurados: Basilina Pereira, Ermerson Sbardellotti e Manoel Hélio, Coordenação Geral: Moniquinha San.
Ah... Esses dias haveriam de passar amenos! E o vento livrar a vida de suas filhas mortas, Enterrando-as nesse amarelo-ouro pelo chão...
Mas, insiste e sobra ainda, o pior do verão! Rufam loucas tempestades às nossas portas, Quase nunca os fins de tardes são serenos,
As noites deveriam ser mais doces e calmas... A brisa trazer no ar, uma sensação de prazer! Estável, qual amante morna a esperar o frio...
Eis que o outono vem, trazendo esse vazio! O mesmo, ano após ano, sem razão de ser, Encharcando com sua tristeza nossas almas...
Telma Moreira
4º Lugar no 1º Festival de Outono no Café das Letras, jurados: Basilina Pereira, Ermerson Sbardellotti e Manoel Hélio, Coordenação Geral: Moniquinha San.
Sarau com a participação do grupo Caravana do Cordel, que percorre o Brasil promovendo palestras, seminários, conferências, oficinas e saraus, divulgando o autêntico Cordel brasileiro.
No sarau desta sexta-feira serão declamados poemas autorais e interpretadas canções regionais. O público presente também será incentivado a interagir e participar.
Caravana do Cordel é um grupo formado por poetas, escritores e músicos, como Moreira de Acopiara, Marco Haurélio, Varneci Nascimento, Nando Poeta, Costa Senna, Aderaldo Luciano, João Gomes de Sá, Pedro Monteiro, Benedita Delazzari e Jackson Ricarte, dentre outros.
Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato Rua Jurubatuba, 1415, Centro - SBC Tel.: 4330-2888 Dia 27 de agosto (sexta) - 19h
Venho agradecer o carinho com quê fui tratado durante o Curso de Capacitação Comportamental, Capacitação Técnica e o Curso de Libras, foram mais de um mês junto com uma turma maravilhosa de amigos, instrutores e coordenadores.
O Rede Fácil é um projeto arrojado, só não podemos perde direitos legais já adquiridos de forma alguma!
Eu estou atualmente como membro suplente da Diretoria Executiva do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo (SindServ-SBC), devido a muitos membros tanto da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Conselho de Representantes do Sindicato terem assumido cargos comissionados e gratificados na Prefeitura, por uma questão ética e de política sindical estou me abstendo do Programa de Atendimento ao Cidadão: Rede Fácil, com proventos em torno de R$ 2.023,64 (dois mil e vinte e três reais e sessenta e quatro centavos), por entender que enquanto membro de uma diretoria sindical em exercício (mesmo que suplente) não podemos trair a confiança daqueles que nos elegeram para um mandato sindical!
Saudações Sindicais,
Manoel Hélio Estou membro suplente da Diretoria Executiva do SindServ-SBC Gestão 2007-2011
To com saudade do meu futuro.
É duro, mas admito o choque.
Por mais que provoque, é como sinto.
Instinto ou pura abstenção?
Não, o passado anda meio carcomido,
Corroído em morbidez e sentimentalismo.
Lascivo e impetuoso ensaio de imagens.
Miragens que se encolheram em nós.
To com saudade de ser melhor.
Sei de cor que melhoro com o momento.
Mas, não me lamento pelo provir.
Sentir o amanhã é muito mais calmo.
Espalho o cérebro em direções diversas.
Travessas, avenidas e estradas se encontram.
Desmontam perspectivas multilineares.
Teares trançando o destino.
To com saudade de ser capitão.
Até então fui soldado, mandado sem clemência.
Ausência total de padrão, parâmetros.
Milímetros separando da insubordinação.
Às vezes obedecia por preguiça de me expor.
O torpor da subserviência, a inércia.
Régia paga aos que como eu não pensavam.
Flanavam na total falta de vontade.
To com saudade de ouvir o peito.
Saber do jeito que estamos lá na frente.
Se a gente enfim vai resistir.
Ou então, voltar e desistir.
Passeata Raul Seixas 21/08/ 2010, concentração em frente do Teatro Municipal de São Paulo, a partir das 12h. Saída da Passeata em direção a Praça da Sé às 18h.
Você já foi a um sarau literário pela manhã? Exatamente às 10h da manhã? No domingo? Eu fui!
Recebi um convite do meu amigo Carlos Benethi, que também convidou o Danilo Trindade, chegando no Centro Educacional Unificado (CEU) Caminho do Mar, no Jabaquara, aqui na Capital, SP, avenida Engº Armando de Arruda Pereira, 5.241, não acreditei no que vi!
A biblioteca do CEU Caminho do Mar, estava com a casa cheia de poetas, escritores, trovadores, músicos, jornalistas, apreciadores da boa literatura, a Maria conduziu brilantemente o sarau, tive a oportunidade de recitar dois poemas de minha autoria: "Janelas" e "Quatro Sinapses", o Carlos Benethi cantou e encantou com a canção de nossa autoria: "Meu modo de ser" (Carlos Benethi/Manoel Hélio), em outro momento fui convidado pelo meu amigo a cantar a canção intitulada "Senhora Liberdade" (Carlos Benethi/Edivan Nascimento/Manoel Hélio), para mim foi um sarau insquecível!
O Marcio através do site e da editora "Beco dos Poetas", fez uma cobertura em vídeo maravilhosa!
No site www.becodospoetas.com.br a nossa participação acontece nas PARTE III e V, o site possui um atalho para você assistir estes vídeos no VIDEOLOG, onde há várias informações, dados, códigos, etc.
No VIDEOLOG a nossa participação acontece nas PARTE II e IV.
A família BECO DOS POETAS cresce a cada dia que passa! Que esse primeiro sarau seja o marco de vários, já estou com saudades...
As próximas reuniões para eleição de representantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Cultura de Santo André serão realizadas durante o mês de agosto, nos dias 9 (segunda-feira), 11 (quarta-feira) e 16 (segunda-feira), às 19 horas, no Anfiteatro Municipal de Santo André, anexo ao Teatro, na Praça IV Centenário, sem número, Centro. O Conselho Municipal de Cultura é um direito dos produtores culturais, um canal de diálogo com o poder público, mas para funcionar é preciso participar.
•Comissão de Literatura
A comissão de literatura já indicou seus candidatos em reunião anterior na Casa da Palavra, da qual participei: Leandro Ramires, titular e José Geraldo Neres, suplente. Mesmo assim, precisam ser confirmados. E para que tenhamos força na atual condução de política pública de cultura da cidade, necessitamos de mais forças e comparecer as reuniões preparatórias em grande número, como acentuam os poetas Jurema Barreto e Zhô Bertolini, da revista A Cigarra, em e-mail enviado a este colunista solicitando ajuda na divulgação. •Estande da UBE na Bienal do Livro Recebi o convite e já me inscrevi. A União Brasileira de Escritores (UBE) da qual sou filiado, participará da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, promovida pela Câmara Brasileira do Livro, que será realizada de 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições Anhembi. O estande da UBE estará localizado na Rua N, 42 e Rua O, 43. Os associados poderão lançar e autografar os livros de sua autoria no estande.
•Lançamento da 2ª Edição
É necessário fazer inscrição. E como já me inscrevi, aproveitarei a oportunidade para lançar a segunda edição ampliada do meu primeiro livro individual de contos, Tramas & dramas da vida urbana. Será dia 20-08-2010 (sexta-feira) das 15h às 17h, no estande da UBE. Mas vou levar também os demais livros de minha autoria para autografar para os leitores e amigos interessados: No Ritmo Sensual da Dança (contos), Cotidiano e Imaginário do Ano 2000 (diário) e Janela da Liberdade e Outras Histórias (infantil), entre outros. Até a próxima.
Hildebrando Pafundi é escritor, jornalista, contista e cronista. Membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, da União Brasileira de Escritores (UBE-SP) e outras entidades. Tem quatro livros publicados. Contatos com o autor e colunista pelo e-mail hpafundi@ig.com.br
Da Redação - Seguindo sua tradição de revelar e apoiar os talentos literários, a Biblioteca Municipal Paul Harris, de São Caetano, será palco nesta quinta (5) de mais um evento de lançamento de livro. Desta vez o espaço abre as portas para a escritora Lygia Ungaretti Paleo Konno, que aos 71 anos publica seu primeiro trabalho: Ruas de Espuma.
A cerimônia terá início às 19 horas e é aberta ao público. Lygia Ungaretti Paleo Konno apresenta aos leitores um projeto que inclui contos, crônicas e poesias, num misto de literatura e autobiografia. Carioca de nascimento, Ligia adotou a cidade de São Caetano em 2001 e nos últimos anos participou ativamente da Academia Popular de Letras da cidade, que realiza seus encontros na Biblioteca Paul Harris.
Para lançar Ruas de Espuma, a autora contou com colaboração familiar: Tadashi Konno fabricou 2000 folhas de papel para a impressão da obra; o designer Paulo Konno fez a capa e a diagramação do livro; Thereza Konno fez a revisão; e Paulo Goto encadernou todos os exemplares. O árduo trabalho foi dedicado a Anna Luiza de Valois Konno, neta da autora.
A Biblioteca Municipal Paul Harris está localizada na Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255, no Bairro Santa Paula. O telefone para outras informações é 4229-1214.
Um espectro ronda o mundo das Artes Plásticas no Grande ABC - o espectro do fisiologismo.(2)
Todo o metiê burocrático une-se numa tácita aliança para petrificar esse status quo: o Papa e os Clérigos Batateiros (3), o Cowboy venerador de totem com T maiúsculo as Marchands das "Torres de Cristal" (4) do Grande ABC e seus Pupilos Apaniguados, Radicais Pseudo-Artistas e Produtores Culturais (5), os Copistas e sua Arte Decorativa e o Coro dos Diletantes Frustados.
Duas conclusões decorrem deste fato:
1 - O fisiologismo já é reconhecido enquanto plataforma, para galgar espaços e currículos no meio artístico.
2 - Já é tempo dos artistas plásticos que estão excluídos pelo fisiologismo exporem abertamente, para o Grande ABC, o seu descontentamento com tais práticas, que impedem que a arte tenha sua livre apresentação e fruição.
Com este fim, artistas da região, ocupam a Praça Santa Filomena, em São Bernardo do Campo, para esboçar idéias e promover esta exposição-protesto.
"PRELEÇÕES SOBRE AS 16 TESES DE AGOSTO"
500 anos???? São outros Quinhentos, cara pálida! (6)
A que se deve o protesto de Vado do Cachimbo no 4º Salão de Arte Contemporânea de São Bernardo do Campo?
De onde saiu inspiração - da obra plástica "Os Batateiros" - de Pierino Massenzi?
O que inquieta estes artistas?
Será que eles estão imbuidos da palavra de ordem de Walter Benjamin(7), que para combater a estetização da política, é necessária a politização da arte? Ou será que no seu afã, eles inverteram esta proposta e a formularam da seguinte maneira:
Contra o fisiologismo artístico, a politização do artista!
Dentro do que está dado, a segunda opção é o que nos levou a inspiração para este protesto. Portanto, nossos pincéis estão apontados para as "Torres de Cristal" do Grande ABC, para crítica e denúncia.
No decorrer de nossas sendas, um certo "Batateiro" nos proferiu a seguinte heresia: "que todo artista plástico é um cidadão individualista e voltado para o seu próprio umbigo". Gostaríamos de lhe dizer que a prática desenvolvida nestes espaços fisiológicos, juntamente com a proteção da mídia, da "high-society" e os artistas que visam o comércio de suas obras, desconsiderando a arte, faz com que a competitividade e a rivalidade entre os artistas seja o prato do dia, tornando aqueles que se alimentam deste prato, arrivistas, tecendo loas e odes ao individualismo vazio, sendo este "Batateiro" criador e criatura dessa putaria.
Portanto, entendemos que, o poder e o erário público, têm de servir à coletividade e não ser desperdiçado em atividades vazias para promover apaniguados do fisiologismo.
São Bernardo do Campo, 27 de Agosto de 1999.
(1) Science, Chico e Maia, Lucio. "Etnia". do álbum @frociberdelia - Chico Science & Nação Zumbi. Ed. Sony Music - Chaos - 1996. (2) Nesta abertura, nos inspiramos e tomamos como licença poética à apresentação do "Manifesto Comunista" de Karl Marx & Friedrich Engels - 1848. (3) Massenzi, Pierino. Obra plástica, "Os Batateiros". (4) Por "Torres de Cristal" entendemos todos os orgãos responsáveis pela política cultural no Grande ABC. (5) Produtores Culturais: para a aprovação de obras monumentais, é necessário haver concorrência pública, aberta a todos os artistas capacitados. (6) Esta frase, tem como objetivo alertar contra o projeto pseudo - pedagógico - ufanista de deseducação fomentado pela burguesia proprietária da mídia e capitaneado pelo establishment político, tendo como arautos os artistas acéfalos cooptados pelo "vil metal". (7) Benjamin, Walter. "A obra de arte na época de suas técnicas de reprodução" in "Os Pensadores" vol. XLVIII Editora Abril Cultural, SP, 1975.
Este texto foi publicado na íntegra no JORNAL DE S.BERNARDO, ano XVI, nº 386, São Bernardo do Campo, 27 de Agosto a 02 de Setembro de 1.999, Cultura, página 6.
Sou o que escrevo ou escrevo o que sou?
Sou o que falo ou falo o que sou?
Vou de onde volto ou volto de onde vou?
Vôo no que penso ou penso no que voou?
Arresto o que resta ou o que resta me arrestou?
Lavro a vida em palavras ou a palavra que me lavrou?
Sujo tudo que é limpo ou limpo o que sujou?
Sou o que penso que pensou ou penso que sou o que sou?
O CONCLAT (Congresso da Classe trabalhadora), realizado nos dias 05 e 06 de junho em Santos poderia ter sido um passo importante no sentido da unidade dos setores combativos da classe trabalhadora, a partir da fusão das duas principais correntes (CONLUTAS e Intersindical). Poderíamos estar comemorando a formação de uma central unitária de luta, que com todos os limites que tivesse, abriria uma nova situação na reorganização do movimento dos trabalhadores e para a reconstrução da perspectiva socialista no país.
No entanto, o que era para ser uma grande vitória se transformou em uma derrota. O processo de unificação fracassou e certamente quem está comemorando são os patrões, o governo, a CUT, a Força Sindical, a CTB, pois os setores de esquerda não conseguiram avançar no sentido da unidade, um pressuposto que é defendido por todos em seus discursos.
Se o racha e a divisão não forem revertidos, os trabalhadores estarão desprovidos de um instrumento de luta para enfrentar os graves desafios históricos, tão logo a crise econômica que prossegue grassando especialmente na Europa retorne ao Brasil.
Por que deu Errado?
De 2007 a 2009, havia uma pressão objetiva pela unidade, com a emergência da crise econômica e a cobrança da vanguarda sobre as direções das correntes, afinal os setores que entraram em luta ao longo de todo o governo Lula estavam cansados de ver a esquerda dividida. Em 2010, com o crescimento - em grande medida artificial - da economia e a entrada em cena do debate eleitoral, a diminuição das lutas fez com que essa pressão pela base diminuísse. Com isso prevaleceram os interesses e a prática das correntes majoritárias de privilegiar a disputa pelo controle das entidades sindicais, em detrimento do atendimento às necessidades básicas e históricas da classe, entre elas a necessidade imperiosa da unidade.
Apoiando-se no fato de ter a maioria dos delegados e num Bloco com o MTL, o PSTU conseguiu fazer aprovar todas as resoluções que lhe davam a vitória no Congresso e o controle da Central. Desde o início se mostrou insensível para a necessidade da unidade, como quando votou contra e impediu a aprovação pelo Congresso de um movimento político dos trabalhadores que pudesse se constituir em uma referência unitária dos trabalhadores no processo eleitoral contra a falsa polarização entre Serra e Dilma. Optaram por manter uma política de divisão na esquerda que deverá ter três candidaturas (PSOL, PSTU e PCB).
O PSTU também conseguiu ver aprovada sua proposta de composição da direção, com uma coordenação composta por membros eleitos nas entidades (mesmo modelo da Conlutas) e uma secretaria executiva eleita em Congresso.
A segunda votação polêmica foi a do caráter da Nova Central. O PSTU/MTL conseguiram fazer passar o caráter sindical, popular, estudantil e de luta contra as opressões, contra a proposta da Intersindical que defendia que a central deveria se limitar ao movimento sindical e popular. Essa vitória aumentou o peso do PSTU na nova central, já que esse partido tem maioria nos movimentos estudantil e de luta contra as opressões. A Intersindical, por sua vez, ficava em condições piores nessa disputa, por ter menos peso nesses movimentos. Em uma disputa equilibrada esse percentual acentuava o controle do PSTU.
Desde o início desse debate nós chamávamos a atenção de que a discussão do caráter da nova central estava viciada pelos cálculos de quem teria o controle da Nova Central.
Nós do Espaço Socialista votamos a favor do caráter mais amplo da entidade por entendermos que não comprometeria o perfil classista da entidade (o setor estudantil e de luta contra as opressões teria apenas 5%) e seria uma forma concreta de arregimentar esses setores para a luta ao lado dos trabalhadores. No entanto, a partir dessa votação, a tensão foi aumentando e as condições para a unidade foram se esgotando.
A gota d'água viria a seguir com a polêmica sobre a questão do nome. A proposta do PSTU era que o nome da Nova Central fosse CONLUTAS/INTERSINDICAL que, para incorporar, o MTL acrescentou a esse nome CENTRAL SINDICAL e POPULAR! Essa proposta foi desde o início rechaçada pelos demais setores, pois percebiam a clara manobra do PSTU de ao invés de apostar na Nova Central de fato, continuar na prática construindo a CONLUTAS. Já no dia anterior (sábado) a Intersindical reafirmou sua posição de que não aceitaria em hipótese alguma esse nome e que a Central tinha que ter um nome novo, posição que suas lideranças já haviam manifestado desde as reuniões da Comissão Pró-Central, que organizou o Congresso.
Os ânimos das duas bancadas ficaram tão acirrados a ponto do PSTU estabelecer um cordão de isolamento separando sua bancada do restante do plenário. Após defesas conturbadas, venceu a proposta de "Conlutas-Intersindical - Central Sindical e Popular" defendida pelo PSTU e MTL.
A Intersindical, MAS , TLS e Unidos para Lutar abandonaram o Congresso e deixaram no recinto os delegados da Conlutas, MTL e MTST . O PSTU buscou então compor uma Secretaria executiva provisória, oferecendo cargos para todas as correntes no afã de dar legitimidade para um processo que já tinha ido por água abaixo. De nossa parte, diferente de outras correntes que foram atraídas pela possibilidade de cargos, nos recusamos a compor a executiva de uma Nova Central que na prática não existe. Em uma intervenção no Plenário, defendemos que o processo seja reaberto, com a necessária discussão pela base tanto sobre o nome quanto sobre o programa e plano de lutas e também sobre uma política que combata a burocratização, lacunas graves deixadas neste CONCLAT.
No dia seguinte, a Conlutas divulgou nota tentando minimizar o fracasso anunciando a fundação da nova central e criticando a Intersindical e demais setores que se retiraram.
A Intersindical, por sua vez, se disse disposta a continuar o diálogo em torno da unidade, mas acusou o PSTU, que dirige a Conlutas, de querer impor todas as suas propostas e hegemonizar o processo a todo custo.
A pergunta que vem à tona é: Porque uma questão aparentemente simples como o nome da nova central levou à ruptura no CONCLAT? O que leva uma corrente majoritária, o PSTU, no caso, que já havia ganho todas as votações fundamentais para o seu projeto, que já tinha o controle da nova entidade a não ter o mínimo de sensibilidade para abrir mão da questão do nome, uma questão extremamente secundária como forma de impedir a ruptura? Por outro lado como explicar a saída da Intersindical e de outros setores, porque sua proposta de nome não foi aprovada?
A disputa pelo aparato falou mais alto
Fica claro que tanto o PSTU quanto a Intersindical colocaram mais uma vez seus interesses de hegemonia acima e contra os interesses maiores que são os do movimento e da classe trabalhadora e, com isso, colocaram a perder um processo muito importante que estava se construindo.
O CONCLAT acabou reproduzindo, com a ruptura do processo de unidade na esfera sindical, o mesmo fenômeno que se deu na esfera eleitoral, com os partidos que representam os trabalhadores, PSTU, PSOL e PCB, lançando candidaturas separadas e com isso fragmentando a já fragilizada influência das idéias socialistas na disputa política com a burguesia e a burocracia.
A disputa pelo aparato é a explicação do porque a questão do nome adquiriu tanta importância. Com a manutenção do nome CONLUTAS na nova central, o PSTU queria assegurar na prática a estrutura e o nome já conhecido da CONLUTAS. Na eventualidade de vir a perder a maioria na Nova Central, para a INTERSINDICAL, o PSTU poderia facilmente romper e manter-se no controle da CONLUTAS, sem grandes problemas. É importante lembrar que um importante setor da INTERSINDICAL não quis participar do CONCLAT, mas futuramente poderia vir a ingressar na Nova Central, ameaçando o controle do PSTU sobre a Nova Central a curto ou médio prazo.
Ao recusar-se a abrir mão do nome CONLUTAS na nova central, o PSTU estava pensando não no presente, quando já tinha o controle garantido, mas no futuro. A simples possibilidade de vir a ser minoria algum dia fez com que o PSTU se aferrasse em sua proposta de nome, tensionando o Congresso e fornecendo o pretexto para ruptura da Intersindical e de outras correntes.
Já para a Intersindical era importante um nome novo, tanto para apagar a marca CONLUTAS, como para tentar convencer outros setores que tinham ficado de fora a entrar na Nova Central e assim ultrapassar o PSTU no controle da entidade.
Consideramos um absurdo tanto a intransigência do PSTU de não abrir mão do nome quanto o fato de a INTERSINDICAL ter saído do congresso pelo motivo de terem perdido a votação. Outro elemento para essa crise é como explicar para os trabalhadores que uma central que vinha sendo construída há tempos rompe por conta de um nome. Mais uma vez as correntes majoritárias colocaram os seus interesses acima das necessidades da classe trabalhadora brasileira.
A democracia operária é que sofre...
Nesse sentido a defesa que o PSTU faz de seu endurecimento político em nome do que seria a democracia operária, argumentando que quando se é maioria cabe simplesmente exercer sua força enquanto às forças menores cabe simplesmente se sujeitar, não procede.
Primeiro porque se é correto dizer que na democracia operária em última instância devem prevalecer as decisões por maioria contra o método do consenso paralisante, também é certo que a democracia operária não se resume a uma fórmula aritmética de maioria e minoria. Abrir mão de um nome para garantir a unidade do processo mais importante da classe trabalhadora dos últimos anos expressa mais a democracia operária do que garantir a imposição de uma posição sobre um tema que não seria decisivo para os trabalhadores. Democracia operária é compreender as decisões de modo justamente a garantir a força da unidade e não provocar a divisão. Nesse sentido a polarização e o endurecimento de posições se fazem necessários quando estão em jogo questões fundamentais para o movimento, onde até mesmo a ruptura às vezes é necessária e se justifica, como as rupturas com a CUT. E esse não é o caso agora.
Deixamos claro que não somos a favor da predominância do consenso, muito menos os consensos de cúpula. No entanto, a polêmica sobre o nome não era de modo algum uma questão fundamental para o futuro da Nova Central. Era possível e necessário que o bloco majoritário cedesse de modo a impedir a ruptura, ou seja, também é preciso saber exercer a maioria de forma equilibrada e não como um trator, pois está provado que esse método não constrói, só leva à divisão e ao enfraquecimento da classe.
Além disso, a democracia operária não se resume ao momento de se levantar os crachás. É preciso que o debate tenha sido feito amplamente e de forma o mais profunda possível, o que realmente não aconteceu. A proposta de nome feita pelo PSTU não foi apresentada nas Plenárias de tirada de delegados e foi tornada pública apenas nos últimos dias antes do Congresso, sem que houvesse as condições da base discutir e ponderar o que estava em jogo.
Um congresso despolitizado
De fato, o Congresso em si também foi bastante despolitizado. A mesa de abertura consumiu horas com intermináveis saudações das correntes principais, o que roubou precioso tempo de debate. Em função do monumental atraso, os grupos de discussão se instalaram apenas para cumprir tabela, pois as propostas não foram encaminhadas para plenária. Não houve discussão de programa e nem de plano de lutas, um problema gravíssimo, pois são temas fundamentais para a luta de classes.
A democracia operária tem como pressuposto uma discussão política profunda, onde todos possam expressar as suas propostas e também conhecer outras propostas. Sem a discussão que permita compreender a realidade não é possível exercer qualquer mecanismo de democracia operária, sem discussão política não há democracia operária.
A ruptura do processo de Reorganização expressa os limites políticos de uma concepção de atuação sindical superestrutural. Em nossos materiais e teses publicados como contribuição para esse processo, expusemos a preocupação de que os debates estavam girando em torno de questões superestruturais, organizativas, negligenciando a participação efetiva da base e as questões políticas de fundo. A necessidade da construção de um movimento político dos trabalhadores que se apresentasse como alternativa ideológica classista e socialista em face da burguesia e da burocracia não foi levada em conta pelas correntes majoritárias da esquerda.
Retomar a unidade pela base
O Congresso deveria discutir maneiras de organizar os trabalhadores pela base, organizar as oposições sindicais para retomar os sindicatos para a luta, desenvolver a formação teórica e política e elevar o nível de consciência dos trabalhadores, combater a burocratização e resgatar a democracia e o controle das bases, combater o corporativismo e a separação os trabalhadores em segmentos formais, informais, terceirizados, precarizados, etc.
Apenas encarando essas tarefas o movimento sindical poderia dar um salto de qualidade. Os processos de burocratização e aparatização da luta já produziram grandes derrotas no passado e continuarão produzindo enquanto não forem combatidos duramente. No entanto o que vemos é que essas discussões não interessam às grandes correntes da esquerda, pois isso as obrigaria a enfrentar a crítica pelos vícios que permanecem nos sindicatos sob seu controle, quais sejam: a burocratização, a falta de transparência em relação às finanças, o distanciamento da base. Além disso, essas correntes se omitem também de travar a disputa ideológica pelo socialismo na consciência da base nos sindicatos e no movimento, sob a justificativa de que essa é uma tarefa restrita aos partidos. Ao mesmo tempo, os partidos tem como obsessão aparatizar os sindicatos.
Torna-se cada vez mais urgente discutir as alternativas para o movimento. A resposta deve ser dada no movimento, na ação prática de construir as oposições, organizar pela base, disputar a consciência, combater a burocratização, etc.
O balanço bastante crítico que apresentamos do processo de Reorganização e sua materialização na conclusão do CONCLAT se propõe a contribuir para a superação dos erros cometidos. Os ativistas e militantes honestos e combativos têm a tarefa de refletir sobre esses pontos e questioná-los, pois a construção da unidade permanece sendo crucial para o enfrentamento dos desafios que virão. No entanto, apesar das divergências, a busca pela unidade permanece como um dos desafios mais urgentes não apenas para a vanguarda, mas para a classe trabalhadora no sentido de se constituir em alternativa prática e programática ao domínio do capital. E dificilmente isso acontecerá se o processo ficar restrito às cúpulas, cujos interesses não se coadunam com as necessidades do movimento, como acabamos de ver. Defendemos que o processo seja reiniciado e cabe aos ativistas e militantes de base reforçar a cobrança no sentido de que as correntes voltem a se reunir e seja retomado o caminho da unidade, dessa vez em base a uma discussão ampla e pela base dos principais desafios a serem enfrentados, com a flexibilidade nas questões que não sejam de princípio e com os olhos voltados para o movimento de conjunto e não de um setor apenas, qualquer que seja ele.
Não podemos depender da postura das correntes maiores, pois o que se tem privilegiado entre elas é a disputa pelo aparato e a despolitização. Assim, fazemos um chamado a todos os ativistas e militantes para a constituição de um bloco que possa lutar pela recomposição desse movimento e que também possamos dar a batalha para garantir a discussão e aprovação de um programa socialista e de um plano de lutas e mecanismos reais de democracia operária.
Satanás, não é doença e também não é uma opção, (como sabemos ninguém escolhe ser homem, bem como não escolhe ser mulher), mas então o que é homossexualidade? Essa é uma questão que independente do que pensamos ou achamos devemos promover e encarar um debate franco e fraterno se quisermos extirpar de nossas fileiras a homofobia, sob pena de não a combatermos na sociedade, pois propor – isso quando é proposto – o fim da homofobia na sociedade quando não a combatemos em nossas fileiras,é retórica pura simples. Porque homossexuais devem ou viver nas sombras, na marginalidade mesmo e quando participam de organizações políticas mesmo as mais revolucionárias como essa NOVA CENTRAL que estamos em vias de construir?
A DISCUSSÃO LGBTT: BREVE HISTÓRICO
Do fim do século XIX até o início do século XX a liberdade sexual era uma das bandeiras do socialismo. Durante o regime socialista, na União Soviética com a tomada do poder pelo Partido bolchevique e os sovietes, a homossexualidade era aceita, considerada como parte da liberdade sexual, algo próprio e inerente ao ser humano. A criminalização e discriminação eram combatidas. Com a chegada de Stalin ao poder a liberdade sexual e a discussão homossexual se tornam crime. Dessa mesma forma, na Alemanha com o Nazismo, a liberdade deixa de existir no momento em que se proclama a pureza da raça, a estrutura familiar e sua moral como papel regulador e pequeno braço do Estado para o controle social, necessárias para o bom funcionamento da sociedade capitalista, pressionada pela investida socialista. Para melhor perseguir os homossexuais diziase que relação sexual entre pessoas do mesmo sexo era “prática bolchevique”. Nesse período os homossexuais não se reconheciam publicamente e viviam em plena escuridão em suas casas, bares gays clandestinos e banheiros públicos. A comunicação ou linguagem era através de códigos para não serem reconhecidos. Após o conturbado período das duas grandes guerras e com a polarização da Guerra Fria, o Brasil vive o Golpe Militar, que abafa e erradica a possibilidade de lutas sociais e questionamentos. Com a discussão atrasada e marginalizada a homossexualidade passa a ser tratada como doença mental.
HISTÓRICO DO MOVIMENTO LGBTT NA ESQUERDA BRASILEIRA.
Na década de 1970 com as mobilizações políticas contra o Golpe e a ditadura militar os homossexuais começam a se organizar enquanto movimento social pela liberdade da sexual e política. Esse movimento organizou-se a partir do jornal Lampião de Esquina, com o objetivo de discutir a homossexualidade e todo tipo de opressão. Em 1978, no ciclo de debates da “Semana do Movimento da Convergência Socialista”, com o objetivo de organizar um partido socialista, o grupo do Lampião de Esquina não foi convidado a participar pois eles ainda não tinham nenhuma identificação com a luta de classes. Isso gerou vários questionamentos sobre a necessidade da esquerda discutir a homossexualidade. Na década de 1980 o movimento homossexual já está mais organizado com o grupo SOMOS e participa ativamente de atividades políticas com outros setores oprimidos. Organiza o I Encontro Nacional para discutir a homossexualidade e a intervenção com outros setores oprimidos e explorados na sociedade. Após esse Encontro um grupo de homossexuais participa do 1º de maio de 1988 no ABC paulista e reafirma que a luta dos trabalhadores é também uma luta dos homossexuais.
PT + CUT = EXTERMÍNIO DO MOVIMENTO LGBTT.
O PT e a CUT, em sua fundação, discutem a liberdade sexual, o direito a união civil de pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia e outros. No entanto, muitas propostas foram engavetadas e substituídas por um plano neoliberal, mais importante para sustentar o governo. Além disso, o governo Lula para garantir coligações e acordos partidários para chegar ao poder aproxima-se do PP e do PL, ligados à igreja evangélica que condena o movimento homossexual e considera a homossexualidade um distúrbio mental e não algo natural. Outro exemplo é o vice-presidente da República, José Alencar, um cristão que só aceitou a parceria com o governo do PT com o engavetamento de todos os projetos contrários aos “princípios cristãos”. A CUT que deveria estar do lado dos trabalhadores, na prática se opõe ao movimento LGBTT, ao permitir que sejam demitidos, por justa causa, trabalhadores que assumem a homossexualidade, em seus locais de serviço.
PSTU + CONLUTAS + PSOL + INTERSINDICAL + ANEL = QUASE NÃO HÁ DISCUSSÃO SOBRE HOMOSSEXUALIDADE.
O PSTU, que surge de uma das principais tendências do movimento operário, surgiu da Convergência Socialista, que levantava a discussão sobre a homossexualidade, parece ter esquecido o seu passado. Não privilegia a discussão. Na CONLUTAS ocorre o mesmo e a discussão sequer é fomentada. Não se tem orientação política e encaminhamentos nas categorias e entidades. Com a unificação da CONLUTAS e Intersindical esse forte instrumento de luta não apresenta nenhuma discussão sobre a situação do movimento LGBTT, muito menos sobre o dia a dia opressivo para esse trabalhador. A Pastoral Operária que também constrói o CONCLAT e que tem como fundamento os princípios cristãos e tem como líder Maximo o PAPA BENTO XVI, pronuncia “que a existência da pedofilia na igreja é culpa da homossexualidade”. Gostaríamos de saber como a Pastoral operaria fará a discussão de homossexualidade no CONCLAT já que a igreja condena tais princípios sexuais. A ANEL que poderia ser uma organização combativa de estudantes tratou com descaso a questão da homossexualidade. O Congresso de Estudantes com 20 GT’s possuía um que era para a discussão das opressões. Em sua plenária final ao invés de discutir planos de lutas que fortalecessem a ação de todos os oprimidos só se preocupou em fundar uma nova entidade estudantil passando por cima de quem levantasse outras preocupações. Percebemos que a trajetória da esquerda não favorece a aproximação dos homossexuais combativos e ainda os distancia quanto à necessidade da organização para atuação conjunta. Nós chamamos a todos para fazermos discussões sobre o movimento LGBTT. Reivindicamos a unidade de todas as correntes e partidos de esquerda para discutirmos o movimento LGBTT e políticas para o desenvolvimento livre da sexualidade. 1º) Por uma campanha nacional organizada pelos movimentos sociais e sindicatos em defesa dos direitos dos GLBTT´s. 2º) Que a luta contra a opressão homossexual e o fim do capitalismo seja unificada; 3º) Pela garantia total aos GLBTT´s dos direitos civis, trabalhistas, humanos e sociais reconhecidos aos heterossexuais! 4º) Aprovação já do PL 112/06 que criminaliza a homofobia; 5º) Pela livre manifestação afetivo-sexual dos GLBTT´s! 6º) Liberdade aos setores oprimidos – mulheres, negros e homossexuais; 7º) Educação de qualidade que conscientize e liberte; 8º) Pela transformação das Paradas em manifestações de luta! Contra a mercantilização da Parada!º) Fim da exploração capitalista!
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Texto de Tarcísio e Karen
Fonte: Espaço Socialista (site)
efe
o amor fica nas cartas no pano de prato comprado na feira na capa do disco n'alguma música que toca por dentro fica no cheiro que quando quiser o vento passa o amor aparece no segundo inverno dentro da gaveta desarrumada no desenho da parede e pendurado nos quadros segue valente nas panelas nos tapetes, na cama revê aquele filme lê de novo o poema