domingo, 31 de outubro de 2010

Depois do Operário, a vez da Mulher.

Mais uma vez o povo brasileiro é decisivo para construir a história de seu país. Depois de eleger o primeiro operário, o metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva, que governou o país por oito anos, agora o povo coloca no poder Dilma Rousseff que será a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil. Parabéns a presidente Dilma, parabéns a democracia.

CEU CAMINHO DO MAR - JABAQUARA - SPTV



Ônibus adaptado leva diversão e cultura para as escolas públicas

No espetáculo, os atores contam como foi a viagem que Charles Darwin fez ao Brasil, em 1831, e as impressões dele sobre o país. (SPTV NOTÍCIAS).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

III SARAU DO BECO DOS POETAS

PLANO DE SAÚDE ÚNICO

A legislação municipal que regula a assistência médica do funcionalismo, oferece a possibilidade do servidor ser assistido pelo PFGB - Plano Familiar Geral Básico - que seria o Plano Único, que conta com pagamento mensal pela Prefeitura para a empresa que estiver prestando o serviço, o valor hoje de R$ 77,00 (setenta e sete reais) para cada vida inscrita. A vantagem para o servidor é que a Prefeitura paga o plano único para toda a família do servidor e cobra 5% de seu salário.
Com isto a Prefeitura está auxiliando o servidor na manutenção de seu plano de saúde. A mesma legislação municipal possibilita aos servidores a escolha dos planos do IMASF (Intermediário e Especial), onde o servidor paga para ele e para cada pessoa da família um valor maior, que varia de acordo com a idade do segurado e seus dependentes ou assistidos. O que precisa ficar claro é que caso vingue a proposta do sindicato de plano único, todos os servidores ficariam no PFGB, perdendo o servidor o direito já adquirido de livre escolha de seu plano. É ilusão pensar que ocorreria qualquer melhora, pois os problemas enfrentados hoje no atendimento do PFGB estão ligados ao fato da Prefeitura insistir em manter o valor de R$ 77,00 (setenta e sete reais) por vida/mês desde 2008, mesmo sabendo que este valor não possibilita oferecer assistência médica de qualidade melhor que a oferecida hoje.

QUEM VOTA NO IMASF

Os servidores que fizeram a opção pelo IMASF são os eleitores que possuem o direito de votarem e serem votados na eleição para a composição do Conselho de Administração da Autarquia. Na eleição dos sindicatos, os trabalhadores não sindicalizados participam da eleição? Não! Não participam, pois não são inscritos na Entidade. É óbvio que servidor não inscrito no IMASF não pode votar nas eleições da Autarquia.

A SAÚDE E O SALÁRIO

A assistência médica que cada servidor da Prefeitura escolhe, está relacionado ao seu salário, ou seja, ao seu poder aquisitivo. Esta Categoria possui hoje perdas salariais de mais de 60% (sessenta por cento). Esse percentual aplicado no salário de todos os servidores possibilitaria que grande parte fizesse a opção pelos planos do IMASF, com sensível melhora na qualidade do atendimento, rede de atendimento e tudo mais. Os servidores beneficiários do PFGB estão nesse plano, não por vontade própria, mas sim em função dos custos inacessíveis dos outros planos e também pelos baixos salários que recebem.

Fonte: Boletim IMASF, ano VII, número 39, outubro de 2010, páginas 2 e 3.
Recomendamos a leitura da matéria publicada pelo Jornal Leia São Bernardo, 30 de setembro de 2010, ano XVI, número 204, página 4, e-mail: leiasb@leiasb.com.br.

MANIFESTO DE UM POETA

Escrevo porque o imperialismo ianque continua massacrando os povos no mundo, como no Oriente Médio, assassinando poetas da mesma forma em que os palestinos sofrem ataques por parte de Israel.

Escrevo por acreditar que somente a unidade de todos os poetas daquela região árabes e judeus empenhados em construir outra sociedade sem propriedade privada e sem classes será capaz de destruir o imperialismo.

Escrevo também porque conheço a realidade dos poetas africanos e sei que essa realidade é resultado de um processo histórico de massacre e espoliação capitalista do continente que remonta ao século XV quando do domínio estrangeiro de suas vidas e riquezas levando-os à situação de miséria nos dias atuais. Sei então que a solidariedade dos poetas do mundo deve se posicionar na luta em defesa desses escritores.

Escrevo porque sei da lógica do capitalismo concentrando a riqueza nas mãos de poucos ao passo que a imensa maioria que produz efetivamente essa riqueza é lançada à miséria a exemplo dos poetas asiáticos e tantos outros no mundo.

Escrevo porque sei da atual face do capitalismo e as conseqüências do neoliberalismo e contra este me coloco com todas as minhas forças irmanado com os poetas latinos de momento enfrentam seus governos gerentes avançados dos organismos financeiros internacionais no empenho de sugar todo produto do nosso trabalho aprofundando a exploração e criminalizando as resistências.

Escrevo por não acreditar na democracia burguesa representativa por saber que os poderosos se valem da força para não deixar seus postos que permitem a rapinagem.
Escrevo porque em meu país não se fez ainda a reforma agrária o homem e a mulher do campo pena por não ter terra desde 1500.

Escrevo por ver o governo privilegiar o setor financeiro – os verdadeiros governantes da Nação – Lucros para os grandes capitalistas e repressão aos poetas.
Escrevo porque nossa ferramenta de luta transformou-se em departamento de governo, capacho do imperialismo que acena com reformas no campo dos direitos autorais e que aprofunda ainda mais a difícil situação em que me encontro.

Escrevo por não acreditar na conciliação de classes como alguns outrora bem há pouco tempo combatiam e hoje propagandeiam dando sustentação as quadrilhas que se colocaram no poder em todas as esferas que buscam retirar direitos conquistados com muita luta e sangue. Sei na verdade da guerra de classes disfarçada existente no mundo.

Escrevo por fim por acreditar que só a revolução cultural pode por fim a essa situação, luto então para suplantar o capitalismo e em seu lugar construir uma sociedade alternativa.
Poetas do mundo inteiro, uni-vos!

Saudações Poéticas

Manoel Hélio

São Bernardo do Campo, 27 de outubro de 2010.

P.S.: Manifesto inspirado no texto: "Porque lutamos!!!" de Dega.

Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2586040, acessado em 29/10/2010.

III SARAU DO BECO DOS POETAS


III Sarau Beco dos Poetas (2) por vozlivre no Videolog.tv.

DESENHOS a lápis de DOUGH LANDIS


Belos desenhos feitos a lápis para animar a sua segunda. Note bem a beleza, a complexidade dos traços, o uso perfeito do contraste e veja a última imagem desta galeria. Com certeza há de dar um empurrão a quem está um pouco chateado reclamando da vida.


Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis

Desenhos de Dough Landis
Landis era um criança normal, cheia de energia e que adorava bricar com tudo que fosse relacionado a atividades manuais, pintura e artesanato. Mas para seu infortúnio, no segundo grau ele sofreu um acidente que dexou-o tetraplégico, condenado a viver sentado ou deitado vendo TV pelo resto da vida.

Só que seu irmão conhecia a capacidade e o talento de Landis e desafiou-o um certo dia a desenhar com a boca. Landis fez algusn rabiscos e logo estava desenhando para nunca mais parar.


Ele se especializou em desenhar espécies em extinção e animais selvagens ameaçados. Ele evidentemente demora bastante para terminar um desenho, mas os resultados como podem ver carregam um estilo de linhas complexas até para o melhor desenhista que usa as mãos.

Mas Landis queria mais, decidiu se matricular na Universidade de Webster onde se bacharelou em Arte. Também completou seus estudos em Técnicas de Animação no Instituto de Arte da Califórnia, de propriedade dos estúdios Disney.

Com esta bagagem fez literalmente na boca dois desenhos animados muito premiados na gringolândia.

Dough é um claro exemplo de que todo ser humano pode alcançar seu objetivo quando decide perseverar diante das piores adversidades.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

TEMPORAL CAUSA DESLIZAMENTO EM ESCOLA DE SBC - CQC ALERTOU SOBRE RISCO

SAIU NO DIÁRIO DO GRANDE ABC:

"Temporal provoca estragos no Cenforpe

Renato Castroneves
Especial para o Diário


O temporal que atingiu a região na noite de segunda-feira provocou estragos na Emeb Julio de Grammont, localizada no Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais de Educação), em São Bernardo. Três salas de aula, um espaço de convivência e o refeitório da escola ficaram alagados e repletos de lama em razão de um deslizamento de terra no fundo do terreno.

A força da água também ocasionou a queda de um muro gabião -- parede armada com fios de aço e pedras - no Cenforpe. A estrutura sustentava a encosta de um barranco localizado ao lado do prédio principal do centro.

Cerca de 15 funcionários da escola foram destinados para realizar a limpeza das áreas afetadas durante a manhã de ontem. Um empregado do colégio contou que o café da manhã dos alunos teve de ser servido nas salas dos andares superiores por causa do incidente.

O vigilante Francisco Eudes, 38, disse que foi avisado sobre o problema ao deixar a filha para estudar. "A professora dela falou que as salas estavam alagadas, mas que não existia risco nenhum para as crianças. Fui embora com medo de que algo realmente sério possa ainda acontecer", afirmou.

PROTESTO
O deslizamento de terra aconteceu quatro meses após protesto de um grupo de pais de alunos da Emeb Julio de Grammont. Na época, eles disseram que o barranco poderia desabar.

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, deu explicações sobre o problema ao Diário no dia 6 de julho. "Elas (crianças) estão seguras e não haverá necessidade de tirá-las daqui. Se houvesse alguma ameaça, eu seria o primeiro a pedir a interdição e a realocação dos alunos", sustentou o prefeito na ocasião.

A Prefeitura informou que as obras de contenção dos taludes foram iniciadas em 2 de agosto. Segundo a administração, o alagamento da escola foi causado pela ausência das canaletas de escoamento, que ainda não foram construídas.

"Como a canaleta ainda não estava pronta, a água misturada ao solo fino passou sobre o muro já executado entupindo as caixas de saídas de águas pluviais mais abaixo, dando consequência à invasão das salas de aulas próximas através das portas", apontou nota enviada pela Prefeitura.

As obras devem ser concluídas, segundo a nota, até o fim do ano.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010"


http://www.dgabc.com.br/News/5837201/temporal-provoca-estragos-no-cenforpe.aspx


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Oh Triste Destino!

Sem poder voar livremente,
Em busca da liberdade
Que sempre foi seu portal
Que bicho homem te aprisionastes
Oh triste destino

meu pássaro colorido
Que enfeitas o céu...

(Maria J.Santos)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

vou-fazer-uma-oracao

http://www.myspace.com/music/emerson-sbardelotti-17026911/songs/vou-fazer-uma-oracao-com-lula-barbosa-39668847

desculpem ocupar este espaço para ...

Moçada, é uma oportunidade única para meu filho e sua banda, grato antecipadamente.



Assunto: Família e amigos mais chegados


Gente,

este e-mail é só para os familiares e amigos com os quais eu sei que posso contar.

Só tem UMA banda oferecendo perigo para o EDC, e é uma banda justamente do México. Eles estão na nossa frente em número de fãs e bem possivelmente em número de votos também!

Gente, passamos por 4.000 bandas e estamos em 2º lugar dentre as 20 bandas finalistas de todas as partes das américas. Não podemos deixar essa chance escapar!!

Sei que estou enchendo o saco com esse negócio da viagem do EDC para o México, mas vocês sabem o quanto isso é importante para mim. Juro que fico sem mandar e-mail por um bom tempo assim que sair o resultado do concurso. Só vou mandar o de agradecimento, é claro.

Eu preciso que você se cadastre no
www.picktheband.com (somente os campos com asterisco), pegue a senha no seu e-mail logo em seguida, volte no www.picktheband.com, assista 30 segundos do vídeo e clique na 5ª palheta, nos dando a nota máxima. É muito importante clicar onde está escrito "become a fan" para se tornar nosso fã e se possível fazer um comentário. Se você tem Facebook, MySpace e/ou Twitter, clique no link para cada um desses sites e compartilhe.

Se você não conseguiu, dá uma olhada neste vídeo tosco que gravamos:
http://www.youtube.com/watch?v=DC8rKDkSCNs , me fala as suas dúvidas por e-mail, ou liga no meu celular 9315-7885 que eu te ajudo.

Pensa que é "só" isso?! Eu preciso que você faça isso TODOS os dias até dia 02 de novembro e que mobilize o maior número de pessoas possível para nos ajudar. Você pode simplesmente passar este e-mail para os seus amigos mais próximos, já teremos um belo efeito vírus!

Mas tem uma recompensa: Quanto mais você vota e compartilha nas suas redes sociais, mais acumulam chances de você ganhar uma viagem ao México com tudo pago pela Sennheiser para você e 3 acompanhantes!

Muito obrigado!

Beijos e abraços!

Daniel Imbroisi (Dá, Dan, Jack)

o que esperar?

de um (des)governo em que seu mandatário maior "abandona" o povo ao deus dará em nome do continuísmo?
será um (des)governo continuado em que mudam a mosca (maior) mas a m***a continua a mesma?
o vilipêndio a nossa inteligência chega a ser aviltante.
o Lula falou em marolinha?
pois é, toda Tsunâme começa assim, peguem seus coletes salva-vidas

sábado, 23 de outubro de 2010

A vida é sempre uma luta




A vida é sempre uma luta


De alguma forma, a vida é sempre uma luta, não importa quem você é, quão poderoso você seja ou quanto dinheiro você tenha. Nada pode lhe proteger do fato de a vida ser um constante desafio.


Então, aceite o fato. Muito do sofrimento vem do desejo de uma vida sem desafios ou esforços. Em nossas tentativas de evitar lutas, esforços e desafios, acabamos por jogar fora momentos preciosos que poderíamos aproveitar realizando nossas possibilidades.

Você não pode evitar o desafio. Ele é que faz a vida acontecer. Receba bem os desafios. Tenha prazer em passar por eles e em usar essa energia para seguir em frente. Todos os dias estão cheios de desafios. Cada um oferece uma oportunidade única de crescimento e realização.

Desfrute da sua própria eficiência em tirar o máximo dos desafios que você enfrenta. A felicidade, a confiança, a satisfação e a alegria vêm não da falta de desafios, mas da habilidade em enfrentá-los e vencê-los.













Fico pensando que se eu pudesse estar em Israel e visitar o Muro das Lamentações em Jerusalém, teria muito do que me lamentar. Talvez começasse pelos erros que fiz e pelos muitos que ainda irei fazer. Mas se errar é humano, estarei eu condenado ao erro?Creio que acertar é humano! desumano é errar e em muitos casos, depois do erro, só restar o lamento.

Carlos Benethi.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ADMINISTRAÇÃO ESTÁ DEVENDO INFORMAÇÕES SOBRE O PCCS



"Até agora, a Administração está devendo informações sobre o andamento do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) ao SINDSERV e ao conjunto dos trabalhadores.

O que sabemos até o momento é que estão havendo visitas de membros da comissão patronal em alguns setores, fazendo levantamentos junto aos trabalhadores das atribuições do cargo, e isso quem informou ao Sindicato foi o próprio trabalhador.

É importante destacar a conquista que obtivemos junto à Administração, que concordou com nossa reivindicação de liberação dos trabalhadores para participar nos encontros com o DIEESE.
Vale lembrar que pelo calendário de discussão, a Administração está atrasada, pois ainda não apresentou nenhuma proposta e os trabalhadores vão precisar de tempo para poder conhecer a proposta para depois tomar alguma decisão."
.
Fonte: Jornal do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de São Bernardo do Campo, Setembro/Outubro de 2010, página 7, tiragem 10.000 exemplares.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010



Direção/roteiro: Cleber Rodrigo
Fotografia: Rafael Rocha
Edição/finalização: Cassio Tisséo

Videoclipe da música Pássaros do álbum "EM DIAS CHUVOSOS"

EDC REPRESENTA O BRASIL NO FESTIVAL DA SENNHEISER


Olá amigos!

O EDC é a banda brasileira finalista do Hear.I am (Pick the band), festival realizado pela Sennheiser.
Concorremos com mais de 4000
bandas da América (americanos, canadenses, colombianos, mexicanos,
chilenos e etc..) e chegamos na grande final.
Mas agora, o voto para eleger a banda vencedora é popular.

A banda vencedora vai se apresentar na cidade do México,
no programa Sesiones con Alejandro Franco, transmitido aqui no Brasil pela Sony .
Ajude o EDC a mostrar a música atráves de nossa língua.



Acesse o link abaixo para votar!
http://www.myspace.com/edc1/blog?bID=540000473

Carlos Benethi canta "MEU MODO DE SER"


C A M P A N HA pró I.M.A.S.F

Meus caros colegas funcionários, muito tocado em minha sensibilidade estou utilizando este veículo para em conjunto (duas cabeças, desde que apolíticas, pensam mais do que uma) possamos encontrarmos uma saída para um problema crônico de surdez.
Refiro-me ao agravamento desse mal que tem atingido continuamente a OUVIDORIA do Imasf, me senti compelido a iniciar essa (in)glóriosa ação.
Não caberá a esse ato a arrecadação financeira e/ou de aparelho auditivo e sim imbui-los de longanimidade esperançosa, de fé em que alguém um dia tomara nas mãos a causa do funcionalismo deste município deixando de lado as parcas trinta moedas.

sábado, 16 de outubro de 2010

Savoy lança novo Partido - PDB (SEM LIMITES com Marcos Savoy - 21/10/2009)



Marcos Savoy lança novo partido o PDB - Partido da Boquinha! Acompanhe os trechos do programa SEM LIMITES com Marcos Savoy que vai ao ar de Seg a Sexta na Rede NGT às 06:30 - 13:30 - 20:00 - 00:30 e também pela WTV BRASIL - www.wtvbrasil.com.br

CONTRADIÇÕES...

Como um poeta perdido no reino encantado das certezas e contradições políticas, no fazer de cada dia desconfio cada vez mais da verdade absoluta.


Há algum tempo venho notando um comportamento estranho com relação às nomeações efetuadas de alguns cargos em comissão no reino de São Bernardo, com relação às nomeações de cargos em comissão de alguns membros da atual diretoria do sindicato mostra o atrelamento político da entidade com o reino comprometendo assim a defesa em torno de seus membros, o quê é um atraso para o movimento sindical local.



O reino fez uma aliança política que abrange um rol muito grande de pequenos, médios e grandes partidos da região, que seus membros tenham cargos em comissão é até visto com certa naturalidade, pois todos convergem em busca de um mesmo objetivo que é a governabilidade.



O que está tirando o meu sono são justamente algumas nomeações de cargos em comissão de alguns servos e servas do reino que na governança anterior serviam a outro reino, e que neste reino são inimigos mortais nas disputas a nível federal, a nível estadual e a nível municipal.



Alguns destes servos de carreira que tinham cargos em comissão no reino anterior que por sinal muito dedicado tinham seus carros adesivados com o brasão do reino anterior e faziam até campanha para seus candidatos, o atual reino ganhou a disputa e exonerou um grande número de servos e servas do reino adeptos da outra governança, de uns tempos pra cá, venho acompanhando algumas nomeações para cargos em comissão no mínimo curiosas há casos até de promoção, antes quem era encarregado na governança passada, hoje ocupa cargos de chefia e em alguns casos até de diretoria.



Será que o atual reino não possui quadros suficientes para ocupar os cargos em questão?



Será que o atual reino está em baixa nas pesquisas de opinião pública e está tentando reverter este quadro com as nomeações?



Será que o atual reino tem mapeado previamente os partidários da governança anterior e nomeando-os em cargos de comissão busca com isso enfraquecê-los para a batalha de 2012?



O atual reino possui vários projetos na área da cultura como a criação de um museu, a criação de uma fundação real de cultura mesmo não tendo um Conselho Real de Cultura, uma Lei de Incentivo à Cultura, vejo também uma falta de prestação pública de contas do Fundo Real de Assistência à Cultura, você deve está perguntando o quê isto tem a ver com as nomeações de cargos em comissão?



Será que o atual reino com essas nomeações de cargos em comissão de ex-opositores, de ex-aliados da governança anterior será uma forma de enfraquecer uma possível resistência a estes projetos?



Será que o atual reino pretende de uma só vez liquidar a fatura aprovar os projetos e isolar politicamente o ex-secretário de educação e cultura?


Estou pensando com os meus botões, na reta final da grande eleição que se avizinha o reino inteiro com os seus comissionados de carros devidamente adesivados com o discurso na ponta da língua, levando a nova bandeira do reino, ainda bem que os poetas estão isentos de participar deste espetáculo!



Ouvi dizer que alguns dos novos comissionados colocaram como condição para aceitarem o novo cargo: não participar de reuniões políticas, não adesivar seus carros, não fazer campanha para os candidatos do reino, etc. e tal... Que papo estranho? Será que o rei sabe disso?


E tem alguns teóricos que defendem a meritocracia no serviço público?


Avaliação de desempenho profissional?


Plano de Cargos, Carreiras e Salários aí vamos nós!
.

Como menestrel do povo faço desta lira meu delírio e minha luta, nas tabernas, aldeias e prostíbulos deste imenso reino, onde os calabouços morais andam sempre cheios daqueles que estão sempre a dizer: O reino está nu!



Manoel Hélio

poeta

Texto escrito em 16/10/2010, São Bernardo do Campo.



FONTE: http://recantodasletras.uol.com.br/contoscotidianos/2560455, acessado em 29/10/2010.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mario Quintana



Trechos de vídeo referentes ao poeta gaúcho Mario Quintana obtidos de quatro programas diferentes: RBS Memória, RBS Documento, RBS Revista e Porto Que Te Quero Alegre.

Mario Vargas Llosa - Nobel Literatura 2010



O Entrelinhas conversou com escritores e tradutores para discutir os desafios da arte recriar em nosso idioma a prosa e a poesia escritas em outras línguas. Além das entrevistas, a matéria mostra uma videoconferência do escritor peruano Mario Vargas Llosa que aconteceu durante o 1º Encontro Internacional de Língua e Tradução, em São Paulo.

O Entrelinhas é um programa da Tv Cultura. Mais informações em: http://www2.tvcultura.com.br/entrelinhas

"ENTREATOS" (DEBATE SOBRE OS FILMES DA CAMPANHA DE LULLA EM 2002)




ENTREATOS (DEBATE SOBRE OS FILMES DA CAMPANHA DE LULLA EM 2002)


Nome original: Entreatos

Produção: Brasil

Ano: 2004

Idiomas: Português

Diretor: João Moreira Salles

Roteiro:

Elenco: Lula, José Dirceu

Gênero: documentário

Fonte: “The Internet Movie Database” –
http://www.imdb.com/

Uma das maneiras de se avaliar um filme é pelas reações dos espectadores no momento da exibição. É este aspecto que predomina na presente avaliação, que se refere a uma sessão “avant-premiere” do documentário “Entreatos” realizada na USP em 22/11/2004. Numa audiência composta por estudantes de ciências humanas da USP, a reação a um filme que mostra a campanha eleitoral de Lulla em 2002 seria uma reação inevitavelmente cínica. Uma platéia que acompanha de perto os acontecimentos diários da política observa com um cruel senso crítico o passo a passo da campanha de 2002. O olhar dominante nessa platéia é o de quem procura, nas cenas da campanha, os lapsos verbais e desvios que anunciam preliminarmente os rumos que seriam tomados pelo futuro governo Lulla então em gestação.

Depois de 2 anos de governo do PT, esse público “especializado” já tem uma visão formada sobre esse governo e ao confrontar suas impressões com o registro da campanha em que este se elegeu, diverte-se com o que parecem ser confissões inadvertidas daquilo que estaria por vir. Realiza-se uma espécie de “arqueologia da catástrofe”. Aos primeiros sinais que anunciavam os rumos do governo do PT, ou seja, do ponto de vista dessa platéia, os seus equívocos, a reação era de riso. Gargalhadas insanas eclodiram em vários momentos da projeção.

Uma parte das gargalhadas pipocou em reação irônica a essa visão retrospectiva da origem dos atuais desencontros. Mas uma boa parte se deveu a um aspecto humorístico inerente ao personagem Lulla. Não há, a rigor, como separar os momentos de comicidade “cínica”, não-programada pelos realizadores do filme, daqueles que se originam do humor espontâneo do personagem. O qual se desejava retratar em todas as suas inevitáveis facetas.

Seja facetas cômicas, trágicas ou tragicômicas, a câmera registra todas. A presença constante da câmera gera uma intimidade “a la Big Brother”. A câmera é uma espécie de inconveniente com a qual o político, tanto quanto as celebridades do “show business”, tem que conviver. É um mal necessário ao seu ramo de trabalho. Há sempre câmeras em torno de Lulla, fotográficas e filmadoras. Ele mesmo se queixa disso. Inevitavelmente, ele é sempre um personagem, na medida em que está sempre encenando para alguma câmera. E Lulla tem consciência disso. Diante da necessidade permanente de encenar, uma certa comicidade espontânea é também inevitável.

O que indica que a abordagem que chamamos de “cínica” talvez não seja a mais adequada para este objeto. E que com certeza não é a única abordagem cabível. Há mais de um discurso possível a ser encontrado nos “Entreatos”. No caso presente, um certo cinismo acabou sendo inevitável, em vista do fato de este escriba se alistar entre aqueles que vêem mais erros do que acertos (a desproporção é esmagadora) no governo Lulla. Essa abordagem inevitavelmente predominou na busca das cenas e elementos do filme que seriam considerados dignos de nota.

Algumas frases soaram sinistramente premonitórias. Por exemplo, há um momento em que Palocci está receitando remédios para a congestão nasal de Lulla. Alguém da equipe presente no avião pergunta: “você confia em médico do PT?”. Em vista da política econômica aplicada com rigor medicinal pelo Dr. Palocci, descobrimos o motivo da desconfiança e consideramo-la bastante justificada.

Numa coletiva à imprensa estrangeira, alguém pergunta a José Dirceu se a sua experiência em Cuba teria algo a contribuir para o governo do PT. Dirceu, antes tido como “aquele que faz a cabeça de Lulla” dá a resposta que se tornou célebre, de que Lulla é quem fez sua cabeça. Mas antes disso, o próprio Lulla reitera a pergunta do repórter, dizendo que até hoje “nós do PT” queremos descobrir para quê serviu a experiência guerrilheira de Dirceu. A maneira sumária de desqualificar as experiências da esquerda pré-PT é chocante pela arrogância e pela ironia, ainda que seja explicável pelo desejo de fornecer uma piada e criar familiaridade com os pontos de vista dessa imprensa estrangeira. Num momento posterior será sintomática a maneira como outras alternativas de luta social por via não-eleitoral serão desqualificadas.

As admissões mais surpreendentes prosseguem. “O mais importante não é o que você diz, mas como as pessoas interpretam o que você diz”, ensina o segredo o próprio Lulla, citando o que parece considerar uma consumada máxima de sabedoria política. Parecer é mais importante do que ser. O filme aborda com competência clínica o ridículo carnaval de uma campanha eleitoral. Ser candidato é sujeitar-se a um circo. Gravar programas, fazer comícios, fazer promessas, esse é o jogo.

A presença de Duda Mendonça a todo o momento dá a impressão de que o filme, mais do que tratar de Lulla, trata de como se faz uma campanha eleitoral. A todo momento, os passos da campanha são orientados e coreografados por Duda. A noção de que tudo não passa de um circo fica evidente quando da apresentação do debate final antes do 2º. turno.

Temos então uma genial “desconstrução” cinematográfica do debate. A filha e funcionária de Duda Mendonça alimenta a equipe do candidato com as impressões colhidas de imediato em grupos de controle de espectadores selecionados para dar o “feedback” instantâneo da estratégia adotada. Espectadores estes cuja opinião serve de amostragem da percepção do público do desempenho do candidato, para que este seja ajustado instantaneamente. À maneira de um filme de ficção, temos o momento de suspense em que o “mocinho” ameaçou vacilar diante do adversário. Mas tudo “deu certo” no final...

Para que sejamos brindados com uma amostra do clima que cercava a eleição, temos a frase de um eleitor que passa de moto diante do carro e diz a Lulla: “você é a última esperança!”. O próprio Lulla é menos dramático. Ele brinca com aqueles que esperavam a vitória já no primeiro turno. No final da tarde do 1º. dia de votação, o QG da campanha estava coalhado de oportunistas de plantão, à espera de uma possível festa da vitória. Todo brasileiro tem um quê de penetra. A esse respeito evoca-se o testemunho, numa outra cena, do curioso penetra que pegou carona no avião da campanha. Quando porém ficou certo que haveria 2º. turno, todos os penetras desapareceram. Lulla ironiza o clima de velório, como um alegre morto que ressuscita e não se importa com a tristeza alheia, porque sabe que as coisas não terminaram.

Mas isso ainda são curiosidades superficiais da campanha. O filme revela mais interesse quando apresenta elementos que permitem tentar definir as feições do futuro governo. Lulla confessa que tem medo de ser engolido pela máquina do governo. Não lhe agrada por exemplo a idéia “daqueles militares atrás dele dando palpite”, como dão a FHC. Mas alguém lembra, tranqüilizadoramente, que a função deles é meramente ritual. Quer dizer que os militares não servem para nada? “Ah, bom”. Parece que alguém se esqueceu de avisá-los, pois acabam de derrubar um ministro. Incontinências verbais como essa são inevitáveis num filme de campanha eleitoral. Se ao menos a equipe de Serra tivesse registrado essas e outras pérolas, teríamos no mínimo uma disputa mais apertada...

Mas esse risco está afastado. Lulla já venceu. Podemos ficar “tranqüilos”. Duda Mendonça informa a Dirceu, quando a vitória é anunciada: “está acabado”. Essa é a visão do marqueteiro, para quem o trabalho termina com a campanha eleitoral. O que os políticos fazem na “entresafra” entre as eleições não lhe interessa. Dirceu responde, obviamente, “está acabado não, está começando”.

Usa-se aqui o exemplo desse deslize em relação aos militares para ressaltar o fato de que um filme como esse só se tornou possível porque a equipe do PT tinha a certeza de sua vitória na campanha. Numa disputa em que o candidato adversário tivesse reais chances de vencer, a tensão seria muito maior e não seria concebível a presença de uma equipe de filmagem estranha a registrá-la. O que não significa porém que “Entreatos” seja uma supérflua coletânea de momentos festivos. Trata-se de um filme que vai muito além disso e que como toda realização estética significativa propicia momentos de uma legítima reflexão, para além da cínica “arqueologia da catástrofe”.

O momento decisivo a esse respeito é o que foi captado em um jatinho numa viagem de volta do Amapá, numa cena de cerca de quinze minutos, que constitui o núcleo dramático do filme. Lulla debate animadamente com assessores e nos apresenta em estado puro o seu “pensamento político”. Em certo momento ele diz que acredita na recuperação do ser humano. O ser humano no caso é José Sarney. É um dado triste, prossegue Lulla. “O único líder de expressão nacional sou eu”. Ele diz isso não em tom de jactância, mas de lamentação.

No debate em pleno vôo, essas observações ora problemáticas, ora pertinazes se sucedem. Alguém pode tentar desculpar o Presidente pelo fato de estar em campanha, estar exausto, estar debatendo política 24 horas por dia, não poder organizar previamente suas falas. Mas é justamente para isso que serve o documentário, para captar falas que não sejam uma “armação” como a do debate.

Lulla diz que Lech Walesa (líder sindical dos anos 80 que foi Presidente da Polônia nos 90) era pelego desde o começo. Quando de sua estada na Europa, ele viu Walesa receber milhões em contribuições para sua causa, porque estava lutando para derrubar o comunismo. E ele próprio, Lulla, não recebeu nada. Por que? O tom nesse momento é de queixa. Pode-se interpretar a queixa de Lulla da seguinte maneira, com o risco inerente ao procedimento interpretativo de se pôr palavras na boca de quem não as disse: “Eu também deveria ter recebido contribuições. Eu também estava lutando para derrubar o comunismo no Brasil. Será que ninguém percebia?” Lulla era o cavalo de Tróia anti-socialista dentro do movimento de esquerda brasileiro.

O debate prossegue acalorado. O MST é classificado como um movimento guerrilheiro, porque nos seus acampamentos havia bandeiras de Che Guevara. O membro da equipe se refere à campanha de 1994, quando os acampados do MST receberam a comitiva de Lulla e o puseram contra a parede: “de que lado vocês estão afinal de contas?”. O MST, legítimo representante do campesinato brasileiro, historicamente espoliado, colocou de forma frontal a questão da lealdade de classe. Lulla estaria com eles ou com os latifundiários/grileiros? A resposta dos dirigentes petistas? “Saímos dali correndo”, diverte-se um assessor, como se estivessem na ocasião escapando de um hospício.

Lulla endossa essa percepção quando diz que a tese dos intelectuais ligados ao MST é absurda. Esses intelectuais querem fazer um longo trabalho de base para, em 30 anos, converter 30% da sociedade ao socialismo. E só então chegar ao poder. A tese é absurda, diz Lulla, porque em 30 anos ele não vai mais estar vivo. Ou seja, o que importa é vencer a eleição agora. Mas e o socialismo? “Ora, depois veremos o que se faz com o socialismo”. Mais uma vez, estamos colocando respostas na boca de quem não as disse. Mas a continuação lógica do diálogo admite esse desdobramento.

Lulla estava questionando os métodos do MST, ou seu objetivo final? Não o sabemos. E qual é o seu próprio objetivo? Será o mesmo do MST? Não o sabemos, pois essa questão foi deixada na ambigüidade do não-dito. E só temos que lamentar a infelicidade de, neste documentário, não podermos interrogar diretamente o objeto a respeito. Não se trata de uma questão que não existe, pois o tema foi trazido à baila de outra maneira. O diálogo no avião projeta a futura relação entre o PT e o governante Lulla. O partido existe para fazer cobranças e exercer o papel de “consciência crítica do governante”, explica o então candidato. Mas “o partido não pode abandonar o governante”, diz Lulla, como que já se antecipando ao que iria acontecer.

Diante desta frase, tragicamente premonitória, já não há mais muito o que dizer. Podemos encerrar melancolicamente o comentário com essa confissão. A frase ganha conotação quase macabra nos dias de hoje com as saídas consumadas de nomes históricos do PT como José Graziano já no primeiro ano do mandato, Ricardo Kotscho e Frei Betto recentemente, Carlos Lessa (que não era do PT mas representava uma divergência na linha do governo), e anuncia um futuro não muito promissor para a heróica Ministra Marina Silva. Para não falar nos dissidentes do PSOL. Ou do PSTU...


Daniel M. Delfino

23/11/2004

Fonte: http://www.espacosocialista.org/node/59, acessado em 15/10/2010.

SAIA JUSTA NO CENTRO DO ESPETÁCULO



Guy Debord em seu antifilme Sociedade do Espetáculo (1973) demonstra que a Revolução pode sim trazer a liberdade. Os Situacionistas, ou seja, aqueles que criam situações que propiciam o avanço e a materialização dos conceitos libertários conseguiriam pela proliferação de sua prática neutralizar o controle e o efeito nocivo que a televisão, o cinema e os gandes meios de comunicação exercem sobre as massas. O fim dessa repressão psicológica e física sobre o povo representaria a realização da arte, da poesia, da utopia.


O espetáculo e os fatos

No clássico “Sociedade do Espetáculo”, de 1967, Guy Debord identifica um salto de qualidade nos mecanismos de mistificação ideológica, por meio do qual se criou uma esfera que concentra em si toda a representação do mundo, substitui a representação real, impede a manifestação do real e impõe o domínio da falsificação. É a essa esfera que Debord denomina espetáculo. Não se trata de uma simples explosão quantitativa do volume de produção e influência da indústria cultural e dos meios de comunicação, mas da conformação de toda uma estrutura que permeia de alto a baixo as relações sociais, da cultura até a política.
A característica central do mundo do espetáculo é a falsificação. O inautêntico se impõe como verdade e bloqueia a aparição do autêntico. Todas as relações sociais trazem a marca da encenação, do inautêntico, do falsificado. O fetichismo da mercadoria se concretiza como império da imagem, da narrativa e da encenação. Tudo é performance e nada é ação. De cada um se espera que cumpra o seu papel.
A ruptura com a ordem espetacular exigirá a ação coletiva e a afirmação de indivíduos reais capazes de estabelecer relações autênticas. As rupturas parciais, que não afetam em profundidade a ordem do capital, acabam sendo assimiladas pela lógica do espetáculo. Os fatos são deglutidos pelos factóides. A função do espetáculo é sobrepor-se ao fato e torná-lo incompreensível, ou pior do que isso, inacessível à consciência.
O recente fato acontecido na faculdade Uniban e sua transformação em espetáculo expõe/oculta várias camadas de falsificação nas quais estão enredadas as relações sociais na atual etapa histórica de capitalismo mundializado e em plena crise estrutural.
No dia 22 de outubro de 2009 uma estudante do curso de turismo da faculdade Uniban, do campus de São Bernardo, foi vítima da agressão de centenas de colegas por estar usando um vestido curto. Geisy Arruda foi cercada por gritos, xingamentos, ameaças de estupro, e teve que sair da faculdade escoltada por policiais. As cenas da agressão vazaram para a internet e se tornaram domínio público. O incidente ganhou as proporções de um escândalo e se transformou em assunto nacional.
As engrenagens da indústria cultural digeriram implacavelmente mais esse incidente, encaixando-o por fim no script pré-fabricado da moça-pobre-injustiçada-que-consegue-15-minutos-de-fama-e-desaparece. Conforme o interesse do público na celebridade-mercadoria do momento arrefece, um novo episódio-escândalo-entretenimento passa a ser demandado para se tornar o assunto público. Por conta de mecanismos como esse, é provável que o destino de mais essa celebridade instantânea seja o mesmo de outros “famosos descartáveis” que retornam para o anonimato de onde nunca deveriam ter saído tão logo o interesse do público é dirigido para outro foco. Por trás do giro interminável das máquinas desse show de horrores e espuma sem conteúdo, se desenvolvem tendências que revelam mutações no estado ideológico da sociedade. São essas tendências que devemos examinar mais atentamente.

O fato e o contexto

No momento da sua maior audiência, as proporções do escândalo na Uniban foram amplificadas pela atitude da própria direção da faculdade, que puniu a vítima com a expulsão. A maioria dos alunos apoiou a expulsão, mesmo os que não participaram da agressão. A repercussão negativa contra a expulsão foi geral. A resposta contou com pressões vindas até do Ministério da Educação, que forçou a faculdade a voltar atrás e readmitir a estudante. Mas o estrago já estava feito. A Uniban já havia ganho o apelido de “Unitaliban”, por ser intolerante, ou “Unibambi”, por não gostar de mulheres com roupas curtas. Empresas começaram a recusar currículos de estudantes vindos dessa faculdade (e coloca-se a seguinte interrogação: os currículos provenientes da Uniban estão sendo recusados porque o incidente mostrou que os seus estudantes e dirigentes são intolerantes? Ou porque mostrou que seus estudantes se parecem com a vítima em questão? Ou as duas coisas ao mesmo tempo?).
Vejamos mais de perto o que é de fato a Uniban. Trata-se de um simulacro de faculdade em que se vende uma mercadoria, um simulacro de educação superior, produto certificado por um diploma, cujos compradores acreditam que servirá como via de acesso para uma carreira, uma profissão na qual se projetam as esperanças ilusórias de sucesso material e acumulação de riqueza (capital em reprodução ampliada), processo que é apresentado como sendo o ápice da realização humana, ou seja, o ideal de felicidade em nossa época.
Os clientes da loja de diplomas da Uniban são oriundos da pequena-burguesia e de estratos superiores da classe trabalhadora. Eventualmente, alguns filhos de camadas mais baixas do proletariado conseguem ingressar também na faculdade, à custa de grande esforço pessoal e familiar. É o caso da própria Geisy, moradora de um bairro periférico de Diadema, filha de pais trabalhadores braçais e ela própria balconista de uma loja. Quanto à burguesia, esta evidentemente tem suas vagas garantidas nas instituições universitárias públicas, nas quais ainda se pratica algo semelhante ao ensino superior real, e nas quais um número muito menor de integrantes das classes subalternas consegue penetrar.
Todos enxergam a faculdade como uma via para a ascensão social, não porque a instituição universitária oferece algum conhecimento real sobre o mundo, mas porque fornece um verniz de “formação profissional” devidamente certificado pelo diploma, que é na realidade o objetivo final. Os professores, as aulas e o conhecimento em si são na verdade obstáculos que se interpõem entre os compradores (supostamente estudantes) e o vendedor (supostamente uma faculdade) numa transação comercial ordinária. Isso tudo é sintetizado por uma piada célebre nas faculdades particulares: “os alunos querem comprar o diploma, a faculdade quer vender, e o professor é o obstáculo no meio do caminho”.
A irritação dos estudantes da Uniban com a sua colega se deve ao fato de que a repercussão negativa desvalorizou a mercadoria em que estão empenhando seu tempo e dinheiro, o ambicionado diploma, que agora se transformou em uma mancha em seus currículos. Por isso houve grande apoio dos estudantes à tentativa de expulsar Geisy por parte da reitoria, a qual, por sua vez, estava também tentando preservar a atratividade da mercadoria que está vendendo, movimento que acabou saindo pela culatra.
Quanto a Geisy Arruda, o incidente a arremessou no redemoinho da indústria de celebridades, o mundo das revistas de fofocas e programas de TV que vivem de expor a intimidade (combinada com o exibicionismo calculado) de modelos, artistas de TV, esportistas, empresários, políticos, arrivistas, aventureiros, alpinistas sociais e oportunistas de todos os tipos. A indústria do entretenimento é sempre bastante ágil na busca de carne fresca para oferecer ao apetite do público. Geisy foi cotada para revistas masculinas, filmes pornô e desfiles de escola de samba.
Do ponto de vista do público espectador do espetáculo, Geisy deve fazer exatamente o que a indústria espera que ela faça, ou seja, aproveitar sua exposição na mídia para faturar. Se alguém fica famoso, é porque quer ganhar algum dinheiro em cima disso, raciocina o público. A narrativa-padrão em que o episódio está sendo encaixado inverte a ordem dos fatos, transformando a vítima em autora de alguma espécie de golpe. A estudante teria provocado o incidente propositalmente para obter algum tipo de notoriedade, a partir da qual poderia extrair algum lucro. O investimento da mulher em seu corpo-mercadoria (academia, salão de beleza, roupas e acessórios) deve obter seu retorno. Não há outro comportamento a se esperar da mulher que não o de encontrar alguma forma de vender seu corpo (ver textos do blog maçãs podres de 5, 8 e 15 de novembro de 2009 –
http://nucleogenerosb.blogspot.com/).

A lógica da mercadoria e a ética de Big Brother

O instinto comercial e o pragmatismo explicam as reações da comunidade da Uniban a posteriori e também a interpretação do público sobre o comportamento de Geisy. Mas o que explica o fato em si na sua origem, ou seja, a agressão que vazou para a internet e se transformou em escândalo? Por que Geisy foi hostilizada a ponto de precisar de proteção policial? O que há de tão extraordinário no vestido curto? Não se trata do mesmo tipo de traje que todos estão acostumados a ver nas ruas? E mais, não estão todos acostumados a ver mulheres com muito menos roupa a cada minuto na televisão? Os estudantes da Uniban são simplesmente machistas? São talibans ou bambis que não gostam de mulheres com pouca roupa? A juventude retrocedeu para antes dos anos 60, antes da chamada “revolução sexual”, e se tornou conservadora?
Essas hipóteses são parcialmente verdadeiras, mas o conservadorismo puro e simples não explica todo o fenômeno. Há algo mais sinistro do que puro e simples conservadorismo tradicional em cena. Esse exemplo de proto-fascistização da juventude não é um fato isolado, e é produto de certos aspectos peculiares da situação histórica em que vivemos e suas correspondentes narrativas ideológicas.
A forma-mercadoria é a célula básica da sociabilidade burguesa e matriz de todas as relações sociais. O sexo é também uma mercadoria, algo que as mulheres devem vender (tornando-se atraentes, ao custo de grande sacrifício, e ao mesmo tempo seletivas, repelindo os homens, exigindo provas de compromisso e viabilidade material em troca de oferecer seu corpo aos vencedores) e os homens devem comprar (prometendo casamento, fidelidade e estabilidade material, provando que são economicamente capazes de prover um lar de contos de fadas). Toneladas de moralismo religioso, ideologia romântica e hipocrisia social costuram essa relação entre matrimônio e patrimônio, colaborando para a imposição do consumismo como razão de viver, elemento fundamental do conformismo geral que anestesia os trabalhadores na sociedade capitalista.
No mundo da vendabilidade universal, as mercadorias devem ser trocadas pelo seu valor equivalente. Essa lei absoluta da esfera da circulação foi de alguma forma transgredida pela estudante de turismo ao expor seu corpo daquela forma, o que explica a reação das demais concorrentes no mercado. Geisy teria supervalorizado seu corpo-mercadoria, buscando se sobressair na competição por meios espúrios. Ela “apelou” ao usar o traje que foi pivô da agressão, e foi punida por ter saído do seu “devido lugar”. A lógica social que motivou a agressão mistura repressão sexual, machismo, discriminação (elementos do velho conservadorismo) e uma nova espécie de ética mercadológico-comportamental. Esse fascismo de mercado aparece no nível das consciências por meio de uma “ética de Big Brother”, e aqui nos referimos não ao personagem do “1984” de Orwell, mas ao do programa de TV (embora este seja indubitavelmente uma das faces contemporâneas daquele).
O Big Brother da TV sintetiza a concorrência entre os indivíduos na competição por exposição no mercado. Os participantes do jogo são julgados pelos espectadores, que aprovam ou rejeitam as estratégias por meio das quais os jogadores tentam se destacar: há os “bad boys”, os “santinhos”, os “manipuladores”, etc. Os critérios pelos quais os espectadores julgam essas estratégias para escolher os vencedores do show são os mesmos pelos quais esses mesmos espectadores são julgados numa dinâmica de grupo ou numa entrevista para vaga num emprego. É preciso ser ao mesmo tempo firme e humilde, ousado e contido, autêntico e comedido, etc. Uma série de exigências comportamentais contraditórias desafiam os participantes, sempre em busca de um equilíbrio impossível entre estratégias de competição simultâneas e mutuamente excludentes. O Big Brother da TV é a forma dramática condensada do ambiente das agências de emprego (ver o texto “My Big Brother” –
http://politicapqp.blogspot.com/2007/05/my-big-brother-o-crtico-de-cinem... em que se desenvolve essa interpretação e se dá o devido crédito ao autor).
A geração de universitários educados pelo Big Brother vivencia as faculdades particulares como uma ante-sala da empresa, com visual de shopping center e códigos morais de agência de emprego. Existem regras por meio das quais os estudantes-clientes devem “vender seu peixe”. Dentro dessa lógica, Geisy teria adotado a estratégia de se vender como mulher-que-tem-o-controle-sobre-seu-corpo-e-faz-com-ele-o-que-quiser. Essa estratégia lhe foi negada pelas demais estudantes, que se sentiram lesadas na concorrência.

O script do fascismo de mercado

A mulher que usa um traje nos moldes do fatídico vestido vermelho é socialmente interpretada tanto pelos homens como pelas outras mulheres como estando “disponível para o sexo”. E aqui é irrelevante determinar se esse estereótipo é ou não compatível com a pessoa em questão. Não importa se Geisy tem um comportamento sexual livre (o qual no caso das mulheres é socialmente valorado de forma negativa e estigmatizado com epítetos como o de “vagabunda”, “vadia”, “galinha”, “puta”, etc.) autêntico e saudável ou se apenas deseja aparentar que o tem. Não importa se se trata de um comportamento real ou de simples aparência, mesmo que a aparência signifique a opção por uma estratégia de exposição que é também uma expressão de alienação e desejo de aparentar algo que não é (um padrão de beleza e comportamento que por sua vez constitui uma submissão a imperativos sociais de dominação impostos sobre as mulheres). Não importa porque não se pode conceder aos seus agressores o direito de reprimir aquilo cuja aparência não lhes apraz.
Isso seria o mesmo que dizer que ela mereceu a agressão, porque provocou, assim como as mulheres que são estupradas provocaram os criminosos por despertarem seu desejo; ou os torcedores que são vítimas dos elementos fascistas nas torcidas organizadas mereceram apanhar porque foram pegos “vacilando” com a camisa de uma agremiação rival no campo esportivo; ou ainda os jovens “emos” mereceram ser agredidos pelos carecas do ABC porque se atreveram a adotar um determinado visual que não os agrada; e assim por diante. Não se pode ser tolerante com a intolerância e o fascismo, e nesse sentido a reação das organizações de esquerda e movimentos de defesa das mulheres foi correta ao organizar manifestações de repúdio contra a faculdade Uniban (embora a compreensão real das organizações de esquerda sobre os elementos psicossociais profundos aqui discutidos seja nula).
Voltando pois ao incidente. As demais estudantes da Uniban negaram a Geisy o direito de se vestir como lhe aprouver. Ela não tem esse direito porque pertence a um estrato mais baixo da classe trabalhadora, porque é filha de migrantes nordestinos, porque não se encaixa no padrão de beleza ariano-anoréxico vigente, porque não é uma autêntica patricinha sarada e malhada, mas alguém que “indevidamente” ousa aparentar sê-lo. O fato de que ela queira aparentar sê-lo é sem dúvida uma expressão da miséria cultural da qual ela é produto e da falta de alternativas da juventude, mas nem por isso os seus agressores tem o direito de perseguí-la, pois isso expressa uma degradação muito mais perversa. Além de tudo, trata-se também de preconceito de classe e racismo. Geisy se atreveu a aparentar distintivos de inserção social que são vedados a sua classe social. Ao proceder dessa forma, ela supervalorizou sua mercadoria no cenário do Big Brother universitário capitalista.
Para que fique bem claro, repetimos o que viemos dizendo nos parágrafos anteriores: a agressão partiu de colegas do sexo feminino (conforme os relatos mais detalhados que circularam depois do escândalo – ver por exemplo
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2088/artigo156256-1.htm). Depois que as mulheres perseguiram Geisy, vieram seus namorados e afins, e depois desses toda a massa que apenas gosta de ver o circo pegar fogo e aproveita qualquer ruptura da rotina para expressar desejos reprimidos e vontade de destruição (“estupra ela”, “vamos estuprar”, gritavam).
As mulheres reprimiram em Geisy aquilo que não tem coragem de expressar através de si mesmas, ou seja, o comportamento sexual livre insinuado pelo vestido vermelho. A transformação do recalcamento psicológico individual em força social repressiva é o mecanismo essencial da psicologia de massas do fascismo. Esse mecanismo hoje está a serviço de um pragmatismo mercadológico mesquinho que enquadra a juventude (uma força social contestadora décadas atrás) no roteiro dramatúrgico barato dos reality-shows, livros de auto-ajuda e manuais de administração de empresas, entre outras formas abjetas da apologética vulgar do capital. A seguir, cenas do próximo capítulo.

Daniel M. Delfino
09/02/2010



Fonte: http://www.espacosocialista.org/node/225, acessado em 15/10/2010.

O CULTO AO NAZISMO NAS BANCAS DE JORNAL




O documentário sobre a II Guerra Mundial mostra no fim de 1944 a deportação em massa de pessoas para Alemanha para servir as industrias de guerra de Hitler. Muitos morriam no caminho. Os campos de concentração são organizados por Himmler. Rudolf Hess era o comandante de Auschwitz, que possuia em sua entrada a inscrição - O trabalho liberta -. Foi idéia dele a utilização de gás cianeto para o extermínio em massa. Os 2 fornos crematórios do campo tinham a capacidade de incinerar mais de 2 mil corpos por dia.

Hess declarou que lá foram mortas 2,5 milhões de pessoas.



Uma rápida olhada nas bancas de jornal no mês de julho de 2009 revelou a ocorrência de um fenômeno editorial bastante significativo. Há um “boom” de publicações voltadas para a II Guerra Mundial, para o nazismo em especial, e para a figura de Hitler em particular.
Vejam-se os seguintes títulos:
- II Guerra Mundial – Edição Ilustrada – Campos de Concentração – A estratégia de extermínio de Hitler – Holocausto – Organização do Partido – Campos de concentração – Ed. Escala.
- Especial 70 anos da II Guerra – Grandes guerras – Tudo de novo no front – Dia D minuto a minuto – Ed. Abril.
- Coleção Battlefield – Aventuras na história – DVD – As maiores batalhas da II Guerra numa só coleção – A batalha da Grã-Bretanha - Ed. Abril.
- Stalingrado, um duelo mortal entre Hitler e Stalin – Aventuras na história – DVD – A batalha mais dramática da II Guerra Mundial – Ed. Abril.
- Hitler, simbologia e ocultismo – A história secreta do ditador – Anticristo, Lança de Longinus, Suástica, Nazismo, Forças Ocultas – Ed. Escala.
- Segunda Guerra – A história oficial e seus heróis anônimos – Ed. Universo dos livros.
- História revelada – A lança sagrada de Hitler – Os segredos do nazismo – Origem, filosofia, história, influência, simbologia – Ed. Universo dos livros.
- História ilustrada do nazismo – O poder e as conseqüências – 1933 – 45 – Vol. 2 – Ed. Larousse.
- Atlas II Guerra Mundial – Alemanha vs. Inglaterra – Livros Escala.
- História viva – 70 anos da Guerra Civil Espanhola – Ed. Duetto.
- Edição totalmente ilustrada – HOLOCAUSTO - A estratégia de purificação racial de Hitler – Ed. Escala.
- Hitler e os segredos do nazismo – Vol. 1 – Ed. Universo dos livros.
Aparentemente, isso pode significar uma simples curiosidade “inocente”, um interesse neutro pelo conhecimento histórico. Pode haver uma flutuação cíclica do interesse do público leitor, que vai de temas como o nazismo a outros fenômenos históricos, como as cruzadas ou o império romano. Entretanto, a continuidade dessa observação nos meses seguintes demonstrou a consistência do fenômeno. As publicações sobre o nazismo e Hitler continuaram “em cartaz”, e novas publicações apareceram.
Além disso, um exame mais cuidadoso dos títulos revela também que não se trata de simples curiosidade histórica ou interesse neutro. Títulos como “os segredos do nazismo”, “a mitologia”, “a simbologia”, “a filosofia”, “as sociedades secretas e o nazismo”; não têm nada de inocente ou neutro. São títulos pensados para tornar o objeto mais atraente. Disfarçadamente, o sensacionalismo esconde uma apologia do objeto, ajudando a alimentar o fascínio e o mistério.
Para completar, deparamo-nos com a quase total ausência de um contraponto ideológico a essa avalanche de lançamentos sobre o nazismo. Há um ou outro lançamento sobre Ernesto Che Guevara (ver por exemplo: Superinteressante – Aventuras na história – 50 anos da Revolução comunista – Cuba e Che – revista e DVD – Ed. Abril), e se bem que o Che sempre tenha sido um “fenômeno de vendas”, fato cujo significado ideológico também merece uma boa discussão, há uma esmagadora prevalência da direita sobre a esquerda nas bancas de jornal.
Estamos diante de um verdadeiro culto ao nazismo. É certo que não se pode julgar o livro pela capa. Seria preciso fazer o exame detalhado de cada uma dessas publicações para verificar a linha política que defendem. Certamente, nenhum autor ou editora cometerá a sandice de fazer uma apologia aberta do nazismo. Entretanto, independentemente do conteúdo, a simples aparição desse fenômeno editorial é ideologicamente significativo. As publicações podem até mesmo ser academicamente corretas ao mostrar as atrocidades que o nazismo cometeu, os campos de concentração, etc., mas isso funciona apenas como cobertura para uma apologia indireta do fenômeno. Há um gosto sádico no inconsciente coletivo sendo alimentado por esse tipo de mercadoria “inocente” irresponsavelmente cultivado pela indústria editorial. Para bom entendedor, meia palavra basta. É preciso saber tirar as conclusões políticas desse sinistro fenômeno ideológico em processamento nas profundezas da consciência social.
O aparecimento desse “boom” editorial, se não configura uma apologia explícita do nazismo, pode bem significar uma espécie de culto disfarçado. Se não há uma crítica e uma denúncia do nazismo, uma explicação do seu papel histórico de alternativa extrema da burguesia alemã em face da Grande Depressão, etc., a compreensão fica prejudicada. O leitor desavisado pode ser seduzido pelo apelo do visual, da simbologia, da sofisticada hierarquia do partido nazista, da disciplina, da ordem, da determinação “heróica”, do romantismo, etc.
Não basta a denúncia de que o nazismo exterminou milhões de judeus. É preciso explicar porque a burguesia alemã precisou do nazismo. Na década de 1930, o capitalismo desmoronava a olhos vistos e o desemprego atingia milhões de pessoas em todos os países ligados ao mercado mundial, desde os grandes impérios até as semi-colônias. Do outro lado havia o exemplo da União Soviética (mesmo sob o terror stalinista), com pleno emprego, industrialização e melhoria nas condições de vida. O movimento comunista internacional era uma ameaça concreta para a burguesia, pois mostrava uma alternativa palpável ao capitalismo em plena crise.
O nazismo cresceu explorando exatamente a divisão entre o stalinismo e a social-democracia. As duas principais forças da esquerda não se unificaram para combater a ascensão do nazismo e foram derrotadas nas disputas de rua no início da década de 1930. Hitler construiu um exército com bandos de lúmpens para espancar militantes de esquerda e aplastar sindicatos. Com isso o nazismo tornou-se alternativa para a burguesia alemã. A burguesia francesa e inglesa considerava a revolução socialista uma ameaça maior do que o próprio nazismo. Isso permitiu o rearmamento do imperialismo alemão, que precipitou a guerra.
O nazismo matou milhões de judeus, mas não apenas isso. A II Guerra provocou a morte de dezenas de milhões de trabalhadores de várias nacionalidades, além de outros tantos milhões de feridos e desabrigados, da destruição de recursos e forças produtivas, fábricas, infra-estrutura e cidades inteiras. Foi somente sobre a base dessa destruição que o capitalismo pôde se reerguer da crise mundial iniciada em 1929.
Resgatar essa história (há muitos outros detalhes a serem esclarecidos) é importante no cenário marcado por uma crise econômica que é a mais séria desde a Grande Depressão. Se a Depressão provocou uma destruição do tamanho daquela da II Guerra, algo semelhante pode estar se preparando no nosso presente. Por mais que os ideólogos do sistema digam que a atual crise “está superada”, nenhum dos problemas estruturais do capitalismo foram resolvidos (e nem podem sê-lo dentro dos marcos desse modo de produção). O capital fictício transbordando no mercado financeiro, o endividamento dos Estados, a emissão descontrolada de moeda, o desemprego, etc., são legados dessa crise que continuarão durante vários anos. A burguesia pode responder à insatisfação social por meio da guerra. Basta escolher o adversário: o Irã, a Coréia do Norte, a Venezuela, etc., ou ainda o terrorismo, as drogas, a violência, o crime, etc.
Por isso, não é coincidência o reaparecimento de golpes de Estado, como em Honduras. Assim como não é coincidência o fenômeno editorial do culto ao nazismo. Diante do recrudescimento das ações da direita, nenhuma concessão pode ser feita, sob qualquer forma em que apareça, mesmo as mais aparentemente “inocentes” como publicações sobre o nazismo, ou as ameaças contra uma estudante na Uniban. A disputa ideológica contra a decadência capitalista e suas doentias manifestações proto-fascistas precisa ser feita em todas as dimensões, apontando as alternativas contra as crises, as guerras, a miséria e a barbárie em todas as suas formas, uma alternativa que só pode ser o socialismo.

Daniel M. Delfino
15/11/2009

Fonte: http://www.espacosocialista.org/node/224, acessado em 15/10/2010.

Bruno Daniel: "Recebemos ameaças e tivemos que deixar o país"

Bruno Daniel: “Recebemos ameaças e tivemos que deixar o país” from Manifesto em Defesa da Democraci on Vimeo.

Bruno Daniel: "Houve tentativa de obstaculizar o Ministério Público"

Bruno Daniel: “Houve tentativa de obstaculizar o Ministério Publico” from Manifesto em Defesa da Democraci on Vimeo.

HOMENAGEM AO PROFESSOR As bolas de papel na cabeça, Os inúmeros diários para se corrigir, As críticas, as noites mal dormidas... Tudo isso não foi o suficiente Para te fazer desistir do teu maior sonho: Tornar possíveis os sonhos do mundo. Que bom que esta tua vocação Tem despertado a vocação de muitos. Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores, Quando em seu dia-a-dia Tantas dificuldades acontecem. A rotina é dura, mas você ainda persiste. Teu mundo é alegre, pois você Consegue olhar os olhos de todos os outros E fazê-los felizes também. Você é feliz, pois na tua matemática de vida, Dividir é sempre a melhor solução. Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida O teu coração a cada dia, Dando-te tanto prazer em ensinar. Homenagens, frases poéticas, Certamente farão parte do seu dia a dia, E quero de forma especial, relembrar A pessoa maravilhosa que você é E a importância daquilo do seu ofício. É por isto que você merece esta homenagem Hoje e sempre, por aquilo que você é E por aquilo que você faz. Felicidades!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Será que os eleitores de Serra vão viajar?

O candidato a vice na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM), fez na manhã desta quarta-feira um apelo à classe média para que não viaje no dia da eleição.

Ele demonstrou preocupação com a possível alta de abstenção no dia 31 de outubro, em razão do feriado na terça-feira seguinte, Dia de Finados (2/11).

Fonte: Uol Noticias.

Contradições eleitoreiras 5 - O Boné

O Projeto Literário do Beco dos Poetas Buscando Patrocinador- Projeto Aprovado pelo MINC e lei Rouanet - Maiores informações no www.becodospoetas.com.br

terça-feira, 12 de outubro de 2010

REPASSANDO...

IPVA (IMPRIMA E GUARDE NO CARRO)
Olha a gente perdendo o Direito por não utilizar.

JUSTIÇA VOLANTE E RESTITUIÇÃO DE IPVA.

(VALE A PENA SABER E DIVULGAR).

O novo número da JUSTIÇA VOLANTE : é 08006442020.

Sabe aqueles acidentes de trânsito chatos, discussões sobre de quem é a culpa, etc & etc.. Há um serviço público chamado Justiça volante. Se você se envolverem acidente de trânsito, ligue 0800-644-2020. São cinco viaturas equipadas com Juizado de pequenas causas, e, oficialmente, todo mundo sai de dentro da Van como se tivesse saído de um tribunal..

Parece que o serviço está prestes a acabar simplesmente porque ninguém liga. Ninguém conhece. Transmita para quem puder, e guarde o número em seu celular. IMPORTANTE SABER E REPASSAR AO MÁXIMO. Gostaria muito que esta informação chegasse ao máximo de pessoas que você conhece. Este é o tipo de informação que 'é direito do povo', mas que o povo não sabe! Fora que esse dinheiro com certeza deve ir para o bolso de alguém, se não for, deve ajudar de alguma forma negativamente para quem tem veículos furtados ou roubados!


SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA: RESTITUIÇÃO DO IPVA

Você sabia que quem teve seu veículo furtado ou roubado pode solicitar a restituição do IPVA proporcional ao período em que não fez uso do veículo? Pois é... É o tipo de informação que o governo não divulga. Por que será?





Veja 'Artigo 4., Lei N. 8.115 de 30 de dezembro de1985'

Par 6. - A dispensa do pagamento do imposto, na hipótese dos parágrafos 4 e 5. (veículo roubado ou furtado), no exercício em que se verificar a ocorrência, desonera o interessado do pagamento do tributo proporção do número de meses em que o titular do veículo não exerceu direito de propriedade e posse e, os casos de furto ou roubo, enquanto esses direitos não forem restaurados.

Par 7. - Nos casos de veículos furtados ou roubados, sempre que forem restaurados os direitos de propriedade e posse violados, o contribuinte deve comunicar o fato, imediatamente e por escrito, à Fiscalização de Tributos Estaduais (art.12 par 2.).

Então, se você conhece alguém nessa situação, repasse esse e-mail. Pelo menos a pessoa pode amenizar um pouco o prejuízo além de exercer o seu direito. A solicitação de restituição do Imposto deve ser feita na Secretaria da Fazenda, Guichê do IPVA.

Para onde irá o novo ou a nova presidente?


Lendo e ouvindo os comentários a respeito dos candidatos a presidência do Brasil fiquei em dúvida se realmente as pessoas sabem qual é a real função do governo do Estado brasileiro.
Me sinto em um seminário teológico onde é debatido a crença em Deus e se o aborto é pecado ou não. Até parece que isso não existe no Brasil e, se a lei for aprovada, todas as mulheres irão sair loucas e desesperadas na busca de uma clínica para abortar seus filhos e no país irá correr o risco de não haver mais nenhum nascimento. Crer ou não em Deus é irrelevante para um governo democrático, pois o mesmo está lá para representar a opinião da população que o elegeu. Será que o próximo passo será tirar do Congresso todos que acreditam no SAÇI-PERERE.
Fico imaginando onde será a sede do governo. Vai aqui uma sugestão: Talves possa ser na Catedral de Brasilia. Quanto ao ministério, seria bom chamar o Papa Bento XVI para ministro da Casa Civil e o Bispo Macedo para o ministério da economia.
Carlos Benethi - sociólogo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Contradições Eleitoreiras 4 - em busca do voto sagrado

Dilma Roussef ao ser questionada se acreditava em Deus em outubro de 2007, na sabatina da Folha de S. Paulo:
""Eu me equilibro nesta questão. Será que há? Será que não há?"
http://www1.folha.uol.com.br/poder/744245-dilma-rousseff-ilusoes-armadas.shtml (citação)

Dilma Roussef ao ser questionada se tinha alguma religião específica, na Revista Época em fevereiro de 2010:
"Não, mas respeito"
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI122895-15223-3,00-DILMA+VOCE+ACHA+QUE+SOU+UM+POSTE.html

Dilma Roussef ao ser questionada se acreditava em Deus por José Luiz Datena, em abril de 2010:
"Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se você me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora."
http://www.youtube.com/watch?v=4_UgNkNxnp4&feature=player_embedded#!

Dilma Roussef batizando seu neto em 1 de outubro de 2010, dois dias antes do primeiro turno das eleições:
"O batismo é um sinal. Eu fui batizada, crismada e o meu neto tinha também que ser batizado. Eu sou católica, é a minha religião e a dele também. "

http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/01/dilma-nega-ter-tropecado-em-debate-na-questao-das-doacoes-de-campanha-922675627.asp


domingo, 10 de outubro de 2010

Bruno Daniel: "Celso Daniel: um caso emblemático da fragilidade das nossas instituições"

Bruno Daniel: “Celso Daniel: um caso emblemático da fragilidade das nossas instituições” from Manifesto em Defesa da Democraci on Vimeo.

Bruno Daniel: "Muitas coisas foram descobertas"

Bruno Daniel: “Muitas coisas foram descobertas” from Manifesto em Defesa da Democraci on Vimeo.

Brenda dos Santos - Tente Outra Vez (Jovens Talentos) GRANDE FINAL ♥ SBT



TENTE OUTRA VEZ

Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha em fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!...

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!...

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!...

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!...

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!...

Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!...

Composição: Raul Seixas / Marcelo Motta / Paulo Coelho

sábado, 9 de outubro de 2010

3º SARAU DO BECO DOS POETAS




3º Sarau Beco dos Poetas



17/OUTUBRO/2010 - DOMINGO - 10 h



Na Biblioteca do Centro Educacional Unificado (CEU) Caminho do Mar, no Jabaquara, aqui na Capital, SP, avenida Engº Armando de Arruda Pereira, 5.241.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Contradições Eleitoreiras 3 - Ciro, o terrível

EDITAL DE CONCURSO LITERÁRIO (RESULTADO)

A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, por meio da SECRETARIA DE CULTURA, torna pública a relação de premiados no EDITAL DO CONCURSO LITERÁRIO, publicado no jornal "Notícias do Município", edição nº 1550, de 12 de março de 2010.

Categoria Poesia ( São Bernardo do Campo )
MARIA DA CONCEIÇÃO SOARES BASTOS
HILDA CAMPIOTTI DA SILVA
ALBERTO LAZZARINI FILHO

Categoria Poesia ( Brasil )
EDSON BUENO DE CAMARGO
MARY FERREIRA BORGES DE CASTILHO
EUSTÁQUIO GORGONE DE OLIVEIRA

Categoria Contos ( São Bernardo do Campo )
ALVAIR SILVEIRA TORRES JUNIOR
RONALDO VENTURA
MARIA ELENA CABRINI LIBORIO

Categoria Contos ( Brasil )
FRANCINE JALLAGEAS
RONALDO CAGIANO BARBOSA
SILVIO ROGÉRIO SILVA

Categoria Dramaturgia ( São Bernardo do Campo )
GUSTAVO DA SILVA GONÇALVES PENNA
MANUEL MESSIAS DA SILVA FILHO
MARCELO MONTHESI

Categoria Dramaturgia ( Brasil )
VALDEREZ CARDOSO GOMES
SOLANGE DIAS
LUIZ CARLOS GOMES BORGES


São Bernardo do Campo, 07 de outubro de 2010.
Osvaldo de Oliveira Neto
Secretário Adjunto de Cultura


Fonte: Notícias do Município, 08/10/2010, página 27.
Link: http://www.saobernardo.sp.gov.br/dados1/nm/nm%201582.pdf, acessado em 08/10/2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

EM DEFESA DO VOTO NULO



Karem, Tarcísio, Márcio, Tuca

A democracia burguesa já está em vigor no Brasil há mais de vinte anos. De dois em dois anos, acontecem eleições, seja para os cargos municipais, seja para os cargos estaduais e federais, nas quais todos os brasileiros de determinada idade são obrigados a votar. Os partidos possuem tempo de exposição gratuito nos meios de comunicação e contam com fortunas para fazer campanha.

Gerações de brasileiros foram educadas a ver nas eleições a principal ou única forma de melhorar sua vida, votando e fazendo campanha pelos melhores candidatos. Parcelas mais conscientes e mobilizadas da classe trabalhadora chegaram a acreditar que o PT seria capaz de fazer transformações profundas na estrutura da sociedade, mesmo que não tivessem consciência precisa do que seriam essas transformações e de que melhorias verdadeiras só podem vir através de uma ruptura revolucionária em direção ao socialismo. Mesmo assim, votavam no PT, e acreditavam, e esperavam...

A trajetória do PT acabou servindo para ensinar aos trabalhadores que os partidos e também os sindicatos servem de trampolim para disputar eleições, conseguir cargos, arranjar uma ``boquinha''. Que o máximo que se pode conseguir é uma bolsa-esmola para os pobres aqui, um aumento do salário mínimo ali, e admite-se até mesmo que o PT também pode roubar desde que ``faça''; e está pronto o discurso: nunca antes na história deste país a classe trabalhadora esteve tão bem!

A população hoje vota no menos pior porque deixou de acreditar na política, mas podemos construir um novo estado com o avanço da consciência dos trabalhadores. Se mais de 50% dos votos forem nulos, deixariam de serem eleitos os candidatos atuais e uma nova eleição precisaria ser chamada. Isso implicaria que os grandes partidos teriam que desmontar seu esquema eleitoral indicar novos candidatos as pressas sem um programa suplementar.

O dever dos revolucionários é construir outra narrativa, que desfaça essas décadas de confusão ideológica e ensine aos trabalhadores que só a luta muda a vida. Não se trata de decretar no dia 3 de outubro de 2010 a greve geral insurrecional para derrubar o governo Lula, mas da construção de um movimento político da classe, totalmente independente em relação ao Estado, que realize uma disputa ideológica profunda pelo socialismo.

Os partidos operários viraram as costas para a tarefa de construir esse movimento, pois nem sequer a unificação em uma central sindical ou numa frente eleitoral conseguiram realizar, priorizando a sua autoconstrução em detrimento da auto-organização e elevação da consciência da classe. Tais partidos se negam a romper com o eleitoralismo e construir outra forma de ação política, em que a classe se ponha como sujeito histórico. Recusam-se também a enxergar os cerca de 20 a 30 % de eleitores que a cada eleição votam branco, nulo ou se abstém pelos mais diversos motivos, inclusive por não acreditar mais no sistema, deixando de incorporá-los à luta.

As eleições na democracia burguesa é uma farsa! Hoje os salários dos políticos são altíssimos e o gasto com a máquina (fala burguesa) é mais alto que o investimento em educação e saúde. Temos o dever de dizer a verdade aos trabalhadores: Só a luta muda a vida! E nas eleições do Estado burguês o voto classista e socialista só pode ser o voto nulo.

Fonte: http://www.espacosocialista.org/node/253, acessado em 06/10/2010.


Contradições eleitoreiras 2

O PT e o aborto:

Resolução do 3° Congresso do PT em 2007:

"O PT, através de sua secretaria defende e reafirma seu compromisso com políticas e ações, hoje incorporadas pelo governo federal, que representam as principais bandeiras de lutas dos movimentos de mulheres e feministas, e que são extremamente significativas para a melhoria da qualidade de vida das mulheres: (...) defesa da autodeterminação das mulheres, da discriminalização do aborto e regulamentação do atendimento à todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres"

http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091207134809Resolucoesdo3oCongressodoPT.pdf
( na p.82)


PT pune deputados por contrariar descriminalização do aborto - Folha de São Paulo, 18/09/2009:


"O Diretório Nacional do PT decidiu na noite desta quinta-feira punir os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) por contrariarem orientação do partido para defesa da descriminalização do aborto.

Por unanimidade, os dois parlamentares tiveram seus direitos partidários suspensos --Bassuma, por 1 ano, e Afonso, por 90 dias.

Com a decisão do Diretório Nacional, os dois parlamentares ficam impedidos de votar e fazer discursos em nome do partido."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625663.shtml


Nota de repúdio das centrais sindicais (incluindo a CUT) a José Serra em 21 de junho de 2010, publicado no site do PT:


"CARNIFICINA É NÃO DESCRIMINALIZAR O ABORTO: UM DIREITO DA MULHER, UM DEVER DO ESTADO


As Centrais Sindicais brasileiras repudiam e manifestam a sua indignação à declaração do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que afirmou nesta segunda-feira, dia 21, durante sabatina do Jornal Folha de São Paulo, que não mexeria na atual legislação sobre o aborto. Para ele "liberar o aborto criaria uma verdadeira carnificina no país."
É lamentável que um candidato a presidência da República tenha essa postura. Ao fazer essa declaração, ele fecha os olhos para milhares de mulheres que recorrem ao aborto como o último recurso para evitar uma gravidez indesejada e não como um método anticoncepcional."

http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/mulheres-16/noticias-95/carnificina-E-nAo-descriminalizar-o-aborto:-um-direito-da-mulher-um-dever-do-estado-9441.html


André Vargas, Secretário de Comunicação do PT, na Folha de São Paulo de 5/10/2010:

"O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra"

http://www1.folha.uol.com.br/poder/809786-pt-estuda-tirar-aborto-de-programa-para-estancar-queda-de-dilma-entre-religiosos.shtml