quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sob protestos, Câmara aprova criação da SBCPrev


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

A Câmara de São Bernardo aprovou a criação da SBCPrev, novo sistema previdenciário da cidade. Apesar de protestos do funcionalismo, 14 vereadores endossaram o projeto de lei formulado pelo prefeito Luiz Marinho (PT).

A presidência do Legislativo preparou forte esquema de segurança para evitar tumulto, como aconteceu na semana passada, quando integrantes do Sindicato dos Servidores Públicos e do Fuprem (Fundo de Previdência Municipal) invadiram o plenário e impediram a votação.

Entre os principais pontos questionados estão a falta de representatividade de funcionários na diretoria da SBCPrev e a transferência de responsabilidade de gerência do dinheiro do fundo, agora a cargo da Prefeitura . O fundo gestor do Fuprem entrará na Justiça para tentar reverter a aprovação.

O texto agora segue para sanção de Marinho.


http://www.dgabc.com.br/News/5910502/sob-protestos-camara-aprova-criacao-da-sbcprev.aspx, publicado 31/08/2011, acessado 31/08/2011.




Sonhos

Quando o sonhos e desfaz,
Deus reconstrói.
Quando se acabam as forças,
Deus renova.

Quando é inevitável conter as lágrimas,
Deus dá alegria.
Quando não há mais amor,
Deus o faz nascer.

Quando a maldição é certa,
Deus transforma em benção.
Quando parecer ser o final,
Deus dá novo começo.

Quando a aflição quer persistir,
Deus nos envolve com a paz.
Quando a doença assola,
Deus é quem cura.

Quando o impossível se levanta,
Deus o torna possível.
Quando faltam as palavras,
Deus sabe o que queremos dizer.

Quando tudo parece se fechar,
Deus abre uma nova porta.
Quando você diz: não vou conseguir,
Deus diz: Não temas, pois estou contigo.

Paranoia Urbana de Marisa Serrano no Talk Show - JustTV - 30/08/11

Por Amor ao Mundo



Por ainda acreditar na possibilidade de um mundo mais justo, onde seja possível o acesso de todos os humanos às condições básicas para uma vida com dignidade, compartilho aqui pensamentos que apontam para a possibilidade de uma presença mais relevante do espaço da pluralidade humana, especialmente no cotidiano de nossas cidades.

Quando se fala a partir do Brasil, não é fácil ser portador de uma mensagem de esperança. Permanecermos na mesma posição no ranking do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Entre 177 países, o Brasil está na 63ª posição. É um lugar incômodo para um país que detêm uma das maiores economias do mundo. Nesse cenário sócio-econômico, um dos principais problemas é a concentração de riqueza: quase 50% da renda nacional está nas mãos de apenas 10% da população. Além do quadro social crítico que se manifesta de forma mais visível nas cidades, especialmente nas metrópoles, convivemos também com um cenário político desalentador com tantas denúncias de corrupção envolvendo todos os poderes da República – judiciário, executivo e legislativo.

Diante desse quadro, são comuns as manifestações de espanto, raiva, desânimo e decepção. Dá vontade de chorar. Podemos afirmar que o Brasil está de luto. Rubens Alves, ao escrever sobre a recente crise política brasileira, falou sobre esse sentimento:

Choramos... D. Miguel de Unamuno, filósofo espanhol que Guimarães Rosa muito amava, disse que“o que existe de mais sagrado num templo é o fato de ser o lugar aonde se vai chorar em comum. Um Miserere cantado em coro por uma multidão açoitada pelo destino vale tanto quanto uma filosofia”. Creio que ele me permitiria uma inversão. Eu diria: “Um lugar aonde se vai chorar em comum, qualquer que seja, transforma-se num templo”. Em que templo enorme se transformou o Brasil! Só nos falta um poeta que nos componha um Miserere para cantarmos!”

Por mais legítimo e necessário que seja, esse choro coletivo deve nos levar a uma ação restauradora e não à prostração. Nessa direção, trago à memória a oração pela cidade, escrita em 1910, por Walter Raushenbush, principal criador e articulador da Teologia do Evangelho Social, teólogo-pastor que soube conjugar adequadamente o amor a Deus e o amor ao mundo. Assim como Jesus chorou diante de Jerusalém, Rauschenbush também deve ter chorado diante da situação de sua cidade, pelo menos é o que podemos inferir ao ler a sua oração pela cidade:

“Ó Deus, oramos pela cidade que amamos e da qual nos orgulhamos. Alegramo-nos com sua beleza e seu comércio, suas lojas e suas fábricas, seus mercados e suas feiras – onde todos se juntam a trabalhar; e com seus lares – onde as pessoas se encontram para o repouso e o amor.Ajuda-nos a fazer com que a nossa cidade seja a oficina comum do nosso povo, onde cada um poderá achar seu lugar e sua missão para assim construir diariamente sua vida, dando com suas mãos e sua mente aquilo que de melhor tem. Ajuda-nos também a fazer de nossa cidade o grande lar do nosso povo, onde todos poderão viver suas vidas com conforto, sem medo, em paz e amando uns aos outros.Une nossos cidadãos não só pelo elo do dinheiro e do lucro, mas também pela boa vontade comunitária, pela emoção de alegrias comuns, e com o orgulho de seus bens comuns. Quando formos traçar as metas grandiosas para o futuro de nossa cidade, permite que lembremos sempre que a sua verdadeira riqueza e grandeza consistem não só na abundância daquilo que possuímos, mas também na justiça das instituições e na irmandade dos que nela habitam. Torna-a rica com seus filhos e filhas e que fique famosa através das paixões grandiosas que os inspiram.Somos-te gratos pelos homens e mulheres do passado que, pela sua generosa devoção ao bem comum, foram os pilares de nossa cidade. Permite que nossa geração possa continuar dignamente a construir sobre os fundamentos que eles lançaram. Se, no passado, houve quem tivesse se enriquecido pela apropriação indevida dos bens públicos, manchando assim a honra da cidade por causa de sua ganância, dá-nos, nós te pedimos, a raiva justa de cidadãos, para que possamos expurgar essa vergonha e ela não venha a macular os anos futuros. Dá-nos uma visão de nossa cidade, bela como deverá ser: cidade onde impere justiça, onde um não será vítima de outro; cidade de abundância, onde o vício e a pobreza não mais existirão; cidade fraterna, onde os empreendimentos terão como fundamento o serviço ao povo e as honras serão dadas somente aos que são realmente merecedores delas; uma cidade pacífica, onde a ordem não reinará pela força, e sim pelo amor de todos pela cidade, que é a grande mãe da comunidade. Escuta, ó Deus, as orações silenciosas de todos os nossos corações, enquanto devotamos nosso tempo, forças e pensamentos para que chegue logo o dia em que ela se tornará bela e justa. Amém.(Oração pela Cidade – Walter Rauschenbush, 1910)”

É uma oração que, mesmo tendo sido escrita há quase um século, expressa ainda muitos dos nossos desejos e frustrações com relação ao espaço urbano. Uma leitura mais atenta dessa oração revela, pelo menos, cinco categorias de análise: a cidade como espaço da produção material da vida; a cidade como lugar da manifestação da singularidade; a cidade como espaço da reunião dos cidadãos e cidadãs em projetos comuns; a cidade como espaço da manifestação objetiva da justiça e a cidade como espaço da expressão religiosa. Assim, para Raushenbush, a cidade se abre à possibilidade humana da expressão do trabalho, da religiosidade e da governança. Segundo ele, essas formas de expressão do humano são balizadas na justiça, na memória e no amor, parâmetros para a ordenação de um espaço comum onde se expressa a pluralidade e singularidade humana.

Para explicitar essa tríade, retomo as palavras do autor:

“Se, no passado, houve quem tivesse se enriquecido pela apropriação indevida dos bens públicos, manchando assim a honra da cidade por causa de sua ganância, dá-nos, nós te pedimos, a raiva justa de cidadãos, para que possamos expurgar essa vergonha e ela não venha a macular os anos futuros. Dá-nos uma visão de nossa cidade, bela como deverá ser: cidade onde impere justiça, onde um não será vítima de outro; cidade de abundância, onde o vício e a pobreza não mais existirão; cidade fraterna, onde os empreendimentos terão como fundamento o serviço ao povo e as honras serão dadas somente aos que são realmente merecedores delas; uma cidade pacífica, onde a ordem não reinará pela força, e sim pelo amor de todos pela cidade, que é a grande mãe da comunidade.”

Em estreita relação com a tríade – justiça, memória e amor – há, nesse trecho da oração, duas afirmações que nos chamam a atenção.

A primeira, quando ele pede: “dá-nos, nós te pedimos, a raiva justa de cidadãos”.

O que seria para nós hoje a raiva justa de cidadãos?

 Entendemos que a “raiva justa” que Rauschenbush busca em sua oração se traduz num forte sentimento de indignação que possa levar os cidadãos e cidadãs ao exercício de uma cidadania mais plena, por meio de uma fé cidadã e não ao conformismo ou à alienação.

 A segunda afirmação está na expressão: “dá-nos uma visão de nossa cidade, bela como deverá ser”. Aqui se reflete a dimensão da experiência cristã. Aponta para um mundo restaurado pela manifestação da Graça de Deus.

Participar ativamente do espaço público exige da Igreja – não como corpo abstrato enquanto instituição social, mas corpo vivo formado por cidadãos e cidadãs – a junção ou a articulação destes dois elementos: uma “raiva justa de cidadãos” e uma “visão” para as nossas cidades. É a necessária articulação entre a cidadania ativa e a utopia.

Para isso, é sempre necessário acreditar que dias melhores virão.

Garcia Lorca por Frei Beto

Quando alguém vai ao teatro, a um concerto ou a uma festa, se lhe agrada, lamenta que as pessoas de que gosta não estejam ali. “Como minha irmã, meu pai iriam apreciar“, pensa, e desfruta tomado por leve melancolia.

Esta é a melancolia que sinto, não pela minha família, e sim por todas as criaturas que, por falta de meios e por desgraça, não gozam do supremo bem da beleza, que é a vida com bondade, serenidade e paixão.

Por isso nunca tenho livros, pois presenteio todos os que compro, que são muitíssimos, e portanto estou aqui honrado e contente por inaugurar esta biblioteca do povo, a primeira na região de Granada.
Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e estivesse abandonado na rua, não pediria um pão, pediria meio pão e um livro. Critico violentamente os que falam apenas de reivindicações econômicas, sem jamais ressaltar as culturas, que pedem as gritos.

Ótimo que todos os homens comam; melhor que todos tenham saber. Que gozem todos os frutos do espírito humano, porque o contrário é serem transformados em máquinas a serviço do Estado, convertidos em escavos de uma terrível organização social.

Lamento muito mais por um homem que deseja saber e não pode, do que por um faminto. Este aplaca a fome com um pedaço de pão ou algumas frutas. Mas um homem que tem ânsia de saber e não possui os meios, sofre uma profunda agonia, porque são livros, livros, muitos livros, que necessita. E onde estão esses livros?

Livros! Livros! Palavra mágica que equivale a dizer: “amor, amor“, e que os povos deviam pedir como pedem pão ou anseiam por chuva após semearem.

Quando Dostoiéviski, pai da revolução russa muito mais que lenin, se encontrava preso na Sibéria, isolado do mundo, retido entre quatro paredes e cercado de desoladas extensões de neve infinita, em carta à sua família pedia que o socorresem: “Enviem-me livros, livros, muitos livros, para que minha alma não morra!

Tinha frio e não pedia fogo; sede e não pedia água; pedia livros, ou seja, horizontes, escadas para subir ao ápice do espírito e do coração. Porque a agonia física, biológica, natural de um corpo faminto, provocada pela fome, sede ou frio, dura pouco, muito pouco, mas a da alma isatisfeita dura toda vida.

Disse o grande Menéndez pidal, um dos sábios mais autênticos da Europa, que o lema da República deveria ser: “Cultura“. Porque só através dela é possível solucionar as dificuldades que hoje enfrenta o povo cheio de fé, mas carente de luz.

Palávras de Frederico Gárcia Lorca ao inaugurar a biblioteca de Fuente de Vaqueros (Granada) em setembro de 1931.

Frei Betto

ATENÇÃO!!!! VALORES INVERTIDOS?????!!!!!!!!

ATENÇÃO!!!! VALORES INVERTIDOS?????!!!!!!!!:

Auxílio-reclusão

PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL

A partir de 15/7/2011 R$ 862,60 – Portaria nº 407, de 14/07/2011

A partir de 1º/1/2011 R$ 862,11 – Portaria nº 568, de 31/12/2010

A partir de 1º/1/2010 R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010

A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009

De 1º/2/2009 a 31/12/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009

De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008

De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007

De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006

De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005

De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004

De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003





DIVULGUEM AO MÁXIMO

As Centrais Sindicais chiaram com o "aumento" do salário mínimo p/ R$ 545,00, porém não estão discordando do aumento do "salário presidiário" para R$ 810,00!!!

Será que os sindicalistas e os governantes do Brasil acreditam que um criminoso merece uma remuneração superior a de um trabalhador ???



A REFERIDA PORTARIA JÁ FOI REVOGADA PELA DE Nº 333, DE 1º/06/2010 NA QUAL O VALOR DO SALÁRIO FAMÍLIA PRESIDIÁRIO PASSOU A SER DE R$810,18.E TEM MAIS!!!

NO CASO DE MORTE DO "POBRE PRESIDIÁRIO", A REFERIDA QUANTIA DO AUXÍLIO- RECLUSÃO PASSA A SER "PENSÃO POR MORTE". O GRANDE LANCE É ROUBAR OU MATAR PARA SER PRESO E ASSIM SUSTENTAR CONDIGNAMENTE A SUA PROLE

É INADMISSÍVEL INCENTIVO À CRIMINALIDADE!



Você sabe o que é o AUXÍLIO RECLUSÃO?

Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 1/1/2010, é de R$ 798,30 por filho para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Mais que um salário mínimo que muita gente por aí rala pra conseguir e manter uma família inteira.



Ou seja (falando agora no popular pra ser entendido), bandido com 5 filhos, além de comandar o crime de dentro das prisões, comer e beber nas costas de quem trabalha e/ou paga impostos, ainda tem direito a receber auxílio reclusão de R$ 3.991,50 da Previdência Social. Qual pai de família com 5 filhos recebe um salário suado igual ou mesmo um aposentado que trabalhou e contribuiu a vida inteira e ainda tem que se submeter ao fator previdenciário? Mesmo que seja um auxílio temporário, prisão não é colônia de férias.

Isto é um incentivo a criminalidade. Que politicos e que governo é esse??? Não acredita? Confira no site da Previdência Social.



Portaria nº 48, de 12/2/2009, do INSS

http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22



Pergunto-lhes:

1. Vale a pena estudar e ter uma profissão?

2. Trabalhar 30 dias para receber salário mínimo de R$ 545,00, fazer malabarismo com orçamento pra manter a família?

3. Viver endividado com prestações da TV, do celular ou do carro que você não pode ostentar pra não ser assaltado?

4. Viver recluso atrás das grades de sua casa?

5. Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho que está preso, recebe uma bolsa de R$ 798,30 para seu sustento?

6. Já viu algum defensor dos direitos humanos defendendo esta bolsa para os filhos das vítimas?



MOSTRE A TODOS O QUE OCORRE NESSE PAÍS



Informação enviada por e-mail


(De Eva a ave - Mulher 2011 - Textos Poéticos)


De Eva a ave

Voltamos no tempo, no servilismo que queriam de Eva
Colocando-a em débito, um apêndice do homem
No entanto, acabou-se essa treva
A mulher quis identidade, e por mais que fosse tarde
Superou-se.

Seja púbere ou anciã
Dona de casa ou doutora
Ascendendo, alpinismo da vida
Conquistando com corpo e mente sã.

Consorte da verdade que aflora
Com defeitos e qualidades
Exibe no ramo e na rima da vida
Um ser maior por dentro do que por fora.

A mulher visou companheirismo
E com otimismo, algumas acharam
Sem preconceito, com realismo
No dia a dia, na labuta, sem calvário.

Ela está dando as cartas
Mesmo podendo estar em baixa em algumas apostas
Respondendo perguntas e querendo respostas
Fazendo cair as máscaras fartas.

Pisando em farpas e seguindo firme
Deixando o passado onde deveria ficar
Se for preciso, os dedos em riste
Mostrando a força em qualquer lugar.


Mulher 2011

Frágil e forte no seu viver
Companheira na dor e prazer
Lutadora nas labutas da vida
Conquistadora de terras novas e espaços.

Mãe... Parceira e guerreira de nervos de aço
Sem rótulos, ao trabalho se deu de corpo e alma
O tempo lhe deu força, pureza e sabedoria
Fronteiras foram a baixo, o passado ficou no passado.

Em todos os cantos atualmente deixa sua marca
Com garra e inteligência dominou as faculdades
Nenhum ofício que almeja agora é inatingível.
Caíram os mitos de servilismo, força e idade.

Mulher... Amada por filhos e marido
Mulher... Adorada pela beleza e fragilidade
Dominante dos sentimentos e autoritária nos seus domínios
Rosa de beleza e, se for preciso, espinhos.

Textos: André Anlub
Imagem: Tela de Picasso
Imagem: Tela de André anlub

Vereadores vão votar protegidos por segurança em São Bernardo



ÉDISON MOTTA

Para evitar nova invasão do plenário por manifestantes - como ocorreu na semana passada - o presidente da Câmara de São Bernardo, vereador Hiroyuki Minami (PSDB), convocou reforço da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. "É um dever meu", explicou, garantindo que a votação do projeto que cria a SBCPrev vai acontecer amanhã.

TUMULTO

A sessão promete ser tumultuada. O Sindicato dos Servidores e os atuais gestores do Fuprem (Fundo de Previdência Municipal) estão mobilizando funcionários para tentar deter a criação da autarquia que vai substituir o Fuprem.
Na quarta-feira passada, o secretário de Governo, Maurício Soares (PT), "foi mais um invasor", segundo Minami, porque subiu ao palco do Teatro Cacilda Becker, onde está instalado o plenário e deliberou com líderes do Fuprem e do Sindserv nova reunião para rediscutir a propositura. Porém, o prefeito Luiz Marinho (PT) desautorizou seu secretário e o encontro não aconteceu.

MUDANÇAS

O prefeito atendeu apenas quatro das 22 alterações sugeridas pelos servidores. Eles permanecem questionando o modo de representação proposto para gerir a autarquia e argumentam que a maioria dos trabalhadores ainda não conhece o projeto.
O projeto encaminhado pelo Executivo prevê a criação da SBCPrev para adequar o sistema previdenciário do município à lei federal 10.887/04. O prefeito retirou do projeto original a gestão dos recursos da autarquia por uma empresa terceirizada e mudou também a origem de diretores e conselheiros indicados pela prefeitura: eles deverão ser funcionários de carreira do município. Nada mais.



http://www.jornalabcreporter.com.br/noticia_completa.asp?destaque=15140, publicado 30/08/2011, acessado 31/08/2011.

Câmara de S.Bernardo pede reforço da GCM

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC


O presidente da Câmara de São Bernardo, Hiroyuki Minami (PSDB), pediu reforço da segurança feita pela Guarda Civil Municipal na sessão que será realizada amanhã e que votará projeto de lei do Executivo que muda o sistema de previdência.

Na semana passada, integrantes do Sindserv (Sindicato dos Servidores) e do Fuprem (Fundo de Previdência Municipal) invadiram a plenária e impediram a votação da matéria. Eles concordam com a criação da autarquia SBCPrevi para administrar as aposentadorias, mas querem debater outros pontos da peça, como a diminuição da representatividade da categoria nas decisões do fundo.

Sindicato e Fuprem criticam a posição da gestão Luiz Marinho (PT), que agendou reunião para discutir melhor a propositura na quinta-feira. Mas o secretário de Governo, Maurício Soares, anunciou o cancelamento do debate por considerar "perda de tempo".

A diretoria do Sindserv convoca o funcionalismo para comparecer à Câmara amanhã de manhã e participar de outra manifestação. "Vencemos uma batalha, mas a luta continua", diz o chamado no site da entidade. O integrante do conselho gestor do Fuprem Alexander Mognon observa que o ocorrido na última sessão, em que houve bate-boca com os vereadores, que ficaram acuados, foi "o último recurso" para evitar a votação. "Queremos discutir mais o projeto. Vamos nos manifestar de forma pacífica."

Normalmente, as plenárias de São Bernardo são realizadas com a segurança de dois guardas municipais e pessoal de apoio. Mas não foi suficiente para conter o ímpeto de dezenas de funcionários públicos que invadiram o local de votação.

O presidente do Legislativo quer evitar outra incursão dos servidores. "Nossa intenção é conservar a integridade física dos parlamentares e transcorrer os trabalhos legislativos de maneira tranquila. Não pode haver interrupção", frisa Hiroyuki Minami.

O governo Marinho está confiante na aprovação do projeto. Tanto que já prepara o envio à Câmara de outras matéria importante, a revisão do Plano Diretor. O prefeito participa hoje, às 19h, no Centro de Referência do Idoso, de audiência pública para expor as alterações.


http://www.dgabc.com.br/News/5910099/camara-de-s-bernardopede-reforco-da-gcm.aspx, publicado 30/08/2011, acessado 31/08/2011.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O sol nasce para todos...

Carlos Cesar Miranda-G1-Tirado em Pedizes/SP














Nesse Domingo 28/08/2011 fui convidada para participar e registrar um momento muito esperado pela população do Campo Limpo/SP “a entrega das chaves pelas mãos do Governador Geraldo Alckmin à população, senti emoção e orgulho... do meu Governador e do Secretário Silvio Torres Secretário da Habitação do Estado de São Paulo e dos líderes das associações que se organizam para lutar em prol da população das periferias que assim como todo” bom brasileiro” sonha o sonho da casa própria...

Silvio Torres Secretario da Habitação que tem como seu maior desafio: “criar um plano diretor metropolitano para impedir o crescimento desordenado na periferia dos municípios paulistas e incentivar o repovoamento de centros urbanos. E vem conseguindo com forte apoio do Governador e da organização das Associações de pessoas... que tem esse papel importante não apenas de cobrar esses desafios mas o de colaborar e acreditar que isso é possível.

Pude sentir o calor e a energia desse sol lindo que fez no domingo juntamente com a energia desse povo realizando o sonho!

“O Governador começou assim seu pronunciamento: “- Tudo nasce de um sonho!”E realmente pessoas que sonharam com habitação acessível e sem muita burocracia, estavam lá alegres recebendo as palavras e as chaves de seus aptos do nosso Governador com muito carinho e gratidão, não quero parecer entusiasta, porém, não dá pra deixar de se emocionar ao enxergar nos olhos da população contemplada, com seus telegramas nas mãos e o coração ensolarado de esperança...

Esses eventos de realização de projetos deveriam ser uma constante e ser vistos como algo comum e corriqueiro, mas ainda não é possível, porém, pude ver que a cada dia essa preocupação em realizar sonhos “o de dar uma pouco de dignidade à população da periferia está se concretizando pela mão do estado...

Esse é o dever do Estado, que deve contemplar seu povo com o que há de mais humano e digno, habitação, saúde e transportes públicos com mais qualidade.

A alegria e satisfação de Silvio Torres (Habitação) contagiaram a população... Juntamente com vários outros secretários e autoridades da cidade de São Paulo.

Também a presença marcante de Marta Lucas da região leste, ela é jornalista que vem nesses últimos lutando no trabalho árduo de segurança das nossas crianças atuando em São Miguel Paulista, candidata nessa eleição a conselheira tutelar presenciei o carinho e respeito que Geraldo Alckmin tem por ela. Gosto muito de uma frase que ela usa que é do Ray Kroc, fundador da Rede McDonal's:

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”

Nesse pensamento bastante citado por “Marta Lucas”, vou terminando e lembrando o sol maravilhoso que nasceu nesse domingo para todos nós, e que faz nascer por dentro essa vontade de abraçar as causas nobres e voltar a acreditar na política como canal realizador do bem... Lembrando de que o sol nasceu pra todos, e que há ainda muitos “todos” que esperam ser contemplados com esse grande sonho de “políticas publicas satisfatórias que assim como o sol precisa ser nascida para todos”


Agradecimentos:


Ana Maria Valdão


Marta Lucas

Durcce Domeneghetti-Jornalista






























































































































































































































































































































































































































































































































Agradecimentos:






























































































































































































































A BOLA MURCHA DA DIREÇÃO DO SINDSERV

OPOSIÇÃO ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA


Construindo um sindicalismo independente, participativo e de luta

Oposição à atual diretoria do Sindserv de São Bernardo do Campo, ligada à CSP.Conlutas

Boletim Agosto de 2011


A BOLA MURCHA DA DIREÇÃO DO SINDSERV


Sob o título “Oposição deve ter responsabilidade”, a diretoria do Sindserv publicou no dia 19 de agosto, um artigo no site da entidade fazendo novamente propaganda de si mesma, exaltando feitos não realizados e tecendo indiscriminadamente acusações à oposição. Não é novidade que esta diretoria use a estrutura do sindicato para se autopromover e caluniar os opositores ou desconfigurar fotos de membros da Oposição nos jornais. É desta forma que os diretores tem a cara de pau de se apresentarem como pais da democracia sindical, como bons exemplos, se utilizando do jornal que deveria servir para organizar a luta da categoria contra os ataques do Governo Marinho para distorcer fatos e contar mentiras. Já que a metáfora usada foi a bola, vamos ao jogo.


A JOGADA DA DIRETORIA.


Fazendo uso da estrutura sindical, a diretoria manipula informações ao afirmar que a “oposição teve quatro anos para construir uma alternativa à atual Diretoria” (grifos nossos), omite o nome do grupo e cita apenas que “membros que fazem parte da oposição à atual diretoria” ao tentarem inscrever sua chapa supostamente teriam praticado os atos “denunciados”. Com isto, a diretoria deliberadamente, e mais uma vez, tenta enganar o funcionalismo, pois do modo que escreve, deixa largas margens para que os trabalhadores pensem que tal grupo seja a Oposição Alternativa Democrática. É preciso lembrar para a diretoria que desde 2006 a “Oposição Alternativa Democrática” se apresenta publicamente como “oposição à atual diretoria”, por discordar da política adotada pelas gestões cutistas do Sindserv. E, com propostas e participação ativa nas atividades sindicais para fortalecer o Sindicato enquanto estrutura legítima para organizar a categoria, integrando as Comissões Setoriais, contribuindo no planejamento, organização e realização de reuniões com a categoria, a Oposição Alternativa Democrática sempre incentivou a participação consciente e a sindicalização dos trabalhadores, demonstrando coerência, responsabilidade e compromisso com os interesses coletivos do funcionalismo público.


O QUE REALMENTE ESTÁ EM JOGO é a perpetuação cutista à frente do nosso Sindicato, para isso vale tudo! Vejamos:


AS REGRAS. É verdade que “este Estatuto foi criado pela gestão anterior, justamente para dificultar a inscrição de chapas [mas não de todas as chapas, somente as das oposições!] e tentar manter eternamente na Direção o grupo que à época administrava o Sindicato”, porém, o que a atual diretoria do Sindserv não diz é que aquele grupo fez as alterações sob orientações da CUT. Em outras palavras: as pessoas podem não ser as mesmas da gestão anterior, mas a política de condução do Sindicato é, por isso não houve empenho em realizar as alterações no Estatuto para agora também utilizá-lo com a mesma finalidade, ou seja, permanecer à frente da entidade e continuar servindo aos interesses da administração Marinho, e não aos trabalhadores. Pelas regras do Estatuto do Sindserv somente após a inscrição das chapas a Comissão Eleitoral é constituída; os membros da Comissão Eleitoral são indicados pelas chapas inscritas e eleitos em assembleia.


A FALTA DE REGRAS. No caso da eleição em curso, a diretoria/chapa convocou assembleia para eleição da Comissão Eleitoral para as 17h30, horário de serviço de grande parte do funcionalismo, criando novos obstáculos à participação dos trabalhadores. Com esta manobra, a diretoria/chapa elegeu uma Comissão Eleitoral com membros indicadas por ela mesma. A isso se chama lisura do processo? A isso se chama transparência?


O CAMPO. A dificuldade para formar chapas, que estatutariamente atrela a uma única chapa diferentes instâncias (diretoria, conselho fiscal e conselho de representantes), condena a diretoria eleita ao esvaziamento porque exige que as chapas sejam constituídas por representantes de todas as unidades administrativas. Esta obrigatoriedade favorece quem está no poder e quem tem livre acesso ao governo, ainda mais em um governo privativista e que inchou as secretarias com cargos comissionados. Assim, um funcionário que está cercado por comissionados pode sofrer pressões para dar o nome para compor a chapa governista.
Outra vantagem do time que está no poder é o fato de ter diretores liberados que usando o carro do sindicato percorreram as secretarias buscando nomes para compor a chapa. A Oposição estava trabalhando! A Oposição está fazendo o processo de Revisão do Estatuto da Educação, está se empenhando para barrar o PCCS, está panfletando contra a terceirização da frota municipal.


Assim, os BURACOS DO CAMPO só existem para a oposição.


O JUIZ. Quem aceita a inscrição de uma chapa é o atual Presidente, logo pode fazer vistas grossas às irregularidades do grupo e ter todas as exigências para grupos opositores. Quem vai ter os dados para provar que há diferença no tratamento do grupos que desejem concorrer? Aliás foi assim que ocorreu com as inúmeras filiações que foram entregues para votar na oposição e não foram até hoje enviadas para o RH proceder aos descontos, ou seja, estes filiados não estão em dia com a entidade e não podem votar! Ah.... e se alguém quiser impugnar uma chapa concorrente, sabem que vai analisar o pedido de impugnação? A Comissão Eleitoral, que foi “eleita” com a indicação da própria diretoria e da chapa cutista, logo, o juiz não irá impugnar sua própria candidatura.


O RESULTADO VERGONHOSO. A diretoria/chapa decide com quem vai concorrer, e se vai concorrer com alguém. No campeonato eleitoral patrocinado por esta diretoria, ela decidiu jogar sozinha para não correr o risco de perder o jogo. Quem perde novamente é a categoria que fica alijada de participar democraticamente do processo eleitoral que irá escolher os representantes da sua entidade de classe.


A FRAUDE. Sentindo-se com a bola e o apito na mão a diretoria/chapa publicou os nomes que compõe a chapa faltando 6 (seis) unidades administrativas![Coordenadoria de Assuntos Governamentais, Orçamento e Planejamento Participativo, Relações Internacionais, Serviços Urbanos, Fundação Criança e ETCSBC]. Mesmo assim a inscrição foi aceita pela diretoria/chapa da CUT como chapa completa. No boletim do Sindicato MENTEM DESCARADAMENTE e ainda tentam se vangloriar de ter apoio da categoria!


CHAMADO À COERÊNCIA. Devido à dinâmica de montagem das chapas, temos certeza de que há pessoas que deram seus nomes para compor a chapa da CUT e desconhecem os fatos que explicitamos, e mais do que isso, não concordam e não compactuam com essas manobras típicas da política cutista, por isso fazemos um chamado público para que estes colegas retirem seus nomes e rompam publicamente com as falcatruas da diretoria/chapa. E, se assim o fizerem, juntem-se à Oposição Alternativa Democrática para construir ações concretas pela democratização do Sindicato, em defesa do funcionalismo municipal e contra os ataques do Governo Marinho. Nosso orgulho não está em conquistar poder, mas sim em poder conquistar coletivamente condições dignas de trabalho e salários decentes para todo o funcionalismo!


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MARINHO TIRE AS MÃOS DA NOSSA APOSENTADORIA! NÃO AO SBCPREV


Na última quarta-feira, 24/8, a categoria deu um exemplo de coragem ao invadir o Plenário da Câmara para impedir a votação de mais um projeto autoritário do Governo Marinho – o PL que cria a SBCPrev. Os funcionários permaneceram na Câmara desde o início da sessão, buscaram dialogar e sensibilizar os vereadores para as nossas reivindicações democráticas, mas a maioria dos vereadores (15) está ensurdecida pelo apito do trenzinho da alegria de Marinho, certamente já devem ter negociado seus lugares, ou seja, devem ter trocado voto por cargos na autarquia. Nem o desgaste junto a categoria importa, estão apostando na velha história de que brasileiro tem memória curta e que o ano que vem, em que teremos eleições municipais, ninguém se lembrará desse e outros desmandos do governo e do legislativo. E, os interesses deles devem ser maiores do que podemos imaginar porque mesmo com dois pareceres jurídicos e um parecer financeiro da assessoria da Câmara apontando irregularidades no projeto, os 15 vereadores estavam dispostos a votar na íntegra o projeto. Por isso, não tivemos outra saída senão invadir e impedir essa vergonha.
Temos que denunciar sistematicamente quem está contra o funcionalismo e portanto, contra a população de São Bernardo do Campo, e exigir que representem os interesses da população e não os seus. Veja quem são os 15 vereadores: Toninho da Lanchonete (PT), Zé Ferreira (PT), Tião Mateus (PT), Paulo Dias (PT), Luizinho (PT), Matias Fiuza (PT), Pastor Ivanildo (PSB), Miranda da Fé (PSB), Ary de Oliveira (PSB), Cabrera (PSB), Gilberto (PMBD), Tunico Vieira (PMDB), Fábio Landi (DEM), Mauro Miaguti (DEM), Sergio Demarchi(PSB).


POLÍTICA DA CUT


Os jornais locais da quinta-feira, 25/8, divulgaram amplamente o ocorrido na Câmara e o ABCD Maior trouxe outra notícia curiosa: “o secretário de Governo, Maurício Soares (PT), afirmou que o Sindserv (Sindicato dos Servidores), filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), não obedece a orientações da central sindical.”, dando a entender que a política da CUT é passar o trator por cima dos interesses da categoria! Está implícito na matéria que as ordens da CUT eram para que o Sindicato não fizesse nada para barrar a votação do projeto. O que nem Maurício, nem o Jornal dizem é que as propostas de enfrentamento desta política foram votadas em assembleia a partir da intervenção da Oposição Alternativa Democrática que constantemente chama a diretoria para organizar a luta. Nesta assembleia inclusive fomos chamados de demagogos porque propúnhamos ações demais para serem feitas, porque tem diretor que acha que basta marcar posição, não vê a necessidade de organizar a categoria. A proposta de invasão foi nossa, porque entendíamos que havia uma posição fechada do governo de não conversar com a categoria e por isso deveríamos radicalizar nossas ações. Novamente foi o posicionamento firme da Oposição que apoiada pela categoria que aprovou nossas propostas e levou a direção a agir. Não fosse assim a história poderia ser bem outra!


VITÓRIAS IMPORTANTES


Até agora tivemos vitórias importantes fruto da nossa luta cotidiana. O Governo Marinho protocolou o projeto na Câmara em regime de urgência sem sequer discuti-lo na mesa de negociação permanente, desrespeitando o acordo coletivo firmado. Depois as comissões setoriais se reuniram com representantes do Governo que explicou o projeto, sem nos convencer.
Reivindicamos a retirada do projeto e foi negado; o secretario de Assuntos Governamentais disse que não ia ficar discutindo, que se manteria o projeto no regime de urgência. Fomos à audiência pública, lotamos o auditório da Câmara, protestamos, vaiamos os que apoiavam o projeto do governo e aplaudimos os discursos que defendiam a democracia, o nosso direito de discutir e fazer propostas sobre o futuro da nossa aposentadoria.
Aprovamos na assembleia as ações para rejeitar o projeto e o envio do parecer técnico elaborado pelos conselheiros da FUPREM. O governo vendo nossa resistência correu para apresentar emendas, tentando aprovar o projeto, sem no entanto fazer alterações cruciais para nós e, principalmente sem garantir tempo para que a categoria de conjunto, por meio das comissões setoriais, discuta o projeto e aponte suas demandas. Mesmo assim, isto foi mais uma vitória, ainda que parcial. Ainda temos muito que lutar porque muito há a conquistar, pois na sexta-feira, 26 de agosto, o Diário do Grande ABC trouxe a manchete “Marinho descarta modificar SBCPrev”, com a notícia de que “O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), descarta hipótese de alteração no projeto de criação do SBCPrev, autarquia que irá gerenciar o sistema previdenciário municipal. A reunião que seria realizada ontem para esclarecimento do texto foi cancelada. Segundo o secretário de Governo, Maurício Soares (PT), após diálogo com o chefe do Executivo, ficou definido ser perda de tempo o encontro com representantes do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) e Fuprem (Fundo de Previdência Municipal).”. O Governo segue irredutível, por isso o Sindserv precisa urgentemente convocar a categoria para cruzar os braços na quarta-feira, estamos em estado de greve e não podemos deixar Marinho nos tratar com descaso e seguir fazendo propagandas enganosas na TV, usando nosso dinheiro para enganar a população. Se for preciso temos que ir à greve! Quem ganhou partes pode ganhar o todo, é importante lembrar que vencemos a luta contra o PPCS autoritário de Marinho, com todos os embates que fizemos ele já divulgou na grande impressa a retirada do projeto e na sequência veio com a SBCPrev. Não vamos desistir da luta contra os desmandos do Governo Marinho.


PRÓXIMA AÇÃO: Todos à Câmara Municipal, cujas sessões estão ocorrendo no Teatro Cacilda Becker, a partir das 9 horas! É preciso lotar a Câmara para mostrar para o prefeito e para os vereadores que não vamos aceitar um projeto sem discutir com a categoria! Todos juntos somos fortes!
Você que está conosco na construção de um Estatuto da Educação democrático, que esteve junto para barrar o PCCS e que agora está lutando para impedir a aprovação da SBCPrev é uma pessoa importante para colaborar conosco na organização da categoria. Junte-se à Oposição Alternativa Democrática, entre em contato pelo nosso endereço eletrônico:
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Notas sobre Líbia, o imperialismo e a revolução árabe



Pedro Fuentes

Os combatentes rebeldes líbios, já apoiados por uma grande parte da população de Trípoli, estão acabando com os últimos focos de resistência de Gaddafi. Trata-se de um novo triunfo, mais um da revolução que se desenvolveu no mundo árabe a partir do começo do ano e que seguramente se estenderá a Síria, Iêmen, Marrocos, Argélia. Nosso partido não pode se confundir de maneira nenhuma dando apoio – mesmo que crítico – a Gaddafi ou Bashar al Asad. Nós, que defendemos as bandeiras do “socialismo e da liberdade” ficaríamos do lado oposto às revoluções democráticas, que estão comovendo o mundo e a dominação imperialista.

A revolução na Líbia, por ser o processo mais complexo da região abriu uma série de questionamentos. Sete semanas após seu começo e quando as tropas de Gaddafi ameaçavam Bengazi, a OTAN interveio com seus bombardeios aéreos. É a partir daí que surgem dúvidas em muitos lutadores e que setores da esquerda também planteiem que o que ocorre é um triunfo do imperialismo. Trata-se de um debate muito importante. Se aceitarmos esse raciocínio o que estaria acontecendo é que na região árabe é que na região árabe se iniciou uma contra-revolução que vence una Líbia. Sob a idéia de uma luta contra o imperialismo estaríamos justificando as matanças de Gaddafi e de Bashar al Asad de milhares de lutadores. Esse mesmo raciocínio levaria a pensar que definitivamente o que houve no mundo árabe foi revoltas que terminaram controladas pelo imperialismo.

É verdade que a Líbia é um país cobiçado por sua riqueza petroleira e por causa dela os perigos da ingerência imperialista existem. Mas, o mais importante e determinante da situação é que o velho regime está sendo derrubado; esse é o triunfo do povo líbio e da revolução democrática árabe que deu um novo passo adiante.

O Levante Popular na Líbia e a Guerra Civil

As manifestações revolucionárias iniciadas na Líbia em 16 de fevereiro em Bengazi e que logo se propagaram a varias cidades chegando à Trípoli sob o lema “Fora Gaddafi”, foram um feito previsível. A Líbia se encontra geograficamente entre Tunísia e Egito, os dois países que, nessa data já haviam instalado revoluções populares. Gaddafi não era muito diferente de Ben Alí e Mubarak; Conduzia também um regime autocrático no qual não cabiam mais partidários que os de sua família e se mantinha com o controle por meio da repressão. Com o levante revolucionário que encabeçou em 1969, a Líbia se converteu em um país independente. Mas, como já aconteceu muitas vezes na história, o governo nacionalista foi se degenerando para culminar em 2000 com um forte acordo com o imperialismo. Os abraços com Tony Blair, Berlusconi e, mais recentemente a própria Hillary Clinton, selaram a abertura da riqueza petroleira para as empresas estrangeiras. ENI da Itália, Winterstal da Alemanha, Total da França, Marathon e Philips dos EUA obtiveram grande parte do petróleo líbio. Esses abraços foram mais estreitos quando Gaddafi tomou partido na “Guerra contra o Terror” de Bush a partir da qual se justificaram as invasões do Iraque e Afeganistão. Gaddafi assumiu uma posição ativa de perseguição do islamismo e uns dos principais suportes da política imperialista em toda a região.

O levante popular foi protagonizado pelo povo, com os jovens da vanguarda, da mesma forma que sucedeu em outros países. Bengazi, uma zona tradicionalmente opositora, se transformou no centro da revolução e as mobilizações se estenderam para numerosas cidades alcançando Trípoli alguns dias depois. Jamal Jaber, militante libanês que esteve em Bengazi enviado pela revista trotskista Inprecor relata, em um recente artigo sua experiência em Bengazi. Ele fala de uma “total liberdade de expressão e uma vida associativa intensa.” Destaca como impactante a participação das mulheres nas atividades da Praça da Liberdade, rebatizada com esse nome (era Praça dos Tribunais). Ele disse que pode constatar uma quantidade de demandas exigindo a emancipação das mulheres, assim como uma participação muito grande de jovens. Relata que na praça havia um grande cartaz que dizia “Por uma Líbia unida contra a divisão” e algumas fotos do Che e de Bob Marley entre os jovens muito ativos. Um grande cartaz dizia “Palestina e Líbia: revolução para a nação árabe”. Tivemos a possibilidade de estar na Praça Tarhir do Egito o una Boulevard Borguiba de Túnis, podemos compreender que era algo muito similar com o que se passava no país.

“Esmagar os revolucionários como ratos”

A diferença com essas revoluções é que na Líbia o regime não caiu, Gaddafi resistiu às primeiras grandes investidas populares e lançou uma brutal repressão. Seif Al Islam, seu filho e sucessor, graduado em Economia e Relações Internacionais em Londres, ocupou a televisão para afirmar de forma ameaçadora que estavam dispostos a usar toda a força militar para esmagá-los como camundongos. E assim o foi. Apesar da deserção de alguns líderes e ministros, Gaddafi manteve o controle do exército para lançá-lo brutalmente contra o povo mobilizado nas ruas. A repressão sanguinária custou milhares de mortes. O povo não se assustou e se armou graças ao assalto a delegacias e quartéis e com isso, a revolução deu um passo para transformar-se em um enfrentamento armado desigual. Em um primeiro momento as milícias que foram conformando o exército rebelde conseguiram avançar sobre cidades importantes e com ele surgiu a Autoridade Provisória que agora passou a se chamar CNT (Conselho Nacional de Transição). Esse exército não-profissional foi o resultado de uma ampla frente anti-Gaddafi formada pelos jovens voluntários que surgiram nas praças, militantes do islamismo agrupados na Irmandade Muçulmana, setores democráticos de classe média, entre eles muitos profissionais, e setores burgueses que se localizam em Bengazi. Há, inclusive, militantes islâmicos radicais que têm conexões com a Al Qaeda.

Sua preparação improvisada e seu plano militar espontaneista e caótico tornou possível que Gaddafi, com base nos bombardeios de sua aviação e seu exército profissional recuperasse terreno e lançasse uma ofensiva brutal e sanguinária que impôs um cerco ameaçador sobre Bengazi.

A intervenção da OTAN

A OTAN interveio quando se preparava um banho de sangue exemplar em Bengazi para terminar com a revolução. Não seria a primeira vez que Gaddafi lançaria uma repressão violenta sobre esta cidade: o fez em 1984 contra um levante popular da oposição.

Há de se destacar que o imperialismo deixou a ofensiva de Gaddafi correr durante todo esse tempo. Os rebeldes pediam armas, que os países ocidentais se negavam a dar sob o pretexto de não armar os islâmicos vinculados à Al Qaeda. Os rebeldes também pediram o fechamento do espaço aéreo no início de março e a Liga Árabe fez o mesmo em 6 de março. A ONU aprovou sua resolução no dia 17 do mesmo mês e sua intervenção começou vários dias depois. Dessa maneira, as Nações Unidas intervieram quando a revolução estava debilitada, e para evitar que aparecessem como cúmplices da matança aos olhos da grande maioria da população mundial. Os rebeldes apelaram aos únicos que podiam apelar para defender sua revolução e Bengazi. Estavam entre a cruz e a espada, morrer como ratos ou salvarem-se por meio dos bombardeios da OTAN. Como escreveu Gilbert Acchar em seus artigos publicados no Inprecor, nesta situação era lícito fazer um pacto com o diabo.

No já citado artigo de Jamal Jaber, ele também conta que, “a maioria dos insurgentes que entrevistou em Bengazi, sobretudo os jovens, continuam pensando que a intervenção da OTAN é necessária para acabar com o que resta do regime de Gaddafi e estender a autoridade do CNT (Conselho Nacional de Transição) sobre o conjunto do território. Mas que se trata de um acordo de curto prazo”. “Quando eu frisei que se tratava de uma questão perigosa, eles me responderam que não era mais de uma convergência de interesses em curto prazo, e que eles, (os imperialistas) não teriam mais vantagens sobre o petróleo das que Gaddafi já havia acordado”.

Então, não é uma coincidência que apesar da heterogeneidade, esta frente anti-Gaddafii nunca pediu soldados em terra. E não é por coincidência que um dos cartazes mais significativos na Praça da Liberdade dissesse “Não à intervenção estrangeira sobre o nosso solo”.

Por isso, era e é um erro pensar que a partir dos bombardeios os rebeldes se transformaram em uma peça do imperialismo. Dessa maneira perde-se de vista o conjunto da revolução árabe e da Líbia como parte dessa revolução, bem como as grandes diferenças que essa ação militar possui em relação a outras levadas a cabo pelo imperialismo. O imperialismo é sempre um inimigo, evidentemente, e até que as massas o derrotem no mundo, são o principal inimigo no sistema capitalista. Mas há que se fazer uma análise concreta da situação em que atua; nem todas suas intervenções são iguais e têm a mesma força.

Porque a Líbia não é o Iraque

A intervenção na Líbia é muito diferente das guerras de Bush e Rumsfeld no Afeganistão e no Iraque em importantes aspectos. Iraque e Afeganistão foram guerras de conquista territorial com objetivos colonialistas, nas quais os bombardeios altamente destrutivos tinham como finalidade facilitar a ocupação militar dos territórios. Ademais, nesses países havia no poder governos autocráticos que tinham controle total sobre o regime. Na Líbia, a intervenção ocorre quando há uma revolução em curso e depois que se deram mal nas guerras de conquistas que mencionávamos. É uma opinião geral que no Iraque não conseguiram implementar seus objetivos e tiveram mais perdas que ganhos, por isso estão se retirando, e que o Afeganistão vai pelo mesmo caminho.

Se até agora não foi posto na Líbia nenhum soldado em terra e não se encarou como uma guerra de conquista, se deve à luta das massas líbias, das massas árabes e das derrotas sofridas no Iraque e Afeganistão. Isto não quer dizer que na nova situação – como logo veremos – não se tente como em muitos outros países desembarcar uma tropa de paz sob o pretexto de conter a anarquia e as mortes. Mas é totalmente diferente de uma ocupação militar. Esta política distinta se expressa também no fato de que pela primeira vez a ação militar não foi encabeçada pelos EUA e sim pela França. As diferenças entre o número de aviões e de bombardeios entre essas guerras, e mesmo a do Kosovo, com a Líbia é muito grande. (Na “tempestade no deserto” em 11 dias no Iraque foram feitas 2.555 incursões por dia, no Kosovo os aliados usaram 1.100 aviões e realizaram em 78 dias 38 mil incursões, na Líbia foram 250 aviões que efetuaram em 124 dias 11 mil, ou seja, 57 incursões por dia).

Em um artigo de opinião no jornal inglês The Guardian, Mohamed Salem escreveu: “Se nos disserem que a Líbia está destinada a ir pelo caminho do caos e da fragmentação. Que a Líbia será outro Iraque ou Afeganistão. Se enganam, porque o cenário pós conflito é diferente destes exemplos onde a intervenção militar teve fracassos cruciais. Na verdade, se estuda os acontecimentos, Líbia está a ponto de ser o mais completo e com mais possibilidade êxito da maioria dos levantes árabes”.

E de fato isto pode ser dessa forma. Porque no Egito e Tunísia a revolução democrática terminou com o regime autocrático, mas não com todas as instituições dele; ficaram o exército, a polícia e a justiça e sobre estas a burguesia tenta – e pode talvez conseguir – conter e amortecer o processo para que não se aprofunde. Na Líbia a situação é outra. O regime está totalmente desfeito, uma grande do povo está armado, e por isso mesmo existem as condições para que o processo democrático popular revolucionário avance com novas instituições.

Não por coincidência a política do imperialismo foi a de tentar até o último momento uma negociação com Gaddafi para que isso não ocorresse. Antes e durante os bombardeios se negociava um plano de divisão do país, com os rebeldes controlando o Oriente com a capital em Bengazi e o ocidente com Gaddafi, ou um sucessor, com capital em Trípoli. Recordemos que a resolução da OTAN e as declarações dos líderes ocidentais sempre foram muito cuidadosas sobre o que fazer com Gaddafi.

Se a divisão da Líbia não ocorreu foi pela luta dos rebeldes e em particular pela heróica resistência que fizeram em Misrata, cidade localizada a oeste na zona controlada por Gaddafi. Os habitantes desta cidade agüentaram dois meses de ataques de Gaddafi. “Jogaram-nos de tudo, até mísseis Grad. Também nos atacaram pelos lados. Eles têm melhores armas e mais meios, inclusive instrumentos de visão noturna”, contava um morador ao diário El Pais, da Espanha. Esse cerco a Misrata foi pouco repelido pela OTAN, que deixou Gaddafi livre. Foi a heróica resistência dos rebeldes que conseguiu rompe-lo. E são estes combatentes de Misrata que agora cumprem um papel fundamental para a tomada de Trípoli e a marcha até Sirte. Foi assim que o processo revolucionário avançou e evitou a divisão do país.

A nova situação está perfeitamente sintetizada na nota de Mohamed Salem que citamos: “Líbia está a ponto de ser o mais completo e com mais possibilidade de êxito da maioria dos levantes árabes”, ou seja, estão em condições para avançar até um regime novo, uma assembléia constituinte que reconstrua o país sobre outras bases democráticas.

Impedir a política de controle do imperialismo

Derrotado Gaddafi o povo tem a grande tarefa de reconstruir o país sobre bases democráticas e independentes. A partir da queda do ditador a frente anti-Gaddafi vai separar-se entre aqueles setores mais vinculados com o imperialismo e os mais autênticos representantes da revolução líbia. A nova questão que se coloca é impedir as tentativas do imperialismo que, em retrocesso em toda a região, pretende recuperar algum peso político a partir de Líbia e ficar com o petróleo desse país. A tarefa a partir deste novo momento é a de solidariedade com o povo líbio para impedir a política colonialista que começará sobre a base de ajudar a reconstrução do país. O que Líbia precisará é ajuda humanitária solidária e não a presença de missões da ONU, que sob o pretexto da pacificação, pretenderão pôr o pé do imperialismo no país.

A revolução árabe golpeou o imperialismo na região

A revolução árabe, ou apesar dela para aqueles que defendem Gaddafi, virou de cabeça para baixo o esquema de dominação imperialista na região, que se sustentava com o apoio das ditaduras árabes – excetuando a Síria – à política dos EUA no conflito entre a Palestina e Israel. Com a queda de Mubarak no Egito todo arranjo imperial mudou. A revolução árabe teve conseqüências diretas até mesmo em Israel, onde começaram mobilizações de indignados reunindo mais de trezentas mil pessoas. O imperialismo está correndo atrás, na defensiva, em um processo revolucionário que, como assinalava o cartaz na praça de Bengazi, tem fortes elementos antiimperialistas, “Palestina e Líbia: revolução para a nação árabe”. Temos visto a bandeira palestina em todas as manifestações ocorridas na região; o rechaço à política dos ditadores e o apoio à causa palestina são componentes importantes da revolução árabe. As ditaduras estão caindo pelas suas políticas econômicas e seu regime opressor, mas também porque são vistas como os agentes traidores no mundo árabe da luta do povo da Palestina.

Uma pesquisa de um importante instituto dos EUA sobre o prestigio do governo dos EUA na região, que se faz anualmente a 4 mil pessoas em seis países árabes (Marrocos, Egito, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos), mostra a queda impressionante que teve o governo Obama em 2011, o ano da revolução. O informe diz que “Quando Obama fez o pacto na Universidade do Cairo em 2009, há 100 dias no cargo, a aprovação dos EUA passou de 9% em 2008 (era Bush) para 30%, mas agora caiu para 5% na pesquisa desse ano”. “No Marrocos, por exemplo, as atitudes positivas fizeram os Estados Unidos passar de 26% em 2008 a um pico de 55% em 2009 e hoje em dia caiu a 12%”. O informe conclui dizendo que “este é um balde de água fria sobre as ilusões de alguns analistas nos EUA e em Israel, que queriam imaginar que, no contexto da primavera árabe, os árabes sentem que o tema palestino não é tão central para suas vidas”.

Os perigos para a revolução árabe existem. Nesse rico processo, todavia, não surgiram direções antiimperialistas conseqüentes ou socialistas, nem classistas com peso de massas. Essa situação não é culpa das massas destes países, mas sim uma conseqüência que pagamos pelo descrédito que tem o socialismo com alternativa real, como decorrência da experiência do socialismo estalinista que fracassou, e que dominou por décadas, setores importantes do movimento de massas. Mas essa ausência não pode servir para desmerecer as grandes ações que as massas realizaram, e com elas as mudanças que estão fazendo no mundo e sua própria aprendizagem que levará mais cedo ou mais tarde à formação de novas alternativas revolucionárias. Nisso temos que apostar. O que fazem é muito; estão mudando o planeta e por isso vivemos em um mundo mais explosivo desde que os povos árabes saíram à luta em janeiro. Estamos em agosto e já tivemos as praças da Espanha e Grécia, a revolta inglesa, as lutas do Chile, as grandes mobilizações contra a corrupção na Índia e as greves do Cazaquistão. A insuspeitamente esquerdista revista Forbes assim titulou um recente artigo: “Os conflitos no Reino Unido e a nova guerra de classes mundial”. É verdade, a luta de classes voltou e nela temos que apostar para avançar no caminho do socialismo com liberdade.

Via e-mail de "Antonio Jacinto Indio", recebido 30/08/2011, publicado 30/08/2011.

Nas asas de empreiteiras, Lula "pale$tra" no exterior

do blog do jornalista Políbio Braga:

"Depois de uma semana dedicada a articulações políticas para a eleição do ano que vem, o ex-presidente Lula retoma, a partir de hoje, a vida de palestrante internacional. Contratado pelas empreiteiras OAS e Queiroz Galvão, o petista irá à Bolívia, à Costa Rica e a El Salvador. Nos três países, o ex-presidente também terá atividades políticas e se encontrará com os presidentes locais.

. O tema de todas as palestras será o mesmo: integração regional e o desenvolvimento social e econômico dos países da América Latina. Lula viaja em jatos particulares bancados pelas empreiteiras e acompanhado de assessores. Ele recebe cerca de US$300 mil por palestra no exterior.


. O giro do ex-presidente começou ontem, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde participaria à noite, com o presidente boliviano Evo Morales, de uma reunião com movimentos sociais no estádio da cidade. Hoje de manhã, pago pela OAS, Lula falará a empresários, industriais, produtores rurais e integrantes da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos."

Corre servidor que “a coisa” está preta




Corre servidor público que o tempo é curto para evitar a Câmara de São Bernardo aprovar quarta-feira o projeto que transforma o Fuprem em autarquia do jeito que o prefeito Luiz Marinho quer. Corre porque a maioria dos vereadores oposicionistas aderiu aos “encantos” do prefeito e certamente essa adesão não ocorreu por causa dos olhos de Marinho.

Duas comissões (Constituição e Justiça e de Finanças) rejeitaram, mas a Comissão Mista aprovou o projeto, por meio do qual o controle da autarquia será exercido por estranhos à classe, mas leais ao prefeito. Também, nas últimas horas, todos ou quase todos os vereadores da oposição alteraram a opinião e um deles tentou me provar que Marinho “está certo.” Neste “está certo” – acredite se quiser! - inclui-se a retomada de três imóveis dados pela prefeitura ao Fuprem em pagamento ao dinheiro que o ex-prefeito Maurício Soares usurpou do órgão.

Servidor, a coisa está preta. Com o pretexto de chamar a Guarda Municipal para impor ordem às sessões da Câmara, a maioria dos vereadores quer intimidá-los. Eles dizem que vocês, servidores, invadiram a Câmara na sessão da última quarta-feira e que “isso não pode”, também não se pode invadir o Palácio dos Bandeirantes para protestar, mas quem o invadiu em 1983 e o depredou foi o então deputado estadual Expedito Soares, do PT.

O apitaço que está em organização não terá êxito se vocês não solicitarem a presença de um representante do Ministério Público Estadual para acompanhar o comparecimento popular à Câmara quarta-feira de manhã. Também não terá sucesso se vocês não convidarem emissoras de rádio e televisão para fazerem flashes (notícias breves) ou transmitirem o acontecimento “ao vivo” da área do Paço Municipal. Essa é uma forma de constranger os vereadores em chamar a Guarda.

Corre, pois tudo indica que vocês foram enganados com a audiência pública com aparência de seriedade, realizada pela Câmara para ouvir suas queixas. E se não tomarem cuidados, além de terem o nome negativado no SPC e no Serasa por atrasar pagamentos do IPTU, de perderem o controle do Fundo de Previdência e de pagar salário de R$ 9 mil para os protegidos do prefeito a serem nomeados para a direção da autarquia, ainda levarão porrada da Guarda Municipal ou da Polícia Militar. Corre que o tempo é curto.

Carlos Laranjeira é jornalista.

Comentários para:

politika@uol.com.br


http://carlos.laranjeira.zip.net/, publicado 26/08/2011, acessado 31/08/2011.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Marilda Dib é premiada


Da Redação

A artista plástica Marilda Dib recebeu no último dia 23, no Shopping Granja Viana, medalha de prata na categoria esculturas durante exposição organizada pela Galeria Spazio Surreale. A exposição que reuniu 34 artistas plásticos e pintores poderá ser visitada até o próximo dia 11. Marilda concorreu com três de suas obras, Vida, Garota de Ipanema e Chamas. "Cada prêmio que recebo é comemorado de forma única. E esse não é diferente, principalmente porque fui premiada pela galeria onde exponho minhas obras", explica Marilda. Para conhecer um pouco mais de seu trabalho, um showroom com suas obras está localizado na rua Caconde, 234, Jardins.


http://www.jornalabcreporter.com.br/noticia_completa.asp?destaque=15138, publicado 29/08/2011, acessado 29/08/2011.

Quando o assunto é espiritualidade...

Espiritualidade é algo muito particular; é como cada um lida com sua vida no seu dia a dia; as batalhas enfrentadas no cotidiano e as bênçãos recebidas. Porém, há certo ponto que muito me intriga, e que, independentemente da espiritualidade de cada pessoa, é um assunto bem curioso: Por que conhecemos determinadas pessoas e passamos por determinadas situações em nossa vida?

Segundo os espíritas, que, inclusive, espiritismo não é considerado religião, mas filosofia de vida, doutrina.
Eles afirmam que têm pessoas com as quais convivemos durante algum tempo e com e/ou por elas sofremos, porque são um "carma" de resgate de vidas passadas.

Enquanto os adeptos da lei da física quântica (coisa já bem comprovada) acreditam que tanto as pessoas quanto os acontecimentos em nossa vida são somente atraídos pelos nossos próprios pensamentos e sentimentos...

Qual destas duas leis mais se aproxima da verdade? Da proposta de paz interior?

(Imagem retirada do blog: dennert1975.blogspot.com)

domingo, 28 de agosto de 2011

Sete pontos acerca da Líbia


por Domenico Losurdo



Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:



1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de "informação" burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra "inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO"; foi "o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi". Uma peça do International Herald Tribune de 24 de Agosto mostra-nos "rebeldes" que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que "três semanas" antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia "centenas" de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de "pequenos grupos da CIA" e de uma "ampla força ocidental a actuar na sombra", sempre "antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março".

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: "A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra". Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise económica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das "nações não ocidentais" e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: "Nova Líbia, desafio Itália-França". Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético activismo de Sarkozy, "compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo:   guerra económica, com um novo adversário:   a Itália obviamente".

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: "Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço".

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: "Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa". Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a protecção dos civis! E a imprensa, a "livre" imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a "notícia" segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta "notícia" caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra "nova" segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o "Negus dos negreiros"; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o "ditador". Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: "O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: 'a guerra deve fazer-se', a guerra seguia-se efectivamente". Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma "liberal" daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os "monarcas absolutos" da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.