quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ouvindo Florbela



OUVINDO FLORBELA

O silêncio absoluto da madrugada é quebrado pelo CD.
Ensaio a poesia: ela não vem.
Insisto, mas Florbela me detém.
Sua poesia musicada tem gosto de rara emoção.
Sinto-me pequena diante da
sensibilidade extrema dos seus versos.
Espanca meu coração aflito,
 indeciso, em meio a um turbilhão.
Céu nublado,
gritos sufocados,
a caneta titubeia à mão.
Desisto!
Rendo-me à sua poesia:
 musicada ou não.
Florbela,
mulher letrada,
pioneira em sua estrada,
neurose escancarada,
vai além da imaginação.
Eu,
nas suas entrelinhas, sou esperança
de rever a vida e suas tramas,
reinventar-me poeta na solidão.

Rogoldoni
13 04 2012
RL T 3 654 433



2 comentários:

  1. Maria Helena Bandeira9 de maio de 2012 21:44

    Pensei em voce, é claro.

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  2. O que está na ponta do lápis sempre sou eu.

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